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Escrito por • 30/07/2010

futuro do trabalho? software.

mariana gouvêa, da casa do cliente e nós da comunicação, fez uma entrevista comigo e o resultado está neste link, na íntegra. uma de suas perguntas está abaixo, com sua autorização, tirada ipsis litteris da revista. aproveito aqui para comentar o que disse por lá. simbora.

Nós da Comunicação – Existe uma ‘profissão do futuro’?

Silvio Meira – Se você quer uma profissão do futuro, entenda de software, de programação. Isso vale para todas as áreas. A mola motriz da sociedade da informação e do conhecimento é software.

Quem souber fazer software tem um diferencial competitivo enorme, porque todo o resto do planeta vai depender de quem faz.

Se você não souber escrever software – e não se trata de usar uma linguagem de programação sofisticada, complexa, mas saber qual é o software da sua profissão e como se ajuda a escrevê-lo –, definitivamente terá um problema de competitividade no futuro próximo.

Se você imaginar que conseguirá sobreviver sem saber programar em um mundo totalmente programável, está sendo basicamente levado pelos acontecimentos. Está sendo um objeto.

parte dessa conversa passa por uma constatação da vida cotidiana: já é impossível viver sem software. está embutido nos carros, nas ruas, no elevador, celulares e TVs. software é quem entrega água, luz, eletricidade, está por trás de todas as infraestruturas da sociedade contemporânea. daqui pro futuro, seja ele qual for, vai haver software e cada vez mais software em absolutamente tudo que você imaginar. isso a menos que você se torne um ermitão e se retire do mundo como quase todos entendemos. e, por sinal, nunca esteja do outro lado do servidor deste blog, na sua tela, lendo este texto.

mesmo assumindo que software permeia todas as atividades humanas, poderia se dizer que outras coisas têm a mesma importância. concordo. eletricidade, por exemplo. água, para ser ainda mais radical. mas…

…mas é muito mais difícil encontrar e dominar os meios para produzir eletricidade e água que sirva o mundo [ou mesmo uma pequena parte dele] do que escrever software que realize ou habilite trabalho para [ou de] muita, muita gente. o volume de investimentos para construir uma hidroelétrica, das pequenas, é de milhões. mas basta um nerd, um hacker, sozinho, escondido num quarto, garagem ou porão pode estar escrevendo, agora, alguma funcionalidade de redes sociais que estará sendo usada, daqui a pouco, por milhões de pessoas. ao custo de milhares ou, no máximo dezenas de milhares de reais… muita coisa do que a gente está usando na rede, hoje, começou exatamente assim.

pode parecer sonho [ou pesadelo] mas, daqui a algum tempo [quanto? décadas; muitas? talvez não] ou você faz parte da galera que faz software ou você –e seu trabalho- fará parte do conjunto de processos e funcionalidades que, na sociedade e economia, estará virando software.

tudo é software. de uma ou outra forma, você também. a escolha é sua.

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27 Responses to futuro do trabalho? software.

  1. Thiago Lenda disse:

    Parei no “impossível viver sem software”

  2. Thiago disse:

    “Quem souber fazer software tem um diferencial competitivo enorme, porque todo o resto do planeta vai depender de quem faz.”

    Então porque nós desenvolvedores de software ganhamos salário miséria? Vale mais a pena fazer engenharia, ou ir pra uma área gerencial, quem trabalha nessa área sabe disso

    • srlm disse:

      thiago,

      a maior parte do software sendo escrito no planeta, hoje, é IRRELEVANTE, como as dezenas de milhares [só?…] de “folhas de pagamento” sendo contínua e concorrentemente desenvolvidas e em evolução no brasil [só pra falar daqui]. este software “commodity” e completamente desnecessário [em seu estado atual] tende -e pode- a ser desenvolvido por competências muito abaixo do que um graduado em computação tem ou deveria ter.

      na verdade, tal tipo de software -de especificaçoes triviais- pode ser escrito por técnicos, que seriam remunerados como tal; como não há [por incompetência do setor educacional] técnicos em software, isso é feito por graduados que recebem a remuneração de… técnicos.

      SE a pessoa é mesmo FORMADA em ciência da computação, engenharia da computação ou engenharia de software [ou em especialidades como “game design” e outras] não é o caso que esteja ganhando uma miséria, muito pelo contrário. a demanda é alta e os salários idem, e mundialmente.

      agora, se só se tem o “diploma” de computação e só se sabe “programar sistemas triviais… prepare-se: você é COMMODITY e será tratado e remunerado como tal.

  3. Johnny Smith disse:

    Combata a fome com um software!

