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Escrito por • 18/04/2011

a “bandinha” do brasil

faz pouco tempo que saiu a última versão do network readiness index do fórum econômico mundial e o brasil, nele, e pela primeira vez em anos, subiu de posição. o que isso quer mesmo dizer?

há quase um ano, escrevi na folha de são paulo um texto [o plano, a banda e a inclusão digital] que foi replicado em vários sites abertos, inclusive no CDES, o conselho nacional de desenvolvimento econômico e social, do qual faço parte. o texto, na íntegra, é repetido abaixo.

Nos últimos dez anos, regredimos mais de 20 posições nos índices de quantidade e qualidade da infraestrutura digital. Não que o Brasil estivesse indo para trás de forma acelerada: no período, o país viu uma quase universalização dos celulares, um bom aumento da proporção de residências com PCs e a conexão de um bom número de casas à rede.

O que a década de queda -do 38º para o 59º lugar no Network Readiness Index do World Economic Forum, por exemplo- quer dizer é que outros países se moveram muito mais rápido. E isso é um problema, agora e no futuro próximo, primeiro porque muitos deles são nossos competidores, mas também, e mais gravemente, porque o mundo conectado vive, intensamente, a sociedade e a economia da informação e do conhecimento. Estar fora da rede, hoje, é como estar fora do mundo.

E o Brasil perdeu tempo. Muito tempo. Desde os primórdios da internet por aqui, havia planos de universalização do acesso. Sabia-se desde o princípio que a rede iria mudar o mundo e se tornar mais uma de suas infraestruturas básicas, uma "utility" tão essencial como eletricidade, água e esgoto.

O conceito -hoje universal- de tratar telefonia e telefones como apenas mais uma aplicação sobre uma infraestrutura (servidores, roteadores, satélites…) e serviços (os protocolos da rede) padrão da internet tem quase década e meia.

Ou seja, faz tempo que se sabia e se dizia, aos quatro ventos, que tudo o que era comunicação ia convergir, mais cedo ou mais tarde, para a internet. Por que, então, ainda estamos no estágio de penetração e uso de banda larga relatado no "Comunicado 46" do Ipea

A razão fundamental é que o Brasil não teve, na última década e meia, políticas públicas que cuidassem de conectar o país na quantidade e na qualidade que precisamos.

Banda larga não chega nem à metade dos municípios e só existe em cerca de 21% dos lares.

Como se não bastasse, mais de 54% das nossas conexões "de banda larga" têm velocidades nominais abaixo de um megabit por segundo, o que significa que vídeo pela rede, por aqui, é coisa rara. E de má qualidade. O que torna muito difícil educação, saúde e negócios pela rede, entre outras tantas coisas que existem e são usadas, como fato consumado, mundo afora.

Sem falar que, mesmo para o uso comum da rede, mesmo para o que "dá para fazer" com a rede que se tem, o preço do megabit por segundo brasileiro é estratosférico: aqui, como porcentagem da renda familiar, banda larga custa dez vezes mais do que nos países mais conectados. Depois de quase 15 anos de privatização do setor, o "mercado", ou seja, o que temos de políticas públicas, regulação, reguladores e empresas, simplesmente não fez o que deveria ter feito.

Resultado? Voltamos quase a um ponto de partida e decretamos um Plano Nacional de Banda Larga, cuja gestação tem que ser debitada ao cenário descrito acima. A ineficiência das operadoras fixas no provimento de acesso em banda larga em quantidade, qualidade e preço acessível é a mãe do PNBL . Poderiam ter feito -e exigido- muito mais. Não o fizeram. Deu no que deu.

Um PNBL bem executado pode se tornar uma intervenção estatal de qualidade nos negócios de conectividade, e não necessariamente uma nova infraestrutura de serviços de rede necessária para tal.

Até porque o PNBL parece um novo "plano de integração nacional" e seu papel pode ser muito parecido ao das estradas e TVs no passado, ao trazer para a rede mais da metade dos municípios e 70%, 80% das casas.

Muita gente reclama e desconfia do plano, quase como se fosse uma reestatização do setor de telecom.

