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Escrito por • 24/04/2009

brasil: república de software?

a brasscom, associação das empresas do setor de software, informa: em 2008, as exportações brasileiras de serviços de software cresceram 75%, atingindo US$1.4B, o que levou o país a saltar da décima posição que ocupava em 2007 para a quinta, o que não é feito menor, dado que somos o oitavo mercado de TICs do planeta.

o mercado global, que era de US$50B em 2007, cresceu 40%, passando a US$70B em 2008 e pode chegar, segundo previsões da at kearney, a US$100B em 2010. metade deste crescimento será atendido por uma fonte: a índia. entre os que competem pela outra metade, estão o brasil, china, argentina, méxico, chile e outros países menos votados.

o brasil quer mais que triplicar suas exportações de software nos próximos anos, para US$5B, o que poderia gerar entre cinquenta e cem mil empregos no setor. parte do dever de casa é aumentar a performance da produção, trazendo mais e melhor educação e inovação para as empresas e seus colaboradores. a outra parte, muito mais complexa, é simplificar o brasil, diminuindo os custos de contratar, aqui, o que hoje vai pra índia e outros países.

ao contrário do que alguns pensam, não se trata de pagar salário-escravo pra engenheiros e programadores, mas diminuir impostos e custos trabalhistas e operacionais que separam o brasil das nações que estão participando a sério da economia do conhecimento. é possível redesenhar o conexto trabalhista brasileiro para a economia dos processos e do conhecimento? tomara que sim… pois os novos empregos não vão vir da agricultura e da indústria.

e não há melhor hora para fazer tais mudanças do que agora, no meio de uma crise que, por si só, está redesenhando o mundo. se não vamos –e não vamos- trazer muito mais indústria clássica, daquela da revolução industrial, que gerava emprego em massa, para cá, bem que poderíamos nos aplicar para tornar o país, de verdade, mais competitivo em software.

há sinais de mudança no ar: o chanceler brasileiro disse recentemente que o brasil é uma “república de software, aviões a jato…”, se libertando pelo menos em parte de um imaginário que, há meros cinco anos, o levou a dizer [em relação à índia] que… “nossas economias se complementam. eles têm o software; nós temos a indústria de alimentos mais competitiva do mundo”. bem vinda seja sua mudança, senhor ministro, e mãos à obra. ainda temos muito o que fazer para sermos, de fato, uma república de software.

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0 Responses to brasil: república de software?

  1. Não que essas mudanças não sejam bem vindas, mas preferia que os brasileiros se espelhassem mais no Vale do Silício do q na Índia. E hj em dia está muito mais barato uma empresa no modelo de startup da California do q offshores de fabrica de software. E tb é o modelo q realmente gera inovação.

  2. Hugo disse:

    Realemente deve-se aproveitar o momento de crise, e que venham as mudanças, creio que infelizmente a importância do mundo de TI, e do profissional ainda não são reconhecidas na sociedade, a não ser que “a coisa pare…”, mas que bom, o Sr. Ministro parece estar percebendo esta importância. estou cursando curso técnico em informática em instituto federal, atuando como estágiário no mesmo, e gostaria de ressaltar que tudo ainda é devagar no serviço público, e é muito difícil mudar essa situação, precisamos de mais pessoas com o pensamento do Sr. ministro.

  3. Hugo disse:

    Realemente deve-se aproveitar o momento de crise, e que venham as mudanças, creio que infelizmente a importância do mundo de TI, e do profissional ainda não são reconhecidas na sociedade, a não ser que “a coisa pare…”, mas que bom, o Sr. Ministro parece estar percebendo esta importância. estou cursando curso técnico em informática em instituto federal, atuando como estágiário no mesmo, e gostaria de ressaltar que tudo ainda é devagar no serviço público, e é muito difícil mudar essa situação, precisamos de mais pessoas com o pensamento do Sr. ministro.

  4. Luiz disse:

    Amém!

  5. Eduardo disse:

    Eu acho intereçante a comparação entre dois pseudo-mundos existentes em nossa sociedade. De um lado temos as ciências tecnológicas, que são de domínio global, em que todos os dias existem diversas mudanças, inovações, descobertas, é nanotubo de carbono, é entrelaçamento quântico, etc. Do outro lado temos o sistema legislativo e judiciário do nosso país, em que a cada século alguma ementa é revista.
    Pensado deta forma vemos que o Brasil só poderá estar entre os grandes paises quando o sistema legislativo puder ser tão veloz , flexível e inteligente quanto o desenvolvimento tecnológico.
    Porém bem sabemos que isto pode ser uma utopia em se tratando de Brasil, onde a falta de vontade política reina, e as guerras partidárias são mais importantes do que o próprio desenvolvimento.
    infelizmente.

  6. victor disse:

    Silvio,

    Bons presságios assistir o Amorim vendendo o software brasileiro?

    O Brasil colocou a disposição de outros países emprestar até $4.5bi para se restruturarem durante a crise, mas toparia dar metade para startups de ti se prepararem para o mercado a pós-onda (marolinha ~ ~ tsunami)?

  7. Onanista Cibernético disse:

    Líderes em quê: produtores efetivos de soluções em TI ou meros embaladores de softwares subvencionados pela renuncia fiscal na Zona Franca de Manaus?

