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Escrito por • 26/09/2008

a [falta de] interatividade na tv digital

o brasil resolveu lançar seu programa de TV digital -que por sinal não vai muito bem das pernas- sem interatividade. a partir de uma plataforma de hardware [para transmissão e recepção do sinal de vídeo e áudio] similar à japonesa, botamos a coisa no ar em são paulo há quase um ano [dezembro de 2007] e, de lá pra cá, a penetração do SBTVD, o sistema brasileiro de TV digital, vem andando a passo de cágado.

até porque, como o ministro das comunicações descobriu recentemente, ninguém mais tá falando de TV digital, a não ser os fabricantes de set top boxes [as caixas que convertem o sinal digital pras TVs analógicas], provedores de middleware [o sistema operacional dos boxes] e os potenciais desenvolvedores de aplicações. as grandes redes de televisão, depois de terem conseguido o que queriam –migrar para o padrão digital sem admitir novas estações no espectro e excluindo as operadoras de telecom da TV digital móvel– relaxaram e estão esperando que alguma coisa aconteça.

a questão é… que coisa? certamente não vai ser a TV aberta fazendo um monte de propaganda da TV digital. com um público reduzidíssimo [algumas dezenas de milhares de set top boxes vendidos e interesse dos anunciantes perto de zero], não há porque ninguém se preocupar, agora, com TV digital aberta. o cabo e o satélite, também digitais e há muito tempo, vão bem, com seus 52% de crescimento em cinco anos, chegando a mais de cinco milhões de lares hoje [sem contar os gatos de todos os tipos]. um milagre, pro brasil, mas pouco, ainda, pra um país do nosso tamanho. mas, mesmo assim, talvez cubra boa parte dos 15% da população que estão nas classes A e B e pode pagar por centenas de canais em casa… e que não têm nenhum interesse em TV digital aberta, que passa a mesma coisa que já se vê na TV digital… paga.

o que falta, mesmo? duas coisas, talvez. uma, outra ou as duas em conjunto. a primeira é uma programação diferente no canal digital. tipo o canal analógico da TV X passando titanic pela ducentésima vez, enquanto o digital da mesma emissora passa corinthians vs. palmeiras ao vivo no paulistão. aí a TV digital aberta, grátis [financiada por anunciantes], passaria a ter [parte d]a programação da TV paga e o público de baixa renda, que não pode pagar por TV fechada, iria pro SBTVD na hora. pode apostar em milhões de set top boxes vendidos em pouco tempo, dependendo só da capacidade das emissores e redes de prover uma cobertura decente pelo país afora.

a segunda é interatividade. poder mexer na programação, interagir com ela, apostar no resultado dos jogos, acessar o banco, pagar contas, comprar coisas cm o controle remoto, marcar uma consulta, ver o boletim de seu filho na escola. a menos de um detalhe: interatividade não deu certo na TV digital em nenhum lugar do mundo até agora. por causa de uma mistura de padrões confusos, direitos e propriedade intelectual ainda mais confusos e falta de planos de negócios viáveis para emissoras e anunciantes, todas as tentativas de dotar a TV digital de uma interatividade real e prática naufragaram. aqui no brasil, está se tentando fazer vingar uma plataforma de interatividade nacional, ainda não completamente especificada e tampouco preparada para o horário nobre.

e aí aparecem umas idéias de botar um monte de caixas na rua com uma versão inicial [um "beta"] e, depois, trocar [pelo ar?] seu sistema operacional [ou um conjunto significativo de suas funções básicas]. algo me diz que isso é muito complexo e não vai rolar. até porque os fabricantes do primeiro time [como philips, sony…] não vão querer desfilar com este modelito. talvez fosse melhor tentar alguma coisa de classe mundial, um modelo de negócios em que participássemos dos resultados junto com o resto do planeta, algo que fosse ser usado em quase todo canto e mais alguns.

