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Escrito por • 02/12/2010

o império contra ataca

nada como revelar uns poucos [face ao total, claro] segredos do poder  e dos poderosos para que a resposta, feroz e precisa, venha atrás de quem, sabendo ou não das consequências, abriu o bico ou a caixa de pandora.

o blog disse [no último post] e repetiu [analisando o "cableGate" na CBN] que as sociedades e a diplomacia mundial, além da política local e da vida pessoal, estão baseados em –porque construídos sobre- assimetria de informação. isso quer dizer que nunca, em tempo algum, ninguém sabe [ou deveria saber] tudo sobre qualquer outro alguém que lhe interessa, sob pena da ruína relacional imediata. o que sempre leva a processos dolorosos, quando não impossíveis, de reconstrução das ligações perdidas ou interrompidas.

por isso que o cableGate causado pelo wikiLeaks tem impactos tão espalhados e profundos. claro que se sabe que os donos da arábia saudita gostariam muito de fazer sumir o irã atual; mas um diplomata americano dizendo que eles realmente dizem isso?… não tem preço. claro que se sabe que, mesmo aqui, pedaços inteiros do governo não se bicam; mas ler um telegrama do ex-embaixador americano clifford sobel dizendo isso com todas as letras tem outro peso. e um outro conjunto de medidas.

Wikileaks cables breakdown

os exemplos são tantos que nem vale a pena citar. e são tão demolidores que a secretária de estado hillary clinton disse que a coisa toda é um golpe nas relações internacionais. se é, e o povo do wikiLeaks deveria saber e sabe que é, sim, desde que o material lhe veio às mãos, ninguém demoraria muito para ligar os pontos e descobrir que o atacado, se tão poderoso, se voltaria contra o atacante.

julian "wikiLeaks" assange está sendo procurado pela interpol, face a uma ordem de prisão emitida na suécia, que quer investigá-lo por estupro e tem gente bem situada no poder internacional [e não só nos EUA] que defende que ele deveria ser, simplesmente, executado. isso é parte [natural, nas circunstâncias] da guerra fria contra wikiLeaks. quer esteja envolvido ou não no incidente do qual é acusado, assange deve ter visto pelo menos uma [dúzia!] de filmes onde tal cenário [o poder, acuado, reage com força desmesurada contra o indivíduo, indefeso] onde se dá tal tipo de situação.

e isso é o de menos, porque o verdadeiro contra-ataque do império foi, na prática, forçar a amazon.AWS, a banda da amazon que provê serviços de informaticidade [veja nossa definição aqui], a não mais servir de plataforma de suporte ao wikiLeaks. aí é onde a coisa pega. veja só:

Sen. Joe Lieberman (I-CT), the chairman of the Senate Homeland Security Committee… said in a statement that Amazon’s "decision to cut off Wikileaks now is the right decision and should set the standard for other companies Wikileaks is using to distribute its illegally seized material."

Committee staff had seen news reports yesterday that Wikileaks was being hosted on Amazon’s servers… Staffers then… called Amazon to ask about it, and left questions with a press secretary including, "Are there plans to take the site down?"

Amazon called them back this morning to say they had kicked Wikileaks off… Amazon said the site had violated unspecified terms of use.

então: um senador americano, não por acaso o presidente do comitê de segurança nacional, perguntou à amazon se "havia planos pra detonar wikiLeaks", que havia saído de seu provedor, na suécia, por causa de ataques ao site. a amazon "cumpriu a ordem" [que deve ter vindo também de muitas outras fontes e causado um imenso debate interno…], anunciando que o site violava seus "termos de uso", que tentam evitar [a promoção de] atividades ilegais. que se saiba, wikiLeaks não está sendo processado por nada e muito menos foi condenado por qualquer coisa.

image

em debate está muito mais do que a simples suspensão do serviço de suporte a wikiLeaks. no passado, quando os jornais de papel faziam a cabeça do povo, governos de todos os tipos atacaram suas plataformas de redação, impressão e distribuição, restringindo o papel de impressão, invadindo redações, prendendo, espancando e matando jornalistas. basta passear pela história do última hora, de samuel wainer, pra entender parte do contexto.

o problema que nós precisamos tratar daqui pra frente é mais ou menos descrito assim:

se a liberdade de informar e o direito de ser informado são essenciais para a democracia e se tal liberdade e direito dependem, cada vez mais, de informaticidade [ou do provimento de sistemas e informação em rede], como garantir que as infraestruturas, serviços e aplicações que sustentam as fontes de informação de todos as vertentes de política e poder possam ser usadas, livres de pressão e censura, por todos e qualquer um, garantidos os preceitos da legislação vigente?…

forçar a saída de wikiLeaks da amazon não foi uma ação muito esperta, mesmo que não possa ser debitada diretamente ao governo americano. haverá outras formas de armazenar e distribuir o cableGate e, em última análise, a coisa toda pode parar no torrent, até porque a advocacia das grandes empresas, provável próximo alvo do wikiLeaks, não vai descansar enquanto o site estiver no ar.