  8. Onanista Cibernético disse:

    Líderes em quê: produtores efetivos de soluções em TI ou meros embaladores de softwares subvencionados pela renuncia fiscal na Zona Franca de Manaus?

  9. Dick disse:

    Muttley, faça alguma coooooooooisaaaaaaa!!!!!!

  10. Dick disse:

    Muttley, faça alguma coooooooooisaaaaaaa!!!!!!

  11. Adilson disse:

    Quando iniciar uma frase usa a tecla “Shift”.

  12. Adilson disse:

    God bless us all

  13. Foi divulgado na mídia que uma CEO de uma empresa americana (ela esteve no recente encontro da Brasscom no Rio) fez duras críticas aos argumentos apresentados no evento que mostrava que somos um país competitivo em TI. O discurso focado em software, grau de automação bancária, urnas eletrônicas, fuso horário competitivo etc. não convenceu. Segunda ela, argumentos fracos. A impressão não foi boa.

    Vez ou outra deparo com uma matéria da Brasscom sobre a “expectativa” do Brasil ser o 2o. maior fornecedor do mercado mundial de software, alcançar alguns bilhões em exportações de serviços de software, reduzir os problemas de carga tributária para software etc. Pergunto-me: Será que o mercado mundial de TI é somente serviços de software ? Onde estão os demais Serviços de TI como Global Monitoring Center (NOC/SOC), Service Desk, SPI de ERP e outros que estão crescendo bastante neste mercado. Acho que o discurso da Brasscom deveria acompanhar melhor esta onda. Práticas de Serviços de TI como ISO 20000 e de Segurança da Informação como a ISO 27001 devem ser destacadas, e não apenas Engenharia de Software e CMMI. Os indianos estão sabendo aproveitar muito bem esta oportunidade. Claro que a questão para exportar serviços de TI ou incentivar empresas no país a servir de base para Service Desk e Centros de Monitoramento de Rede (já acontece de forma efetiva em uma minoria de empresas no Brasil) é muito mais complexa, pois envolve vários problemas que conhecemos como a falta de domínio do idioma inglês e a própria carga tributária.

    Um absurdo também saber que a India possui 440 certificações em ISO 27001 e 50 em ISO 20000, quando temos apenas 21 e 5, respectivamente. A despeito disto, o Brasil já dispõe de um know-how muito elevado em IT Services Management (ITSM) e que deve ser vendido da mesma forma que serviços de software e também com diferenciais em relações aos outros países. Temos empresas e profissionais com experiências, certificações e conhecimentos de nível internacional em Redes, Telecom, Suporte, ITSM, IT Governance, Riscos e Segurança. Isto não é divulgado. Lá fora, os demais países e empresas focam muito neste segmento. Basta acessar as páginas web de empresas como Infosys, TCS e Softek e também acompanhar os eventos e papers da NASSCOM.

  14. Foi divulgado na mídia que uma CEO de uma empresa americana (ela esteve no recente encontro da Brasscom no Rio) fez duras críticas aos argumentos apresentados no evento que mostrava que somos um país competitivo em TI. O discurso focado em software, grau de automação bancária, urnas eletrônicas, fuso horário competitivo etc. não convenceu. Segunda ela, argumentos fracos. A impressão não foi boa.

    Vez ou outra deparo com uma matéria da Brasscom sobre a “expectativa” do Brasil ser o 2o. maior fornecedor do mercado mundial de software, alcançar alguns bilhões em exportações de serviços de software, reduzir os problemas de carga tributária para software etc. Pergunto-me: Será que o mercado mundial de TI é somente serviços de software ? Onde estão os demais Serviços de TI como Global Monitoring Center (NOC/SOC), Service Desk, SPI de ERP e outros que estão crescendo bastante neste mercado. Acho que o discurso da Brasscom deveria acompanhar melhor esta onda. Práticas de Serviços de TI como ISO 20000 e de Segurança da Informação como a ISO 27001 devem ser destacadas, e não apenas Engenharia de Software e CMMI. Os indianos estão sabendo aproveitar muito bem esta oportunidade. Claro que a questão para exportar serviços de TI ou incentivar empresas no país a servir de base para Service Desk e Centros de Monitoramento de Rede (já acontece de forma efetiva em uma minoria de empresas no Brasil) é muito mais complexa, pois envolve vários problemas que conhecemos como a falta de domínio do idioma inglês e a própria carga tributária.

    Um absurdo também saber que a India possui 440 certificações em ISO 27001 e 50 em ISO 20000, quando temos apenas 21 e 5, respectivamente. A despeito disto, o Brasil já dispõe de um know-how muito elevado em IT Services Management (ITSM) e que deve ser vendido da mesma forma que serviços de software e também com diferenciais em relações aos outros países. Temos empresas e profissionais com experiências, certificações e conhecimentos de nível internacional em Redes, Telecom, Suporte, ITSM, IT Governance, Riscos e Segurança. Isto não é divulgado. Lá fora, os demais países e empresas focam muito neste segmento. Basta acessar as páginas web de empresas como Infosys, TCS e Softek e também acompanhar os eventos e papers da NASSCOM.

  15. Tony Lopes disse:

    Estou vendo você na tv agora!