Mas telecom, a das antigas companhias de telefonia, não existe mais, transformou-se em conectividade, fixa e móvel. E é significativo que o PNBL não trate de mobilidade, e sim de conectividade fixa, onde o mercado, simplesmente, falhou.

a bem da verdade, o texto tem [pelo menos] um erro: na década passada, o brasil não regrediu do só 38º para o 59º lugar no network readiness index do world economic forum, mas do 38º para o 61º lugar, dois a mais do que o colunista da folha reportou.

imageagora, na avaliação 2010/2011, o WEF anuncia que o brasil subiu cinco posições e está no 56º lugar entre os 138 países considerados no estudo. pra comparar, a coréia do sul, que estava no 15º lugar em 2009/10, também subiu cinco posições, para o 10º lugar. o fato é que estamos, no concerto global dos países, dezoito lugares abaixo do que estávamos em 2000/2001… abaixo da china [36º] e índia, 48º. a rússia, o R dos BRICs, perdido no tempo, espaço e economia, subiu uma posição, do 78º para o 77º lugar. difícil. malásia e indonésia estão bem melhores que nós, assim como o chile, caso à parte na américa latina. vá ver o relatório.

em boa parte, o brasil está onde está por uma combinação de de falhas de mercado, operadoras e políticas públicas, como explicitado no texto citado acima. mas mesmo aqui no brasil, quem tem meios e mora nos lugares onde há uma infraestrutura acima da média, a banda não está "tão" ruim, apesar do país, de novo, não estar nem perto dos primeiros. a velocidade média efetiva de downloads, no brasil, é de 4.71 megabit/s segundo o netIndex, o que nos deixa no 68º lugar numa lista de 168 países. o líbano é o lanterna, com 0.5Mbps e no topo está a coréia do sul [lembra dela?… subiu cinco posições no índice do WEF] com nada menos do que 34.31Mbps.

imagee os uploads? a rede é multidirecional, certo? ou pelo menos deveria ser. da sua casa ou empresa para a rede, o brasil descamba para o 85º lugar no netIndex, com meros 1.09Mbps, entre oman e o nepal. áfrica do sul, paraguai, uganda, honduras, equador, chile, e até zimbabwe[!]… estão à nossa frente e no primeiro lugar está a coréia, de novo, com 22.05Mbps de velocidade de upload. lá a rede é "muito mais em rede" do que aqui: a velocidade em que você pode produzir informação para a rede é perto de 70% daquela que você usa para consumir informação da rede, enquanto que nós estamos perto de 20%. se você quiser, nossa rede é para uma web 1.0 de má qualidade, uma rede onde a maioria das pessoas é público e não comunidade. na web 1.0, nos "lemos" a rede; na web 2.0, nós lemos e "escrevemos" na rede, formando comunidades entre agentes que têm capacidades similares de contribuição.

mesmo para só "ler" a web, o brasil é muito desigual. segundo dados a akamai, quase 89% das conexões de recife são de velocidade menor do que 2Mbps; em florianópolis, são 79% e no rio 90%. ou seja, somos um país de banda estreita. como se não bastasse, nosso preço por megabit por segundo é mais de 40% acima da média mundial.

é neste contexto que ainda estamos discutindo gastar mais tres anos, daqui até 2014, para o PNBL levar 600Kbps a 35 milhões de casas brasileiras. ou, seja, estamos falando de uma "bandinha" de acesso à internet para daqui a tres anos, quando o acesso de quem estiver conectado a banda larga de verdade, e mesmo aqui no brasil, deverá estar ao redor dos 20Mbps. e quando projetos nacionais como o da alemanha estão trabalhando para…

…75 percent of German households [will] have broadband access of at least 50 Mbps by 2014; …covering 2015-2020, 50 percent of German households [will] have access to at least 100 Mbps and another 30 percent to 50 Mbps by 2020 …over a ten year period (2010–2020), the broadband investment is expected to result in 170.9 billion Euros of additional GDP (0.60% annual GDP growth) in Germany.

comparando maçãs e abacaxis, enquanto os alemães estão olhando para 75% das casas com 50Mbps em 2014 e 50% com 100Mbps em 2010, o que resultaria em um aumento anual adicional de 0.6% de crescimento do PIB de lá, do lado de cá, nós estamos com sérias dificuldades de começar pra valer o projeto nacional de prover uma "bandinha" de 600Kbps [de download] que, se for projetada, instalada e operada como a rede atual, vai ter uns 150Kbps de upload, se tanto. capaz de não dar nem pra voz sobre IP. vídeo, nem pensar.

