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Escrito por • 19/01/2015

diagramas para entender, criar, inovar e empreender: 0

marcus du sautoy é professor de matemática e entendimento público da ciência na universidade de oxford. e ele entra na nossa história por causa de uma série chamada a beleza dos diagramas, onde explora a história de alguns dos diagramas mais interessantes [e importantes, e relevantes] da história. alguns deles tem a ver com ciência, outros com tecnologia, alguns com matemática e arte, outros com saúde. todos, de uma forma ou de outra, são brilhantes. um deles é a obra de arte que está voando com os pioneer 10 e 11 para longe do sistema solar, mostrada abaixo.

image

o desenho original é  de ninguém menos do que carl sagan, juntamente com frank drake. o documentário sobre ele está aqui. vá  ver.

então: já faz um tempo que eu ando testando a ideia de juntar, de forma mais ou menos coerente e, quem sabe, ordenada, uns diagramas que ajudem a entender [e, consequentemente, explicar] a complexa articulação entre a ciência, arte, tecnologia… e humanidades que estão associadas [ou que habilitam] processos de criatividade, inovação e empreendedorismo que são fundamentais para o desenvolvimento de novos negócios inovadores de crescimento empreendedor em qualquer lugar. o link aí atrás aponta para o livro que publiquei sobre o tema em 2013, que tem mais de 200 imagens. de lá pra cá, tenho pensado em diagramas que sintetizam processos, sistematizam métodos, simplificam análises e ajudam a pensar sobre e a resolver problemas de muitas sortes.

tanto quanto novos negócios inovadores de crescimento empreendedor no brasil, que começou como uma série de dezenas de rascunhos em outro endereço deste mesmo blog, vou começar a rabiscar aqui, hoje, notas sobre o que pode vir a ser, se o material fizer sentido depois de lapidado, um texto de umas duzentas páginas para tratar o que poderíamos chamar, genericamente, de diagramas para criar, inovar e empreender.

sendo este um bloco de notas aberto, online, que ninguém espere algo quase pronto. o que vai aparecer aqui é  o que eu estou descobrindo e estudando, talvez junto com alguns ou muitos de vocês, sobre os processos de resolução de problemas que fazem parte do problema de criar, inovar e empreender. não há nenhuma ordem a priori para os diagramas; aparecer aqui não diz nem onde nem sequer se vão aparecer em um eventual livro que saia da série. e claro que não há uma ordem de importância, pelo menos no momento, e por muito tempo, até porque há diagramas que podem ser combinados e gerar outros, mais expressivos e, às vezes, bem mais simples. vamos ver o que acontece. não sabemos, ainda, o destino. só uma pequena parte do caminho. vamos ver aonde ele leva e se, aqui e ali, a gente pode dirigi-lo.

já que vamos começar com algum diagrama, que seja o que vem abaixo, de hill et al, neste link, segundo eles o resultado de uma década de estudo sobre as capacidades fundamentais, em qualquer organização, para manter inovação viva no negócio. lembre que, segundo peter drucker, inovação é a mudança do comportamento de agentes, no mercado, como fornecedores e consumidores de qualquer coisa.

HBR three capabilities innovation

hill e coautores garantem que uma vasta quantidade de evidências garante que estas três características da criatividade são de fato essenciais para inovação e que, apesar de parecerem simples e óbvias [o que é quase sempre o caso das descobertas de impacto elas nem são triviais, tampouco triviais de serem entendidas de fato e ainda menos fáceis de serem implementadas e de manter funcionando nos ambientes organizacionais. pense porque. e, antes de ler o artigo para descobrir os argumentos dos autores, faça uma escolha: qual das três, entre abrasão, agilidade e resolução… é mais complicada de manter, num negócio?…

é daí que a gente vai começar o segundo post desta série, pensando também se estas três características são suficientes para garantir negócios inovadores. até lá.

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2 Responses to diagramas para entender, criar, inovar e empreender: 0

  1. Daniela disse:

    Muito legal o texto e a ideia. Vou tentar acompanhar seus posts neste tema. Adoro inovação e diagramas. Refletindo sobre o diagrama de Hill et al, percebo que ele mostra sim características essenciais, mas não suficientes para garantir negócios inovadores. Acho que o diagrama reflete sim um processo de criação de inovação, mas não de garantir inovação. Entre outros, acredito que o fator Pessoas (e suas motivações) é um dos motivos de tornar difícil a manutenção destas características em ambientes organizacionais. Em empresas com funcionários desmotivados é bem difícil estimular a criatividade. Outra questão é que essas características só funcionam para ambientes organizacionais inovadores, i.e., que aceitam ações de inovação como uma prática institucional. Senão um outro fator (convencimento) deveria aparecer (não sei se já faz parte do Agility, pois não entrei na referência dos autores). Gostei de refletir sobre isso! 😉

  2. Inácio disse:

    Meu palpite inicial é a abrasão como a mais complicada, pois a inércia, a “mesmice”, é um perigo para a inovação que é muito fácil de acontecer, se não houver o devido cuidado, e o próprio processo de se manter um ambiente onde criatividade (e, por consequência, inovação) “esteja no ar” também demanda criatividade (e, por conseguinte, inovação), mesmo porque não existe (?) uma “fórmula fechada” de se criar novas ideias, ou de motivar as pessoas a terem novas ideias, ao passo que combinar ideias e/ou testá-las já é algo com mais tempo de discussão (?), logo é mais fácil tentar sistematizá-los.