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Escrito por • 10/06/2008

google nos torna estúpidos?…

o título deste post é o mesmo de um artigo recente de nicholas carr na atlantic monthly, uma das revistas mais respeitadas dos estados unidos, tratanto nosso novo modo de trabalhar informação, em rede, usando google [e similares] como co-processador[s]. num texto muito bem escrito, nick carr traz kubrick, nietzsche, weizenbaum, turing, brin, page, sócrates, platão e outros pra mesma conversa e tudo faz sentido.

segundo carr, google está para o trabalho mental assim como taylor [o dos princípios da administração científica] estava para o trabalho manual. o medir-melhorar-otimizar da “igreja” de taylor para o trabalho industrial é o mesmo fundamento do pai-nosso que se reza no googleplex para o trabalho de conhecimento. nas palavras de eric schmidt, google é…  “a company that’s founded around the science of measurement,”… que está tentando… “systematize everything”. uma verdadeira conexão google-taylor.

citada no artigo,  maryanne wolf  diz que nós não somos o que lemos, nós somos como lemos. segundo ela, o imediatismo e eficiência promovido pela web pode estar enfraquecendo nossa capacidade para o tipo de leitura profunda que emergiu na sociedade quando a prensa de gutenberg tornou-se popular no ocidente. ao ler online, segundo a psicóloga da tufts university, nós nos tornamos meros decodificadores de informação… com a nossa habilidade de interpretar, refletir e fazer conexões de alto nível praticamente desligada pelo efeito da web e seus artefatos [incluindo google, wikipedia, etc].

2008-06-10_233313-befroe-using-google.png

pode ser, pode ser. pode ser inclusive que este texto que você está lendo agora não faça o menor sentido, por múltiplas razões. primeiro, porque li o texto de nick carr na web; depois porque usei google e outros mecanismos de rede para conferir as informações do texto original; como se não bastasse, escrevi na web, inserindo links daqui pra rede e, finalmente, porque o leitor está lendo o texto na… rede. coisas do presente. fazer o quê?…

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0 Responses to google nos torna estúpidos?…

  1. Camilo Almendra disse:

    Não creio que o Google nos torna estúpidos. Acredito sim que o Google faz com que estúpidos pareçam espertos. Em 5 min, qualquer um se torna “expert” em qualquer assunto largamente difundido na Internet.
    Isso é a evolução do trabalho, a cara da nova sociedade. Trabalhos que necessitem lidar com poucas informações ou com informações consolidadas, são os novos trabalhos “manuais” de Taylor. Esses trabalhos com base em poucas informações são os candidatos a melhoria contínua através de metodologias Six Sigma-like.
    Trabalhos que exigem MUITAS informações, e capacidade de interconectar dados de diversas fontes, são os trabalhos “mentais” da nova era. Para esses, o Google só oferece uma parte da solução. O restante depende das pessoas.

  2. Camilo Almendra disse:

    Não creio que o Google nos torna estúpidos. Acredito sim que o Google faz com que estúpidos pareçam espertos. Em 5 min, qualquer um se torna “expert” em qualquer assunto largamente difundido na Internet.
    Isso é a evolução do trabalho, a cara da nova sociedade. Trabalhos que necessitem lidar com poucas informações ou com informações consolidadas, são os novos trabalhos “manuais” de Taylor. Esses trabalhos com base em poucas informações são os candidatos a melhoria contínua através de metodologias Six Sigma-like.
    Trabalhos que exigem MUITAS informações, e capacidade de interconectar dados de diversas fontes, são os trabalhos “mentais” da nova era. Para esses, o Google só oferece uma parte da solução. O restante depende das pessoas.

  3. bruno disse:

    acho que o maior problema da internet é a confiabilidade das informações, principalmente com o boom de blogs dos últimos anos. Simplesmente não dá para usar certas coisas como argumentação.

    já saí de discussões em que mais de 70% do que as pessoas falaram estava quase que literalmente nos 5 primeiros links de google para o assunto. Daqui a pouco o seu intelecto será medido com uma grandeza diretamente proporcional à dificuldade de se encontrar o que você fala na primeira página do buscador.

  4. bruno disse:

    acho que o maior problema da internet é a confiabilidade das informações, principalmente com o boom de blogs dos últimos anos. Simplesmente não dá para usar certas coisas como argumentação.

    já saí de discussões em que mais de 70% do que as pessoas falaram estava quase que literalmente nos 5 primeiros links de google para o assunto. Daqui a pouco o seu intelecto será medido com uma grandeza diretamente proporcional à dificuldade de se encontrar o que você fala na primeira página do buscador.

  5. Mais um disse:

    Ja li…
    Ja vi…
    Na tem nada original?

  6. Mais um disse:

    Ja li…
    Ja vi…
    Na tem nada original?

  7. Arnoud disse:

    Se um artefato que proporciona menos uso das habilidades mentais nos torna menos inteligentes, então poderíamos dizer que as calculadoras nos fizeram mais estúpidos?

    Ou não?

  8. Arnoud disse:

    Se um artefato que proporciona menos uso das habilidades mentais nos torna menos inteligentes, então poderíamos dizer que as calculadoras nos fizeram mais estúpidos?

    Ou não?

  9. Mauro Silva disse:

    Estúpidos NÃO, mas conformistas SIM. Que o google seja usado como uma ferramenta (meio) para se obter informação, vá lá! Mas ser usado como ÚNICO mecanismo de construção do conhecimento….é d+.
    Temo por esta geração (entenda-se por ESTA geracao as pessoas de qualquer idade que estão plugadas) que estarão citando permalinks em uma conversa de bar, ao inves de autores e livros. Isso já é realidade em alguns trabalhos (mais ou menos) científicos (TCC, Dissertações,…) onde, vez por outra, aparece nas referências Wiki & Cia.

  10. Mauro Silva disse:

    Estúpidos NÃO, mas conformistas SIM. Que o google seja usado como uma ferramenta (meio) para se obter informação, vá lá! Mas ser usado como ÚNICO mecanismo de construção do conhecimento….é d+.
    Temo por esta geração (entenda-se por ESTA geracao as pessoas de qualquer idade que estão plugadas) que estarão citando permalinks em uma conversa de bar, ao inves de autores e livros. Isso já é realidade em alguns trabalhos (mais ou menos) científicos (TCC, Dissertações,…) onde, vez por outra, aparece nas referências Wiki & Cia.