nos estados unidos, depois de décadas de idas e vindas, as maiores operadoras de tv fechada [e digital, também] incluindo a comcast e time-warner [mais de 80% do mercado de 100 milhões de lares], fecharam com tru2way, o padrão da cableLabs, baseado na linguagem java e livre de royalties. isso porque ninguém nunca havia conseguido resolver, antes, o que pagar, e a quem, nos middleware anteriores como o mhp, um natimorto muito complexo [e caro]. somando-se a isso o apoio da intel, samsung, sony, panasonic e outros gigantes do setor, é capaz do problema de interatividade na TV digital estar sendo resolvido exatamente da forma que os americanos mais gostam: de forma prática, pela via do modelo de negócios, sem discussões filosóficas e teóricas… e no mercado.

enquanto eles pensam em negócios e tentam estabelecer padrões de fato, ficamos discutindo, aqui, o direito constitucional que deveria levar [?] à independência científica e tecnológica do país. ao perdedor, neste caso, as [cascas de] bananas…

falando nisso, um padrão americano [de fato] de rádio digital [IBOC, da ibiquity] está se infiltrando no brasil, insidiosamente e sem muita discussão, e pode acabar se tornando o padrão de fato da próxima geração de rádio nacional. e parece que este processo vai ser ainda mais natural do que a escolha do modelo japonês de TVD pelo brasil…

pra terminar, tenho conversado com muita gente, nos últimos anos, sobre interatividade em TV digital. e muito dessa gente me diz que o principal problema do padrão brasileiro de interatividade para TV digital é que ele não é muito interativo… no seu processo de definição e construção. e que uma boa parte dos atores que deveria estar sentada à mesa, decidindo principalmente o negócio de interatividade e os negócios ao redor dela… não está lá. exatamente o contrário do que sempre ocorre nos estados unidos, mesmo quando o padrão, comoo o tru2way, é feito por uma companhia qualquer. um dia, vai ver, a gente aprende alguma coisa com eles.

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0 Responses to a [falta de] interatividade na tv digital

  1. João Marcelo disse:

    Neste século, será a TV tão importante quanto no passado? Em vez de gastar tanto tempo discutindo, não seria melhor pensar em uma maneira para levar fibra óptica para o Brasil inteiro? Com certeza já seria caro, mas já foi feito com telefonia. O futuro é a internet, TV para sobreviver, somente sendo vista via internet.

  2. Argiliak disse:

    PERGUNTE AO SENHOR MINISTRO DAS TELECOMUNICAÇÕES QUANTO ELE GANHOU PARA QUE FOSSE APROVADO ESTE SISTEMA DE TELEVISÃO DIGITAL FAJUTO E CARO? SÓ CORRUPÇÃO EXPLICA.

  3. tadeu disse:

    não esta funcionando pelo custo do setbox, conversor, e por falta de iniciativa dos canais abertos em colocar em definitivo ao funcionar em todo os pais a tv digital, por comodismo ou mesmo por falta de grana para implantara, repetidoras etc…. isto é brasil pessoal, vamos empurrando com a barriga. acho que as grandes industrias de tv é que deveriam fazer a frente e forçar os canais de tv, barateando as tvs de alta definição e com isto forçar os grandes grupos de tv do brasil a implantar de vez o sistema digital aberto em todo o pais

  4. ADALVO MELANIAS DOS SANTOS disse:

    EU QUE O DIGA DESSA SITUAÇÃO, COMPREI UMA SEXT BOX DA PANASONIC NA BAGAELA DE R$ 1.000.00 E ATÉ O MOMENTO NÃO ESTÁ FUNCIONANDO – E O SINAL NEM CHEGA NA PERIFERIA DE SÃO PAULO — E O PREÇO DA SET BOX ESTÁ CAINDO O MESMO QUE COMPREI AGORA ESTÁ A R$ 300.00 — MUITA PROPAGANDA ENGANOSA E NENHUMA AÇÃO DO GOVERNO PARA QUE A
    COISA FUNCIONE.

