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Escrito por • 29/11/2011

bits.0: um olhar… em rede?

ao fim deste quase já ido 2011 e janeiro de 2012, o blog vai publicar [ao contrário da norma, aqui] bits: textos pequenos, bem mais frequentes, sobre nossa [mundana] vida digital. ao invés dos raciocínios estruturados e interligados de costume, vamos nos ater a TRÊS parágrafos, no máximo.

vamos tratar de UMA situação, UMA explicação e/ou consideração e, se for o caso, UMA pergunta. depois, UMA consideração sobre o tema, talvez uma opção pessoal. corporativa, se pudermos revelar uma. regional, se isso fizer sentido considerar um país ou região no contexto. vamos ver no que dá.

Relógio

cientistas americanos e finlandeses testaram, pela primeira vez, uma lente de contato digital em um olho vivo. a lente, que depende de energia sem fio para funcionar, contém eletrônica capaz de intercambiar informação com o mundo exterior e um display de um único pixel.

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como você pode ver pela imagem acima, trata-se de uma gambiarra, o tipo de exercício tecnológico que demonstra a possibilidade de se fazer algo mas que ainda está muito distante do que será verdadeiramente feito. no futuro, em escala, para nós todos. mas… todos? sim. imagine que você tenha uma destas e que possa, de alguma forma [subliminar?…] interagir com a rede. perguntar coisas para google e bing. consultar a wikipedia. mapas. interagir com seus amigos no facebook enquanto está na mesa com seus amigos no bar. não que você não faça isso hoje. mas direto, no olho, sem ninguém notar… vai mudar tudo.

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as possibilidades são imensas. e as implicações também. quando a gente aprender a interagir com esta coisa [veja este texto de ficção] e ela estiver muito mais sofisticada, vamos "aumentar" a realidade ao nosso redor, em tese, com o que quisermos. como, pela lente, passar pela marginal do tietê achando –porque vendo!…- que é o champs-élysées. tô na fila pra testar.

Relógio

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12 Responses to bits.0: um olhar… em rede?

  1. Sampaio disse:

    Mais um exemplo da vida imitando a arte (ou vice-versa). Outro exemplo muito bom desta tendência está em Deamon e sua sequencia Freedom (http://goo.gl/N6YUS), de Daniel Suarez (USA-2006), apenas recentemente publicado aqui no Brasil.
    Ele utiliza conceitos de Realidade Aumentada e MMOGs, começando com a utilização de óculos (HUDs), e evolui até o uso de lentes de contato.
    Expetacular.

  2. Sampaio disse:

    Mais um exemplo da vida imitando a arte (ou vice-versa). Outro exemplo muito bom desta tendência está em Deamon e sua sequencia Freedom (http://goo.gl/N6YUS), de Daniel Suarez (USA-2006), apenas recentemente publicado aqui no Brasil.
    Ele utiliza conceitos de Realidade Aumentada e MMOGs, começando com a utilização de óculos (HUDs), e evolui até o uso de lentes de contato.
    Expetacular.

  3. Cel disse:

    pô, sílvio, que título infeliz, lente que projeta imagem na retina é usada faz 20 anos em pessoas que sofreram catarata. mais atenção aí, iteano

  4. Cel disse:

    pô, sílvio, que título infeliz, lente que projeta imagem na retina é usada faz 20 anos em pessoas que sofreram catarata. mais atenção aí, iteano

  5. Paulo Nasc disse:

    Olá professor Meira, preocupante essa declaração incial de mudança (radical) do estilo de comunicação do blog. Gostamos muito do formato atual e confiamos que a mudança (dois parágrafos, etc) será uma evolução natural de apresentação dos conteúdos, que sempre foram ‘tocados’ no tom harmoniso. Estaremos torcendo pelo bom desempenho pelo sucesso desse trabalho meritório que você vêm nos entregando ao longo desse (dez?) anos. Abraço.

  6. Paulo Nasc disse:

    Olá professor Meira, preocupante essa declaração incial de mudança (radical) do estilo de comunicação do blog. Gostamos muito do formato atual e confiamos que a mudança (dois parágrafos, etc) será uma evolução natural de apresentação dos conteúdos, que sempre foram ‘tocados’ no tom harmoniso. Estaremos torcendo pelo bom desempenho pelo sucesso desse trabalho meritório que você vêm nos entregando ao longo desse (dez?) anos. Abraço.

  7. Paulo Nasc disse:

    Pois é professor Meira, achei um treco nas minhas anotações que, acho, tem a ver com o novo estilo do BLOG. Dizia assim: “Nesse princípio de século, quando se aceleram as tecnologias da comunicação virtual, a grande descoberta não está somente na invenção do hipertexto, uma estrutura complexa de linguagem e níveis diferenciais de construção textual. Na realidade, as teorias literárias de ponta que emergiram a partir dos anos 1960 (pós-estruturalismo francês, estética da recepção, intertextualidade, dentre outras) são úteis para inferir que A LEITURA SEMPRE FOI AFETIVAMENTE UM ESPAÇO DE HIPERTEXTUALIDADE. Pois o ato de ler nunca se faz linerarmente, mas por meio de enxertos, links, digressões de toda ordem, que o sujeito opera no ato da decifração.”

  8. Paulo Nasc disse:

    Pois é professor Meira, achei um treco nas minhas anotações que, acho, tem a ver com o novo estilo do BLOG. Dizia assim: “Nesse princípio de século, quando se aceleram as tecnologias da comunicação virtual, a grande descoberta não está somente na invenção do hipertexto, uma estrutura complexa de linguagem e níveis diferenciais de construção textual. Na realidade, as teorias literárias de ponta que emergiram a partir dos anos 1960 (pós-estruturalismo francês, estética da recepção, intertextualidade, dentre outras) são úteis para inferir que A LEITURA SEMPRE FOI AFETIVAMENTE UM ESPAÇO DE HIPERTEXTUALIDADE. Pois o ato de ler nunca se faz linerarmente, mas por meio de enxertos, links, digressões de toda ordem, que o sujeito opera no ato da decifração.”

  9. Edson disse:

    Gostei do formato, mas o sequenciamento deveria ser binário: bits.00, bits.01, bits.10… 🙂

  10. Edson disse:

    Gostei do formato, mas o sequenciamento deveria ser binário: bits.00, bits.01, bits.10… 🙂