  4. Interessante o post, principalmente no trecho “Se você imaginar que conseguirá sobreviver sem saber programar em um mundo totalmente programável, está sendo basicamente levado pelos acontecimentos. Está sendo um objeto.”

    Isso já é percebido com pessoas que utilizam 2% das funcionalidades do celular ou utilizam controle remoto (tv, dvd, decoders) apenas para on/off.

    Thiago, sou da área de TI também e posso te garantir que não será a engenharia ou área gerencial que fará aumentar os ganhos. Na minha opinião, esse problema ocorre por 2 causas: 1- universidades não formam massa crítica (tomadores de decisão) de TI e sim programadores com diploma e 2- falta de união da classe. Engenheiros são unidos, médicos são unidos e nós???

    Abraços!

    http://twitter.com/quantaprojetos
    http://www.quantaprojetos.com.br

  5. Thiago, ele não sugere que pessoas com formação na área como nós serão Midas, mas que em todas as áreas haverá a possibilidade de utilizar ferramentas de maneira mais ampla caso o indivíduo saiba escrever o código que ela entenda, e isso será um diferencial.

    Johnny, Sílvio sabe que grande parte da população mundial não tem acesso à tecnologias porque sequer come. O público alvo do texto são as pessoas que vão desempenhar alguma atividade dentro da sociedade, não os ermitões ou excluídos. E sim, tecnologia, incluindo software, é, e será ainda mais, uma arma poderosa no combate à fome. Muitos concursos de desenvolvimento possuem uma categoria que contempla aplicativos cujo objetivo é melhorar a vida das pessoas mais necessitadas.

  6. @jcaraujof disse:

    Silvio, proponho um post sobre sua opiniao a respeito do baixo salario pago a programadores, particularmente no Recife, sua base.

    • srlm disse:

      jc,

      já está no meu comentário logo acima…

      primeiro, vamos escrever MENOS software, mais sofisticado e demandando MAIS competência, para exigir melhor FORMAÇÃO e consequentemente melhor remuneração.

      hoje [e em qualquer época] software não é feito no VÁCUO, há um mercado; sabia que o CUSTO TOTAL de um programador no uruguay chega a ser 60% do custo brasil? e que a índia chega a ser 30%?…

      com todo mundo fazendo a mesma coisa [commodity] e podendo fazer em qualquer lugar para qualquer outro lugar… a competição é global [o mundo é plano, diria thomas friedman].

      pra ganhar MAIS, faça alguma coisa que exija níveis de competência BEM ACIMA do nível de commodity.

      s

  7. steve jobless disse:

    “Então porque nós desenvolvedores de software ganhamos salário miséria?”

    Pergunta pro seu chefe.

  8. Caio Augusto disse:

    interessante o post! Mas fica uma duvida… Se estamos acima do salário de indianos e uruguaios como vc disse no post, não há um perigo de desvalorização do trabalho igual acontece na área de webdesign? 
    Alguns se destacam é claro! E esse cobra o preço que quiser, mas para funcionários de consultorias de desenvolvimento de sistemas (grande maioria) não corre o perigo de se tornar mais uma mão de obra barata? Vc disse que êh preciso uma qualificação melhor, mas como fazer isso quando os grandes diretores dessas empresas só querem um lucro maior diminuindo o salário dos funcionários? Vamos ter que procurar trabalho no exterior? 

  9. rac disse:

    Caio. O comentário de silvio não diz respeito ao salário, e sim ao CUSTO TOTAL. Isto inclui encargos pagos pelas empresas ao contratarem funcionários CLT no Brasil, que chegam a 80% do salário bruto. De forma geral e resumida (consequentemente com alguns erros), se você tem um salário bruto de R$3.000,00, a empresa tem um custo aproximado de R$5.400,00 apenas para pagar seu salário, e você recebe em torno dos R$2.500,00 líquido. Isto sem falar nos custos agregados (ponto de trabalho, etc.).

  10. Abraão Alves disse:

    Acredito que isso já seja realidade a um bom tempo.
    Comecei a trabalhar porque sabia concertar computadores e então fui parar no setor de TI de uma empresa de Vendas e Serviços. Lá por incrível que pareça um gerente de VENDAS me ensinou VBA, uma linguagem de programação do pacote Office. Ele trabalhava com números e sabia que manipular certas características do Excel/PowerPoint/OutLook lhe davam certa produtividade. Fiquei impressionado quando ele me mostrou uma planilha que ao ser alimentada, montava Gráficos, criava/montava uma apresentação de PowerPoint a partir de dos dados da planilha(através de um modelo) e mandava tudo isso por email para a diretoria. E tudo isso automaticamente, um simples gerente de Vendas! Desde então venho estudando muito, hoje faço engenharia da Computação e trabalho em uma fabrica de Software, mas não vou me esquecer do me motivou a entrar nessa área. Nem todos deveram ter um nível técnico de programação(não é o meu caso), mas aquele que souber realmente utilizar o que a tecnologia o disponibiliza terá um grande diferencial no mercado.

