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Escrito por • 14/09/2010

as urnas e “alagoas 2006”

estava eu conversando com pessoas muito bem informadas em evento de muito prestígio quando as eleições de 2010 vieram à tona. quieto estava, quieto fiquei, a discussão era sobre candidatos e opções para o futuro do país.

mas não demorou muito até que saísse um “as eleições brasileiras são as melhores do mundo”. como ando escrevendo sobre isso aqui há anos [veja o texto anterior aqui, da semana passada, explicando porque a OAB nacional não assinou digitalmente o software das eleições 2010], tive que dizer algo e disse, em largas palavras, o que tem sido publicado por aqui, sustentado não por minha particular expertise no assunto eleições eletrônicas, que é baixa, mas por sólidos argumentos que vêm do CMIND, o comitê multidisciplinar independente que estuda o processo eleitoral brasileiro. aliás, comentei este assunto em um podcast recente da CBN que você pode ouvir clicando neste link.

e a conversa rolou, rolou, e eu mencionei as eleições de alagoas em 2006… e não é que ninguém sabia de nada sobre o assunto? mas nada, nada mesmo. pessoas lidas, conectadas, que nunca haviam ouvido nada sobre o assunto.

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talvez este seja também o caso do leitor, e talvez valha a pena, se for, ler um pequeno e muito instrutivo texto da advogada maria aparecida cortiz [que é membro do CMIND], publicado no portal unieducar há mais ou menos um mês.

o título do artigo é Princípio do contraditório e da imparcialidade no processo eletrônico de votação e doutora cortiz foi uma das pessoas que estudou de perto o caso “alagoas 2006”, que resumidamente… teve início em 11/2006 após ser detectado que os arquivos de LOG de 35% das urnas estavam corrompidos e não apontavam o destino de 22.000 (vinte e dois mil) votos dados pelos eleitores, além de arquivos com dados misturados e urnas computando votos para municípios inexistentes.

isso mesmo que você leu: as “melhores eleições do mundo” não foram tão boas assim [pelo menos] nas eleições de 2006 em alagoas e o destino de dezenas de milhares de votos ficou “no ar”. podem até ter sido dados para alguém, mas não se sabe se foram. e havia “municípios-fantasma”, uma inovação eleitoral indesejada, pois no passado eram somente os eleitores-fantasma que preocupavam.

a decisão do TSE sobre o assunto também é desconhecida das pessoas lidas e conectadas de que falo: o tribunal decidiu que mesmo havendo graves indícios de que alguma coisa está errada, tudo está certo.

aliás, como de praxe, o tribunal julga ele mesmo neste tipo caso e resolveu que não há com que se preocupar, pois… o fato do LOG não registrar um evento não significa que o evento não ocorreu. donde se conclui, usando lógica elementar, que “logs” [arquivos de registro de eventos ocorridos] são inúteis. de que adianta [para verificação de ocorrência de um evento…] um registro que não necessariamente registra a ocorrência de certos eventos, mesmo tendo os dito cujos acontecido?…

mais hora, menos hora, alguma coisa vai mudar; não vai ser possível sustentar por muito mais tempo este estado de coisas. mas o “público”, inclusive o que comenta textos como este aqui no blog, acha que “se as urnas são frágeis, porque a grande imprensa nunca diz nada sobre isso?”…

pergunte-se à grande imprensa. está cheio de gente, lá, que sabe muito bem que a eleição eletrônica brasileira não tem independência de poderes e, por isso, nenhuma chance de ter uma auditoria independente do processo e de seus resultados. se houver uma fraude, dificilmente ela será detectada, como até hoje não se sabe ao certo se “alagoas 2006” foi uma conjuntura de erros de sistema [há erros épicos de software das melhores famílias, como a NASA…] ou se havia cérebros e mão humanas mal intencionados por trás dos muitos eventos não esperados que rolaram por lá.

tomara que a tal da grande imprensa não tenha que mudar de posição e publicar algo apenas por causa de alguma catástrofe que está para acontecer… quando?…

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leia, a seguir, trecho do artigo que você pode ver na íntegra clicando na imagem acima:

…O modelo brasileiro faz da Justiça Eleitoral uma fração especializada do Poder Judiciário (CE, CF/88 art. 92, V, 118 a 121), com absoluta concentração das três funções de Estado no mesmo ente. A junção dos artigos 61 da Constituição de 1988 com o artigo 1º do Código Eleitoral tornam o TSE no único órgão integrante da Justiça Brasileira que detém funções legislativa, normativa, administrativa/operacional e jurisdicional do processo eleitoral.

