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Escrito por • 31/08/2010

dez tendências tecnológicas nos negócios [5]

estamos publicando uma série sobre um relatório da mcKinsey que aponta as dez principais tendências tecnológicas nos negócios nesta década. as tres primeiras [criação colaborativa, negócio = rede, colaboração em escala] apareceram no post inicial, neste link. no texto anterior, neste link, falamos da “internet das coisas”. os slides usados nos textos são de uma palestra do autor na CNI, em são paulo, cuja íntegra está neste link.

hoje vamos falar do que a mcKinsey chamou de “big data” e suas consequências para os negócios.

image

a idéia básica está no slide acima: o volume de dados nas empresas já é muito grande e dobra a cada 18 meses em média. isso quer dizer que os negócios estão debaixo de um verdadeiro dilúvio digital, o que pode ser exemplificado pela situação no wal-mart: os clientes do maior varejista do mundo são responsáveis por um milhão de transações por hora, que resultam em 2.5 petabytes de dados a cada 60 minutos, o equivalente a nada menos que 167 vezes a informação armazenada na biblioteca do congresso americano, principal repositório mundial de conhecimento clássico, aquele armazenado em livros e filmes. se bem que a LoC tem um projeto para armazenar todo o timeline do twitter…

e isso é só parte do cenário. quase todo negócio competente, hoje, coleta dados em quantidade e qualidade que só os censos constumavam fazer no passado, e faz isso por mes, semana ou, em casos como o do wal-mart e seus competidores, por dia ou hora. o blog passou pelo assunto em março passado, aqui neste link, discutindo o especial do economist “data, data everywhere”, que trata da explosão combinatória de dados no planeta e não só nos negócios.

quer ter uma ideia do tamanho do problema? o sloan digital sky survey, quando começou a operar um telescópio de 120 megapixel no novo méxico em 2000, coletou nas primeiras semanas de trabalho um volume de dados maior do que em toda a história da astronomia até então. abaixo, a nebulosa de orion em muito baixa resolução; clique para ver em mais detalhe no site do projeto.

mas a SDSS está coletando dados que podem levar anos para serem processados; nos negócios, estamos observando uma tendência de tratamento e uso “big data” em tempo quase real, com cadeias de varejo coletando dados de compras [no caixa, no site] ou de visualizações [no site] e compra [no site da competição, por exemplo] para redesenhar ofertas, inclusive modificando os produtos ofertados, quase que imediatamente.

a existência de “big data” na intensidade em que vemos nos negócios, nos últimos anos, cria a possibilidade de exercitar um dos princípios de deming: “nós acreditamos em deus; todos os outros devem trazer dados”. medir e processar para entender e melhorar performance é o que está por trás de tal linha de raciocínio. esta é a possibilidade criada pela existência de “big data” e experimentação barata, baseada em computação de muito grande porte e testes reais, que fornecem mais dados e mais possibilidades de processamento e aquisição de informação e conhecimento.

image mas já que falamos em deming, é bom lembrar que ele considerava a administração baseada somente em dados um dos sete pecados capitais das organizações. segundo deming, há aspectos importantes dos negócios que são desconhecidos e, pior, impossíveis de serem conhecidos, por mais dados e processamento que se tenha.

e isso é bom: quer dizer que intuição, imaginação e invenção continuarão sendo importantes para tocar negócios no presente e no futuro… e que seres humanos, nas organizações, ainda são essenciais. pelo menos até que “big data” e seu processamento em muito larga escala comecem a não só calcular possíveis futuros mas, também, a imaginá-los…

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0 Responses to dez tendências tecnológicas nos negócios [5]

  1. Renato Maia Jr disse:

    Silvio, o que é assustador nessa REALIDADE é que por melhores programas que sejam criados para analisar a enormidade de dados que nos bombardeiam hoje em dia para utiliza-los objetivamente, diferente da coleta e do armazenamento desses dados, a análise decorrente está muito aquém do necessário e ainda muito dependente da ação do homem.

