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Escrito por • 20/04/2011

livro de papel: compre logo, antes que acabe…

toda vez que discuto a evolução do livro com qualquer público e digo minha posição [elementar, de que o livro de papel "vai desaparecer"] uma parte considerável da audiência de mais idade refuta minha tese de forma radical. um dos argumentos usados é o "tátil", de que precisamos "sentir" o papel, de que estamos acostumados ao passar de páginas, ao peso do livro, ao "shhhssshh" do escorregar de uma página noutra ao folhearmos um tomo qualquer.

ninguém usou como argumento, até agora, o mofo das estantes [seria o argumento "olfativo"?… ou "alergênico"?…], as traças, o amarelecimento natural do papel, os amigos que nos tomam livros emprestados e não devolvem nunca mais [nem nós pedimos, pois não lembramos a quem emprestamos]… e por aí vai.

mas tem um ruma de gente que pensou nestas objeções ao fim do papel como suporte para o livro. e elas, certamente, são tão boas quanto qualquer outra. pra citar uma, pessoal, dobro a quina das páginas interessantes dos livros que leio e isso me serve de mapa de releitura da maioria deles. como se não bastasse, escrevo nas bordas das páginas, enquadro parágrafos com marcadores coloridos, hachurio sentenças, colo postIts, insiro material de jornais, revistas e outros livros dentro de um livro que estou lendo. em suma, meus livros pessoais são "aumentados" pelo meu processo de leitura, criando um novo e muito "meu" livro.

nada disso está disponível nos ebooks e seus leitores atuais e eu continuo apostando que os livros de papel vão acabar, e rápido. como pode?…

olhe para o passado recente: há cinco anos, não havia um só dispositivo móvel no qual pudéssemos encapsular pelo menos parte da experiência de ler livros. o kindle, primeiro sistema [e não dispositivo…] digital prático para codificar livros, foi lançado em 19 de novembro de 2007. todo o estoque foi vendido em menos de seis horas, por US$399 cada, e a coisa só apareceu no mercado, de novo, cinco meses depois. a versão em software do kindle está disponível para múltiplas plataformas, de windows a blackBerry.

aí… entra o iPad: 200.000 vendidos no primeiro dia, um milhão no primeiro mês. e isso foi em abril de 2010, mês em que aparecerem mais de cinco mil aplicações no mercado e foram feitos doze milhões de downloads. os quatro primeiros meses de disponibilidade ampla do iPad estão correlacionados a um aumento de 20% na pirataria de livros só nos três principais repositórios de compartilhamento de arquivos do planeta, como mostrado no gráfico abaixo..

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o mesmo estudo aponta para um aumento de mais de 50% na pirataria de livros nos doze meses a partir de agosto de 2009, debitando o aumento, em parte, à possibilidade de downloads imediatos de livros disponíveis na web, seja lá em que parte dela estiverem, legal ou ilegal.

do iPad para cá, um número de tablets foi lançado e não há um fabricante que não os tenha ou não vá colocá-los no mercado ainda este ano. o iPad ainda domina o mercado dos mais-que-leitores mas motorola, samsung, hp, acer, toshiba, dell,… todo mundo está indo atrás da mina de ouro que a amazon descobriu e que a apple apontou como explorar em escala muito maior.

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se o kindle é um sistema para encapsular os "livros de gutenberg", simples arquivos de texto e imagens, máquinas como o iPad e o XOOM [imagem acima] podem fazer muito, muito mais. os tablets devem redesenhar todo o cenário de portabilidade da computação, controle e comunicação, criando a classe dos Sistemas de Informação Pessoais [e Conectados], os SIPc‘s, capazes de fazer muito mais do que apresentar a informação visual estática de um livro "de gutenberg".

pense em livros animados. em simuladores de experiências de física que vão ser manipulados diretamente nas páginas do "livro virtual". e que tal explorar geografia, história, sociologia… sobre mapas interativos, atuais e históricos? e mais: como não fazer isso "socialmente", junto com gente que tenha os mesmos interesses? podemos anotar, questionar, discutir, corrigir [os erros dos livros, as razões de seus autores…], perguntar [ao livro, ao seu autor, aos editores…].

e não só: podemos resenhar, criticar e explicar o livro "ampliado" de que estamos falando aqui, tratando-o sempre como uma obra em rede. mesmo ficando o livro em si "fechado", no sentido de terminado pelo autor, enquanto houver nem que seja uma única pessoa que o leia, haverá a possibilidade de novos comentários, críticas e sugestões serem adicionados ao material.

e isso vai rolar, claro, no mercado: imagine que um livro seja vendido por X… e que uma resenha dele seja tão boa que as pessoas passem a comprar a resenha por 0,5X… e que mais resenhas do que livros sejam vendidos… e que o autor do livro, por ter criado [digamos assim] a plataforma original, seja remunerado também com uma porcentagem da renda das resenhas. aí, todos ganham e os incentivos, neste mercado, são muito maiores do que os existentes no mercado de livros que conhecemos hoje.

claro que, para tal cenário acontecer, os livros nunca vão "estar" em um iPad ou XOOM, mas em rede. na rede e conectados em rede, sempre. e aí é que está outro X, o da questão: como em todos negócios em rede, hoje, quase todos os agentes [da microsoft a google a apple a facebook e amazon e muitos mais…] estão trabalhando para fechar suas plataformas de serviço com os clientes dentro, criando silos para seu conteúdo, que de lá só sai pirateado, é preciso reverter tal situação para um cenário aberto.

este é o grande problema que teremos que enfrentar para que os livros, desde sempre um dos fatores libertários da humanidade, voltem a cumprir seu papel, de irem sempre o mais longe possível e ao alcance de todos, seja lá onde e por que meio de acesso tentarem.

podemos ser otimistas neste aspecto? acho que sim, porque na rede [de todos os tempos, passado, presente e futuro] a propriedade de "seus" dados e bens digitais deve, tem que ser sua; você tem que ser capaz de controlar sua identidade digital e disponibilizar que parte dela você quiser, sob seu exclusivo controle, para quem você achar que deve.

e o mesmo deve ser o caso para seus "bens" digitais. sua "cópia" de um ebook é sua e não da amazon, iTunes ou qualquer "market" digital. ainda vamos levar um monte de tempo para chegar a esta conclusão, inclusive do ponto de vista legal, mas vamos chegar lá. seria muito mais produtivo se congressos, mundo afora e aqui, ao invés de estarem discutindo a criminalização de comportamentos na rede, estivessem considerando questões bem mais relevantes como esta. mas é só uma questão de tempo, e vai acontecer naturalmente, quando os representantes começarem a ler… ebooks.

do ponto de vista técnico, o futuro deve chegar bem mais rápido, como sempre acontece. uma visão como a de tim o’reilly [de que livros vão se parecer com a internet] vai acabar prevalecendo e o "padrão" de livro [e biblioteca] eletrônico que vai dominar o mercado será de certa forma indistinguível dos padrões da própria rede. isso significa que o formato de representação de conteúdo, as APIs [sim, estamos falando de livros "programáveis"] e as funcionalidades que eles representam vão abrir incontáveis possibilidades de interação com ebooks e construção de novos conteúdos sobre o que um dia chamamos de livro.