Essa indesejada concentração de poderes permite que os integrantes da Justiça Eleitoral mesmo legalmente impedidos possam julgar causas que versem sobre processo eletrônico de votação, visto que são partes e interessados no desfecho da lide, já que no exercício da função administrativa desenvolvem os programas das eleições e são responsáveis pela sua segurança e bom funcionamento.

As consequências malévolas dessa concentração de funções puderam ser comprovadas no julgamento realizado pelo TSE no dia 08/04/2010 envolvendo pedido de perícia nos programas usados nas eleições Estaduais de 2006 no Estado de Alagoas…

 

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PS: em conversa via emeio com a doutora cortiz na noite passada, ela fez saber a este blog que os programas [perfeitos, como se sabe…] do sistema eleitoral brasileiro, que aliás não foram assinados pela OAB nacional dia 02/09 passado… apresentaram defeitos [surpreendente… não?] e estão sendo assinados novamente, sem grande divulgação [como manchete no jornal nacional, na primeira vez] começando ontem [13/09] e terminando hoje, sem qualquer supervisão externa, certamente porque, perfeitos que são, ninguém precisa se preocupar… é só votar e esperar que não tenhamos nenhum "brasil 2010".

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0 Responses to as urnas e “alagoas 2006”

  1. Victor disse:

    A imprensa está aperreada, ataques para todos os lados na mídia e na blogosfera, escândalos de todos os tipos, mas nenhuma palavra sobre as urnas eletrônicas…

  2. elizabeth disse:

    Meira, pode por favor entrar em cotnacto comigo? È para uma materia para a revista Panorama Editorial, sobre livro digital.

  3. Aluno de HFC disse:

    Tá tudo muito bom, tudo muito bonito…

    Mas cadê a nota dagente professor? #HFC
    Abandone a gente não! Quero me formar ainda…

  4. Ricardo disse:

    Pelo nível altamente reclamatório e pouco propositivo dos comentários que se vê por aí, vai ficar tudo igual. Uma solução mais do que simples era fazer a urna imprimir o voto e arremessar em uma caixa de acrílico lacrada, para fins de reapuração.
    O eleitor confere seu voto, gasta-se pouco papel, e a lisura de um processo que custa uma montanha de dinheiro, mais o salário dos juízes e servidores, ficaria mais garantida.
    Mas essa não foi a primeira atrocidade cometida pelo TSE. Houve na eleição de 2006 o presidente do tribunal indo ao Faustão se manifestar contra a opção legítima do voto nulo. É o mesmo que o ministro atual sair fazendo campanha contra o Plínio, por ser socialista.
    Enfim, Justiça Eleitoral deveria deixar de ser um jetom no salário dos magistrados comuns, e passar a ser autônoma, com gente especializada em Direito Constitucional, probidade administrativa, e garantias fundamentais.

  5. Ricardo disse:

    Isso é gravíssimo, é muito grave mesmo. É o esfacelamento da democracia no Brasil… Eu não tenho dúvidas que ocorrerá fraude nas eleições de outubro. É uma pena nunca deveríamos ter deixado o PT chegar no poder, partido sem ética sem escrupulos, capaz de fazer qualquer coisa para se manter o poder até aniquilar a democracia brasileira.

