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Escrito por • 06/10/2014

inovação é… criação coletiva

 inovação é a mudança de comportamento, no mercado, de fornecedores e consumidores. a definição de peter drucker diz tudo. pra inovar, você muda e, com você, clientes e usuários. quem tem ou pretende ter clientes deveria pensar, sempre, na criação de usuários que amam seus produtos e serviços. mas conceitos e propostas que podem transformar usuários ou criar novas categorias de serviços quase sempre se deparam, no berço, com a aversão a risco de gerências distantes de onde elas surgem. aí, e fora de seu alcance e controle, criatividade vira problema, talvez para ser debelado por –aí sim- controles institucionais.

inovação é mudança; mudança é risco. mas não mudar é certeza que o mercado passa e seu negócio, fica. pra trás. desaparece, talvez. será que aversão a risco tem jeito? sim, depende de reconhecer a possibilidade potencial de resultados da inovação. mas quem faz isso quase sempre está nas pontas, onde está a capacidade de criar e implementar. e onde há pouquíssimo poder para autorizar aventuras.

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o centro dos negócios, quase sempre longe do calor dos acontecimentos, tende a se isolar, ignorantemente seguro, enquanto ondas de criatividade cercam a empresa, às vezes dentro dela. e o negócio não age –ou não reage- por falta de conhecimento e autoridade onde elas deveriam estar. isso quer dizer que, onde deveria haver um coletivo que criaria conhecimento para resolver (novos) problemas dos clientes e usuários, há uma pirâmide para continuar fazendo o que sempre foi feito… e se tornar cada vez mais irrelevante. a lata de lixo da história dos negócios está lotada de empresas que agiram assim.

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será que dá pra ser diferente, especialmente nos médios e grandes negócios? sim, e a receita não é difícil: transforme seu negócio numa rede de criação coletiva de conhecimento. e o principal agente, aqui, não é o líder da empresa nem o criador da periferia, mas os gerentes intermediários, espremidos entre a inventividade da periferia e a pressão por resultados do centro. se os gerentes de nível intermediário, que todo negócio tem, não são agentes da mudança, não são gerentes de inovação… é  porque o negócio só tem passado. ou nem isso, talvez…

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e o principal papel destes agentes do meio do negócio, associados às pontas, que interagem com o mundo real e percebem as mudanças na hora, é evitar produtos e serviços mais ou menos, onde os negócios muitas vezes se afundam. um negócio que se preza só faz dois tipos de produtos: quando acerta, um que os usuários amam e, quando erra, um que eles odeiam. pra fazer os tanto-faz-tanto-fez é melhor desistir de e abrir uma pousada –que os usuários amem– em fernando de noronha.

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6 Responses to inovação é… criação coletiva

  1. felipe disse:

    E que medidas você já viu que mudaram a cultura de uma empresa e tornaram mais coletiva? criativa? dinâmica?. Entre os problemas que o senhor falou, achas que a inovação vem somente dos nossos jovens? Que possuem menos aversão à risco? Ou deveríamos também desenvolver esta vontade nos adultos que possuem mais estabilidade e que ai, sim, podem arriscar mais?

    • Silvio Meira disse:

      felipe, certamente qualquer processo de inovação, em qualquer negócio, depende de quase TODOS os que estão lá e não só de jovens. mas depende MUITO de quem tem o poder pra MUDAR ou deixar como está. lê um texto sobre os paradoxos da inovação aqui mesmo no blog, no link… bit.ly/1DS1XCC. abs, s

      • Agradeço o desenvolvimento e o texto sobre paradoxos é interessante, difícil acrescentar algo à ele quando não tenho conhecimentos, conhece outras fontes de leitura sobre inovação? Mas algo me chamou a atenção no seu texto: “os cientistas e suas instituições vivem quase sempre em verdadeiros silos de conhecimento, onde se sabe cada vez mais sobre cada vez menos [e cada vez mais sem qualquer contexto concreto].”, não entendi muito bem este trecho, o senhor acha que o conhecimento (pesquisa) sem “a priori”, fins lucrativos, é errado?

        • Silvio Meira disse:

          não há certo ou errado quando se trata de conhecimento e sua aquisição; o que se tem que ter é estratégia; que escolhas têm que ser feitas quando se tem poucos recursos? e os recursos para pesquisa NUNCA são suficientes. aí é  onde o brasil se perde: há um monte de gente fazendo engenharia sem cliente, projetos supostamente aplicados que nunca terão nenhuma aplicação, porque NUNCA foram conversados com qualquer parte de suas cadeias de valor… algo típico das economias periféricas, onde o pesquisador, desconectado de qualquer tipo de estratégia nacional [até porque aqui não há nenhuma] se conecta a estratégias de outros países e quer, aqui, ser financiado com recursos daqui para montar seu laboratório e trabalhar em pesquisa de ponta, sem qualquer contexto local… para o lugar e grupo [e empresas, associadas e/ou financiando aquele gruipo] onde ele fez seu doutorado, por exemplo.  e não ajuda muito o fato de que a ingenuidade da vasta maioria dos pesquisadores brasileiros não os deixa perceber isso…

          • Entendi agora, então, para construir inovação seria correto dizer que precisamos primeiro verificar se existe a necessidade, como ocorre, e quais partes da cadeia isso geraria valor, e ai sim trazer uma solução, (e com esta solução angariar RECURSOS mínimos?). O senhor acha que iniciativas como (Social Good Brasil Lab (www.socialgoodbrasil.org/lab) são boas para tal?(apesar de não focarem nos pesquisadores brasileiros, procuram evoluir as empresas sociais). Me intriga essa falta de foco dos pesquisadores brasileiros. Quais problemas são os mais agravantes e o senhor vê algum avanço da ciência brasileira para resolver estes problemas?.
            Acho que acabo perguntando demais hehe.

  2. Eduarda Veras disse:

    Bom dia, Prof. Silvio!

    Gostaria de lhe convidar para um evento muito especial na área de inovação!

    Nós da Amcham teremos, pela primeira vez na capital pernambucana, a ilustre presença internacional de John Kao, considerado o Mr. Creativity pela revista The Economist, palestrante e autor de dois best sellers e referência em criação e inovação. Apontado como braço direto de Hillary Clinton, Kao fará uma apresentação inesquecível em nosso CEO Fórum, também acompanhado de grandes nomes no cenário empresarial brasileiro como:
    • Tom Moore, CEO da Mandalah, consultoria com sede em São Paulo e escritórios espalhados pelo mundo que inova na forma de atuação, e principalmente no desenvolvimento de suas atividades de consultoria, saindo do modelo de “papéis prontos”.
    • Guilherme M.Lima, Institucional Relations Director da Whirlpool América Latina, empresa que possui marcas como Brastemp, Consul, Acros etc.

    Para maiores informações, pode entrar em contato comigo através do 3205-1869.