e você diria… precisa mesmo de toda esta complexidade ao redor dos livros eletrônicos? os livros de papel não são muito mais simples? não. o livro de papel é resultado de uma grande e complexa rede de indústrias que começa no agribusiness [celulose…], passa por fábricas de papel, aliás, de papéis especiais que tiveram que ser desenvolvidos para os livros, pelo desenho e construção dos tipos e máquinas da indústria gráfica, pela composição e ilustração dos textos, pela logística de entrada e saída das gráficas e editoras, pela legislação especial para literatura [que não paga imposto de importação no brasil, por exemplo]… e por aí vai.

os ebooks, ou melhor os weBooks, os livros na web, vão reutilizar parte desta rede de valor, mas precisam de um outro conjunto de coisas, de certa forma bem mais simples, para "funcionarem" em rede como deveriam. e isso está começando a acontecer agora, enquanto você está lendo este texto na web. é por isso mesmo que, se você quiser uns livros de papel para mostrar para seus netos… compre agora, antes que acabem…

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0 Responses to livro de papel: compre logo, antes que acabe…

  1. Adolfo Neto disse:

    Não sou tão novo assim (mais de 30) mas também acho, na verdade quero que o livro de papel desapareça.

    Mas é fato que Kindle, tablets, etc. ainda são dispositivos experimentais. Adoro o Kindle mas sinto falta de muitas das qualidades dos livros em papel, como as que você citou no 3o. parágrafo.

    Silvio, você leu este curto texto aqui, do Seth Godin?

    http://www.thedominoproject.com/2011/04/two-of-the-things-that-make-a-book-a-book.html

    Para ele, “livro animado” não é livro. É outro bicho. Útil, interessante, que vai tomar o lugar de muitos livros. Mas livros de Gutemberg continuarão a ter seu lugar.

    Bem, seu post é muito longo. Vou mandar para o meu e-reader para ler com mais calma depois…

  2. Adolfo Neto disse:

    Não sou tão novo assim (mais de 30) mas também acho, na verdade quero que o livro de papel desapareça.

    Mas é fato que Kindle, tablets, etc. ainda são dispositivos experimentais. Adoro o Kindle mas sinto falta de muitas das qualidades dos livros em papel, como as que você citou no 3o. parágrafo.

    Silvio, você leu este curto texto aqui, do Seth Godin?

    http://www.thedominoproject.com/2011/04/two-of-the-things-that-make-a-book-a-book.html

    Para ele, “livro animado” não é livro. É outro bicho. Útil, interessante, que vai tomar o lugar de muitos livros. Mas livros de Gutemberg continuarão a ter seu lugar.

    Bem, seu post é muito longo. Vou mandar para o meu e-reader para ler com mais calma depois…

  3. SERGIO LIBERMAN disse:

    Pelo menos com o livro “de papel”, além de todas as sensações já mencionadas, não preciso leva-lo à assistencia tecnica, viajar com carregadores, procurar tomadas para carrega-lo (mesmo que sejam carregados pela luz vou precisar tomar cuidado para não me esquecer disso). Coloco o ivro no bolso, ou na mala, e ele funciona a qualquer hora, em qualquer lugar (desde que haja luz suficiente, claro).
    Não acredito que o livro, em sua apresentação classica, vá desaparecer mas, como dizem, quem viver verá.

  4. SERGIO LIBERMAN disse:

    Pelo menos com o livro “de papel”, além de todas as sensações já mencionadas, não preciso leva-lo à assistencia tecnica, viajar com carregadores, procurar tomadas para carrega-lo (mesmo que sejam carregados pela luz vou precisar tomar cuidado para não me esquecer disso). Coloco o ivro no bolso, ou na mala, e ele funciona a qualquer hora, em qualquer lugar (desde que haja luz suficiente, claro).
    Não acredito que o livro, em sua apresentação classica, vá desaparecer mas, como dizem, quem viver verá.

  5. xpgirl disse:

    Eu não acredito que vai acabar o livro de papel. Penso como o SERGIO LIBERMAN.

    Esses tablets ou leitores são bons pra diminuir o número de cópias de livros em faculdades, escolas. Algumas já até estão substituindo os xerox por eles.

    e completando, se você for acampar levar um, dois, três livros, e não se preocupar com a bateria, rss.

  6. xpgirl disse:

    Eu não acredito que vai acabar o livro de papel. Penso como o SERGIO LIBERMAN.

    Esses tablets ou leitores são bons pra diminuir o número de cópias de livros em faculdades, escolas. Algumas já até estão substituindo os xerox por eles.

    e completando, se você for acampar levar um, dois, três livros, e não se preocupar com a bateria, rss.

  7. superius disse:

    Sim, como um bibliófilo lamento com saudosismo, mas o livro em papel deve desaparecer. Tudo é questão de se adaptar. Eu, por exemplo, leio bem mais rápido hoje os e-books em meu laptop do que livros de papel, além de poder fazer anotações, comentários, citações, etc. Vou esperar os avanços do tablets e daí decidirei por um. Excelente texto.
    Eugênio Christi

  8. superius disse:

    Sim, como um bibliófilo lamento com saudosismo, mas o livro em papel deve desaparecer. Tudo é questão de se adaptar. Eu, por exemplo, leio bem mais rápido hoje os e-books em meu laptop do que livros de papel, além de poder fazer anotações, comentários, citações, etc. Vou esperar os avanços do tablets e daí decidirei por um. Excelente texto.
    Eugênio Christi

  9. Fernando disse:

    Não acho que vai acabar não…o rádio não acabou com o jornal escrito, a televisão não acabou com o jornal escrito, em que pese a queda na venda, não acabou, e assim vai ser com os livros…

  10. Fernando disse:

    Não acho que vai acabar não…o rádio não acabou com o jornal escrito, a televisão não acabou com o jornal escrito, em que pese a queda na venda, não acabou, e assim vai ser com os livros…

  11. Djan Rosario disse:

    Sim, os livros vão cair em desuso. Mas concordo com o Adolfo quando ele comenta que os dispositivos atuais são experimentais. Livros são passivos, não dependem de bateria ou de uma tomada. Afinal, o que vou ler quando a bateria acabar, não tiver um carregador disponível ou a energia elétrica não estiver disponível?

  12. Djan Rosario disse:

    Sim, os livros vão cair em desuso. Mas concordo com o Adolfo quando ele comenta que os dispositivos atuais são experimentais. Livros são passivos, não dependem de bateria ou de uma tomada. Afinal, o que vou ler quando a bateria acabar, não tiver um carregador disponível ou a energia elétrica não estiver disponível?

  13. Marcelo disse:

    Fernando,
    O Jornal escrito está acabando !!! Os maiores jornais do Mundo estão se rendendo a era digital
    Não que eu torça para que isso aconteça, mas é o futuro e não tem volta. Meus netos não vão ler livros em papel a não ser que seja algo da minha coleção que ficou como reliquia
    Uma vantagem muito grande dos digitais é em longas viagens, eu troco 5Kg de livros por 300g onde tenho 100x mais livros

  14. Marcelo disse:

    Fernando,
    O Jornal escrito está acabando !!! Os maiores jornais do Mundo estão se rendendo a era digital
    Não que eu torça para que isso aconteça, mas é o futuro e não tem volta. Meus netos não vão ler livros em papel a não ser que seja algo da minha coleção que ficou como reliquia
    Uma vantagem muito grande dos digitais é em longas viagens, eu troco 5Kg de livros por 300g onde tenho 100x mais livros

  15. Alexandre Antonov disse:

    Imagina depois de tudo isso concretizado, quando der uma pane nos satelites ao redor do planeta. Ferrou tudo, teremos que reescrever tudo em papel denovo.