  6. Charles disse:

    As Urnas são programas de computador, como qualuer outro. Portanto, qualquer programador pode fazer um programa, que “redireciona” cada voto, para “X” candidato, por exemplo.
    E o mais provavel. Pode colocar este programa nun CD ou Pen Drive, rodar o programa e depois tirar, sem deixar muitos vestigios.
    E opara fazer o cominho de volta, em caso de duvidas, só mesmo a cedula.
    Por isso, eu nãõ confio na Urna Eletronica. Se fosse seguro, alias, a Europa, EUA Jão, etc ja teriam adotado

  7. Charles disse:

    PORQUE O TRE E TST ESCONDERAM O CASO DE ALAGOAS DE 2009?
    Porque mnão foi divulgado? Para nós pobres mortais achramos que a urnas eletronicas são seguras?
    Não sõa e nunca foram . Brizola ja denunciava isso.
    Custam uma fortuna ao contribuintre e as eleições podem ser fraudadas. Ainda mais com o PT no poder, e infiltrado em todos os poderes.

  8. Marcia disse:

    Sempre questionei as urnas eletronicas… Acho que deveria ser como compra no cartão, sair o comprovante do seu voto no papel também, e tambem para uma urna de papel e voce ficar com o seu comprovante de voto. Serviria apenas para andar mais rapido o resultado, mas poderia ser contestado por quem achar que fui injustiçado.
    Se estão entrando na Recita Federal, o que nao podem fazer mais…
    Só os brasileiros acham que passamos os americanos nessa tecnologia. Dá vontade de rir.

  9. Evaristo disse:

    Tudo blz!!!, sobre a pane dos sistemas (erros épicos dos sistemas) seria bom se fosse um link apontando diretamente pra uma pagina em português, nao é msm??? Aquelas figuras lá nao me ajudaram em nada, contudo saber que os sistemas nao sao confiaveis nao é interessante pro pobre coitado do eleitor, afinal ele é obrigado a votar msm, entao fica a ilusao que cumpriu com seu dever. Como dizia o grande Brizola: “onde esta o papelzinho da conferencia”, fica dificil ms confiar nesses sistemas. Se quebraram sigilo no senado pq nao quebrariam das urnas eletronica???

  10. José Ricardo Gomes disse:

    É muita concetração de poder nas mãos de um só orgão …… Será que os votos não serão direcionados (em especial no norte e nordeste) para a candidata oficial????m Pois como escreveram acima… um programa de computador pode ser alterado, sabendo antecipadamente para qual estado vai cada urna????
    É triste saber que continuamos noo País das Maravilhas….

  11. Raimundo disse:

    CADÊ O MEU NARIZ DE PALHAÇO…

  12. Jota Maués disse:

    Desde as eleições de 2006, o jornalista Paulo Henrique Amorim vem cobrando no seu blog Conversa Afiada a impressão do voto. E tem afirmado que a urna eletrônica não é segura como diz o TSE. Inclusive teriam sido rejeitadas nas últimas eleições do Paraguai. Parece que neste ano será realizada, em alguns municípios selecionados pelo TSE, eleições em urnas biométricas que fornecerão o “papelzinho”. Se aprovadas, deverão ser usadas nas eleições de 2012 em todo o País.

  13. Jota Maués disse:

    Correção no meu comentário “Parece que neste ano serão realizadas, em alguns municípios selecionados pelo TSE, eleições em urnas biométricas que fornecerão o “papelzinho”.

  14. LUIZ disse:

    EU SEMPRE TIVE AS MINHAS DUVIDAS SOBRE A REELEIÇÃO DO LULA.
    NO 1º TURNO LULA APARECE COM 48,6 % DOS VOTOS E ALCKIMIM 41,5% E O RESTO COM 10,5% DOS VOTOS. VEJAM O 2ºTURNO: LULA FAZ 63% ALCKIMIM 31%. COMO PODE ALCMIM PERDER 10 % E AINDA LULA FAZER 0S 100% DOS OUTROS 10% DOS CANDIDATOS. EU SEMPRE ACHEI QUE HOUVE MANIPULAÇÃO DAS URNAS.
    PODEM TER CERTEZA QUE HOUVE E O TSE E CONIVENTE COM TUDO ISSO. O LULA PTRALHA TEM A POLICIA FEDERAL QUE HOJE NAO EH MAIS FEDERAL E POLICIA PTRALHA E JUDICIARIO COM ELE JA QUE APOSENTOU OS MINISTROS ANTERIORES E NOMEOU OS DELE COMO ACONTECEU COM UM ADVOGADO QUE NEM SEQUER TEM MESTRADO E DOUTORADO EM DIREITO E FOI NOMEADO PARA O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PELO LULA.

