MENU

Escrito por • 28/08/2009

a vez dos robôs… de brinquedo

toda vez que se fala de robôs, e das possibilidades deles substituirem uma boa parte das funções burras e repetitivas hoje realizadas por humanos, há uma grita geral, liderada por gente que nem desconfia que tecnologia, no correr dos séculos, vem substituindo funções humanas o tempo todo. pense no que os aquedutos fizeram, há milhares de anos: foi ou não, e com muitas vantagens, substituir a lata-d’água-na-cabeça?…

abaixo, o aqueduto de pont du gard, em nîmes, frança, construído há vinte séculos e que tinha quase cinquenta quilômetros de comprimento. tecnologia [da época] a serviço das pessoas e cidades.

image

o robô de hoje, aqui no blog, é de brincadeira. hans andersson pegou um lego mindstorms comprado inicialmente para seus filhos [o conjunto custa menos de US$300] e construiu uma maquininha que resolve, sozinha, o jogo matemático de sudoku. quer ver como é fácil? jogue aqui.

image

no vídeo abaixo, você pode ver o brinquedo resolvendo um sudoku básico. pra fazê-lo, a coisa lê e entende o desafio, usa um algoritmo para resolver a dificuldade matemática e escreve, quadro a quadro, a solução.

este robô está longe de ser ciência profunda ou tecnologia alta e exótica; é parte de um ambiente onde cada vez mais gente sabe programar coisas que têm uma capacidade de processamento cada vez maior. por preços que, em breve todos poderão pagar.

o limite? superior, ainda vamos ver. inferior, e no curto prazo, é mais ou menos o seguinte: se você trabalha fazendo alguma coisa que não demanda funções mentais superiores, é bom se preparar, porque, antes do que você imagina, suas atividades estarão sendo realizadas por um robô.

alguma novidade nisso? não. tecnologia vem substituindo esforço humano desde o princípio dos tempos. e nós, humanos, ao mesmo tempo, vamos ficando cada vez mais sofisticados. o problema é que nem todo mundo está tendo acesso aos níveis e qualidade de educação que nos torna aptos a sair do patamar de atividades que serão realizadas, em breve, por robôs, para outros, muito mais desafiadores, interessantes, sofisticados e, por enquanto, fora do alcance das máquinas. por enquanto…

Artigos relacionados

0 Responses to a vez dos robôs… de brinquedo

  1. Vim aqui há muito tempo e gostei. Agora voltando pra ver as postagens. Continua ótimo!!

    Sucesso! Beijos

  2. Paulo disse:

    Exatamente. Adorei o post.
    abs

  3. Roboeduc disse:

    A empresa Roboeduc, incubada na UFRN, já está provendo cursos sobre robótica pedagógica para todas as idades.
    Temos turmas com alunos desde os 4 anos de idade ate 50.
    Para maiores informações sobre todos os nossos serviços acessem:
    http://www.roboeduc.com/

  4. Fred disse:

    Exelente post!
    Dois movimentos paralelamente estão tomando uma força exponencial: Automação e informatização, enquanto o primeiro substitue o trabalho repetitivo, o segundo fornece maior volume de informações para tomada de decisão.
    O somatória destes dois movimentos? Enquanto um substitue o trabalho operacional, o outro potencializa o trabalho intelectual, o resultado é o perfil de profissional que será desejado em um futuro muito próximo.

  5. Angelo Brito disse:

    Seguindo o tema do post, deixo uma noticia interessante:
    http://www.fayerwayer.com.br/2009/08/robos-aprendem-a-mentir-e-enganar-por-comida/

    será que no futuro os robôs não serão capaz de agir e tomar decisões próprias, exatamente como os humanos(teste de Turing)?
    O grau de complexibilidade deles vem crescendo ao ponto de se tornarem capazes de encontrar soluções inesperadas para um problema, como foi mostrado pelo experimento da noticia.
    Não creio na visão apocalíptica de Matrix, mas parece ser muito fácil que no futuro estejamos competindo com robôs na hora de procurar um emprego…

  6. ninfomaniaca disse:

    Ainda acho que os robôs deveriam servir de escravos sexuais!

  7. Ronaldo disse:

    Parabéns pelo post e pelo assunto escolhido. Você teria alguma informação sobre o que os governos estão fazendo para lidar com isso? Me refiro a questão de como promover a migração da massa trabalhadora de um país da mão de obra “braçal” para mão de obra “mental”? E como ficará o mercado consumidor nessa transição? Já que, caso nada de diferente aconteça (e acho que vai acontecer) teremos uma drástica redução no nível de empregos de massa (como fábricas, colheita.. etc..) e uma redução grande no mercado consumidor do mundo inteiro (nem chinês compete com maquina).