    Acho otimo abolir os livros de papel, pois libera muito mais espaço para outras coisas mais importantes, porem é um risco muito grande a dependencia de equipamentos eletronicos para se ter acesso aos conteudos.

    Na verdade, os livros em papel nao vao deixar de existir. e-books e books vao coexistir, assim como coexistem e-mails e cartas enviadas pelo correio, e sao milhoes delas, até hoje.

    O e-mail nao foi a sentenca de morte dos Servicos postais tradicionais, pelo contrario, so agregou valor a eles.

  16. Alexandre Antonov disse:

    Imagina depois de tudo isso concretizado, quando der uma pane nos satelites ao redor do planeta. Ferrou tudo, teremos que reescrever tudo em papel denovo.

    Acho otimo abolir os livros de papel, pois libera muito mais espaço para outras coisas mais importantes, porem é um risco muito grande a dependencia de equipamentos eletronicos para se ter acesso aos conteudos.

    Na verdade, os livros em papel nao vao deixar de existir. e-books e books vao coexistir, assim como coexistem e-mails e cartas enviadas pelo correio, e sao milhoes delas, até hoje.

    O e-mail nao foi a sentenca de morte dos Servicos postais tradicionais, pelo contrario, so agregou valor a eles.

  17. Gilvan disse:

    Quando dispositivos como o iPad tiverem tela dobrável, não rachem o vidro e tenham uma bateria que dure 6 meses, aí sim poderemos discutir o fim do livro de papel. O software expande muito os recursos do livro de papel, mas o hardware dos tablets ainda está muito atrás do hardware de Gutemberg…Afinal, são uns 500 anos refinando esse hardware, né?

  18. Gilvan disse:

    Quando dispositivos como o iPad tiverem tela dobrável, não rachem o vidro e tenham uma bateria que dure 6 meses, aí sim poderemos discutir o fim do livro de papel. O software expande muito os recursos do livro de papel, mas o hardware dos tablets ainda está muito atrás do hardware de Gutemberg…Afinal, são uns 500 anos refinando esse hardware, né?

  19. Fernando disse:

    MARCELO

    Pode até ser que os livros de papel acabem um dia, mas isso vai demorar mais do que 2 ou 3 gerações. Como dizia Pierre Levy, para uma nova cultura (midíatica) se estabelecer, é preciso que nos apropriemos dela e depois esqueçamos – isto é, que se torne tão natural quanto o papel.

  20. Fernando disse:

    MARCELO

    Pode até ser que os livros de papel acabem um dia, mas isso vai demorar mais do que 2 ou 3 gerações. Como dizia Pierre Levy, para uma nova cultura (midíatica) se estabelecer, é preciso que nos apropriemos dela e depois esqueçamos – isto é, que se torne tão natural quanto o papel.

  21. Fred Silva disse:

    Dobrar a página já está disponível no Kindle, é o bookmark e aparece graficamente o canto da página dobrada 🙂

    Assim como sublinhar e adicionar comentários. Mais, você pode ver as marcas e os comentários feitos por outros leitores.

    Você pode ler os comentários e anotações públicas feitas pelos leitores na página da Amazon.

    O Kindle com a capa oficial, tem o peso e a aparência exatas de um livro comum.

    Ele aumentou o meu hábito de leitura e vive comigo, inseparável.

    Mas tenho uma coleção de livros (117) sobre um assunto específico, não os trocaria por versões digitais em hipótese nenhuma!!!

  22. Fred Silva disse:

    Dobrar a página já está disponível no Kindle, é o bookmark e aparece graficamente o canto da página dobrada 🙂

    Assim como sublinhar e adicionar comentários. Mais, você pode ver as marcas e os comentários feitos por outros leitores.

    Você pode ler os comentários e anotações públicas feitas pelos leitores na página da Amazon.

    O Kindle com a capa oficial, tem o peso e a aparência exatas de um livro comum.

    Ele aumentou o meu hábito de leitura e vive comigo, inseparável.

    Mas tenho uma coleção de livros (117) sobre um assunto específico, não os trocaria por versões digitais em hipótese nenhuma!!!

  23. Fernando disse:

    Infelizmente tudo se encaminha para isso.

    Transcrevo um excerto de um post do blog abaixo:
    ” […]profetizava um futuro bem próximo, onde os livros encadernados seriam um artigo de luxo, vendidos em antiquários, para uma seleta clientela de resistentes nostálgicos.” Infelizmente.

    http://irretorquivelpsique.blogspot.com/2008/11/o-fim-dos-livros.html

  24. Fernando disse:

    Infelizmente tudo se encaminha para isso.

    Transcrevo um excerto de um post do blog abaixo:
    ” […]profetizava um futuro bem próximo, onde os livros encadernados seriam um artigo de luxo, vendidos em antiquários, para uma seleta clientela de resistentes nostálgicos.” Infelizmente.

    http://irretorquivelpsique.blogspot.com/2008/11/o-fim-dos-livros.html

  25. Leléo disse:

    Besteira. Isso é marketeria. Apesar de ser fã da tecnologia (tenho 30 anos), odeio essas “lajotas” eletrônicas, e particularmente acho que está longe de substituir o tradicional livro de papel.

  26. Leléo disse:

    Besteira. Isso é marketeria. Apesar de ser fã da tecnologia (tenho 30 anos), odeio essas “lajotas” eletrônicas, e particularmente acho que está longe de substituir o tradicional livro de papel.

  27. Tatiana Abdul disse:

    Não consigo me imaginar sem os livros, a ‘evolução’ não pode chegar a tanto…
    Tiraram de nós o prazer de observar o livro que outra pessoa, geralmente desconhecida, está lendo!
    No transporte público, nas ruas, nas faculdades, em qualquer lugar você pode observar pessoas consumindo cultura, e a partir da capa, identificar-se ou não com o tema, a pessoa!
    A modernidade é ótima, muito providencial em vários aspectos.
    Mas tem alguns (muitos) livros que faço questão de manter em minha coleção. Tenho livros da minha infância, que guardo para passar para minhas futuras gerações.
    Será que meus netos vão me achar antiquada em presentear com um livro que foi meu?
    Aceito e faço questão de aderir aos Ipads, são funcionais, lindos, ótimos em custo benefício.
    Mas enxergo muito além de livros naquela estrutura longilínea!
    Além desta leitura ‘de longo prazo’ acredito que os jornais sim, já estão prestes a se extinguir e passar a fazer parte desta atualização, mas livros.. amarelados, empoeirados e antiquados fazem bem à saúde social, intelectual e não devem desaparecer tão rapidamente.
    Vamos nos falar em 5 anos?
    Espero mesmo que isso se reverta, que os livros permaneçam!

