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Escrito por • 26/01/2010

nova síndrome: estupidez parcial contínua

tempos atrás, linda stone criou a expressão atenção parcial contínua [CPA] para descrever o processo de estarmos, o tempo inteiro, dedicando parte de nossa atenção a um monte de coisas. isso não é o mesmo que fazer um monte de coisas ao mesmo tempo, por sinal; veja a diferença neste link.

isso não começou a acontecer por causa da internet, mas parece ser um comportamento essencial dos humanos e outros animais. pelo menos dos que sobreviveram, como espécie, aos seus predadores. se todas as zebras se concentrassem apenas no capim, nunca veriam o leão [a leoa] chegando e o resultado seria sempre fatal. idem para os humanos primordiais, caçando na floresta: um olho na caça, o outro na cobra, no escorpião, onça, etc.

há quem pense, por outro lado, que a quantidade e intensidade de atenção parcial contínua que estamos dando à periferia dos nossos interesses, especialmente aos fluxos de informação mediados pela rede [e, mais ainda, pela rede móvel] está criando um novo tipo de síndrome [!], a estupidez parcial contínua [ou CPS]. ao nos concentramos tanto no virtual-digital-móvel, estaríamos perdemos o senso para o mundo concreto que nos rodeia e, quase sempre, entrando em conflito com [partes d]ele. será?

exemplos não faltam: não lembramos mais de números de telefones [porque temos agendas nos celulares], não lembramos das senhas dos cartões [porque temos muitos e não anotamos na agenda…], colidimos com postes enquanto enviamos SMS, a ponto de londres estar experimentando acolchoar postes pra evitar que as pessoas se machuquem…

e isso sem falar de coisas muito mais sérias, dos “reply all” que causam confusões monumentais em grupos e empresas, até gente que morre e atropela e mata outros porque está usando o celular para enviar mensagens [ou colado no GPS] enquanto dirige.

o limite, até agora, parece ter sido estabelecido no começo de 2009 por um motorista de caminhão que matou uma família de seis pessoas na M6 inglesa: as evidências são de que ele estava usando um laptop e fazia pelo menos um minuto que prestava atenção parcial contínua, só que à estrada. o acidente chocou o país e pode ter sido um alarme para evitar situações ainda mais graves.

não custa nada lembrar que em breve teremos internet e celulares em todos os aviões mesmo aqui no brasil; espera-se que os pilotos, pelo menos, estejam prestando atenção –contínua- às coisas certas…

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0 Responses to nova síndrome: estupidez parcial contínua

  1. GILSON disse:

    OO

  2. GILSON disse:

    33

  3. Felipe Tonioli disse:

    Lamentável a conclusão do artigo, me remete a pensar que o autor nao sofre do problema de forma parcial e sim total.

  4. Antonio disse:

    O autor conseguiu expor suas idéias até o penúltimo parágrafo, porém acredito que ele tenha sofrido da “CPS ” justamente ao concluir.

  5. Marcelo disse:

    A conclusão faz sentido sim! E muito !!
    Já esqueceram do Varig 254, que em 1989 caiu na Amazônia?

    Durante o vôo, o Cmte. Garcez e sua tripulação deram mais atenção ao “jogo da seleção brasileira de futebol ” do que à navegação, registraram o rumo errado no piloto automático e voaram “às cegas”, até cair por falta de combustível.

    Agora, só se fala no uso de celulares à bordo! Estranho, é aque até bem pouco tempo, seu uso poderia derrubar uma aeronave.
    O que mudou?
    Teriam as Cias Aéras, gasto alguns milhões de dólares para blindar os sistemas eletro-eletrônicos de suas aeronaves? Ou os novos aparelhos não causam interferências?

  6. O PROBLEMA NÃO É AS MAQUINAS, E SIM OS HUMANOS Q NÃO TEM RESPONSABILIDADE PARA USALAS, EM FIM, O GRANDE PROBLEMA DO MUNDO SE CHAMA SER HUMANO.

  7. rodrigo disse:

    como é que deixam alguém escrever um artigo assim?

    acha que é cult.. meu deus…

    além de falar nada com nada… sem sentido… escreve tudo errado.. sem concordância…

  8. Carlos disse:

    E a letra maiúscula para começar os parágrafos e depois de ponto final? A nossa lígua tem regras de ortografia bem claras!

