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Escrito por • 04/02/2011

educação empreendedora: 3

este post é parte de uma série sobre educação empreendedora, derivado de uma palestra dada no sebrae nacional, em brasilia, no 27 de janeiro passado. pode até ser que você entenda o texto que se segue sem ler os posts anteriores; mas os textos foram escritos como se fossem uma palestra, uma conversa, o que significa que há uma sequência, começo meio e, espero, um fim, uma conclusão que faça sentido.

o primeiro post da série está neste link… passe por lá, até para entender o preâmbulo e contexto desta conversa.

nesta série, antes deste texto: 1, 2; depois, nenhum, ainda. simbora.

. : . : . : .

no texto anterior, terminamos a conversa perguntando o que eram novos negócios inovadores de crescimento empreendedor, o que nos leva a considerar em que tipo de…

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…tais empreendimentos acontecem. é bom notar que perguntamos que tipo de negócio "está" [ao invés de "é"] esse, para dar uma noção muito crítica da fluidez dos conceitos que definem ou se aplicam aos negócios num ambiente de redes de conhecimento como o que temos hoje.

desde há muito tempo, o cenário para qualquer tipo de empreendimento é o mercado; isso é aparentemente óbvio mas, incrivelmente, não parece ser levado em conta por um bom número de candidatos a empreendedor ou de agências de fomento [privadas e públicas] ao empreendedorismo. sem falar nos inúmeros centros de "inovação" que ainda pensam em "inovação tecnológica" como algo separado do mercado, um valor em si, e não de valor porque há, para tecnologias inovadoras, um lugar no mercado.

ao concordar que o mercado deve estar no centro de nossas preocupações empreendedoras, talvez fosse prudente definir o que é esse tal de mercado, hoje.

lá atrás, em 1999, quando a internet começou a afetar os negócios [hoje, e-commerce representa US$8 bilhões por dia só no mercado americano, quase US$10 trilhões por ano no mercado mundial…] um pequeno grupo de pessoas escreveu um conjunto de 95 teses sobre como seria [como estava começando a ser…] o mercado no mundo em rede.

tal conjunto de teses, reunido sob o nome…

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…ganhou um site com a tradução das teses em muitas línguas, um livro e discussões sobre o assunto no mundo todo. e a razão muito é simples: cluetrain tem a simplicidade genuína e cativante dos conteúdos geniais; depois que se lê as teses, tudo parece óbvio e o leitor se pergunta como é que ele mesmo não escreveu aquilo, se é "tão simples", tão claro e tão útil, como sempre acontece com a maior parte descobertas geniais, depois de explicitadas. desde que as teses comemoraram dez anos, tenho conversado sobre o assunto com muita gente, em palestras e fora delas, no brasil. para minha surpresa, muita gente[digamos 75% da minha amostra informal…], incluindo profissionais de marketing e vendas online, nunca ouviu falar do assunto. em outras áreas [como gente que está em sistemas de informação na web, incluindo quem faz infraestrutura para negócios online] o desconhecimento das teses passa de 90%. pense num índice preocupante, a esta altura do campeonato…

as tres primeiras teses de cluetrain manifesto estão sumarizadas na idéia de que…

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…são nada mais nada menos do que…

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…que acontecem entre…

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…e, se são pessoas que estão conversando, deveria ser óbvio [mas nem sempre é…] que tais transações interpessoais ocorrem em uma…

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…que, como hão poderia deixar de ser… é…

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o que deveria ser óbvio, não é?

é por isso que você e eu não toleramos conversas com "call centers". porque os humanos que estão nos atendendo, lá, são desumanizados por um script que as pessoas que nos atendem têm que obedecer e do qual não podem fugir. quando ligamos para um call center, estamos conversando com um script… e não com outra pessoa. claro que há exceções, mas a regra geral…

esta ideia-força de que "mercados são conversações entre pessoas, conduzidas em uma voz humana", explica também o sucesso das redes sociais [virtuais] e define porque as empresas [que são mercados, internos…] não conseguirão fugir à sua própria transformação em redes sociais.

este blog discutiu o assunto, intensamente, nesta série sobre redes sociais nas corporações e, se você estiver interessado no tema, vale a pena passar por lá.

amanhã, vamos discutir o que o mundo digital e as conexões e mobilidade intrínsecas desta nova infraestrutura para condução de negócios [e de resto, da vida na terra] tem a ver com esta história toda e com o nosso tema principal: os porquês, comos, ondes e muito mais de uma educação verdadeiramente empreendedora e seu impacto geográfico, social e econômico. até lá.

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0 Responses to educação empreendedora: 3

  1. Romano disse:

    S, boa série! Eu aprendi que quando não sabemos como fazer perguntemos a quem sabe. Sugiro, para os que ainda não tiveram a oportunidade, conhecerem o sistema educacional alemão (onde “conhecimento é poder” é lema). De quebra, visitar o museu de tecnologia de Munique (reserve 2 dias, pois é imenso) que tem desde Jumbo, submarino,… até, quem diria, um exemplar do Brasil: uma jangadinha do nordeste de 30cm, mas que está lá, está!

    Isto explica porque um país do tamanho do Maranhão vive de “know-how” e é a maior economia européia e uma das maiores mundiais.

    O resto é “só” querer mudar as coisas, caso contrário vamos inventar e reinventar a roda várias vezes e ela continuará quadrada.

    abs.

  2. Romano disse:

    S, boa série! Eu aprendi que quando não sabemos como fazer perguntemos a quem sabe. Sugiro, para os que ainda não tiveram a oportunidade, conhecerem o sistema educacional alemão (onde “conhecimento é poder” é lema). De quebra, visitar o museu de tecnologia de Munique (reserve 2 dias, pois é imenso) que tem desde Jumbo, submarino,… até, quem diria, um exemplar do Brasil: uma jangadinha do nordeste de 30cm, mas que está lá, está!

    Isto explica porque um país do tamanho do Maranhão vive de “know-how” e é a maior economia européia e uma das maiores mundiais.

    O resto é “só” querer mudar as coisas, caso contrário vamos inventar e reinventar a roda várias vezes e ela continuará quadrada.

    abs.

  3. Felipe Noble disse:

    Tu já pensou em aprender português? Começando Pelas Letras Maíusculas. IGNORANTE

  4. Felipe Noble disse:

    Tu já pensou em aprender português? Começando Pelas Letras Maíusculas. IGNORANTE

  5. Romano disse:

    O blogueiro não precisa que alguém saia em sua defesa sobre o assunto “português, inglês, letras maiúsculas, etc”. Entretanto, como o tema é recorrente desde o início do blog e já encheu aquilo que papai noel leva nas costas, vale registrar uma estória conhecida: “O professor explicando um assunto e apontando para a lua e alguns procupados com o seu dedo”. O melhor é ignorar mesmo e seguir em frente, já que educação não faz mal a ninguém.

  6. Romano disse:

    O blogueiro não precisa que alguém saia em sua defesa sobre o assunto “português, inglês, letras maiúsculas, etc”. Entretanto, como o tema é recorrente desde o início do blog e já encheu aquilo que papai noel leva nas costas, vale registrar uma estória conhecida: “O professor explicando um assunto e apontando para a lua e alguns procupados com o seu dedo”. O melhor é ignorar mesmo e seguir em frente, já que educação não faz mal a ninguém.

  7. Romano disse:

    Correção: “preocupados com o seu dedo”

  8. Romano disse:

    Correção: “preocupados com o seu dedo”