MENU

Escrito por • 22/10/2008

a próxima geração do doping: programação

saímos das olimpíadas, estamos nos campeonatos e meetings, vem aí a copa. há humanos competindo o tempo todo, em todo lugar. de bolinhas de gude a tiro ao alvo, passando por pebolim, salto e ciclismo. nesta última modalidade, aliás, o aumento de performance humana através de meios ilícitos é endêmico.

o doping tem a mesma idade das competições. e a luta contra o doping é tão velha quanto. e não há sinais de que a refrega termine ou mesmo diminua. isso levou a wired a fazer um artigo interessante sobre a próxima geração de doping, que passa por aumentar a performance do sangue, aumentar a potência e resistência da musculatura [geneticamente] e, talvez ao mesmo tempo, criar mais músculos e diminuir a sensação de dor [como resultado de esforço físico extremo] e por aí vai.

a idéia geral por trás das novas formas de doping é criar oportunidades de melhoria da perfomance humana que pareçam tão naturais quanto possível, ou seja, que tornem o processo [e seu resultado] quase impossível de ser qualificado como doping. e isso é parte da discussão muito mais ampla de modificação -ou reengenharia– do corpo humano, baseada em engenharia e tratamentos genéticos, coisa que não é recente, e ainda vai dar muito o que falar

mas o fato é que os seres vivos são "construídos" por um "programa", escrito na forma de seu DNA, e os atletas são parte integral desta história. e a tentação de aumentar a performance física, "reprogramando" corpos e, por outro lado, de "criar" atletas de maior performance, partindo da concepção, será tão maior quanto mais entendermos as tecnologias envolvidas. e nosso entendimento [e uso] da engenharia genética está aumentando muito rapidamente…. o que vai levar -possivelmente- à tentação de "programar" humanos, atletas ou não, em escala muito maior. afinal de contas, se podemos ter uma performance melhor em matemática [podemos?…] porque não deveríamos ter?…

Artigos relacionados

0 Responses to a próxima geração do doping: programação

  1. TOMAS TURBANO disse:

    HITLER Ja teve essa IDEIA HAHAHAHA

  2. Gustavo disse:

    Acho que tudo tem que ser feito com bastente cuidado e muitos testes. Programar em uma linguagem sem ter muito conhecimento dela pode causar muitas falhas de segurança, pondo vidas em risco. Tem 1 filme de ficção sobre esse tema: Gattaca, é massinha.
    As vezes o ser humano acha que sabe de tudo e 20 anos depois é provado que todo aquele estudo estava errado.

  3. Lincoln Salazar disse:

    Existem casos em que a Natureza faz esta evolução. Pelé, Muhamad Ali e Usain Bolt são exemplos de corpos “programados” de maneira natural, para ter um desempenho bastante acima de seus concorrentes. E isso não é habilidade em determinada área, mas sim preparação atlética. Porém, fazer isso de modo artificial pode ser perigoso e precisaria de um estudo bastante complexo do organismo para saber das adaptações. No caso do doping, isso tem conseqüências pesadas porque nunca é levada em consideração a carga extra de esforço em outros órgãos vitais, como coração, fígado e afins. Enfim, uma reengenharia do corpo deveria (embora eu não concorde com a mesma) contemplar todos os órgãos, o que, levando em conta nosso conhecimento do próprio corpo humano, parece muito distante.

  4. Fred Barros disse:

    Eu reprogramaria várias coisas em mim, mesmo que eu não tivesse todo o conhecimento e, por isso, surgisse alguns bugs.
    Aumentaria minha capacidade de fazer desenhos, alguma melhoria em matemática e estatística também faria parte do “patch”.
    A primeira idéia de todos é resistir a isso, mas eu também pergunto “Por que não?”.

  5. Victor Rodrigues disse:

    acho que se tem uma coisa que o deus mercado tem que investir pra ter o quanto antes e evitar qualquer onda de recessão no mundo capitalista durante mais alguns séculos, são essas coisas, podes crer! hoje a gente entra no jogo do consumismo por muito pouco: um iphone, um chipzinho da intel, isso aí sim, que é produto irresistível até o mais barbudão dos seres humanos.

    engraçado que quando li o título desse texto rolou uma certa confusão, que até que abre a possibilidade de outro post interessante teu, sílvio, quem sabe.. pensei em programadores que usam certos tipos de drogas pra aumentar performance em problem solving, seja pra melhorar concentração, ampliar a consciência mesmo pra uma arquitetura pós-GoF, tópico bem interessante né não?

    []s