  28. Tatiana Abdul disse:

    Não consigo me imaginar sem os livros, a ‘evolução’ não pode chegar a tanto…
    Tiraram de nós o prazer de observar o livro que outra pessoa, geralmente desconhecida, está lendo!
    No transporte público, nas ruas, nas faculdades, em qualquer lugar você pode observar pessoas consumindo cultura, e a partir da capa, identificar-se ou não com o tema, a pessoa!
    A modernidade é ótima, muito providencial em vários aspectos.
    Mas tem alguns (muitos) livros que faço questão de manter em minha coleção. Tenho livros da minha infância, que guardo para passar para minhas futuras gerações.
    Será que meus netos vão me achar antiquada em presentear com um livro que foi meu?
    Aceito e faço questão de aderir aos Ipads, são funcionais, lindos, ótimos em custo benefício.
    Mas enxergo muito além de livros naquela estrutura longilínea!
    Além desta leitura ‘de longo prazo’ acredito que os jornais sim, já estão prestes a se extinguir e passar a fazer parte desta atualização, mas livros.. amarelados, empoeirados e antiquados fazem bem à saúde social, intelectual e não devem desaparecer tão rapidamente.
    Vamos nos falar em 5 anos?
    Espero mesmo que isso se reverta, que os livros permaneçam!

  29. Sirlene disse:

    Meu receio é de que nossas crianças (penso nas pobres) não lerão nem os livros impressos nem os digitais… Essa parece uma discussão tão surreal, inócua, quando penso nas crianças da periferia que tem pouco ou nehum acesso e estímulo a leitura…

  30. Sirlene disse:

    Meu receio é de que nossas crianças (penso nas pobres) não lerão nem os livros impressos nem os digitais… Essa parece uma discussão tão surreal, inócua, quando penso nas crianças da periferia que tem pouco ou nehum acesso e estímulo a leitura…

  31. amauri mapa disse:

    Nossa!!!! que maravilha o mundinho maravilhoso de silvio meira!!! centenas de milhares de pessoas lendo resenhas mastigadas por cerébros (autores) com a autoridade de quem detém todo o conhecimento!! não precisaremos mais desenvolver nenhuma autocritica individual!!! os resenhistas da vida farão tudo isso por nós!!
    e como comer um prato de vômito de caviar, ou um prato de vômito de um bife a milanesa!! não precisamos mais nem de caviar nem do bife a milanesa!!! comeremos apenas o vômito de alguem que o degustou por nós!! esplendido!! a escola pública no Brasil, na Bolivia, no Equador, no Haiti, na Indonésia, em Trinidad e Tobago, na China, na Chechenia, que maravilha!! alunos empunhando seus E Issos, I Aquilos, todos sabedores de seus papéis enquanto cidadãos, num mundo sem fronteiras e sem fome intelectual!! que lindo!!! é prá quando? para breve, bem breve… finalmente chegou o dia em que já podemos destituir nossos mandantes, já possuimos a ferramenta que os expulsará e que nos libertará. Bravo!!! que venham nossos salvadores, aqueles que nos tirarão definitivamente da miséria intelectual. Enterrem-se as sensibilidades!!

  32. amauri mapa disse:

    Nossa!!!! que maravilha o mundinho maravilhoso de silvio meira!!! centenas de milhares de pessoas lendo resenhas mastigadas por cerébros (autores) com a autoridade de quem detém todo o conhecimento!! não precisaremos mais desenvolver nenhuma autocritica individual!!! os resenhistas da vida farão tudo isso por nós!!
    e como comer um prato de vômito de caviar, ou um prato de vômito de um bife a milanesa!! não precisamos mais nem de caviar nem do bife a milanesa!!! comeremos apenas o vômito de alguem que o degustou por nós!! esplendido!! a escola pública no Brasil, na Bolivia, no Equador, no Haiti, na Indonésia, em Trinidad e Tobago, na China, na Chechenia, que maravilha!! alunos empunhando seus E Issos, I Aquilos, todos sabedores de seus papéis enquanto cidadãos, num mundo sem fronteiras e sem fome intelectual!! que lindo!!! é prá quando? para breve, bem breve… finalmente chegou o dia em que já podemos destituir nossos mandantes, já possuimos a ferramenta que os expulsará e que nos libertará. Bravo!!! que venham nossos salvadores, aqueles que nos tirarão definitivamente da miséria intelectual. Enterrem-se as sensibilidades!!

  33. José Roberto Martins disse:

    Silvio, concordo com você. Também imagino que prevalecerá durante um bom tempo o formato híbrido: papel + digital. Em 2006 publiquei dois dos meus livros vendidos em livraria no formato digital O editor queria ficar na zona de conforto dos reprints, e não queria bancar duas reedições.
    Peguei os meus direitos autorais de volta, revisei e rediagramei os dois livros para doá-los na web. Desde então já se foram 200 mil downloas…
    Queria fazer o novo livro no formato híbrido, mas, acredite, nenhum editor está preparado para isso. Lancei então na Amazon para Kindle, e farei prints conforme a demanda (modelo pod). Enfim, se o mercado é lento, isso não deve frear a inovação. Abraços e parabéns pelo blog.

  34. José Roberto Martins disse:

    Silvio, concordo com você. Também imagino que prevalecerá durante um bom tempo o formato híbrido: papel + digital. Em 2006 publiquei dois dos meus livros vendidos em livraria no formato digital O editor queria ficar na zona de conforto dos reprints, e não queria bancar duas reedições.
    Peguei os meus direitos autorais de volta, revisei e rediagramei os dois livros para doá-los na web. Desde então já se foram 200 mil downloas…
    Queria fazer o novo livro no formato híbrido, mas, acredite, nenhum editor está preparado para isso. Lancei então na Amazon para Kindle, e farei prints conforme a demanda (modelo pod). Enfim, se o mercado é lento, isso não deve frear a inovação. Abraços e parabéns pelo blog.

  35. Guilherme Ataíde Dias disse:

    A grande questão está relacionada ao acesso a informação. O que interessa é a informação e não o meio.

    Pouco interessa se o suporte é o papiro, couro de bode, livro físico, iPad ou algum dispositivo futuro etéreo.

    Discuto esta questão em um post antigo do grupo de pesquisa WRCO.

    http://wrco.ccsa.ufpb.br/wrco/?p=63

  36. Guilherme Ataíde Dias disse:

    A grande questão está relacionada ao acesso a informação. O que interessa é a informação e não o meio.

    Pouco interessa se o suporte é o papiro, couro de bode, livro físico, iPad ou algum dispositivo futuro etéreo.