  9. Carlos Abreu disse:

    O assunto é sério e demanda maior atenção. Normalmente os que reclamam quando se aborda, são os mesmos inconvenientes que atendem o celular aos berros na mesa do almoço… no cinema… os que ficam cutucando GPS enquanto dirigem e estão nem aí aos pedestres em volta porque acham que estão protegidos dentro de seus carros invulneráveis.

    Gente! Acordem! Atender celular à mesa é falta de educação e bom senso! O mínimo que pode-se fazer é deixar no vibracall e se afastar pra poder atender. E sem gritar, por favor!

    Futucar em GPS com o carro em movimento é burrice! SMS então… sem comentários.

  10. Eduardo disse:

    O indivíduo que escreveu o artigo precisa urgentemente de aulas de português.

  11. Antonio disse:

    Caro colega, não existe prova cientifica que um celular pode derrubar uma aeronave. Existe suposições. E como na aviação suposição é tido como alerta, Genebra decidiu que enquanto não se tem as comprovações de que um celular pode ou não derrubar um avião, aguardam os resultados pondo em prática tal diligência. Quanto ao fato do 254, que fora citado por ti, é apenas especulação e não reflete de fato o ocorrido investigado perante o cenipa. Quantos jogos do Brasil e copas do mundo, respeitados brasileiros que conduzem centenas de brasileiros, estão atentos aos seus planos de vôos na hora dos jogos e nunca tiveram problemas por tal situação. Comentários como o seu precisa ter “conteúdo concreto” antes de serem expostos ao público, uma vez que você não tem domínio do que fala.

  12. Eu disse:

    Vendo UNO 96, vermelho, único dono. Favor entrar em contato pelo 2965-69meiadura.

  13. Jones de Aguiar disse:

    A causa principal em sua maioria nos acidentes aeronáuticos, residem na falha humana. A auto confiança a soberba no comando, humildade em recnhecer o erro, falta de capacidade técnica em muitos casos, rotina, desatenção em pequenos detalhes, tem início a fatalidade. O homen vem errando demais.

  14. Alexandre disse:

    O problema todo esta nos excessos de informações com poucas instruções, temos o costume de aprendermos sempre tudo pela metade, pois como o tempo é minimo nos dias de hoje, nos tornamos reféns do improviso e as consequências desta forma são graves.

  15. Porfirio disse:

    Lembro bem deste acidente com o Boeing 737 da Varig, não lembro o ano, o comentario aí em cima diz 1989. Morreram várias pessoas outra caminharam pela floresta e foram salvas. Lembro do depoimento de um dos passageiros de estranhou a posição diferente das estrelas.
    Tudo pela estupidez parcial continua da tripulação. Erraram por unanimidade.

  16. jorge disse:

    Realmente houve falta de atenção. Este acidente foi no norte do MT em São Felix do Xingu. Um passageiro, constante naquela rota, declarou que as cidades estavam ao contrário da rota normal. Só os pilotos não perceberam e deu no que deu.

  17. vitor disse:

    Um tema realmente fantástico em uma abordagem que começou bem e se perdeu pelo caminho. Pena.

  18. fabio disse:

    Apesar dos erros de português, o texto é interessante, pois hoje as pessoas mal conseguem sair de casa sem um celular, internet 3g, gps e outros…….estamos perdendo a capacidade de pensar porque temos “uma porcaria de aparelho que faz isso para nós”. Estamos sendo dominados pela preguiça. Acreditem, meu cunhado de 20 anos, cursando faculdade não sabe ver a hora no relógio de ponteiro porque só usa digital.

    O cumulo do absurdo são esses GPS pois agora as pessoas não sabem nem mais o caminho de casa direito, eu moro em Curitiba e sei o mapa da cidade quase de cabeça e se não souber também não tem problema pois temos a ainda temos capacidade de falar e perguntar para alguem né……e agora essa idiotice de celulares permitidos em aviões. A maioria dos aviões tem revistas, jornais, e a vista privilegiada em muitos casos e ainda assim existem alguns retardados que querem falar no celular e ainda acham isso normal. São apenas “idiotas corporativos” que se acham mais importantes que os outros porque seus “businesses” estão acima de tudo.