  15. Nilva disse:

    O Brizola sempre denunciou que as urnas poderiam ser fraudadas e
    pedia o papelzinho. É muito preocupante não termos como conferir o voto e também a mídia ter se omitido de divulgar o caso de Alagoas.
    Gente, pense bem, as urnas eletrônicas são anteriores ao governo Lula, será que as outras eleições também foram fraudadas? Parem com isto, o Lula não tem nada a ver com a possibilidade de fraudes.Acredito que a concentração de poder no TSE para decidir até a necessidade de inspeção nas urnas para verificar se podem ou não ser fraudadas, é um absurdo. Deveria ser instâncias técnicas e não políticas.

  16. Fernando Lins disse:

    Vale também dizer que o resultado das eleições de 2006 em Alagoas foram bastante suspeitos. Teotonio Vilela foi eleito no primeiro turno, mas todas as pesquisas apontavam que o vencedor seria o candidato João Lyra, que terminou em segundo lugar.
    Ele não só “virou” as eleições como conseguiu vencer ainda no primeiro turno.

  17. Leon Brancaleone disse:

    RICARDO:
    Não se deixe perder pelo ‘sectarismo’. O problema das Urnas nada tem a ver com o PT ou com qualquer outro partido político (já que é cria do Governo FHC). Tem a ver com o autoritarismoi que o TSE NOS IMPÕE.
    Se transformamrmos esta questão numa questão partidária, jamis a resolveremos e quem perderá SOMOS NÓS !!!

  18. Pedro disse:

    O senhor se acha tão foda…em computação…por que não vai ao TSE e pede para olhar os fontes do programa? Leia o fonte e me diga onde está o erro!!! Quero ver se vc é capaz..O fonte pode ser auditado por qualquer um ligado a qualquer partido….Vai lá e me diga onde “existe fraude”!!!

  19. Pedro disse:

    o senhor se acha tão foda em computação, por que não vai no TSE ler o fonte dos programas e falar onde está o erro ou a fraude? O fonte está lá para ser auditado por qualquer um ligado um partido (Brunazo por ler o fonte, mas pergunte a ele se ele tem capacidade de ler algo). O povo do CMind provavelmente lunca foi la ler nem uma linha…Quero ver quem é capaz de apontar as falhas…

    • srlm disse:

      pedro,

      acho que o brunazo lhe respondeu em gênero, número e grau. não preciso acrescentar nada; leia os argumentos dele e o relatório do CMIND e seja menos um brasileiro manipulado por e lobotomizado pela propaganda governamental.

  20. Comentários sobre os comentários.

    1- Para o Jota: as urnas biométricas não tem nada a ver com o problema da correta apuração do voto digital. Eles visam enfrentar um outro problema que é a identificação do eleitor.

    2- Para o Leon: você está absolutamente correto. O problema da falta de confiabilidade e transparência das urnas-e NÃO É UM PROBLEMA PARTIDÁRIO. É resultado da absurda concentração de poderes da autoridade eleitoral e perderemos o foco se ficarmos fazendo acusçoes a partidos e candidatos.

    3- para o Pedro: eu sou membro do CMind. Eu sou a pessoa que mais vezes esteve presente na sala de apresentação dos sistemas do TSE desde abril. Eu nunca vi você lá. Eu sei programar e analisar código (inclusive em Assembly). O sistema tem mais de 35 mil arquivos e 16 milhões de linhas de código-fonte. Muito é modificado à última hora. O código de criptografia da ABIN só chegou nos últimos dias. A OAB enviou um técnico que conclui ser INVIÁVEL analisar todo este código, o que levou a OAB a NÃO ASSINAR os sistemas neste ano (parabéns a corajosa posição da OAB neste ano). Procurar se estabelecer confiança de sistemas eleitorais por meio de validação de código-fonte é técnica rejeitada em todo o mundo e só praticada ainda no Brasil..