    Discuto esta questão em um post antigo do grupo de pesquisa WRCO.

    http://wrco.ccsa.ufpb.br/wrco/?p=63

  37. Tehasoin disse:

    Se formos considerar como verdadeiro, que: 1. os preços tendem a cair; 2. que haverá um aumento continuado do nº de títulos disponíveis; 3. que processadores, softwares e hardware propiciadores do acesso a livros e demais conteúdos digitais serão cada vez melhores, mais eficientes, mais rápidos, mais fáceis de usar; 4. que os próprios escritores encontrarão no comércio digital/virtual um meio mais eficiente de conseguir vender seus produtos, tudo isto junto realmente parece ser capaz de provovar sérios abalos sobre a vida daquilo que hoje ainda chamamos Livros em papel e tinta. Se é boa coisa ou coisa ruim, eu não sei, mas quem viver verá, constatará e, provavelmente haverá de aproveitar…

  38. Tehasoin disse:

    Se formos considerar como verdadeiro, que: 1. os preços tendem a cair; 2. que haverá um aumento continuado do nº de títulos disponíveis; 3. que processadores, softwares e hardware propiciadores do acesso a livros e demais conteúdos digitais serão cada vez melhores, mais eficientes, mais rápidos, mais fáceis de usar; 4. que os próprios escritores encontrarão no comércio digital/virtual um meio mais eficiente de conseguir vender seus produtos, tudo isto junto realmente parece ser capaz de provovar sérios abalos sobre a vida daquilo que hoje ainda chamamos Livros em papel e tinta. Se é boa coisa ou coisa ruim, eu não sei, mas quem viver verá, constatará e, provavelmente haverá de aproveitar…

  39. Thiago Silva disse:

    “[…] criando a classe dos Sistemas de Informação Pessoais [e Conectados], os SIPc’s, capazes de fazer muito mais do que apresentar a informação visual estática de um livro ‘de gutenberg’.”

    Dois anos atrás, quando o sr. era meu orientador, eu disse em uma de nossas conversas que minha área de maior interesse era “personal computing”. Pela sua crítica, acho que não fui compreendido na época, mas era a _isso_ que eu me referia 🙂

    Para enriquecer, a maior parte dos textos e trabalhos nessa linha que encontrei nos últimos anos são do cientista pioneiro Alan Kay, que vem realizando pesquisas e escrevendo sobre isso há mais de 40 anos. Alguns textos / excerpts:

    Kay, Alan. The Computer Revolution Hasn’t Happened Yet,
    http://www.vpri.org/pdf/m2007007a_revolution.pdf

    “One connection to the past is that the researchers who invented today’s fundamental technologies of personal computers […] and the Internet, were motivated by the highest transformational achievements of the printing press.”

    “Simply put, the press in the 15th century was first thought to be a less expensive automation of hand written documents, but by the 17th century its several special properties had gradually changed the way important ideas were thought about to the extent that most of the important ideas that followed and the way they were thought about had not even existed when the press was invented. The two most important ideas were the inventions of science and of new ways to organize politics in society”

    “One way to look at the real printing revolution in the 17th and 18th centuries is in the co-evolution in what was argued about and how the argumentation was done. Increasingly, it was about how the real world was set up, both physically and psychologically, and the argumentation was done more and more by using and extending mathematics, and by trying to shape natural language into more logically connected and less story-like forms. One of the realizations we had about computers in the 60s was that they give rise to new and more powerful forms of arguments about many important issuses via dynamic simulations. That is, instead of making the fairly dry claims that can be stated in prose and mathematical equations, the computer could carry out the implications of the claims to provide a better sense of whether the claims constituted a worthwhile model of reality. And, if the general literacy of the future could include the writing of these new kinds of claims and not just the consumption (reading) of them, then we would have something like the next 500 year invention after the printing press that could very likely change human thought for the better.”

    Kay, Alan. The unfulfilled goal of personal computing.
    http://www.vpri.org/pdf/authoring.pdf

    “The dream of personal computing in the 1960s was the dream of making a computer authoring medium for all; especially authoring of the unique ‘computer stuff’, not to just imitate and automate what we can do with paper. The Internet part of this dream was to simultaneously be the press, the post, and the libraries for this new media. This dream is happening, but slowly, because most computer users are ‘driving faster and faster into the future, but steering only by looking in the rearview mirror’, to use an on the mark phrase of McLuhan. Most authoring done on personal computers today is just automated paper document creation or automated letters for an automated post office. Worse, the advent of WWW browsers for the Internet disastrously turned users into simple consumers, because the browsers do not permit any kind of balanced authoring for Internet content.”

    Outras referencias:
    Kay, Alan. Computers, Networks and Education. Scientific American, 1991
    http://www.vpri.org/pdf/sci_amer_article.pdf

    Kay, Alan. Our Human Condition “From Space”
    http://www.vpri.org/pdf/m2003001_human_cond.pdf

    …e a minha favorita: o ensaio mais profundo que já li sobre software (no contexto de personal computing):

    Kay, Alan. Computer Software – Scientific American article, issue 251, September 1984.
    http://www.vpri.org/pdf/tr1984001_comp_soft.pdf

  40. Thiago Silva disse:

    “[…] criando a classe dos Sistemas de Informação Pessoais [e Conectados], os SIPc’s, capazes de fazer muito mais do que apresentar a informação visual estática de um livro ‘de gutenberg’.”

    Dois anos atrás, quando o sr. era meu orientador, eu disse em uma de nossas conversas que minha área de maior interesse era “personal computing”. Pela sua crítica, acho que não fui compreendido na época, mas era a _isso_ que eu me referia 🙂

    Para enriquecer, a maior parte dos textos e trabalhos nessa linha que encontrei nos últimos anos são do cientista pioneiro Alan Kay, que vem realizando pesquisas e escrevendo sobre isso há mais de 40 anos. Alguns textos / excerpts:

    Kay, Alan. The Computer Revolution Hasn’t Happened Yet,
    http://www.vpri.org/pdf/m2007007a_revolution.pdf

    “One connection to the past is that the researchers who invented today’s fundamental technologies of personal computers […] and the Internet, were motivated by the highest transformational achievements of the printing press.”

    “Simply put, the press in the 15th century was first thought to be a less expensive automation of hand written documents, but by the 17th century its several special properties had gradually changed the way important ideas were thought about to the extent that most of the important ideas that followed and the way they were thought about had not even existed when the press was invented. The two most important ideas were the inventions of science and of new ways to organize politics in society”

    “One way to look at the real printing revolution in the 17th and 18th centuries is in the co-evolution in what was argued about and how the argumentation was done. Increasingly, it was about how the real world was set up, both physically and psychologically, and the argumentation was done more and more by using and extending mathematics, and by trying to shape natural language into more logically connected and less story-like forms. One of the realizations we had about computers in the 60s was that they give rise to new and more powerful forms of arguments about many important issuses via dynamic simulations. That is, instead of making the fairly dry claims that can be stated in prose and mathematical equations, the computer could carry out the implications of the claims to provide a better sense of whether the claims constituted a worthwhile model of reality. And, if the general literacy of the future could include the writing of these new kinds of claims and not just the consumption (reading) of them, then we would have something like the next 500 year invention after the printing press that could very likely change human thought for the better.”

    Kay, Alan. The unfulfilled goal of personal computing.
    http://www.vpri.org/pdf/authoring.pdf

    “The dream of personal computing in the 1960s was the dream of making a computer authoring medium for all; especially authoring of the unique ‘computer stuff’, not to just imitate and automate what we can do with paper. The Internet part of this dream was to simultaneously be the press, the post, and the libraries for this new media. This dream is happening, but slowly, because most computer users are ‘driving faster and faster into the future, but steering only by looking in the rearview mirror’, to use an on the mark phrase of McLuhan. Most authoring done on personal computers today is just automated paper document creation or automated letters for an automated post office. Worse, the advent of WWW browsers for the Internet disastrously turned users into simple consumers, because the browsers do not permit any kind of balanced authoring for Internet content.”