  19. Vini disse:

    Gente, o autor foi IRÔNICO no último parágrafo. Vcs sabem o q é isso????

    Ele e todos sabem que os pilotos de avião não vão ficar no celular ou com o notebook durante o voo. Q ideia…

  20. coddaw disse:

    tudo uns fdp haha

  21. jorge disse:

    Amigos,

    há alguma prova de que o celular comum consegue conectar-se há 30.000 pés de altitude, sem uma tecnologia para tal na aeronave?

  22. Jotas disse:

    Ronaldo!

  23. jorge disse:

    Liberar celular no avião haja paciência. Quem anda de ônibus intermunicipal ou interestadual sabe o inferno que é ouvir as pessoas sem civilidade nenhuma atendendo, ligando, ou deixando aquelas campanhinhas ou músicas idiotas, hinos de clubes, etc. torturando os ouvidos de quem quer apenas viajar, ler, ouvir uma música, etc. Vemos nas chegadas nos aeroportos, ao aterissar já começam o blá..blá, tipo cheguei, ce tá bem?, ´já..já te vejo e por aí afora, não respoeitam a recomendação de ligar o ap. só no saguão. Imaginem isso no voo todo. é de arrepiar

  24. jorge disse:

    ?????????????

  25. LUIS disse:

    MINHA NOSSA, NUNCA VI TANTA BESTEIRA E FALTA DE CONHECIMENTO EM UM LUGAR SÓ.

    Já tinha visto um comentário no excelente blog http://metiraostubos.blogspot.com/, lá sim há uma explicação plausivel e não o que este idota levou trocentas linhas para tentar explicar e no final sem sucesso.

    A PROPÓSITO, PARA QUEM MENCIONOU O Varig 254, NÃO TEM NADA A VER COM O ASSUNTO, O AVIÃO EM QUESTÃO NÃO POSSUIA EQUIPAMENTOS DIGITAIS. TUDO QUE OCORREU FOI CULPA DO PILOTO QUE JA ERA INCOMPETENTE DESDE DA FAB E DO COPILOTO QUE NÃO ENFIOU A MÃO NA CARA DELE PARA EVITAR A CAGADA QUE ELE FEZ.

  26. Marcelo disse:

    Antonio, vale lembrar que o jogo de futebol em questão, foi Brasil x Chile, que teve o incidente do sinalizador e a farsa do goleiro Rojas! Foi no mesmo 03 de setembro de 1989!

    Por incrível coincidência, o vôo seguiu o 270 e não o correto: 027! Talvez também tenha sido um delírio, quem sabe devido ao choque, a confissão feita pelo Cmte aos passageiros, ainda na mata, de que cometera um erro de navegação?

    O mais incrível disso tudo, é que este acidente foi apenas a ponta do iceberg, que expôs outras possíveis “CPS” e que serve sim de exemplo:
    – equipe da TASA/Belém, destino nunca atingido pelo “254”, não considerou que o Cmte estivesse desorientado, já que informava que não conseguia identificar as frequências de rádio que o ajudariam no pouso. Chegaram a sugerir um pouso visual;
    – os sinais do “beacon” demoraram a ser considerados pelso técnicos do INPE;
    – quando, enfim o fêz, passou informações incompletas ao SALVAERO.

    Um acidente com causas estúpidas, seguido por providências dignas de um pastelão, que resultaram num atraso de mais de 30 horas para atender aos sobreviventes.

    O que vc prefere, caro Antônio: uma análise holística, baseado em acontecimentos históricos (tbém tem um com o João Figueiredo em 1984, apenas para ficar no Brasil) ou o fato concreto, de que seu nome pode sim, fazer parte da numa lista de vítimas, soterrada por um relátorio “chapa branca”?

  27. Nilton DAvid disse:

    Credo. Que autor babaca. rs

  28. pt-BR disse:

    Ao invés de ficarmos aqui reclamando da escrita “pseudo-cult” do autor, que viola as regras mais básicas de nossa língua, vamos tentar fazer algo concreto!

    Pra facilitar a vida, é só copiar e o texto abaixo e depois clicar lá em cima da página, em Fale Conosco e mandar a crítica que, espero eu, vá para alguém com bom senso no Terra.

    Mantenham esse post sempre no alto. Se houverem muitas reclamações, quem sabe alguém dará um toque para o “autor”?