  11. Joao disse:

    Silvio,
    Os contratos feitos pelas empresas de “fora” tem o mesmo valor de custo, sendo a empresa de onde for, seja de SP, de PE ou do AC. Mas mesmo com o valor recebido pelas empresas serem iguais, a discrepância de salários entre esses centros é exorbitante. Voce nao acha que empresas de Recife, por exemplo não esteja ganhando em cima do trabalho quase “escravo” do que voce diz ser a profissao do futuro?

    • srlm disse:

      não sei se entendi direito o que você está dizendo mas… os salários de PE e SP estão cada vez mais próximos; tenho ouvido isso de quase todas as empresas que têm operação nos dois; AC eu não sei; se eu fosse de engenharia de software e estivesse lá, combrava MAIS pelo meu trabalho, porque provavelmente a demanda, lá, é muito maior do que a oferta.

      agora, pense: o CUSTO de vida de SP [capital] é MUITO maior do que PE [capital]; isso significa que o poder paritário de compra do salário de recife é maior do que o de são paulo… e isso também pode lhe ser certificado por quem já trabalhou e viveu nos dois lados da moeda. em outras palavras: salário mais baixo, em valor absoluto, em recife, pode ser mais alto, em poder de compra, do que em são paulo…

      POR OUTRO LADO, eu conheço TODAS as empresas de software do recife, sem exceção; e não conheço nenhum empreendedor milionário do setor, que esteja por aí pilotando seu porsche panamera; muito pelo contrário. o cenário de competição GLOBAL tem efeitos LOCAIS e isso tem levado as empresas a apertar cada vez mais seus custos para não cessarem suas atividades. simples assim.

      AINDA MAIS, se há gente correndo RISCO, na pessoa física, de perder tudo para gerar o SEU emprego, parece ser JUSTO, numa economia capitalista, que tal RISCO seja BEM remunerado, não? pelo menos bem melhor remuerado do que deixar o $$$ no banco, fazendo nada [se lembre que o brasil tem os juros reais mais altos do planeta!]. até porque emprego em escala só pode ser gerado por risco da iniciativa privada, pois o ESTADO tem um limite para criar trabalho, emprego e renda… [e, se você quiser pensar mais, pense em qual serviço, na web, é provido por uma estatal de qualquer lugar do planeta… e, por outro lado, quanto está no bolso de steve jobs, bill gates… etc… agora].

      COMO SE NÃO BASTASSE, eu acho uma PENA que muitos de nós, por aqui pelo brasil e américa latina, ainda estejamos com este discurso sorumbático do séc. XIX… do franciscanismo empresarial, de que as empresas deveriam existir para distribuir benesses a seus trabalhadores. o mundo não funciona assim há décadas. e muita gente no brasil ainda fica nessa tecla, batendo sem parar… ao invés de olhar como, usando meios, processos, MÉTODOS e INVESTIMENTOS e RISCO típicos das mais agressivas economias do planeta… a china “comunista” está destruindo toda nossa base industrial.

      imagina se eles resolvem, a sério, entrar no negócio de software e nós ficamos neste choramingado sem nexo.

      por último… um estímulo para quem está ganhando pouco e se acha competente para ganhar MAIS: comece SUA empresa! e não porque a tese do joão está correta: empresas que “exploram” capital humano não têm futuro.

      ps: joão, o “quase escravo” de seu comentário tá fora de contexto; leia a minha entrevista na íntegra… e veja lá o que foi mesmo que eu disse.

  12. Luiz Gustavo Lima disse:

    Hoje aqui está bem movimentado… nesse seu post lembrei-me do seu texto no NO. sobre a tecnocracia. Mas a minha dúvida é como fazer do meu trabalho algo produtivo, não apenas para os meus alunos, mas também pra mim, pro meu dia-a-dia. E mais, como um pesquisador da disciplina história conseguiria se indisciplinar e transar novas possibilidades de busca, de compreensão, de produção de sentido hoje [e não ficar escravo da sintaxe causa e efeito / consequência, da maioria das pesquisas na área]. Por não ser “da área” de computação e sim professor de história, pesquisador também (mestrando) fico a me perguntar qual é o software da minha profissão…. é muito mais uma angústia do que uma pergunta. O lance, pelo jeito, é não virar commodity, é desorganizar pra reorganizar…
    Grato pelas dicas!