na inglaterra, a BT e a virgin estão montando duas redes nacionais FTTH [fibra até a casa…] que vão levar gigabit/s a todas as cidades até 2015 e a fujitsu acabou de propor, dentro do escopo de um programa de inclusão digital do governo inglês, conectar todas as casas da zona rural, também a gigabit/s.

mas isso é coisa de gente grande, você diria. não, não é: é o entendimento de que a infraestrutura física para a internet é tão essencial quanto água, esgoto, ruas e estradas e energia. é a percepção política de que a rede é essencial para a educação, economia, governo… para todas as facetas da sociedade. a "bandinha" que está sendo proposta para brasil é mais um sinal de que ainda temos muito a evoluir até que entendamos qual é o papel da rede para a economia e a sociedade e quais são suas mais amplas implicações, inclusive [como no caso alemão] para o aumento da velocidade de crescimento da economia nacional.

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no brasil, parece que sempre reduzimos nossas expectativas do que pode ser feito para ajustá-las a uma performance que sabemos que não temos. talvêz devêssemos elevar muito as expectativas para puxar a performance para cima de forma significativa e fazer muito mais do que o meramente possível. é exatamente por estarmos sempre fazendo o possível dentro da baixa performance que temos, especialmente no domínio das políticas públicas e sua execução pelo estado, que estamos onde estamos… entre oman e nepal na velocidade de download.

por que não refazemos nosso plano de inclusão digital de casas e empresas, em banda muito larga e apostamos que, em dez anos e se aumentarmos muito nossa performance, pegamos a passamos a china, esteja ela onde estiver? são vinte posições entre nós e eles, apenas. se a coréia, que estava já lá em cima no network readiness index, conseguiu subir cinco lugares em um ano, porque não conseguiríamos vinte lugares em dez anos?

olha só o primeiro objetivo do plano de banda larga dos EUA para a década:

At least 100 million U.S. homes should have affordable access to actual download speeds of at least 100 megabits per second and actual upload speeds of at least 50 megabits per second.

isso é mais de 60% das casas a 100 megabit por segundo de download, com upload de pelo menos 50Mbps. este alvo é quase dez vezes o que os EUA têm hoje: 10.9Mbps de velocidade de download e 30º lugar no netIndex. ao contrário do que muitos esperam, que é o país do silicon valley pelo menos entre os dez primeiros.

e nós… vamos ou não vamos estabelecer um alvo cinco, dez vezes mais alto do que nossa situação atual de banda larga e conseguir chegar a tres, sete vezes o que temos agora ou, conformados em sermos puros e simples exportadores de commodities, vamos nos contentar em ser uma "zona rural" periférica e desconectada por uma "bandinha" do brasil?

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[acima, gráfico do plano americano de banda larga: hoje, se você quiser ter vídeo conferência em casa, tenha pelo menos sete megabit/s. pelo menos…]

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0 Responses to a “bandinha” do brasil

  1. Artur Valle disse:

    É a constatação que o mundo corre e nós andamos.
    Seria muito bom uma comparação também com o ranking mundial de consumo per capto de energial eletrica. (Não consegui dados atuais)
    Isso ajudaria a efetivamente nos posicionarmos em relação ao mundo.

  2. Artur Valle disse:

    É a constatação que o mundo corre e nós andamos.
    Seria muito bom uma comparação também com o ranking mundial de consumo per capto de energial eletrica. (Não consegui dados atuais)
    Isso ajudaria a efetivamente nos posicionarmos em relação ao mundo.

  3. @santannarogerio é o twitter do Cabeça da Telebras, ele sim junto com Dlma deveriam botar essa joça de Banda Larga pra frente.

    Silvio o que falta pra que tenhamos uma estrutra de fibra ótica de verdade ao redor do país?

  4. Rodrigo disse:

    Bem vindo ao “Brasil, um país de todos”!!!

  5. Rodrigo disse:

    Bem vindo ao “Brasil, um país de todos”!!!