    ===============================

    Prezados responsáveis,

    Como podem deixar um colunista escrever de maneira tão deplorável e ainda possibilitar que o post fique visível na PÁGINA PRINCIPAL do portal Terra durante um dia inteiro?

    http://smeira.blog.terra.com.br/2010/01/26/nova-sndrome-estupidez-parcial-contnua/

    Por acaso os valores foram invertidos e quem destrói a língua é que recebe os “louros”?

    Escrever assim não é ser “cult”, mas sim, assassinar a língua portuguesa e suas regras essenciais!

    É lamentável que um meio de comunicação como este permita tais atrocidades.

    Além de todos os problemas culturais já existentes, ainda temos que engolir um “colunista” de um grande Portal que escreve dessa forma, claramente de maneira proposital?!

    Esperamos que alguém de bom senso tome alguma atitude.

    ===========================================

  29. Cabbrini disse:

    Resposta ao MARCELO assunto VARIG

    Caro amigo, antes de escrever comentários público, conheça a verdadeira história da ocorrência dos fatos !!!!!
    Pesquise, analise não saia escrevendo coisas que não confere, não acredite em tudo o que a mídia diz principalmente sobre aviação !
    e pelo amor de Deus eles não estavam interessados no jogo ! e foi pela filosofia da VARIG, que achavam que os comandantes eram Deuses, que nunca errariam.
    me desculpe mais não tive como deixar passar esse seu comentário
    Boa Noite

  30. Thiago disse:

    Hey Silvio, pelo que noto nos comentários deste artigo, alguem quer te encher o saco postando varios comentarios tentando parecer pessoas distintas para te atingir… 😛 Cuidado na UFPE hein? Esse cara deve ser malucão, pois nos EUA os nerds malucões frustrados se transformam em atiradores de estudantes 😛 Husahsuahsu…. Voce cortou bolsa de alguem recentemente? sahushauhas 😛

  31. Francisco disse:

    Acho que o Thiago tem razão. Alguém ai que o Silvio comeu errado ou detonou na UFPE fica encarnando. E dizendo um monte de besteira, porque tudo que está escrito é claríssimo, procede e tem lógica.

  32. Victoria disse:

    Naum gostei achei u ó!

  33. Putz!!!

    Acabo de terminar de ler a História social do jazz e o que sinto(ia) é exatamente a necessidade de estar com a atenção parcial continua em outros meios a exemplo do olhos nas paginas analógicas ou digitais de um ebook passar a o link sobre um artista e abrir um opcionais de links que ampliem a CPA :

    poder ouvi-lo enquanto leio o livro, o que é impossível por meio analógico. talvez ao lado de uma vitrola….porque ler livro na frente do computador e tentar esta experiência é esquisito…

    http://www.youtube.com/watch?v=m-yp9tYtzS8&NR=1

    Este livro foi ublicado há quase trinta anos, sob o pseudônimo de Francis Newton (baseado em F r a n k i e N e w t o n, o trompetista)

    [aqui cabe/tentei uns link/hipertexto múltiplo que, ao passar o mouse sobre ele, apareça/ofereça links opcionais tipo Youtube, Wiki, Discografia, Lojas, Comunidades e etc a exemplo de quando passamos o mouse sobre a opção mais/option do Google] mas nékatibiriba com estes htmls dos infernos

    Isso é trabalho para o google/html forum tornar transparente uma forma de criar multiplos links para uma mesma palavra.

    Os adoradores da CPA agradeçem 🙂

    Web
    Imagens
    Vídeos Mapas
    Notícias
    Orkut
    Gmail
    mais ▼

    com a intenção de manter as obras do autor como historiador separadas de sua produção como jornalista de jazz. A tentativa não teve sucesso, de forma que o livro é agora republicado sob o meu próprio nome. Reimprimir um trabalho de 1959-1961 pode parecer com reimprimir uma velha lista telefônica. Três décadas são um período bastante longo na vida de um ser humano, e uma fração maior ainda da histórioa de uma música que tem tantos desdobramentos de tantas mudanças costantes quanto o jazz. Contudo, a História social do jazz pode ser uma lembrança daqueles dias em que Armstrong e Ellington ainda viviam, ou de quando ainda era possivel ouvir ao vivo, no espaço de uns poucos dias, Bechet e Basie, Ella Fitzgerald, ou a uma das últimas apresentçaões de Billei Holiday ou a gloriosa Mahalia Jackson, Gllespie, Miles Davis, Coleman Hawkins e Lester Youg, Mingus, Monk,k Pee-Wee Russel, Jack Teagarden, Hodges e Webster? Foi uma é poca de ouro para o jazz, e nós o sabíamos. E mais, os anos entre 1955 e 1961 foram um daqueles raros períodos em que o antigo e o novo coexistiram no jazz e ambos prosperaram.