    Outras referencias:
    Kay, Alan. Computers, Networks and Education. Scientific American, 1991
    http://www.vpri.org/pdf/sci_amer_article.pdf

    Kay, Alan. Our Human Condition “From Space”
    http://www.vpri.org/pdf/m2003001_human_cond.pdf

    …e a minha favorita: o ensaio mais profundo que já li sobre software (no contexto de personal computing):

    Kay, Alan. Computer Software – Scientific American article, issue 251, September 1984.
    http://www.vpri.org/pdf/tr1984001_comp_soft.pdf

  41. Além de serem máquinas que precisam ser ligadas (com tomadas ou pilhas) as substitutas do livro possuem telas que podem fazer mal aos olhos. O senhor não pensou nisso? Também afirmaram no passado que o cinema acabaria com o teatro e que o video-cassete acabaria com o cinema e, se o senhor não sabe, a venda de LPs de vinil está superando a venda de CDs nos dias de hoje. Cuidado com a pressa de suas afirmações.

  42. Além de serem máquinas que precisam ser ligadas (com tomadas ou pilhas) as substitutas do livro possuem telas que podem fazer mal aos olhos. O senhor não pensou nisso? Também afirmaram no passado que o cinema acabaria com o teatro e que o video-cassete acabaria com o cinema e, se o senhor não sabe, a venda de LPs de vinil está superando a venda de CDs nos dias de hoje. Cuidado com a pressa de suas afirmações.

  43. Fabio disse:

    Oi Sílvio! Achei muito interessante as tuas colocações, mas depois de ler os comentários dos demais leitores do blog me surgiu uma questão. Quais são os riscos de usarmos o formato digital de livros da forma atual [de hoje 2011]? Olha, eu realmente acredito que o formato digital para livros seja um grande avanço em vários aspectos mas por um outro lado você não que ficamos mais vulneráveis? Deixe me explicar. Muitos sabem que as grandes potências militares desenvolveram ou desenvolvem tecnologias militares para desabilitar dispositivos elétricos e eletrônicos [bombas especiais] e com base nisso me passou pela cabeça que se algum dia no futuro [futuro distante] a humanidade venha a passar por uma nova grande guerra e tais armas sejam utilizadas muitas pessoas/países ficariam numa situação bem difícil.
    Sabe, isso me lembra o tempo em que o império romano começou a ruir e que logo depois começou a surgir no mundo [ a europa] a era medieval. Essa era nos tomou 1000 anos de evolução. Então, o que você tem a dizer a respeito disso????

  44. Fabio disse:

    Oi Sílvio! Achei muito interessante as tuas colocações, mas depois de ler os comentários dos demais leitores do blog me surgiu uma questão. Quais são os riscos de usarmos o formato digital de livros da forma atual [de hoje 2011]? Olha, eu realmente acredito que o formato digital para livros seja um grande avanço em vários aspectos mas por um outro lado você não que ficamos mais vulneráveis? Deixe me explicar. Muitos sabem que as grandes potências militares desenvolveram ou desenvolvem tecnologias militares para desabilitar dispositivos elétricos e eletrônicos [bombas especiais] e com base nisso me passou pela cabeça que se algum dia no futuro [futuro distante] a humanidade venha a passar por uma nova grande guerra e tais armas sejam utilizadas muitas pessoas/países ficariam numa situação bem difícil.
    Sabe, isso me lembra o tempo em que o império romano começou a ruir e que logo depois começou a surgir no mundo [ a europa] a era medieval. Essa era nos tomou 1000 anos de evolução. Então, o que você tem a dizer a respeito disso????

  45. Bruno Bezerra disse:

    Taperoá,

    O livro digital é o caminho natural da evolução do livro e o meio ambiente agradece. Contudo, são se trata de uma simples mudança do livro de papel para o digital, a coisa pega muito mais na mudança cultural, o problema não é o tato, mas a cabeça das pessoas. Quando o assunto é livro, o reinado absoluto [de séculos] do papel acabou… mas muitos cérebros vão processar isso mais lentamente.

    Boa Páscoa meu velho!

    @brunobezerra

  46. Bruno Bezerra disse:

    Taperoá,

    O livro digital é o caminho natural da evolução do livro e o meio ambiente agradece. Contudo, são se trata de uma simples mudança do livro de papel para o digital, a coisa pega muito mais na mudança cultural, o problema não é o tato, mas a cabeça das pessoas. Quando o assunto é livro, o reinado absoluto [de séculos] do papel acabou… mas muitos cérebros vão processar isso mais lentamente.

    Boa Páscoa meu velho!

    @brunobezerra

  47. Sílvio você já viu a palestra no TED sobre o Khan Academy um modelo de ensino global? Escrevi algo sobre no meu site: http://www.paulohsms.com/khan-academy-um-modelo-de-ensino-global/ Me inscrevi como voluntário. A ideia é fantástica, estou divulgando para caso os seus leitores se interessem também.

    • srlm disse:

      é muito massa; o modelo deveria ser usado em larga escala em sistemas educacionais de todos os tipos, inclusive no universitário. a quantidade de aulas inúteis, de má qualidade, diminuiria muito…

  48. Sílvio você já viu a palestra no TED sobre o Khan Academy um modelo de ensino global? Escrevi algo sobre no meu site: http://www.paulohsms.com/khan-academy-um-modelo-de-ensino-global/ Me inscrevi como voluntário. A ideia é fantástica, estou divulgando para caso os seus leitores se interessem também.

    • srlm disse:

      é muito massa; o modelo deveria ser usado em larga escala em sistemas educacionais de todos os tipos, inclusive no universitário. a quantidade de aulas inúteis, de má qualidade, diminuiria muito…

  49. Marcio nejaim disse:

    http://alemdozeitgeist.blogspot.com/2010/08/o-fim-do-papel.html

    Escrevi isso ao passado…Naoha o que discutir…

  50. Marcio nejaim disse:

    http://alemdozeitgeist.blogspot.com/2010/08/o-fim-do-papel.html

    Escrevi isso ao passado…Naoha o que discutir…

  51. marco antonio disse:

    Acredito que o livro digital vai ser uma “grande roubada” tanto para o escritor quanto para o editor, pois facilitará a pirataria – fato este já ocorrido quando o disco de vinil foi substituído pelo CD.
    abs

  52. marco antonio disse:

    Acredito que o livro digital vai ser uma “grande roubada” tanto para o escritor quanto para o editor, pois facilitará a pirataria – fato este já ocorrido quando o disco de vinil foi substituído pelo CD.
    abs

  53. João Gratuliano disse:

    L.I.V.R.O – Millôr Fernandes

    Millôr Fernandes: Um novo e revolucionário conceito de tecnologia de informação

    Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um revolucionário conceito de tecnologia de informação, chamado de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas – L.I.V.R.O.

    L.I.V.R.O. representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem ligado. É tão fácil de usar que até uma criança pode operá-lo. Basta abri-lo!

    Cada L.I.V.R.O. é formado por uma seqüência de páginas numeradas, feitas de papel reciclável e capazes de conter milhares de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantêm automaticamente em sua seqüência correta.