  2. S, eu gostaria de saber a tua opinião sobre uma questão: Tu não achas que existe uma relação verdadeiramente paradoxal entre a velocidade da TI e das organizações?
    Percebo da seguinte forma, as organizações criam as demandas, a tecnolgia abraça a causa, supre a necessidades de maneira rápida e acaba por criar um novo problema/necessidade (pós demanda), fazendo com que a relação se altere e a organização tenha que “correr atras”.
    Vejo isso como algo além de um alinhamento estratégico. Algo comportamental.
    Não achas?
    Abraço!

    http://twitter.com/quantaprojetos

    • srlm disse:

      g,

      o caso é realmente este para MUITOS casos; a economia de TICs é exponencial, no sentido [entre outros] que a capacidade computacional pelo mesmo preço expande de forma exponencial no tempo; quando você aparece com um amazon AWS, salesforce.com ou HADOOP, por exemplo, um novo horizonte tecnológico é criado; isso resolve [em potencial] um monte de problemas… e cria MUITAS possibilidades; e as possibilidades demandam muita competência NOVA nas emrpesas, que vai levar TEMPO para transformar em resultado… e por aí vai.

  3. Com tanto DADO fica mais fácil competir (sem competir) com o Google. É só buscar um oceano azul neste universo de possibilidades. Eles não podem cobrir tudo! Podemos organizar a informação de sub-espaços deste mundo. Organizar TODA a informação do mundo de forma central (Google) é inviável por definição. O computador é a rede (Kd vc SUN? :p Eita, é Oracle agora :p -> Rede+Dados 😉 ). Distribuição!

  4. Uma tecnologia recente que vai de encontro a essa questão é a chamada GPGPU computing, (general programming graphical processor unit computing) que nada mais é do que a utilização do poder computacional de placas gráficas aceleradoras (placas de vídeo) para a execução de aplicações não-gráficas.
    Essa tecnologia transforma uma estação de trabalho comum em super-computador capaz de realizar operações na casa das centenas de Giga flops. Agora imagine o poder de um cluster de máquinas equipadas com essa tecnologia… para maiores informações acessem:
    http://www.gpucomputing.net/

  5. Silvio, show a sua palestra hoje em Salvador.

    Nos meados dos ’90 uma grande companhia de software dos USA adotou a prática do “vaporware”, o que foi seguida por outras empresas de vários nichos como estratégia de negócios.

    Não é a toa que vemos N recalls e fixes de SW todos os dias.

    Como enfrentar esta prática no momento em que estamos entrando na revolução moral da 6a. onda? Você acredita que apenas a seleção natural bastará?

    Abs., Leo de Moraes – Direito do Povo do Brasil – http://www.direitodopovo.com.br

  6. Bruno Penteado disse:

    Se pensarmos que a granularidade da informação que capturamos ainda é grande – pois estamos capturando dados “graúdos” – essa nova lei de Moore pode facilmente durar décadas.

    Imagino quando começarmos a rastrear informações de de eHealth em nanodispositivos dentro de nossas células numa população de dezenas de bilhões de habitantes durante longos períodos de tempo. É um caminho sem volta.

    Problemas de privacidade desses dados serão cada vez mais graves, considerando indivíduos, empresas e até nações.

  7. Mario disse:

    Meu Deus do céu, quanto mais leio blogs de tecnologia, mais as tirinhas do Dilbert faz sentido pra mim.
    Como gostam de buzzwords, tendências, chavões, estilismos e… nada de prático.

  8. Fred disse:

    Estive recentemente em duas reunioes com o pessoal da area de banco de dados do Google.

    Eles repetiram varias vezes que a abundacia de dados te dao uma capacidade exorbitante de ver as coisas como ninguem ver. É vc que deve apenas saber olhar.

    pessoalmente, eu acho que isso é para quem tempo sobrando.

  9. Bom dia Silvio

    Desculpe invadir o espaço, mas quero falar com vc sobre uma entrevista que vc deu para o Fantástico sobre games proibidos no Brasil. Sou estudante de jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo e estou fazendo um trabalho sobre games. O que acontece, não consigo chegar a um denominador comum sobre as proibições, cada lugar informa de uma maneira. Você poderia me ajudar? Outra coisa, vc tem algum trabalho de games direcionado à saúde.

    Agradeço a atenção e aguardo um retorno.

    Lidia W.
    Santo André – SP
    (11) 7369-0818

  10. rolexfake disse:

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  12. Vicente Nascimento disse:

    Onde é que eu estou, hein PT?