  13. Caio Sabino disse:

    Silvio,

    concordo em muitos pontos dos seus comentarios. Tambem jah cansei do discurso do “franciscanismo empresarial”, e cada vez
    mais, acredito que o melhor caminho para nos desenvolvedores eh nos tornamos, tambem, empreendedores.

    No entanto, voce ha de concordar que o modelo que as empresas de TI de Recife veem seguindo sao muito eficazes para
    exportar profissionais e ineficazes para gerar crescimento, pode ate haver lucro, mas nunca chegou a ser algo que faca
    grande diferenca. Voce com certeza tem dados muito mais precisos que os meus, voce deve saber quantas empresas aih do
    Recife antigo fazem contratos CLT, e quanto tempo em media um desenvolvedor permanece na mesma empresa sem mudar de cargo.

    MUITAS empresas do Recife Antigo enxergam os desenvolvedores como peoes, facilmente substituiveis, muitos ateh sao,
    mas desenvolvedores bons sabem o quao sao valiosos pras empresas e simplesmente caem fora na primeira oportunidade.
    Voce com certeza sabe o quanto isso pode ser danoso pra empresa, se voce considerar os casos de renuncia em massa a
    coisa fica pior ainda (as vezes acontece)

    Nao estou aqui pra reclamar, cada um governa o seu barco como bem entende, e se eu estou insatisfeito com meu salario,
    procuro alguem que esteja disposto a me pagar melhor, a troco de correr menos riscos como voce colocou. Apenas
    expresso a minha opiniao, do jeito que estah, o tao sonhado crescimento nao virah e a China estarah cada vez mais
    distante, a nao ser que Recife vire um imenso sweatshop como a India, mas como voce disse, o mundo eh plano, vai ser
    dificil tirar a India do mercado que eles praticamente criaram.

    Desculpe o discurso pessimista, nao pude evitar 🙁

    • srlm disse:

      caio,

      não são as “empresas do Recife Antigo” que “enxergam os desenvolvedores como peoes”… o problema é que, como eu já disse, a maior parte do software que está sendo escrito hoje -em todo mundo- é commodity, escrita por gente que tem formação de commodity. em todo mundo, esta gente-commodity é que é facilmente substituível e chamada, no mundo inteiro, de “resource” e não pessoas, engenheiros, programadores. “resources”, veja só.

      o desafio de TODOS nós, pelo menos no brasil, é encontrar um ponto de equilíbrio onde o trabalho [ou boa, a maior parte dele] que venha a ser feito aqui seja de engenheiro, arquiteto, designer… os trabalhos de mais alto valor agregado na cadeia de valor dos processos de negócio.

      MAS… temos que levar em conta que somos um país de quase 200 milhões de pessoas e que não podemos viver, no momento, apenas do trabalho mais sofisticado. SE conseguíssemos [e é fácil!] treinar programadores à la índia nas escolas técnicas, poderíamos trazer para o mercado de “peões de software”, como você diz, centenas de milhares de brasileiros que, hoje, têm que se contentar com alternativas muito mais rudimentares de sobrevivência…

      ou não?…

  14. Manoel disse:

    Li muita reclamação sobre os baixos salários para programadores aqui em Recife. Mas o cara quer ganhar R$ 10k porque sabe programar em Java ? ou um dialeto SQL qualquer ? ou tem certificação ? Desculpe, mas é trabalho de peão : não precisa de qualificação especial para programar, não. Já trabalhei em empresa de software fazendo revisão das mensagens dos programas pra corrigir erros de portugues ! Carinha não sabia nem falar portugues direito, mas sabia codificar programas até mesmo em assembler.
    Vai em alguns sites tipo “rent a coder” e tenta concorrer com os indianos pra ver como voces ganham bem.

  15. Eduardo Apolinário disse:

    Post do Martin Fowler diretamente relacionado ao que Silvio chama a atenção nesse post:
    http://martinfowler.com/bliki/UtilityVsStrategicDichotomy.html

    Basicamente ele divide os projetos entre Utility projects e Strategic projects, e fala que o principio de pareto é ainda mais disforme (coisa de ao inves 80/20, 95/5). Ou seja, 95% do que vem sendo feito em TI (não só no Brasil!) é sistema-de-padaria e deveria ser tratado diferentemente de sistemas considerados estratégicos.

    Em outras palavras, talvez aí se encontre o equilibrio ao qual Silvio se referiu alguns comentários atrás.