  5. Messias disse:

    Comprei a tv preparada em 10x pensando que o conversor digital fosse custar o valor anunciado, só que custa cerca de 4 vezes mas, esse negócio de tv digital é enganação no Brasil isso ta longe acontecer, fui enganado acreditando em promessa do governo

  6. Dunha disse:

    Acho que não adianta colocar a carroça na frente do burro. Tudo é questão de tempo. Comprei o STB para ganhar melhor qualidade de imagem. E creio que todas as pessoas estão comprando também com essa finalidade. A interatividade é um outro passo. Só acho que as emissoras tem que correr atras e se preparar para transmitir o maximo possivel dos programas em HDTV. Esta muito caro ainda comprar um STB. E ainda a a incerteza do que é melhor para um consumidor do que comprar um STB para a TV ou aguardar para comprar um tv LCD com STB imbutido. Não é do dia pra noite. Só espero também para poder ver os jogos do timão em HDTV na globo por que na REDETV eu consigo.

  7. Anderson disse:

    Gostei do comentário, apenas sugiro revisões ortográficas/redação que tornaria a leitura mais agradável e atraente, mesmo na informalidade de um blog.
    No mais, não entendo muito dessa nova tecnologia por não tê-la disponível no meu Estado, mas parece que segue no rumo de outras coisas que dependem de intervenção governamental.

  8. anderson disse:

    não deu certo ainda,pois é muito caro e todos estão se interessando pelo pela internet que é muita mais atrativa do que a tv.

  9. Alexandre disse:

    Infelizmente, a falta de informação é o que predomina nesse país, quando falamos em TV Digital. Por exemplo, tenho TV a cabo, tenho o parelho LCD, e quero comprar um SET BOX, só que absolutamente ninguém (lojas, net, etcc), conseguem me afirmar, que terie qualidade de imagme melhor do que a que tenho hj, qdo um programa é transmitido em HDTV….Então..qdo as pessoas souberem o que stão comprando, tenho certeza, que muda um pouco esse panorama. Interatividade??….acho que será a passo de cágado, andando de ré….

  10. ERALDO disse:

    MAS ESSE ADALVO MELANIA DOS SANTOS É UM DAQUELES MANÉS QUE ADORAM SE APARECER, QUANDO APARECE UM PRODUTO NO MERCADO PODE CUSTAR CARISSIMO ELE COMPRA NAO ESPERA BAIXAR O PREÇO COMPRAM MESMO SO PRA SE APARECEREM, DAE TOMAM NO NARIZ PORQUE POUCO TEMPO DEPOIS O PREÇO DAQUELE PRODUTO ACABA CAINDO PRA MENOS DA METADE BEM FEITO QUEM MANDA QUERER SE APARECER

  11. Luiz disse:

    Mais um empreendimento do governo Tabajara do Lulla. Muitas promessas para enganar o povo, encher o bolso ”dus cumpanheiro”, com projetos e concessões bilionarias para amiguinho X ou pro filhote, mas q, no final, ñ passa de falatorio furado e sem noção, como todas as promessas deste desgoverno aloprado, q se aproveita de bons indices de crescimento mundial e tenta usar como merito de quem ñ faz nada por aqui – resultando em mais impostos exorbitantes ou compras forçadas – e inuteis- aos brasileiros!É Lulla de novo na bu#da do povo!!

  12. Zelão disse:

    O que está atrasando a implementação da TV digital foi a ridícula decisão desse Hélio Costa, que não entende a realidade da TV digital nem a realidade do Brasil e, acredito sim que por ter sido favorecido, optou pelo modelo japonês e não só isso, o modificiou, o que faz do Brasil (ou república das bananas, como preferirem) o ÚNICO país do mundo a adotar esse sistema de TV digital, ou seja, NÃO EXISTE lá fora quem produza a técnologia necessária para a fabricação dos set top boxes. Com isso, ficamos limitados aos fabricantes brasileiros, que simplesmente tiveram que projetar do zero os receptores e produzi-los com componentes caros e feitos sob encomenda, já que mais uma vez, NENHUM PAÍS DO MUNDO usa igual. Isso tudo faz com que os set-top-boxes custem MUITO CARO, e não é novidade pra ninguém, o brasileiro não tem poder aquisitivo para comprar um aparelho de 800 reais, principalmente se ele não sabe quais os benefícios que aquele aparelho trará para ele.