    Através do uso intensivo do recurso TPA – Tecnologia do Papel Opaco – permite-se que os fabricantes usem as duas faces da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os seus custos pela metade!

    Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para se fazer L.I.V.R.O.s com mais informações, basta se usar mais páginas. Isso, porém, os torna mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema.

    Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente, e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, em seu cérebro. Lembramos que quanto maior e mais complexa a informação a ser transmitida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.

    Outra vantagem do sistema é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. O L.I.V.R.O. pode ser rapidamente retomado a qualquer momento, bastando abri-lo. Ele nunca apresenta “ERRO GERAL DE PROTEÇÃO”, nem precisa ser reinicializado, embora se torne inutilizável caso caia no mar, por exemplo.

    O comando “browse” permite fazer o acesso a qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com o equipamento “índice” instalado, o qual indica a localização exata de grupos de dados selecionados.

    Um acessório opcional, o marca-páginas, permite que você faça um acesso ao L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na última utilização mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou marca de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração.

    Além disso, qualquer L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso seu usuário deseje manter selecionados vários trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com o número de páginas.

    Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O. através de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada – L.A.P.I.S. Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro. Milhares de programadores desse sistema já disponibilizaram vários títulos e upgrades utilizando a plataforma L.I.V.R.O.

  54. João Gratuliano disse:

    L.I.V.R.O – Millôr Fernandes

    Millôr Fernandes: Um novo e revolucionário conceito de tecnologia de informação

    Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um revolucionário conceito de tecnologia de informação, chamado de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas – L.I.V.R.O.

    L.I.V.R.O. representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem ligado. É tão fácil de usar que até uma criança pode operá-lo. Basta abri-lo!

    Cada L.I.V.R.O. é formado por uma seqüência de páginas numeradas, feitas de papel reciclável e capazes de conter milhares de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantêm automaticamente em sua seqüência correta.

    Através do uso intensivo do recurso TPA – Tecnologia do Papel Opaco – permite-se que os fabricantes usem as duas faces da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os seus custos pela metade!

    Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para se fazer L.I.V.R.O.s com mais informações, basta se usar mais páginas. Isso, porém, os torna mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema.

    Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente, e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, em seu cérebro. Lembramos que quanto maior e mais complexa a informação a ser transmitida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.

    Outra vantagem do sistema é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. O L.I.V.R.O. pode ser rapidamente retomado a qualquer momento, bastando abri-lo. Ele nunca apresenta “ERRO GERAL DE PROTEÇÃO”, nem precisa ser reinicializado, embora se torne inutilizável caso caia no mar, por exemplo.

    O comando “browse” permite fazer o acesso a qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com o equipamento “índice” instalado, o qual indica a localização exata de grupos de dados selecionados.

    Um acessório opcional, o marca-páginas, permite que você faça um acesso ao L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na última utilização mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou marca de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração.

    Além disso, qualquer L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso seu usuário deseje manter selecionados vários trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com o número de páginas.

    Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O. através de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada – L.A.P.I.S. Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro. Milhares de programadores desse sistema já disponibilizaram vários títulos e upgrades utilizando a plataforma L.I.V.R.O.

  55. Romano disse:

    Estou torcendo para que isso se torne uma realidade acessível a todos, pois vou poder levar muitos livros debaixo do braço em um simples aparelho. Só espero que não precise de uma conexão internet para isto e sim que eles estejam armazenados no meu dispositivo. Depender de banda larga aqui no Brasil, bem ….

    No mais, eu e minha esposa vamos livrar dois quartos de estudo, claro, ocupados por uma montanha de papéis e finalmente terei meu estúdio de música. O que ela vai fazer com o espaço livre não faço a menor idéia…

    Mas tudo isto vai depender, para mim, da usabilidade que o dispositivo oferecer, além de outros fatores técnicos e econômicos. Mas o importante é que o livro eletrônico ofereça a mesma simplicidade do papel.

    De resto, minha bola de cristal está sem pilha há muito tempo. Só o mercado dirá se isto vai ou não colar.

  56. Romano disse:

    Estou torcendo para que isso se torne uma realidade acessível a todos, pois vou poder levar muitos livros debaixo do braço em um simples aparelho. Só espero que não precise de uma conexão internet para isto e sim que eles estejam armazenados no meu dispositivo. Depender de banda larga aqui no Brasil, bem ….

    No mais, eu e minha esposa vamos livrar dois quartos de estudo, claro, ocupados por uma montanha de papéis e finalmente terei meu estúdio de música. O que ela vai fazer com o espaço livre não faço a menor idéia…

    Mas tudo isto vai depender, para mim, da usabilidade que o dispositivo oferecer, além de outros fatores técnicos e econômicos. Mas o importante é que o livro eletrônico ofereça a mesma simplicidade do papel.

    De resto, minha bola de cristal está sem pilha há muito tempo. Só o mercado dirá se isto vai ou não colar.

  57. Dener Didoné disse:

    Vejam isso no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=aehOUcmui-w

  58. Dener Didoné disse:

    Vejam isso no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=aehOUcmui-w

  59. Independente da plataforma, livros sempre serão livros.

  60. Independente da plataforma, livros sempre serão livros.

  61. Tenho 35 anos. Não estou entre os fãs de dispositivos eletrônicos, mas o kindle é realmente sensacional. Não consigo ver vantagens no livro de papel, fora vender e emprestar depois de ler.

  62. Tenho 35 anos. Não estou entre os fãs de dispositivos eletrônicos, mas o kindle é realmente sensacional. Não consigo ver vantagens no livro de papel, fora vender e emprestar depois de ler.

  63. daniel santos disse:

    pessoal
    vamos aos fatos
    acabar de fato não vai, pelo menos a principio, mais vai deixar de fazer certo sentido o livro de papel para grande parcela dos usuarios…
    vamos fazer uma reflexao simples
    podemos comprar uma biografia do steve jobs de papel, e ler sobre toda sua vida, 500 paginas, mt legal
    ou entao comprar uma em formato digital, com videos, entrevistas, pequenas animacoes, etc etc…..e com as devidas 500 paginas ou menos…..
    entao para o usuario sera totalmente coerente ele comprar a versao eletronica..
    o papel vai ser algo com menos informacao e simplesmente chato.
    meus netos simplesmente vao ver minha estante de livros e vao rir e achar aquilo tudo entediante……

  64. daniel santos disse:

    pessoal
    vamos aos fatos
    acabar de fato não vai, pelo menos a principio, mais vai deixar de fazer certo sentido o livro de papel para grande parcela dos usuarios…
    vamos fazer uma reflexao simples
    podemos comprar uma biografia do steve jobs de papel, e ler sobre toda sua vida, 500 paginas, mt legal
    ou entao comprar uma em formato digital, com videos, entrevistas, pequenas animacoes, etc etc…..e com as devidas 500 paginas ou menos…..
    entao para o usuario sera totalmente coerente ele comprar a versao eletronica..
    o papel vai ser algo com menos informacao e simplesmente chato.
    meus netos simplesmente vao ver minha estante de livros e vao rir e achar aquilo tudo entediante……

  65. VIVA O LIVRO disse:

    Tomara que eu não esteja vivo quando o livro desaparecer, o que não acredito que aconteça. VIVA O LIVRO !

