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Escrito por • 24/05/2008

intel leva linux pro seu carro

um número cada vez maior de funções dos carros, do controle do motor ao abs, passando pelos faróis, ar-condicionado e gps, é informática pura. isso significa hardware, software básico e as aplicações, sobre o par, fazendo o carro funcionar. um bom exemplo, no brasil, é o "carro flex", que inclusive ganhou o prêmio nacional de inovação da finep. e daí? daí que o carro está passando a ser uma plataforma sobre a qual um número de aplicações, de entretenimento a dirigibilidade e conforto, é escrita e, depois, usada por quem dirige e vai de carona. sem falar nos múltiplos sistemas que têm que interagir [pelo menos teoricamente] pra coisa funcionar em harmonia… todas aquelas siglas de três letras anunciadas pelos fabricantes são feitas em software e deveriam, em tese, estar mais perto uma das outras, antes dos carros se tornarem complicados demais. um carro sofisticado pode ter entre cinco a dez milhões de linhas de código rodando lá dentro, o que começa a fazer com que os fabricantes, fornecedores e até a intel, cujos chips tendem ser o suporte computacional de quase tudo, pensem numa plataforma comum pra fazer com que todos os sistemas do carro tenham a mesma base. pinguim.jpg segundo a intel, wind river, bosch e delphi, um conjunto de gigantes, esta plataforma deveria ser linux, e um linux embarcado sobre o qual todos os fornecedores desenvolveriam suas aplicações, tornando muito mais fácil o trabalho de cada um e possibilitando a transposição de sistemas que hoje só são encontrados em veículos muito caros para os mais baratos. e com quem a intel e parceiros vão se encontrar, uma vez no carro? se você pensou microsoft, foi na mosca. redmond já está lá, junto com a ford [entre outros] e não vai simplesmente deixar que a intel e seus pingüins façam um passeio de automóvel. vai ser mais uma "batalha da década", desta vez nos carros e nas ruas…

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