    Os sons do jazz de New Orleans ainda estavam vivos, tocados tanto pelos antigos músicos, que hoje já estão mortos, quanto por seus discípulos brancos. O mesmo acontecia, e apenas naquela época, com as big bands: na verdade, o grande Ellington estava apenas iniciando uma nova fase de vida com o Newport Festival de 1956. O bebop havia entrado novamente pra a corrente principal do jazz, da qual tinham saído os seus revolucionários e contra a qual se rebelaram. Dizzy Gillespie ja podia ser visto não apens como inovador, mas como o sucessor de Amstrong à coroa dos trompetistas de jazz. E uma nova geração de rebeldes se formara, no que parecia ser uma organização avant-garde, em 1960, em um antifestival contra o Newport Jazz Festival, que nos anos de 1950 se tornara a maior tentativa ecumênica de juntar o que o jazz possuía de melhor. Enquanto antigas batalhas entre trandicionalistas e modernistas se dissolviam no pano de fundo da história, Ornette Coleman, Archie Shepp, Eric Dolphy, Don Cherry e outros se juntavam á poucos definida ára do free jazz , formada por estrelas avant-garde como John Coltrane, Charles Mingus ou Cecil Taylor. Na verdade, a maioria das transformações ocorridas nos anos 1960 e 1970 já era esperada em 1960, quando este autor, em sua primeira visita aos Estados Unidos, achou as noites curtas demais para se ouvir tudo o que podia ser escutado em Nova York, do Half-Note e do Five-Spot no Village, até o Small´s Paradise e o Apollo no Harlem, sem falar de incursões mais a oeste, por Chicago e São Francisco.

    Mas será suficiente apenas relembrar uma idade de ouro? E se não for, o que mais poderia justificar a reedição de um livro que verdadeiramente não pode informar os leitores a respeito do panorama jazzístico dos anos 1980, nem se propõem a tanto? Por outro lado, mesmo em 1960 a História social do jazz não pretendia fornecer um resumo do cenário da época.

    Propunha-se alcançar dois objetivos. Em primeiro lugar, e mais importante, eu quis examinar o jazz, um dos fenômenos mais significativos da cultura mundial do século XX, a partir de um ponto de vista histórico. Quis rastrear suas raízes sociais e históricas, analisar a sua estrutura econômica, seu corpo de músicos, a natureza de seu público, e as razões para o Este livro foi ublicado há quase trinta anos, sob o pseudônimo de Francis Newton (baseado em F r a n k i e N e w t o n, o trompetista) [aqui cabe/tentei um link/hipertexto múltiplo que, ao passar o mouse sobre ele, apareça/ofereça links opcionais tipo Youtube, Wiki, Discografia, Lojas, Comunidades e etc a exemplo de quando passamos o mouse sobre a opção mais do Google], com a intenção de manter as obras do autor como historiador separadas de sua produção como jornalista de jazz. A tentativa não teve sucesso, de forma que o livro é agora republicado sob o meu próprio nome. Reimprimir um trabalho de 1959-1961 pode parecer com reimprimir uma velha lista telefônica. Três décadas são um período bastante longo na vida de um ser humano, e uma fração maior ainda da histórioa de uma música que tem tantos desdobramentos de tantas mudanças costantes quanto o jazz. Contudo, a História social do jazz pode ser uma lembrança daqueles dias em que Armstrong e Ellington ainda viviam, ou de quando ainda era possivel ouvir ao vivo, no espaço de uns poucos dias, Bechet e Basie, Ella Fitzgerald, ou a uma das últimas apresentçaões de Billei Holiday ou a gloriosa Mahalia Jackson, Gllespie, Miles Davis, Coleman Hawkins e Lester Youg, Mingus, Monk,k Pee-Wee Russel, Jac,k Teagarde, Hodges e Webster? Foi uma é poca de ouro para o jazz, e nós o sabíamos. E mais, os anos entre 1955 e 1961 foram um daqueles raros períodos em que o antigo e o novo coexistiram no jazz e ambos prosperaram.

