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Escrito por • 17/12/2009

de e-gov para… gov

estive esta semana em porto alegre para um seminário de inovação em governo eletrônico promovido pela secretaria do planejamento e gestão do rio grande do sul.

um número muito grande de ações de governo já é realizado, hoje, sobre suporte eletrônico. lá no rio grande, o portal de serviços de governo lista mais de 700 serviços de interesse de cidadãos e empresas, de nota fiscal eletrônica à localização das lombadas eletrônicas nas ruas de porto alegre e seus limites de velocidade.

o que nos leva a perguntar: é possível, hoje, governar sem uma infraestrutura de hardware, software, serviços e aplicações que dê suporte aos processos de negócios que costumamos chamar de governo? não, não mais.

só pra dar um exemplo, é impensável trazer de volta para o papel e para a conferência e análise manual todo o processo associado ao imposto de renda de pessoa física. imagine o caos. o que é preciso, por outro lado, é evoluir o processo do IRPF pra gente só declarar alguma coisa se achar que deve [ou tem contas a ajustar com a receita]. mas voltar atrás, ao papel, jamais.

todo governo, o “gov” de tudo, começa a ser “e-gov”. e bem mais cedo do que se pensa vamos prescindir do “e-” e voltar a chamar o governo de “gov”, simplesmente.

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o mesmo deve ter acontecido quando os egípcios começaram a usar matemática para medir áreas com precisão e melhorar a cobrança do imposto territorial há mais de 3.500 anos. no começo, o processo provavelmente tinha um nome parecido com “m-gov”, para “governo usando matemática”. com o passar do tempo, com todo mundo entendendo como usar e usando a nova ferramenta dentro e fora do governo, o “m-“ tornou-se não apenas natural mas lugar comum e, presente em todo canto, desapareceu.

é o destino do “e-gov”: presente e essencial em todas ações de governo, vai se tornar, de volta, “gov”. os slides da minha apresentação? neste link.

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2 Responses to de e-gov para… gov

  1. Jose Jorge (JJ) disse:

    um dos grandes problemas que vejo é que os processos/sistemas de informação do governo não são integrados… temos redundância em abundância em diversas áreas de negócio do governo… para exemplificar, uma empresa precisa enviar as mesmas informações via diferentes sistemas do governo… isso porque diferentes áreas de negócio possuem o domínio sobre certas informações e nao as compartilham…
    e aí me pergunto: e a iniciativa e-ping? morreu? Para quem nao sabe, e-ping é/foi um projeto do governo para criar padroes para que sistemas do governo possam interoperar, rumo a uma SOA.

  2. Jose Jorge (JJ) disse:

    um dos grandes problemas que vejo é que os processos/sistemas de informação do governo não são integrados… temos redundância em abundância em diversas áreas de negócio do governo… para exemplificar, uma empresa precisa enviar as mesmas informações via diferentes sistemas do governo… isso porque diferentes áreas de negócio possuem o domínio sobre certas informações e nao as compartilham…
    e aí me pergunto: e a iniciativa e-ping? morreu? Para quem nao sabe, e-ping é/foi um projeto do governo para criar padroes para que sistemas do governo possam interoperar, rumo a uma SOA.