  6. Daniel Nascimento disse:

    A tempos venho tentando compreender o Plano Nacional de Banda Larga – PNBL entre discursos políticos de inclusão socio-digital e efetivação de todo Brasil conectado de fato. Mas não entendo ainda porque esse plano não sai do papel. De tantas reuniões de tantas conversas de tantas transferências de resposabilidade a diversos setores de governo.
    Agora compreendo o que significa tudo isso. Infelizmente estamos nivelados por baixo, bem por baixo o que não deviamos fazer. O que evidência que esse plano não vai nem fazer “coisquinha” em relação aos padrôes internacionais acima mencionados.
    Parabéns e muito obrigado Silvio pelos seus esclarecimentos. Que os responsáveis por esse plano tenham a mesma humildade de reconhecer tais fatos afim de quer possamos alcançar uma posição não tão constrangedora quanto as que estamos atualmente.

  7. Problema muito bem recuperado pelo Mestre Sílvio. Paralelamente apontamos na semana passada o deslumbre do governo pelas notícias de impacto, sem ninguém cuidar do dever de casa, vejam abaixo:

    Na semana encerrada em 15 de abril de 2011, a grande imprensa brasileira, incluindo o Correio Braziliense e o Estado de São Paulo, publicou uma notícia sobre a fabricação de iPads no Brasil, gerando muitas dúvidas. Informou o Correio Braziliense: “O anúncio da empresa Foxconn de investir US$ 12 bilhões no Brasil, divulgado pelo governo federal em plena visita da presidente Dilma Rousseff à China, foi recebido com ceticismo pelos mercados de tecnologia da informação e eletroeletrônico. O aporte teria dois objetivos: uma nova fábrica e uma linha de montagem específica para iPads, em parceria com a Apple. Especialistas citam que o valor divulgado não condiz com a instalação de uma linha de montagem que agrega em um aparelho materiais importados. Eles avaliam ainda que a cifra supera de longe a estimativa que se faz para que o Brasil tenha uma indústria de alta tecnologia com componentes produzidos em território nacional.” O Estado de São Paulo chegou a especificar a criação de cem mil empregos, que seriam criados numa nova cidade a ser construída no país, com quatrocentos mil habitantes (que seriam as famílias dos trabalhadores).
    Na sequência, a Foxconn divulgou um comunicado de imprensa que não cita nenhum valor de investimento, nem confirmou que iria produzir o tablet da Apple no país. “Guiados pela estratégia de estar onde o mercado demanda, estamos há muito tempo estudando oportunidades de investimento no Brasil. Atualmente, estamos em processo de explorar oportunidades nesse importante mercado e conduzindo uma análise profunda do ambiente de investimento do país”, diz o comunicado da empresa. E conclui: “Até agora os dados foram divulgados pelo governo brasileiro”.
    Este é para nós um claro exemplo de deslumbramento: notícia inflada pelo governo para desviar a atenção das dificuldades e dos pleitos do setor de TI no Brasil, apresentados há no mínimo uma década e que passam despercebidos diante da ânsia de formular notícias impactantes. Nos faz lembrar o ilustre senador que, diante da escalada da violência, propôs a repetição do plebiscito do desarmamento.

    A entidade empresarial legítima e mais antiga do país, que tenho a honra de presidir, coleciona pleitos e aponta soluções para o Brasil aproveitar o momento da TI no mundo, mas jamais foi chamada para o diálogo com esse governo, que parece preferir negociar apenas com líderes de consórcios de grandes empresas.

    Questionamos, portanto: que governo é esse, que se propõe a criar um ministério de micro e pequenas empresas, e na hora das decisões estratégicas para o setor de TI privilegia as multinacionais, as grandes empresas e a própria estrutura de TI do governo, que na contramão da história evita a terceirização e privilegia o inchaço da máquina administrativa governamental, sufocando o setor nacional de software e serviços de TI? Apenas para refrescar a memória do leitor, o governo já nos proporcionou com vários maus exemplos, como a atuação do Serpro e Dataprev na concorrência direta e desleal com a iniciativa privada, além do portal de software público, que é fonte de inteligência para a China e a Rússia, num verdadeiro desserviço a propriedade intelectual brasileira.