    Os sons do jazz de New Orleans ainda estavam vivos, tocados tanto pelos antigos músicos, que hoje já estão mortos, quanto por seus discípulos brancos. O mesmo acontecia, e apenas naquela época, com as big bands: na verdade, o grande Ellington estava apenas iniciando uma nova fase de vida com o Newport Festival de 1956. O bebop havia entrado novamente pra a corrente principal do jazz, da qual tinham saído os seus revolucionários e contra a qual se rebelaram. Dizzy Gillespie ja podia ser visto não apens como inovador, mas como o sucessor de Amstrong à coroa dos trompetistas de jazz. E uma nova geração de rebeldes se formara, no que parecia ser uma organização avant-garde, em 1960, em um antifestival contra o Newport Jazz Festival, que nos anos de 1950 se tornara a maior tentativa ecumênica de juntar o que o jazz possuía de melhor. Enquanto antigas batalhas entre trandicionalistas e modernistas se dissolviam no pano de fundo da história, Ornette Coleman, Archie Shepp, Eric Dolphy, Don Cherry e outros se juntavam á poucos definida ára do free jazz , formada por estrelas avant-garde como John Coltrane, Charles Mingus ou Cecil Taylor. Na verdade, a maioria das transformações ocorridas nos anos 1960 e 1970 já era esperada em 1960, quando este autor, em sua primeira visita aos Estados Unidos, achou as noites curtas demais para se ouvir tudo o que podia ser escutado em Nova York, do Half-Note e do Five-Spot no Village, até o Small´s Paradise e o Apollo no Harlem, sem falar de incursões mais a oeste, por Chicago e São Francisco.

    Mas será suficiente apenas relembrar uma idade de ouro? E se não for, o que mais poderia justificar a reedição de um livro que verdadeiramente não pode informar os leitores a respeito do panorama jazzístico dos anos 1980, nem se propõem a tanto? Por outro lado, mesmo em 1960 a História social do jazz não pretendia fornecer um resumo do cenário da época.

    []s

    Propunha-se alcançar dois objetivos. Em primeiro lugar, e mais importante, eu quis examinar o jazz, um dos fenômenos mais significativos da cultura mundial do século XX, a partir de um ponto de vista histórico. Quis rastrear suas raízes sociais e históricas, analisar a sua estrutura econômica, seu corpo de músicos, a natureza de seu público, e as razões para o seu extraordinário apelo, tanto nos Estados Unidos como em outros lugares. Este foi um dos primeiros livros à investigar o jazz desta maneira. Espero que a maior parte do que nele é dito ainda seja de interesse, e que a maioria dos seus pontos de vista ainda seja válida, mesmo que alguns capítulos – como o estudo da indústria do jazz no final da década de 1950, que se baseava em documentação de primeira mão – tenha apenas interesse histórico, e a música pop aqui discutida ja esteja morta. A História social do jazz é uma contribuição à história do jazz, especialmente do público de jazz na Grã-Bretanha, assunto que ainda não foi compreendido totalmente.

    seu extraordinário apelo, tanto nos Estados Unidos como em outros lugares. Este foi um dos primeiros livros à investigar o jazz desta maneira. Espero que a maior parte do que nele é dito ainda seja de interesse, e que a maioria dos seus pontos de vista ainda seja válida, mesmo que alguns capítulos – como o estudo da indústria do jazz no final da década de 1950, que se baseava em documentação de primeira mão – tenha apenas interesse histórico, e a música pop aqui discutida ja esteja morta. A História social do jazz é uma contribuição à história do jazz, especialmente do público de jazz na Grã-Bretanha, assunto que ainda não foi compreendido totalmente.

  34. Zina disse:

    Ronaldo

  35. Manoel disse:

    Tá na hora de pensar em mediação dos comentários. Alguns artigos que poderiam render uma boa troca de ideias, torna-se uma verdadeira feira de Rio Doce.