    Tudo que o Relatório CMind previu em março, acorreu. A sociedade brasileira continua sem ter como conferir o resultado eleitoral de uma forma independente do software e da própria autoridade eleitoral.

  21. Faltou dizer ao Pedro:

    Integram o CMind TODOS (eu disse: TODOS) os representantes de partidos e da OAB que se apresentaram para analisar os programas das urnas desde 2004, que são:

    1- Augusto Marcacini da OAB (2004)
    2- Frank Varela do PT (2004 em diante)
    3- Marcos Carvalho do PTB (2008 e 2010)
    4- Marcio Teixeira do PT (2000)
    5- Maria Cortiz e Amilcar Brunazo do PDT (desde 2000)

    e TODOS foram unânimes em dizer que os procedimentos permitidos pela autoridade eleitoral absoluta não permitem auditoria independente do resultado eleitoral e não são suficientes para garantir a integridade do software carregados nas urnas.

  22. Especialmente sobre os comentários do Sr. Pedro.

    Sou um dos co-autores do relatório CMIND. Fui indicado pela OAB para essa fiscalização, em 2004. Esclareço que sou advogado e não tenho capacitação técnica para examinar códigos-fonte tão complexos, mas na ocasião tivemos o apoio de dois profissionais de informática do CPD do Conselho Federal da OAB.

    Não havia o que séria e racionalmente fiscalizar! O código-fonte não podia ser levado: tinha que ser examinado NA TELA dos computadores do TSE. E são 16 milhões de linhas (não me pergunte porque é necessário tanto código de programação para somar um mais um…). Pensando logicamente, nada garante que as linhas examinadas em um dia sejam as mesmas no dia seguinte.

    Finalmente, no dia da compilação dos fontes todos os fiscais estão presentes, mas… para ver o que? Uma tela exibindo coisas… Quem minimamente compreende a informática, sabe que o que a tela exibe não corresponde necessariamente ao que o sistema está processando. Então não se tem como assegurar que os fontes compilados são os mesmos que foram examinados (i.é, vistos na tela…). Também não se faz qualquer exame sobre o compilador. Por fim, os fiscais assinam os executáveis, também no sistema do TSE.

    Em resumo, não se tem como garantir que os executáveis assinados são os mesmos que foram compilados, pelo compilador que não foi analisado, a partir dos fontes que não se pode afirmar que são os mesmos que já não foram adequadamente examinados. Dá para compreender a dificuldade de auditar fontes dentro de um ambiente controlado pelo auditado?

    Por último, conferir as assinaturas digitais nas centenas de milhares de urnas é uma tarefa impossível. Não há mão-de-obra disponível suficiente, com capacidade de entender o que estão fazendo e detectar possíveis erros. Pouquíssimas, ínfimas mesmo como amostragem, foram as urnas testadas em 2004. Nos anos seguintes, menos ainda foi feito, porque participar dessa fiscalização se mostrou uma tarefa muito cara e trabalhosa, além de inútil.

  23. fernando disse:

    No painel do senado, ja houve quebra de voto, a maquininha do visa, onde com certeza muito mais dinheiro em seguraca foi investido, ja houve falha de seguraca, softwares da apple com Iphone e da sony como ps3 ja fora alterados, imagine a pobre urna brasileira que foi desenvolvido por uma empresa sem nenhuma notoriedade no assunto segurava eletronica, não é a toa que os outros países mais adiantado tecnologicamente que nos, não vê a urna brasileira como algo de se admirar.