    Será que o governo brasileiro quer que o setor nacional de TI, por inteiro, tome o caminho da Biobrás, no famoso caso da produção de insulina, a qual foi entregue as multinacionais? Para quem desconhece o caso, recomendo ler o livro “Nervos de Aço”, do Roberto Jefferson, editado pela Topbooks Editora, que destaca depoimento do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, dado ao jornal O Globo, em 7 de junho de 2004: “competíamos com empresas de alta tecnologia, 50 vezes maiores que a nossa. Se não podíamos ter um mínimo de apoio do governo brasileiro, não havia o que fazer: era vender ou esperar que a competição quebrasse a empresa”.

    Com a notícia da vinda da Foxconn, testemunhamos a quase ‘tradicional’ corrida dos governos estaduais oferecendo, numa verdadeira ‘guerra parafiscal’ tudo o que podem e o que não podem para atrair a multinacional para seus estados, esquecendo das suas empresas locais. Questionamos: por que o santo de casa é impedido de fazer milagre? Por que ignorar sistematicamente o potencial do setor nacional de TI? Onde está o “encadeamento produtivo” do setor de TI, conceito que o Sebrae tanto promove? Por que essa falta de alinhamento entre as diversas ações governamentais? Não acreditamos que estejamos condenados a continuidade da ineficaz gestão pública do país!

    Cito o empresário Jairo Fonseca, que em seu artigo MCT – Ministério Cem Tecnologia escreveu: “Este ‘entreguismo’ tem de acabar, o Brasil está dando toda sua academia, seu fomento e seu poder de compra para tecnologias de fora do país, destruindo a própria indústria e a capacidade de inovar. Em algum momento o complexo de inferioridade vira-lata deve ser abandonado, somos uma nação grande com imensas possibilidades de inovação em tecnologia.”
    Deixo claro que o setor de TI é FAVORÁVEL à atração de grandes indústrias. Sabemos que geram empregos, renda e estimulam o desenvolvimento do país. Mas exigimos o envolvimento do ecossistema local, sob pena de perdermos para o país a grande oportunidade que o benefício das TICs representa: precisamos evitar “cobrir um santo e descobrir o outro”, como diz o velho ditado.
    Para onde iremos? Confio no realismo de nossa Presidente. Àqueles que me classificarem de otimista míope, lembro de outro ditado (que aprendi com um grande amigo): se for para morrer, que seja igual a árvore, que morre em pé e olhando para cima!

    Não creio que o Brasil tenha decidido perder a oportunidade que o Setor de TICs pode proporcionar à economia nacional, mas a hora de se posicionar está passando; a importância do Setor está passando despercebida. A área de Tecnologia da Informação e Comunicação é o grande sonho de prosperidade de todas as nações: só ela é capaz de aumentar a produtividade de todos os outros setores da economia, sem ampliar o número de horas trabalhadas. As TICs representam hoje 7% do PIB e podem crescer 50% nos próximos 10 anos. Sem a atenção especial dos poderes constituídos, continuando a ser regido pelas leis tradicionais, o setor estará condenado à estagnação e perda crescente de competitividade, na comparação com outros países.

    Nesse contexto, e com o objetivo de um melhor posicionamento quanto à criação, desenvolvimento e exportação de tecnologia, já formalizamos um pedido de audiência à Presidente Dilma, fruto da mobilização empresarial, que foi subscrito por meio milhar de empresários brasileiros, todos do Setor de TI. Nesse pedido já apontamos os pontos prioritários para o Setor, que só podem ser equacionados adequadamente com a efetiva participação do Governo Federal e com a criação de políticas públicas modernas, ágeis e efetivas. São elas:

    1. Desoneração da Folha de Pagamento;
    2. Efetiva Utilização do Poder de Compra Governamental para o incentivo ao desenvolvimento de Tecnologias Nacionais;
    3. Implementação de Mini-Reforma Tributária direcionada ao Setor de TICs;
    4. Ampliação do Investimento em Capacitação de recursos humanos especializados em Pesquisa e Desenvolvimento.

    *Luís Mário Luchetta, Presidente da ASSESPRO NACIONAL – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação

  8. amaurimapa disse:

    Nossa!!!! que blog democrático este…

    o mundo maravilhoso de silvio meira!!!

    ele retira todos os comentários que divergem da opinião dele e deixa apenas os da sua turma!!!

    tô fora!!!

  9. amaurimapa disse:

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    o mundo maravilhoso de silvio meira!!!

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    tô fora!!!