MENU

Escrito por • 06/07/2009

as crianças, tomando conta da rede… agora

depois de uma série de posts [muito] longos sobre profissões e sua regulamentação, o blog vai receitar, por um tempo, pílulas sobre o mundo digital.

a primeira, hoje: pesquisa da nielsen, nos EUA, mostra que as crianças estão na rede e em peso. o número de pessoas de 2 a 11 anos de idade na rede cresceu 18% entre maio/09 e maio/04, contra um crescimento de 10% do total de pessoas na rede. veja o gráfico abaixo:

imagee isso não é nada:  o número de horas na rede, entre a garotada [de novo, gente de 2 a 11 anos de idade] cresceu 63% nos últimos cinco anos, de sete horas online em maio/04 para mais de onze horas em maio/09. no mesmo período, o aumento do número de horas online da população online, como um todo, foi de 36%. não há nenhuma razão pra ser diferente no brasil, especialmente quando um número cada vez maior de residências começa a ter computadores e internet a preço fixo [conexão do tipo nearly always on, e não banda larga, como costuma ser o caso por aqui].

e isso quer dizer o que? primeiro, que as crianças estão usando a rede como parte essencial de suas redes, como extensão da escola, conexão com familiares distantes, diversão, gréia e por aí vai. segundo, quem nasce em rede vive em rede; é como aprender a ler: tirante raros e graves casos, nunca vi ninguém desaprender. no futuro, todo mundo –mesmo- estará em rede.

mas isso também quer dizer que muitas pessoas “do séc. XIX”, que conseguiram passar quase incólumes pelo séc. XX, vão achar que crianças na rede, no séc. XXI, esse tempo todo [menos de uma hora por dia…] é um absurdo. capaz desse pensamento ter alguma correlação com quem achava que mulheres não deveriam votar, que voto, de resto, era só pra quem tinha posses e, de resto, pra que ler e escrever, que era coisa de literatos e desocupados?…

o futuro das crianças –e dos adultos- é estar online 24h por dia. simples assim. o mundo muda, e rápido. no séc. XXI, se você existe, existe em rede e na rede, em tempo real e o tempo todo. se você já está aqui, lendo este texto, e sabe de alguém que não está, torne-se um missionário: traga esta alma perdida para o convívio da rede. antes que seja tarde. demais.

Artigos relacionados

0 Responses to as crianças, tomando conta da rede… agora

  1. a.oliveira disse:

    I am online, so I exist.

  2. Victor disse:

    A “internet infantil” deve ser bem mais interessante e divertida que a TV. Parafraseando o Nietzsche… xuxa está morta, ehehe..

    Pensando em mercado e novos produtos e serviços na rede, acho que agora é a vez das meninas.

  3. Grazi disse:

    Fiquei curiosa a respeito do tipo de conteúdo mais frequentado por essas crianças. Por acaso a pesquisa mostra esses dados?!

  4. Luciana disse:

    Silvio, sou jornalista da Época, gostaria da sua opinião sobre um assunto. Podemos conversar?
    Abs, Luciana
    3767-7058

  5. christian disse:

    Oi!
    muito boa a matéria.
    Mas eu acredito que é o movimento natural das coisas mesmo.
    A internet nada mais é que o ar que respiramos. O ar virtual de uma cultura democrática.

  6. Telmo Mota disse:

    Meu filho de dois anos e meio já tem interesse em jogos no computador, acredito que por me ver jogando. Felizmente existem jogos na rede que ele pode usar como:
    http://www.discoverykidsbrasil.com/jogos/numeros_e_letras/nivel_basico/abc/

  7. guilherme disse:

    Dados interessantes da pesquisa. Um boa reflexão é o efeito negativo que isso pode causar. Casos como a perca da noção de certo/errado, já que na rede a criança pode criar seu mundo particular sem a intervenção dos pais. O que isso pode gerar daqui a 15 ou 20 anos?

  8. Eloisa disse:

    bom dia, Silvio
    assisti a uma palestra sua no ano passado. Gostaria de falar contigo sobre uma nova apresentação [perdi o seu email!].

  9. Adolfo Neto disse:

    (sendo irônico)
    É isso aí Silvio. Vamos fazer experiências com as crianças. Se não der certo, daqui a vinte anos a gente tenta corrigir.
    (irônico desligado)

    Sendo sincero, pelo menos com relação ao uso de computadores na educação de crianças, eu concordo mais com os argumentos do pŕof. Valdemar Setzer (http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/). Vamos deixar as crianças lidarem com o concreto primeiro para depois trabalharem com abstrações.

    Se a gente não usa medicamentos sem testar bem, porque não fazer o mesmo com computadores na educação? Quando tivermos várias pesquisas demonstrando impacto positivo dos computadores na educação de crianças (em grupos controlados), aí sim concordo em usarmos para a população em geral.

  10. George Ellis disse:

    Silvio meus filhos maiores – que agora tem entre 38 e 41 anos – quando eram crianças adoravam ficar na televisão e todos os adultos ficavam criticando ” tira estas crianças da televisão para irem brincar lá fora…”
    Hoje os dois trabalham em telas de computador.
    Acho que eles naquela época estavam se preparando para o futuro.
    Hoje minhas filhas menores – de seis e quatro anos – estão neste momento jogando na web. Imagine o que elas estarão fazendo no futuro !

  11. Socorro Felix disse:

    Gostaria de saber se você conhece algum material sobre a educação ou conscientização das crianças voltadas para a segurança da informação?
    Obrigada!