    Pedro,

    Para haver uma fraude na urna, não necessariamente alguém tem que escrever um código fonte malicioso no programa original. Bastar instalar um programinha paralelo que descubra onde a urna esta gravando as informacoes dos votos, se for em disco rígido, e só conhecer o registro do disco rígido que deve ser alterado e descobrir uma possível criptografia(subornando alguém que trabalhou no projeto da urna ou por ataque de forca bruta). Isso é só uma abordagem para tentativa de fraude,eu nao conheco o programa da urna, poderia ser empregadas varias outras.

    Pode ser difícil a primeira vista, mas com muito dinheiro em jogo e recursos, acho bem possível alguém criar esse programa. A urna indiana que era um firmware (http://pt.wikipedia.org/wiki/Firmware) ao contrario do Brasil que é um simples software foi adulterada.

    A urna brasileira é como uma maquina de Caça Niqueis, ninguém sabe exatamente o que tem la dentro.

  24. fernando disse:

    Uma das coisas mais bizarras dessa historia é a informação que o programa da urna tem 16 milhões de linhas de código, só a titulo de comparação o kernel do linux(sistema operacional das maiorias dos servidores do mundo) tem 10 milhoes, o windows vista tem 50 milhoes. Eu acho que o programa da urna brasileira seja mais complexo de que um kernel de um sistema operacional, isso cheira a mentira, ou algum técnico tem que explicar porque ele precisou escrever tantas linhas de código para escrever esse programa. E outra, se querem auditar o código, que sinceramente é ridículo(imagina a cena, um cara sentado na cadeira olhando linha por linha tentando achar uma fraude),se é para auditar codigo tem que auditar o compilador do código também, os compiladores alteram o conteúdo do código também. Auditoria do código deveria ser feita em paralelo ao desenvolvimento.

  25. Paula disse:

    Bom, para os desavisados, existe um outro processo realizado para auditoria das urnas, realizado em todos os TRE’s por orientação do TSE e estipulado em resulução deste.
    No mesmo dia das eleições usando urnas eletrônicas sorteadas aleatoriamente dentre as urnas destinadas aos locais de votação (sendo estas conseqüentemente substituídas), por um processo de voto aberto e cantado retirado de urnas de lona, digitando-se o mesmo na urna eletrônica e num programa de contabilização de votos.
    Este processo de auditoria é filmado e acompanhado por uma empresa terceirizada de auditoria, e é aberto aos fiscais de partidos políticos, OAB, ministério público, imprensa e entidades representativas da sociedade.
    Este processo de auditoria do funcionamento da urna eletrônica é chamado de Votação Paralela.

  26. João disse:

    Brunazo, você nunca olha código nenhum.

  27. Por sua colocação, se mostra que você anda por lá no TSE, não é João?
    Porque, então, precisa se esconder no anonimato?
    Tem algo a esconder? Covardia?

    Mas eu aceito debater em aberto.

    Eu examino o código que acho necessário e suficiente para verificar a auditabilidade (ou não) do processo. E tudo que constato, revelo (não o código, mas as restrições que tornam a análise impraticável).

    Não sou idiota de supor que vão me mostrar código fraudulento. Mas afirmo que o que nos mostram nem sempre é o que compilam.

    E foi examinando código que pudemos denunciar em 2000, em 2002 e em 2008 que compilavam versões diferentes do que nos mostravam.

    Foi examinando código que descobrimos os termos chulos nos comentários feitos pelos programadores do TSE (entenda-se: você e seus colegas) e da Módulo e que, a nosso pedido, foram retirados. (tenho a petição e a resposta da petição provando isso).

    João, primeiro cresça e desenvolva hombridade e coragem suficiente para participar de um debate de cara aberta.

    Agora vamos avaliar a sua honestidade, João. Nos responda:

    1) porque vocês não permitiram aos analistas dos PT ficarem com cópias dos relatórios que eles geraram com o programa analisador de software?
    2) Porque mantém secretos os relatórios de análise do FACTI-CTI?
    3) Porque abandonaram todas as recomendações de engenharia de software dadas pelo professores do COPPE-UFRJ?
    4) Porque ainda havia erros nos programas compilados no dia 02 de setembro? Vocês não testaram antes da compilação oficial?