  66. VIVA O LIVRO disse:

    Tomara que eu não esteja vivo quando o livro desaparecer, o que não acredito que aconteça. VIVA O LIVRO !

  67. Chico disse:

    Em outubro de 2010 o número de livros digitais vendidos pela Amazon superou o de livros de papel.

  68. Chico disse:

    Em outubro de 2010 o número de livros digitais vendidos pela Amazon superou o de livros de papel.

  69. GILMARIO disse:

    Ja fui romantico e pensei que o livro comum, de papel, jamais iria dar lugar a midia digital. Hoje tenho uma biblioteca de quase mil livros em formato e-books. E creia é bem melhor. quanto a fazer anotaçoes, tambem tenho esse habito, e é possivel sim fazer no e-book.

  70. GILMARIO disse:

    Ja fui romantico e pensei que o livro comum, de papel, jamais iria dar lugar a midia digital. Hoje tenho uma biblioteca de quase mil livros em formato e-books. E creia é bem melhor. quanto a fazer anotaçoes, tambem tenho esse habito, e é possivel sim fazer no e-book.

  71. Louis disse:

    É como disse o Umberto Eco, livro é como a roda, o garfo, essas coisas que, uma vez criadas, consolidam-se…

    É possível a coexistência de ambos…

  72. Louis disse:

    É como disse o Umberto Eco, livro é como a roda, o garfo, essas coisas que, uma vez criadas, consolidam-se…

    É possível a coexistência de ambos…

  73. leonardo mesquita disse:

    A questão da evolução do Livro me parece meio óbvia para (ainda) ser discutida, afinal, ninguém vê leitores com pergaminhos ou papiros a tiracolo, contudo, o Livro apresenta uma vantagem, ao meu ver única, que o diferencia das outras mídias: Como fazer pesquisas acadêmicas com APENAS um Ipad ou Kindle??? Falo isso por experiência própria, pois quando preciso fazer algum trabalho, tese, etc, me debruço em cima da escrivaninha com vinte livros abertos, usando-os, todos, ao mesmo tempo. Os pesquisadores e professores terão que usar 20 aparelhos?????!?!? Ao meu ver, é este o único motivo pelo qual o livro ainda é mais prático que outras mídias, e pelo qual ele ainda prevalecerá por muito tempo. Quanto aos motivos alegados (poeira, traças, bolor, etc), quem é bibliófilo, ou gosta de ler, liga minimamente para este tipo de coisa.

  74. leonardo mesquita disse:

    A questão da evolução do Livro me parece meio óbvia para (ainda) ser discutida, afinal, ninguém vê leitores com pergaminhos ou papiros a tiracolo, contudo, o Livro apresenta uma vantagem, ao meu ver única, que o diferencia das outras mídias: Como fazer pesquisas acadêmicas com APENAS um Ipad ou Kindle??? Falo isso por experiência própria, pois quando preciso fazer algum trabalho, tese, etc, me debruço em cima da escrivaninha com vinte livros abertos, usando-os, todos, ao mesmo tempo. Os pesquisadores e professores terão que usar 20 aparelhos?????!?!? Ao meu ver, é este o único motivo pelo qual o livro ainda é mais prático que outras mídias, e pelo qual ele ainda prevalecerá por muito tempo. Quanto aos motivos alegados (poeira, traças, bolor, etc), quem é bibliófilo, ou gosta de ler, liga minimamente para este tipo de coisa.

  75. Romano disse:

    Caro Leonardo Mesquita: está aí uma boa pergunta, afinal cada um tem seu método de estudo e não há motivo para critícas ao processo de aprendizagem de ninguém. O importante é o resultado. Eu também costumo fazer isto (não chega a ser 20 livros!), principalmente com artigos (papers) quando estamos escrevendo um artigo etc. Os artigos impressos são muito mais práticos para as consultas rápidas e formação de opinião. Uma sugestão (e é só uma sugestão mesmo, pois você provavelmente já os conhecem) é dar uma olhada nos bons livros sobre como escrever uma tese. Resumir os artigos com os pontos principais em fichas (de papel, claro) para voltar a eles quando precisar e assim formar uma espécie de base de dados do que já se leu. Mas confesso que tê-los à mão impressos torna o processo mais rápido e fácil, pelo menos para mim também.
    É uma questão intrigante e que eu comentei anteriormente com o termo genérico de “usabilidade” dos livros eletrônicos. Talvez tenhamos que conviver com os dois ao mesmo tempo e seria o ideal, pois agradaria gregos e troianos, já que ter sua biblioteca em um aparelho só também é uma vantagem prática. Foi só um comentário, mas estamos de acordo. Abs e bons trabalhos!

  76. Romano disse:

    Caro Leonardo Mesquita: está aí uma boa pergunta, afinal cada um tem seu método de estudo e não há motivo para critícas ao processo de aprendizagem de ninguém. O importante é o resultado. Eu também costumo fazer isto (não chega a ser 20 livros!), principalmente com artigos (papers) quando estamos escrevendo um artigo etc. Os artigos impressos são muito mais práticos para as consultas rápidas e formação de opinião. Uma sugestão (e é só uma sugestão mesmo, pois você provavelmente já os conhecem) é dar uma olhada nos bons livros sobre como escrever uma tese. Resumir os artigos com os pontos principais em fichas (de papel, claro) para voltar a eles quando precisar e assim formar uma espécie de base de dados do que já se leu. Mas confesso que tê-los à mão impressos torna o processo mais rápido e fácil, pelo menos para mim também.
    É uma questão intrigante e que eu comentei anteriormente com o termo genérico de “usabilidade” dos livros eletrônicos. Talvez tenhamos que conviver com os dois ao mesmo tempo e seria o ideal, pois agradaria gregos e troianos, já que ter sua biblioteca em um aparelho só também é uma vantagem prática. Foi só um comentário, mas estamos de acordo. Abs e bons trabalhos!

  77. Fernanda disse:

    Boa tarde Silvio!

    Sou aluna de arquitetura do Mackenzie.
    Estou no último ano, fazendo meu trabalho final de graduação.
    Minha monografia é sobre essa questão de livros impressos e ebooks.
    Gostaria que me ajudasse na questão de bibliografia sobre esse assunto de livros impressos, ebooks e toda essa evolução que estamos passando. Preciso ler textos sobre o assunto para fundamentar e criticar meu trabalho, mas estou com dificuldade de achar.
    Será que você tem algum suegestão pra mim?
    Me indicaram seu blog e realmente achei muito interessante. Gostaria muito de conseguir contato com você!

    Agradeço desde já!

  78. Fernanda disse:

    Boa tarde Silvio!

    Sou aluna de arquitetura do Mackenzie.
    Estou no último ano, fazendo meu trabalho final de graduação.
    Minha monografia é sobre essa questão de livros impressos e ebooks.
    Gostaria que me ajudasse na questão de bibliografia sobre esse assunto de livros impressos, ebooks e toda essa evolução que estamos passando. Preciso ler textos sobre o assunto para fundamentar e criticar meu trabalho, mas estou com dificuldade de achar.
    Será que você tem algum suegestão pra mim?
    Me indicaram seu blog e realmente achei muito interessante. Gostaria muito de conseguir contato com você!

    Agradeço desde já!