    Planejamento porco, escolhas erradas e preço. Esses são os fatores para que a TV digital não funcione. Eu mesmo pouco me importo com “interatividade”, eu quero é que minha TV LCD exiba imagens em alta definição, ao menos 720p, sem pagar um absurdo em um receptor.

    Parabéns ministro Hélio Costa, sua ganância e incompetência fizeram da TV digital brasileira o que ela é hoje: um FIASCO.

  13. Edmar disse:

    Um grande fracasso em Belo Horizonte. Só funcionam 3 canais até o momento e mesmo assim a imagem congela de vez em quando. Estou muito decepcionado.!!!

  14. Filipe disse:

    Boa tarde, o senhor como um escritor do TERRA, escreve muito mal… Que vergonha, vai aprender a usar letras maiúsculas em início de frase.

  15. João disse:

    é verdade vai aprender a escrever antes.

  16. Guido Lemos disse:

    Como representante das universidades brasileiras no Conselho do Forum do Sistema Brasileiro de Televisao Digital, gostaria de esclares alguns pontos comentados nesse texto.

    Ponto 1

    “aqui no brasil, está se tentando fazer vingar uma plataforma de interatividade nacional, ainda não completamente especificada e tampouco preparada para o horário nobre.”

    as especificacoes da plataforma brasileira foram concluidas, aprovadas em consulta publica e publicadas pela ABNT (Associacao Brasilera de Normas Tecnicas).

    com relacao a preparacao para o horario nobre tenho a dizer o seguinte: este ano participei da NAB (feira americana de broadcasters) e IBC (feira europeia) e da SET (feira brasileira). As aplicacoes mais avançadas foram demonstradas na SET, todas implementadas e executando em versoes comerciais do Ginga da MOPA (empresa Paraibana/Norte Riograndense) e da TQTVD (empresa Paulista/Carioca). No estande da MOPA foram demonstradas aplicacoes multiusuario (nao vi nenhuma demo semelhante nas feiras americanas nem europeias) e aplicacoes com controles com acelerometro (Nintendo Wii) rodando no Ginga.
    A conclusao que se chega é que estamos a frente em plataforma de interatividade para tv digital, nossas aplicacoes sao hoje as mais avançadas do mundo.

    Ponto 2

    “e aí aparecem umas idéias de botar um monte de caixas na rua com uma versão inicial [um “beta”] e, depois, trocar [pelo ar?] seu sistema operacional [ou um conjunto significativo de suas funções básicas]. algo me diz que isso é muito complexo e não vai rolar. até porque os fabricantes do primeiro time [como philips, sony…] não vão querer desfilar com este modelito. talvez fosse melhor tentar alguma coisa de classe mundial, um modelo de negócios em que participássemos dos resultados junto com o resto do planeta, algo que fosse ser usado em quase todo canto e mais alguns.

    nos estados unidos, depois de décadas de idas e vindas, as maiores operadoras de tv fechada [e digital, também] incluindo a comcast e time-warner [mais de 80% do mercado de 100 milhões de lares], fecharam com tru2way, o padrão da cableLabs, baseado na linguagem java e livre de royalties. isso porque ninguém nunca havia conseguido resolver, antes, o que pagar, e a quem, nos middleware anteriores ”

    Começo esclarecendo que o tru2way é um “brand” do OCAP. Este, por sua vez, é baseado no GEM (Globally Executabel MHP). O Ginga, teve sua parte Java tambem especificada com base no GEM. E foi ai que nasceu o problema com royalty no middleware Brasileiro.