    Se você começar respondendo estas perguntas, eu apresentarei as demais…

  28. Para a Paula, que, por sua descrição do teste de Votação Paralela, também deve ser membro disfarçada da administração eleitoral, eu pergunto:

    1) Por que você desvia do assunto e começa a falar da Votação Paralela se o artigo falava dos problemas no caso Alagoas 2006?

    2) Por que o TSE negou abrir os arquivos de votos (RDV) de Alagoas 2006?
    (minha petição PET TSE 2722 de dez/2006 para acesso aos RDV de Alagoas e cinco outros Estados foi negada agora em ago/2010 depois de 4 pareceres contrários da secretaria de TI do TSE)

    3) Mas se quer falar de Votação Paralela, responda por que o TSE se negou colocar no relatório geral do teste em 2008 as seguintes informações que solicitamos:

    a) Qual a porcentagem de urnas compõe a amostra testada?
    b) Porque o TSE recusou petição do PT e do PDT para aumentar essa amostra?
    b) Qual a probabilidade teórica dessa amostra detectar uma urna adulterada se 5% do total das urnas estiverem adulteradas?

    Como sei que você vai fugir dessas questões já adianto que a amostra é de 0,0002% (insignificante) e a probabilidade dessa amostra detectar urnas fraudadas (se 5% delas estiverem adulteradas) é de uma vez a cada 800 anos.

  29. Roger Chadel disse:

    O João, que não dá maiores indicações sobre sua identidade ou suas qualificações, escreve: “Brunazo, você nunca olha código nenhum”. Se essa é uma afirmação, você poderia fazer como os outros, que corroboram suas afirmações com provas. Eu já participei de algumas sessões no TSE onde pude comprovar que: 1) o Brunazo não só olha código como analisa e dá seu parecer; 2) é humanamente impossível examinar e auditar o volume de código apresentado sem uso de ferramentas, o que o TSE não permite (seria como você ter que analisar ou dar seu parecer sobre a receita de um bolo sem poder experimentar os ingredientes); 3) o pouco que se pode ver apresenta falhas grosseiras de programação – não quer dizer que não funcione, eu já escrevi inúmeros programas mal codificados que funcionavam, mas que eram de manutenção dificílima; em projetos sérios, existem normas de programação que devem ser respeitadas para que o código seja transparente e de fácil manutenção, o que não é o caso nos programas da urna do TSE. Ora, se o que pode ser visto mostra descuidos dessa natureza, que segurança pode haver num sistema desse porte?

  30. Marcos Lima disse:

    nesse caso não há erro na urna (nem no software) mas sim uma imprudência do tse em deixar valer o resultado sem comprovação de que correu tudo nos conformes.

  31. Cicero disse:

    Brunazo, há muito sou seu fã. Parabéns pela sua persistência em aprimorar o sistema eleitoral brasileiro. Por indicação de srlm aqui no blog, li o relatório CMind e notadamente as contribuições ao processo eleitoral são contundentes.
    O que o TSE/TREs fazem equipara-se à política das secretarias de segurança pública quando tentam aprimorar a “sensação de segurança” ao invés de aprimorar a segurança propriamente dita. Isto é, te fazem crer que você está seguro (mesmo que não esteja). Na segurança pública, o fazem através de viaturas nas ruas, policiais nas ruas (mesmo que não entrem em ação, não corram atrás do bandido ou que o bandido atue em outro local sem presença policial); no TSE o fazem através por ex. de “votação paralela” que, como você muito bem destacou, não serve para nada, sem contar os comerciais com “propaganda enganosa” (só servem para encabrestar ainda mais). E os “homer simpson” (conforme definido por w. bonner) acreditam. Um abraço.

  32. solange disse:

    gente …

    o sistema eletronico e facilmente manipulado.

    O EUA é o maior provedor de software para o mundo e o voto não é eletronico porque ??????

    Acho que esta de Acordar. Muitos falam da nossa forma de votar com orgulho e a melhor forma que existe de roubar o voto……

    ate mais
    minha profissao Analista de sistemas