    • srlm disse:

      eduardo, muito legal o link; grato. logo no primeiro parágrafo…

      One of the steady themes I’ve seen throughout my career is that of the nature and importance of software development. Recently a prospect told one of our salespeople that “software is like sewage pipes, I want it to work reliably and I don’t want to know about the details”… On a contrasting note we’ve done work for many businesses where IT has been a clearer strategic enabler to their business, allowing them to enter new markets or significantly increase their market share. So is IT a utility, like sewage pipes, or a strategic asset?

      I take that the view is that it can be either, depending on the system. A classic example of a utility IT project is payroll, everyone needs it, but it’s something that most people want to ‘just work’…

      [amanhã, aqui no blog, mais sobre o assunto…; como já está escrito e prépublicado, não leva em conta seu link, mas está guardado pra gente volatr ao assunto].

  16. Bacharel em Ciência da Computação disse:

    Quem escreveu isso não tem idéia nenhuma do quanto software com qualidade custa. Pior, acha que um web server caseiro com um PHP mal-escrito (isso, sai quase de graça) vai suportar carga de milhões de usuários ; pra suportar isso é necessário software *bem testado* e hardware que aguente, com bons componentes, redundância, boa performance. O mesmo se aplica ao software, um elo fraco na corrente e adeus a seu negício. That’s $$$ folks! E, realmente, maus desenvolvedores devem ser relegados à sisteminhas de controle de caixa e afins, afinal lojinhas da esquina também precisam de software. Favor não mandar currículo para a minha empresa.

  17. Leandro disse:

    Muito bom o texto. O mercado tá saturado com sisteminhas que eram realmente algo interessante há 20 anos atrás. E o pessoal que inicia e sai da faculdade, parte pra esse caminho infelizmente. O graduado em qualquer curso de computação tem que focar também em outras áreas com objetivo de conciliá-las e tirar proveito de um nicho que pode ser novo ou pouco explorado.

  18. Capalupo disse:

    Colegas, realmente acredito que existem diferenças entre os muitos softwares que podem ser produzidos e isto está diretamente ligado ao custo e capacidades das pessoas que participam da produção do mesmo. Penso ser um erro a afirmativa “não precisa de qualificação especial para programar”, pois a mesma não contempla essas diferenças de um produto para o outro; realmente para se “programar” alguns softwares não se necessita de muita especialização e qualquer pessoa com uma boa formação técnica poderia dar conta da tarefa; porém quando se deseja DESENVOLVER (pra mim isto é bem mais complexo do que programar…) um software com todas as qualidades que um software deve possuir, ai a estória muda, e muda bastante.
    Hoje em nosso país não existe na prática uma separação real entre as funções pertinentes ao processo de desenvolvimento de software, ocasionando uma “agregação de responsabilidades”, logo não só é necessário ao BOM “programador” muito conhecimento específico (especializado mesmo), como também diversos outros conhecimentos como: Boas noções de redes (se o seu software for distribuído então…), Levantar e modelar requisitos (Se você faz parte de uma equipe que começará algo novo…), conhecimentos de análise e engenharia de software em geral e até mesmo uma visão “out of the box” em alguns casos para poder modelar componentes em um nível mais macro (Arquitetura de software mesmo…).
    Enfim, penso que FAZER UM PROGRAMA, qualquer um faz; DESENVOLVER UM SOFTWARE COMPONENTIZADO, ESCALÁVEL, DISTRIBUIDO, etc… ai já não é pra qualquer “PEÃO” não.
    Abraço pra todos.

  19. Weliton disse:

    To começando agora , oque me espera, curso SI, e ja tenho uma visao boa em desenvolvimento…ja estagio em uma empresa de desenvolvimento Java, so salario e baixinho mesmo..

    • srlm disse:

      tente se DIFERENCIAR. se você só souber o padrào que todo mundo sabe… pode esperar pouco como retorno, vale pra todo mundo, em qualquer profissão, de médico a programador. ou será que as pessoas que defendem salários altos para programadores-commodity acham que TODOS os médicos hganham exatamente a mesma coisa?

      cuba, onde aliás havia tal ilusão, está demitindo cerca de 20% da forcá TOTAL de trabalho do país, trabalhadores estatais, porque descobriu que tal ilusão é uma… ilusão.

  20. Renato disse:

    A abosluta maioria das pessoas que entram na informática hoje são para engrossar o quadro de mão de obra barata. Os demais que se especializarão vão fazer o quê? A mesma coisa, concorrer com a mão de obra barata. Mais frustrante do que não ser qualificado, é o ser e não achar utilidade para isso. Se existe demanda para mão de obra qualificada em algum lugar, claro que excluindo aqueles lugares que paga o mesmo que um servidor público de nível médio, comece dando exemplos, pois de demagogia já estamos cheios.

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