    O tru2way nao é royalty free por que se baseia no GEM. Porém, a Samsumg, Philips etc. nao se importam de pagar royalties para implementar o tru2way. Como comentou o Silvio, os Brasileiros ricos já tem tv interativa digital.

    O estamos tentando é viabilizar a tv interativa digital para o restante da populacao Brasileira com uma alternativa royaltie free, por que como já comentei isso nao é verdade para o tru2way.

    O que fizemos entao. Definimos 3 caminhos a serem explorados. O primeiro é negociar os royalties do GEM tentando um “social fee” para uso destas APIs baseadas em Java no Brasil. A segunda alternativa foi assinar um acordo de cooperacao tecnica com a Sun para desenvolver uma API equivalente funcional do GEM, a API JavaDTV.
    A terceira alternativa é aumentar o nivel de abstracao das APIs Lua da parte nacional do Ginga atraves da definicao de uma API LuaTV.

    A alternativa um tem tempo indeterminado. A alternativa dois implica em cerca de dois anos para producao de implementacoes comerciais do Ginga. A alternativa tres está pronta.

    Para nao aumentar ainda mais a “divisao digital” na populacao Brasileira retardando em dois anos o lancamento da interatividade na tv aberta brasileira, estamos defendendo a autorizacao para lancamento da versao nacional do Ginga, com suporte a aplicacoes NCL e Lua. A Samsung, a Philips e a Sony podem nao ter interesse nisso, porem existem concorrentes dessas empresas se preparando para trabalhar com esta alternativa…

    O que estamos defendendo é autorizacao para o mercado decidir o que é melhor em termos de tecnologia, sem com isso penalizar os Brasileiro que estao impedidos de ter acesso de aplicacoes de governo eletronico, educao a distancia, saude e entretenimento via tv interativa aberta e gratuita.

  17. Luiz disse:

    Aproveitando os comentários do professor Guido Lemos.. faço aqui algumas perguntas/considerações A ELE:

    0- Cade A fábrica de semicondutores que iria ser instalada no Brasil, como fosse adotado o padrão Japonês ?

    1- Como o professor Silvio Meira falou “interatividade não deu certo na TV digital em nenhum lugar do mundo até agora.”, talvez seja por isso que na NAB, IBC e SET, que o senhor, professor Guido Lemos, foi não tenha encontrado aplicações mais elaboradas, e tenha visto mais coisas como VOD, convergência de mídias, iptv, webtv, etc.

    2- O que o senhor acha que o Ginga tem de tão diferente dos outros middlewares existes que faça com que a interatividade vingue no Brasil? No EUA, o tru2way , como falado pelo senhor “Começo esclarecendo que o tru2way é um “brand” do OCAP”, foi apenas uma forma usada pela cablelabs de relançar um padrão, que anda a passos lentos por lá, no intuito de que houvesse um maior interesse do stakeholders.

    3- A questão sobre a atualização do middleware Ginga de NCL-Lua, para a versão com Java, não foi respondida.

    4- A criação do legado de STBs apenas com NCL-Ginga.. quem vai pagar a atualização do middleware ? As emissoras vão querer enviar uma aplicação que roda em um STB e não roda em outro? A especificação do hardware do STB NCL-LUA será a mesma do com suporte a java?

    (Uma crítica minha)
    5- A criação do Ginga, apenas pra satisfazer o ego dos acadêmicos brasileiros, mesmo com o uso de artefatos mundialmente tidos como BONS, como no caso do NCL, realmente fez se necessário, em vista da possibilidade de apenas penetrar em mercados “não atrativos” como a América Latina?

  18. “tampouco preparada para o horário nobre”? Que tal pensarmos a TV em novos modelos e conceitos?? O horário nobre, assim a audiência etc, são conceitos obsoletos.

  19. Daniel Uchôa disse:

    TREINAMENTO GINGA-J VIAJA O BRASIL

    A Overmedia Networks, uma empresa de excelência em ensino e inovação, oferece ao mercado seu treinamento em desenvolvimento de Aplicações para TV Digital utilizando a parte JAVA do Ginga, o middleware do Sistema Brasileiro de TV Digital !!!

