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Escrito por • 02/05/2011

novos tempos, novo trabalho, novos contratos?

uma das discussões mais importantes dos nossos tempos trata do trabalho, da formação, profissões, modos e lugares de trabalhar, empregos, carreiras e suas evoluções e de nosso envolvimento, reconhecimento e remuneração pelo trabalho realizado.

do ponto de vista dos negócios, também é muito importante o custo do trabalho e a complexidade do ambiente que cerca a criação e manutenção de postos de trabalho no país. ainda mais em um contexto onde a legislação trabalhista é considerada por muitos um dos maiores entraves ao empreendedorismo e à criação e evolução de negócios e empregos..

se os negócios consideram a legislação antiquada, caótica e cara, todos nós, candidados a empreendedor e trabalhador, deveríamos estar muito preocupados, pois quase certamente isso quer dizer que as empresas dificilmente hão de gerar, no país, tantos empregos quantos poderiam. será que o histograma abaixo, publicado aqui mesmo no blog há pouco tempo, não é uma das consequências disso? os dados mundiais mostram que as empresas nascentes brasileiras estão entre as que têm as menores expectativas de geração de emprego do planeta…

…e só 20% dos empreendedores em estágio inicial de construção de seus negócios, aqui, acha que vai criar 20 ou mais empregos. igual à zâmbia e bolívia. e metade da áfrica do sul, e menos da metade de chile e colômbia.

e isso quando se pode ver claramente que qualquer política nacional de desenvolvimento econômico e social tem que ser centrada na geração de postos de trabalho e, em particular, em postos de trabalho tão qualificados e de alta rentabilidade e remuneração quanto for possível.

o problema não se resolve nenhum país de nenhuma outra forma. veja este texto de andy grove, um dos fundadores da intel, sobre porque os estados unidos precisam, para voltar a crescer de forma produtiva, sustentada e inovadora, voltarem a ser uma “job-centric economy”.

para tal, há que se educar as pessoas, há que se criar oportunidades, as oportunidades devem ser de classe mundial e, para aproveitá-las, o mesmo deve ser verdade para a capacidade empreendedora resultante da educação, experiência e expectativa dos candidatos a empreendedor, lá no mercado.

dá pra pensar e agir nestes termos, numa economia do conhecimento onde não “desligamos os cérebros” ao sair do local de trabalho e responder emeio “da firma” fora dela pode configurar risco trabalhista para o empregador?

é bem capaz de não dar. talvez seja preciso reescrever as regras do jogo… e rapidamente, já enquanto estamos perdendo postos e oportunidades de trabalho para lugares que estão reinterpretando seus contratos e sistemas legais para dar conta de um novo tempo, muito mais simples e complexo ao mesmo tempo. e isso ao invés de ficarmos presos no [e reclamando do] complicado, no político e, muitas vezes, no caótico. para entender a diferença entre os cinco termos em negrito, vá ver este texto sobre o assunto, aqui mesmo do blog.

depois, assista o vídeo abaixo, parte de uma entrevista sobre trabalho [e os locais de trabalho] que o autor do blog deu para a HSM no ano passado.

a íntegra de outra entrevista [em texto] sobre o mesmo assunto, também para a HSM, está neste link e no link da imagem abaixo. boa leitura.

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0 Responses to novos tempos, novo trabalho, novos contratos?

  1. Marcelo Pita disse:

    Sílvio, “o que fazer” você deixou bem claro. Todos nós que não desligamos o cérebro quando vamos para “o mundo”, entendemos esse novo modelo de relações trabalhistas.

    Mas “como fazer”? Que caminho trilhar para tornar isso possível, legalmente, no Brasil, sem utopias ou visões românticas de mudança? Qual o primeiro passo, não dos governantes, mas nosso?

  2. Marcelo Pita disse:

    Sílvio, “o que fazer” você deixou bem claro. Todos nós que não desligamos o cérebro quando vamos para “o mundo”, entendemos esse novo modelo de relações trabalhistas.

