MENU

Escrito por • 04/06/2012

esqueça o marketing viral…

e desenvolva produtos e serviços virais. é isso que diz o artigo de sinan aral que está por trás deste infográfico. a mensagem é simples. os líderes das empresas [o nível “C”, que decide os produtos, serviços e o investimento neles] têm que entender o que são redes sociais e o comportamento das pessoas [como consumidores e usuários, em relação a produtos e serviços] nelas, e desenhar suas ofertas de forma essencialmente viral e não apenas um processo de marketing viral para um produto que não tem tais característica, o texto completo, Creating Social Contagion Through Viral Product Design: A Randomized Trial of Peer Influence in Networks, está neste link.

aral usa uma classificação simples do produto ou serviço [ativo ou passivo, do ponto de vista viral, e individual ou coletivo, do ponto de vista de alcance], mostrados no diagrama abaixo…

image

…que é o contexto para analisar o comportamento de dois milhões de usuários em relação a um app para compartilhar e discutir “hollywood” em faceBook.

resultado [generalizável?]: se não tem nenhuma característica viral, o produto se  “espalha” bem devagar na comunidade-alvo [esquerda da imagem abaixo], porque depende apenas da recomendação dos usuários, criada fora do produto. como se fosse apenas um boca-a-boca em rede social. se tem característica viral passiva, como as recomendações da amazon, o espalhamento e adoção é significativamente maior no mesmo intervalo de tempo [grafo da direita na imagem abaixo]… pois o produto passa a ter “ação social”.

image

finalmente, quando as características virais são ao mesmo tempo ativas e passivas, ou seja, quando quem usa consegue interferir no ciclo de vida do uso e atrair outros usuários em potencial [via convites personalizados, por exemplo], a velocidade de espalhamento e penetração são significativamente maiores do que no segundo caso.

image

entre outras revelações, a pesquisa descobriu que a simples inclusão de um botão de “share” pode aumentar a influência entre pares, num processo de compra, em 400%.

conclusão? passe a desenhar produtos que são virais por natureza. ah… mas há casos em que é impossível, como uma geladeira ou um carro, você diria. não, claro que não: nestes dois casos, mesmo que você não vá interferir no desenho do produto, os “manuais” deles, como apps ou na web, podem ser virais. e eles podem ter aplicações para manutenção [por exemplo] que também são virais, e por aí vai. enfim, não há desculpa: seja qual for seu produto ou serviço, ele pode –e deve, se a gente acreditar no resultado desta pesquisa- ter uma faceta viral bem resolvida.

Artigos relacionados

Comentários estão encerrados.