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Escrito por • 06/04/2009

android+arm contra intel, microsoft e apple

android, o “sistema operacional” de google, é na verdade uma plataforma para desenvolvimento e uso de aplicações móveis baseada no kernel [a parte essencial] do sistema operacional aberto linux. para saber mais sobre a coisa, clique aqui. durante algum tempo, se pensou que o alvo de android eram os smartphones, os telefones da classe do motorola motoQ, nokia e71 e apple iPhone; google, aliás, a open handset alliance [OHA], não falava em outra coisa.

isso mudou radicalmente na semana passada. segundo o wall street journal, a HP está testando android em netbooks, mas ainda não decidiu se nem quando lançaria android num deles.

image netbooks e smartphones são vizinhos próximos no tempo-espaço da convergência digital. os últimos são muito mais que um celular e os primeiros algo menos do que um laptop. mas a coisa pega: inexistente há dois anos, o mercado de netbooks chegou a dez milhões de unidades em 2008 e pode dobrar [ou mais] este ano, até porque quem vai comprar capacidade pessoal de computação e comunicação tem menos recursos para tal.

dos mais de 500 modelos de netbooks no mercado, mais de 90% usam chips da intel, a mesma porcentagem que usa windows. depois de um começo alvissareiro para linux, a microsoft [quase como sempre] acordou e dominou o mercado. de novo. quase a totalidade destes laptops custa bem mais de US$200 e é distribuída pelos canais usuais de venda de computadores.

image aí é onde entra a ARM e seus chips da classe a8 e a9, tão capazes quanto os intel ATOM usados nos netbooks, gastando menos energia [bateria dura mais] e custando uma fração do preço [seu bolso sofre menos]. resultado: isso pode trazer o preço de um netbook para bem menos de US$200; há quem fale em perto de US$50, ou R$100, se você conseguir um juntamente com um plano de dados na operadora, ao invés de “comprar” numa loja que vende PCs.

nesta faixa de preço, o que a gente costumava chamar de “computador” sai da classe produto se torna serviço, associado à infraestrutura de acesso à capacidade de computação e comunicação que reside, cada vez mais, na rede.

aí é onde o modelo de negócio de distribuidores, lojas, da intel, da microsoft e da apple passa a ser desafiado por uma dupla que pouca gente viu começar a nascer, pelo menos neste mercado. de um lado, a ARM, ingleses que projetam e licenciam microprocessadores, os chips no coração de computadores e telefones celulares, desde 1990.  de outro, google, à frente da OHA, como proponente do sistema operacional e plataforma de desenvolvimento android, tentando vender um netbook como se fosse um celular. mas não só. google deve levar a disputa para um campo onde a oposição tem dificuldades a resolver, o de computação e software como serviço.

há anos, google vem desenvolvendo e disponibilizando uma plataforma de serviços em rede que atende boa parte das necessidades do cidadão comum. emeio, chat, agenda, processamento de documentos… quase tudo o que normalmente estaria em seu PC –ou netboook- pode estar em google. agora pense na combinação de banda larga móvel a preço fixo, netbooks a preço de banana [ou grátis] como parte do pacote e boa parte dos programas que costumavam rodar no seu laptop disponíveis na rede, como serviço. esta combinação pode pegar, principalmente onde banda larga a preço fixo pegar mais rápido. no longo prazo, vai estar em todo lugar.

se eu estivesse na oposição –apple ou microsoft- estaria pensando, com muito carinho, nos meus próximos passos.

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0 Responses to android+arm contra intel, microsoft e apple

  1. alexandre a. moreira disse:

    para falar com seus clientes

  2. Raphael disse:

    Estava na hora de alguém bater realmente de frente com a Microsoft e com a Intel.
    Todas as tentativas até hoje não surtiram os efeitos desejados e agora sim poderá se fomar um páreo forte contra ambas.
    Já se fazia necessário á tempos…

  3. Sputnicker disse:

    Nunca processadores ARM terão o mesmo desempenho de um Intel Atom. A proposta dos dois processadores são totalmente diferentes.

  4. Rafael Coelho disse:

    O texto é bom, mas o português deixou a desejar. O que será que nosso amigo quis dizer com a palavra “emeio”

  5. Felipe Lindoso disse:

    Aliás, o texto inteiro é uma amostra da degradação a que chegou o português escrito na Internet. Parece coisa desses adolescentes que “publicam” o que lhes vem em mente. Só faltaram os rs rs rs e coisas parecidas.

  6. Bereba disse:

    emeio = em + meio

    Netbook é diferente de Notebook, por isso não precisa de poder de processamento, e sim de conectividade…

  7. Oliveira disse:

    O Presidente que nao tem o primeiro grau. O redator que nao sabe escrever. Tambem resolvi nao colocar acentos.Isto e um vergonha…

  8. Ignorantes!!! disse:

    Caro sapista,

    Você tambem nem sabe o que está dizendo,

    Hacker não rouba senha de MSN e Orkut,

    Estude os termos antes de usa-los

  9. Ignorantes!!! disse:

    Faraquinho este careca,,, não vou ler mais estas matéria de merda, rsrsrsrrs

  10. Marcio disse:

    Olha Silvio eu discordo do teu artigo.Todos estão comendo poeira comparando com a Apple que está disparada na frente.O android vai ocupar o segundo ou terceiro lugar.O iphone já domina a area de jogos pra mobile;A Apple já usa o ARM e SDK 3.0 está ai. Logo mais teremos novos lançamentos.

  11. Curiosa disse:

    Eu posso não entender muito, mas creio que ainda a Android e a Arm precisam de mais experiência para lhe dar com a Intel e a Microsoft e as outras que estão crescendo, pois elas podem ser muito previsíveis as vezes, porém a Android e a Arm ainda não possuem o mesmo desempenho delas, o que podem resultar em produtos defasados em termos de mercados, e então, será o efeito dominó, podem cair por terra como outras que tentaram. Acho que o segredo da boa concorrência está em estudar o inimigo e não em combatê-lo!

  12. Marcelo disse:

    Intel e seus chips comedores de energia e preço la em cima, e a pirataria e seus softwares com falhas de segurança (Brasil é o segundo do mundo em ataque do conflicker).