    Mas “como fazer”? Que caminho trilhar para tornar isso possível, legalmente, no Brasil, sem utopias ou visões românticas de mudança? Qual o primeiro passo, não dos governantes, mas nosso?

  3. Marcelo Pita disse:

    Sílvio, “o que fazer” você deixou bem claro. Todos nós que não desligamos o cérebro quando vamos para “o mundo”, entendemos esse novo modelo de relações trabalhistas.

    Mas “como fazer”? Que caminho trilhar para tornar isso possível, legalmente, no Brasil, sem utopias ou visões românticas de mudança? Qual o primeiro passo, não dos governantes, mas nosso?

  4. José Eugênio Grillo disse:

    Belo post, Sr. Um passo adiante,
    Assunto relevante para os novos tempos há tempos. Considero apropriado o termo “caórdico (chaord)” cunhado por Dee Hock, contração de “caos (chaos)”+”ordem(order)” citado no livro Longitude Corporativa, de Lief Edvinsson, 2002. abs

  5. José Eugênio Grillo disse:

    Belo post, Sr. Um passo adiante,
    Assunto relevante para os novos tempos há tempos. Considero apropriado o termo “caórdico (chaord)” cunhado por Dee Hock, contração de “caos (chaos)”+”ordem(order)” citado no livro Longitude Corporativa, de Lief Edvinsson, 2002. abs

  6. José Eugênio Grillo disse:

    Belo post, Sr. Um passo adiante,
    Assunto relevante para os novos tempos há tempos. Considero apropriado o termo “caórdico (chaord)” cunhado por Dee Hock, contração de “caos (chaos)”+”ordem(order)” citado no livro Longitude Corporativa, de Lief Edvinsson, 2002. abs

  7. Romano disse:

    Com relação aos riscos trabalhistas citado, houve vários processos movidos por pessoas que trabalhavam em casa (empregados) para as empresas além da conta, ou seja, estavam à disposição da empresa o tempo todo. Não sei o resultado, mas que a coisa pegou feio, pegou.

  8. Romano disse:

    Com relação aos riscos trabalhistas citado, houve vários processos movidos por pessoas que trabalhavam em casa (empregados) para as empresas além da conta, ou seja, estavam à disposição da empresa o tempo todo. Não sei o resultado, mas que a coisa pegou feio, pegou.

  9. Romano disse:

    Com relação aos riscos trabalhistas citado, houve vários processos movidos por pessoas que trabalhavam em casa (empregados) para as empresas além da conta, ou seja, estavam à disposição da empresa o tempo todo. Não sei o resultado, mas que a coisa pegou feio, pegou.

  10. Romano disse:

    Corrigindo: Com relação aos riscos trabalhistas citado, houve vários processos, nos EUA, movidos por pessoas que trabalhavam em casa (empregados) para as empresas além da conta, ou seja, estavam à disposição da empresa o tempo todo. Não sei o resultado, mas que a coisa pegou feio, pegou.

  11. Romano disse:

    Corrigindo: Com relação aos riscos trabalhistas citado, houve vários processos, nos EUA, movidos por pessoas que trabalhavam em casa (empregados) para as empresas além da conta, ou seja, estavam à disposição da empresa o tempo todo. Não sei o resultado, mas que a coisa pegou feio, pegou.

  12. Romano disse:

    Corrigindo: Com relação aos riscos trabalhistas citado, houve vários processos, nos EUA, movidos por pessoas que trabalhavam em casa (empregados) para as empresas além da conta, ou seja, estavam à disposição da empresa o tempo todo. Não sei o resultado, mas que a coisa pegou feio, pegou.

  13. José Renato Cano disse:

    Não é o melhor local… mas quero um contato seu Sr. Silvio para verificarmos a possibilidade de trabalho no Pará. Grato…e desculpe!

  14. José Renato Cano disse:

    Não é o melhor local… mas quero um contato seu Sr. Silvio para verificarmos a possibilidade de trabalho no Pará. Grato…e desculpe!

  15. José Renato Cano disse:

    Não é o melhor local… mas quero um contato seu Sr. Silvio para verificarmos a possibilidade de trabalho no Pará. Grato…e desculpe!