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Escrito por • 01/06/2012

o digital e suas [baixas?] prioridades

dia destes o blog tratou dos “analógicos digitais”, os produtos e serviços que tentam nos passar como se fossem digitais mas que só transpõem o analógico de antes para um “digital” tão velho quanto. e talvez pior. a isso demos o nome de “informatização do caos”, representado na nossa história pelo caso da carteira de motorista “analógica digital” brasileira. de longe, pode parecer incompetência de quem [re]faz os serviços e produtos, mas não é bem o caso, como mostra um estudo [“Minding your digital business: McKinsey Global Survey results”] que contém as respostas de quase 1500 executivos sobre as “prioridades digitais” de suas companhias. veja a imagem abaixo.

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big data” é prioridade para pelo menos 67% das empresas em pelo menos uma ou duas unidades de negócios e é uma das três maiores prioridades para 25% das empresas. ferramentas para marketing digital e social respondem por 70 e 25%, respectivamente e plataformas flexíveis para entrega respondem por 60% e 18% da prioridade corporativa, lá no topo. e quase todo mundo espera muito dos esforços digitais e sociais no curto prazo, os próximos três anos.

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dois terços dos executivos acredita que o “digital” e o “social” vai aumentar os negócios nos próximos três anos e 35% deles, por 10% ou mais. nada mau em tempos de tamanha crise global como a atual. agora, veja onde estão os problemas e de onde vão vir os próximos “analógicos digitais”, as gambiarras sociais que nós vamos [vamos?] ter que usar, à falta de coisa melhor…

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em 52% das empresas pesquisadas, não há estrutura organizacional para o digital e, ainda mais, para o “social” e suas ferramentas; em 51%, a “função de TI” e seus sistemas não existem ou não estão preparados; em 45%, não há liderança interna que cuide do digital e/ou social [muito provavelmente por falta de formação]. em 43% não há talento, no mercado, para dar conta do problema, em 42% dos casos os processos de negócios não chegaram à era digital, muito menos à social e, em 40% dos casos, as lideranças da empresa –que decidem onde vai o investimento- não estão nem aí.

resultado? parece que vamos conviver, por muito tempo, com analógicos digitais e gambiarras sociais. será que vamos mesmo? pode ser que não: em quase metade das empresas, o tempo digital e social está se tornando urgência, porque há um claro entendimento de que lá está uma boa parte do crescimento das empresas nos próximos anos. o que , aliás, é o que mostra o estudo aqui citado. se for por aí,  nós vamos poder escolher… e acho que as empresas sabem o que vamos escolher. bom repouso para as outras…

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