    O treinamento completo vai desde os primeiros passos no desenvolvimento de aplicações para TV Digital Interativa, passando pela sincronização dessas aplicações com os fluxos de áudio e vídeo, e culminando no broadcast da aplicação pelo sinal de TV, no lado da operadora de TV, e recepção e execução pelo middleware Ginga, no lado do cliente.

    Os cursos serão ministrados em várias capitais brasileiras. Confira o calendário e faça já sua inscrição: http://www.overmedianetworks.com.br

  20. Hingrit Nitsche disse:

    Acho a discussão válida, principalmente para esclarecer afirmações incorretas…

    O que se percebe é que a TV atual, nesta fase do advento do digital e o seu pacote de possibilidades incluso, revive experiências de sua própria história: as dificuldades de implementação e regulamentação, as definições dos padrões e modelos, a pouca produção no novo formato (devido a falta de infra-estrutura necessária), a luta pela descoberta da melhor luz, do melhor cenário, da melhor maquiagem, do melhor plano de negócio…

    Sobre a aprovação da venda dos set-top boxes com ginga, apoio a liberação. Acredito, inclusive, que este é o motivo de não termos demanda. E, sem demanda, não há “cristo” que faça os preços descerem (mesmo com a mão na roda que está sendo a fabricação nacional dos aparelhos). Existem experiências positivas de atualização pelo ar, através das próprias emissoras. Dêem uma lida neste texto: http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=16085&sid=54

    O que eu acho que está faltando neste cenário confuso de discussões e “afirmações” incertas, é melhor divulgação por parte do governo (comerciais) e das próprias emissoras (com reportagens e assuntos afins nos próprios programas de grade), utilizando linguagem mais fácil para o público em geral sobre o que realmente é a TV Digital Interativa. O vizinho diz uma coisa, você lê outra, os vendedores despejam outra… assim, realmente fica difícil!

    Sinceramente, eu acredito que veremos o Brasil começar a entender sobre este assunto, quando o Pedro Bial, no BBB9, começar a falar: “Agora, você que tem seu set-top box, pegue o controle remoto e aperte o botão vermelho para… (completem com a expressão que quiserem)”. Não podemos negar que foi isso que incentivou muitos brasileiros a usarem SMS (felizmente ou infelizmente).

    Precisamos discutir mais…

    Hingrit Nitsche
    Pós-graduanda em Produção para TV Interativa (Universidade Metodista de SP)

  21. Andre disse:

    Eu gostaria de perguntar ao Sr Daniel Uchôa como ele pode oferecer um curso sobre algo que ainda nem existe no papel. O Ginga-J ainda está em estudo e sequer há confirmação do Fórum do SBTVD se que teremos mesmo Java. A Sun só vai liberar para o Fórum as especificações em dezembro. A partir daí será discutido se elas serão implementadas e quando. Até lá, apenas Ginga-NCL com aporte LUA.

  22. Bruno Ledesma disse:

    O Sr. Uchoa é um fanfarrão. Não existe treinamento valido para a Televisao Digital Brasileira que envolva Java . A decisão do SBTVD em relacao Java na TV digital está na para sair este mes , e ele vem fazendo propaganda deste curso em todas as listas/foruns/discussoes relacionadas ao assunto na internet. Por favor Sr. Uchoa, quando entrar em alguma discussão relacionada a TV Digital, discuta somente os aspectos abordados na mesma. Sem propagandas!

  23. Vilmar disse:

    Bem! eu acho que estão querendo me dar dinheiro pra eu comprar dezenas de tvs. Pois a propaganda da TV DIGITAL está sendo enganosa, eu comprei uma Full Hd e até agora me sinto enganado. Caso eu entre com um processo por PROPAGANDA ENGANOSA, eu irei ganhar com certeza.

    E isso não e o meu feitio, mas ser enganado tmbm não
    Abraço,
    Vcosta