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Escrito por • 08/07/2011

a vida social, virtual

relatório do projeto PEW internet and american life de junho é rico em dados sobre o comportamento americano em rede social, coisa que no brasil, por falta de pesquisas e dados, só podemos imaginar.

o texto nem é tão longo [85 páginas], vale a pena ler de cabo a rabo. e pensar no que seriam as respostas para o brasil, pois os dados têm impacto em todos os setores, das relações sociais aos negócios, passando por educação e cultura.

quer ver uma coisa muito interessante?… olhe o histograma abaixo:

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no espaço de dois anos, a participação de pessoas entre 50 e 65 anos de idade nas redes sociais subiu de 9 para 20% do total, e a presença dos maiores de 65 anos foi multiplicada por três. claramente, as redes sociais de todos os tipos deixaram de ser um fenômeno jovem para ser uma articulação realmente social. como 13% dos americanos tem 65 anos ou mais… se todo mundo, lá, estivesse em alguma rede social, quase a metade dos mais idosos estariam conectados em rede.

veja este outro histograma:

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as mulheres ganham dos homens, na presença em quase todas as redes sociais, disparado. mas isso muda em linkedIn, onde o assunto é carreira e negócios. talvez as coisas tenham mudado mesmo, na sociedade como um todo, quando tivermos uma presença feminina bem maior em redes como linkedIn.

agora olhe o histograma abaixo, levando em conta que ano que vem há eleições presidenciais nos EUA…

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note que a rede social mais influente [em termos proporcionais, dentro da própria] é linkedIn, com quase 80% dos participantes tendo ido a alguma reunião ou comício político e com 36% tendo passado pela experiência de tentar influenciar os votos de terceiros.

cada vez mais, a política vai ser feita em rede social. se este foi o caso na última eleição americana, na próxima as redes poderão definir muito mais da campanha do que fizeram até agora. ainda mais quando gente de todas as faixas de idade e renda começa a ter, nas redes, representação proporcional à demografia do mundo real.

no brasil e no mundo, no médio prazo, o efeito vai ser o mesmo, com pequenas variações aqui e ali, pelo menos nos países democráticos.

falando em brasil, tá mais do que na hora de termos estudos como o da PEW referido aqui, realizados frequentemente e publicados quase ao tempo em que o estudo é feito. não é que não se faz estudos parecidos no brasil, mas quase sempre, quando são publicados, já fazem parte da história: nos ajudam a saber o que aconteceu, mas raramente servem de termômetro para o que está acontecendo e está para acontecer.

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0 Responses to a vida social, virtual

  1. Luiz disse:

    Nosso português já é mal falado dentro do nosso próprio país, daí me deparo com um texto onde letra maiúscula simplesmente não existe. Até onde estudei, nome próprio sempre é com maiúscula, portanto, sugiro escrever o mais correto possível. Brasil INICIA COM LETRA MAIÚSCULA!!!!!

  2. Pedro disse:

    Luiz, isso prova que esse blog não é pra você. Enquanto você se preocupa com a sintaxe, a maioria absoluta se preocupa com o conteúdo.
    É melhor você passar a ler um blog de língua portuguesa e deixar de popular o blog com comentários inúteis…

    E esses dados são muito interessantes Silvio, podem ajudar a guiar muitos planos de negócios inovadores. Valeu por compartilhar!

  3. Ana Paula disse:

    Silvio, boa questão essa levantada por você a respeito da falta de informações.
    Essas pesquisas que nos faltam, deveriam ser geradas pelo governo, pelas IES ou pelas empresas privadas? Ou pelos 3?
    Diante deste cenário de falta de informações “gratuitas”, como é possível analisar as tendências para o Brasil?

    Parabéns pelo blog!

  4. Normando Lima disse:

    Parabéns por divulgar essa estatítica americana tão importante.
    De Montreal, Canadá, Normando Lima, engenheiro brasileiro-canadense participante do Facebook.

  5. Baiano fã do malungo sabido disse:

    Caro Luiz,

    O professor DOUTOR Silvio fala muito bem umas trocentas linguas e o inigualável dialéto de Taperoá, cuja complexidade semântica exige mentes MENSA para degustar… Se ele ocupa a sua brilhante massa cinzenta para distribuir suas considerações verdadeiras (e bem digeridas) aqui, o faz do seu jeito peculiar e que … Poupa tempo! Lembrando que há alguns anos escrevíamos “pharmácia” e que era uma aberração Noel Rosa subverter isso afirmando que isso era mais “fonéticamente” apropriado ao latin, o que dizer do SRLM que simplesmente escreve assim para poupar tempo?

    E por falar em tempo, invista o seu aproveitando as idéias, criando pontes com pessoas brilhantes (como o sílvio) e … Criando um blog com idéias interessantes. E isto não é uma crítica, é um conselho, caso voce saiba ler nas boas regras, mas não entenda de compreensão…

  6. Romano disse:

    Vai um “cookie”, aí?

    7 July 2011 Last updated at 23:04 GMT
    “Cookie: monster? How will business cope with new laws”
    http://www.bbc.co.uk/news/business-13951107

  7. Romano disse:

    “Social network sites ‘have duty’ to stop cyberstalking”

    Page last updated at 04:55 GMT, Monday, 11 July 2011 05:55 UK
    http://www.bbc.co.uk/newsbeat/14085766

  8. Dirceu disse:

    Matéria pra lá de interessante !!!
    Mas o que podemos fazer, ou por onde começar no sentido de obtermos uma pesquisa dos nossos hábitos de navegação ? Será que não temos que liderar esta movimentação já ?