aliás, se isso acontecer, estaremos vendo a reedição, na era das redes, dos samiztadt que mantiveram viva o que havia de oposição à ditadura soviética. vai ver que é aí mesmo onde vamos parar…

 

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25 Responses to o império contra ataca

  1. Renato disse:

    Uma premissa fundamental: O que cai na rede não some jamais. Sempre alguém vai ter uma cópia e vai achar um jeito de distribuir isso. Derrubar o wikiLeaks nao vai fazer o conteúdo sumir. É questão de tempo até acharem outro jeito de distribuir este. Principalmente porque este material é de interesse de muitos.

  2. Renato disse:

    Uma premissa fundamental: O que cai na rede não some jamais. Sempre alguém vai ter uma cópia e vai achar um jeito de distribuir isso. Derrubar o wikiLeaks nao vai fazer o conteúdo sumir. É questão de tempo até acharem outro jeito de distribuir este. Principalmente porque este material é de interesse de muitos.

  3. Renato disse:

    Uma premissa fundamental: O que cai na rede não some jamais. Sempre alguém vai ter uma cópia e vai achar um jeito de distribuir isso. Derrubar o wikiLeaks nao vai fazer o conteúdo sumir. É questão de tempo até acharem outro jeito de distribuir este. Principalmente porque este material é de interesse de muitos.

  4. Pedro Daltro disse:

    já li muita coisa sdobre o cablegate, mas nada tão bom quanto esse texto.

  5. Pedro Daltro disse:

    já li muita coisa sdobre o cablegate, mas nada tão bom quanto esse texto.

  6. advogado do diabo disse:

    um problema como este se resolve em 2 passos:

    1. se você não quer um conteúdo *reproduzido*, *não o produza* em primeiro lugar

    2. se você *não quer se sentir tentado a produzir* um conteúdo, *mude a sua atitude* em relação a ele.

    esse episódio só tem a nos ensinar. precisamos nos postar na posição de aprender o máximo com ele.

  7. wille disse:

    Concordo que existe uma assimetria informacional sob a qual as relações sociais e diplomáticas são baseados, no entanto:

    1. Com as revelações do Wikileaks, a assimetria continua a existir. O que conhecemos é ainda uma pequena parte do todo. Eles não revelaram Tudo o que o governo estadunidense pensa.

    2. O wikileaks não está atacando um personagem inofensivo qualquer como eu e você. Do outro lado está o estado que se coloca como governo do mundo, com uma política externa bastante agressiva, um estado que planta guerras e semea golpes de estado. Toda essa hegemônia estadunidense, é claro, provoca reações. “Quem semea vento, colhe tempestade”. Desse modo, o wikileaks é o poder das redes agindo contra o o poderio bélico, econômico e político dos EUA.

  8. Jonas disse:

    Quando as instituições “democráticas” americanas ficam sem ter como agir, “outras instituições” agem sob comando do governo. O Assange agora vai ser acusado de estupro, pedofilia, de ter roubado um pirulito quando criança, etc, etc e se tudo isso não der certo, vai ser preso por sonegar imposto de renda (a la Al Capone). O fato é, e a a história mostra, que os grandes impérios têm um tempo de vida. A física também, ação e reação. Os EUA fazem acordos com qualquer um que satisfaçam seus interesses, como a ditadura da Arábia Saudita, onde mantém bases militares.

    Resumindo, se os informações divulgadas estivessem relacionadas só com fatos internos dos EUA, mesmo que escandalosos, o mundo não estaria nem aí. Duraria uns dias de comentários e cairiam no esquecimento. A questão é que são informações relacionadas com as ATITUDES DE POLÍTICA EXTERNA, quando o “véu da santidade e guardiões da democracia mundial” vão por água abaixo. Juntem-se a eles o ingleses, alemães, franceses, japoneses, israelenses e todos os que vivem sob o manto dos EUA.

    É esta verdade que os EUA querem esconder. A qualquer custo. Ao menos dos imbecis. Lembram do John Lennon? Duas vezes deportado dos EUA por “ameaça a segurança nacional”. Ganhou as duas vezes nos tribunais o dirito de ficar nos EUA. “Coincidentemente”, vem um considerado “deficiente mental’ e o assassina. E justamente nesta semana está brigando para sair da prisão. Será que arrumaram uma “cura” para este assassino? Caso de prêmio Nobel. FUI.

  9. Jonas disse:

    Quando as instituições “democráticas” americanas ficam sem ter como agir, “outras instituições” agem sob comando do governo. O Assange agora vai ser acusado de estupro, pedofilia, de ter roubado um pirulito quando criança, etc, etc e se tudo isso não der certo, vai ser preso por sonegar imposto de renda (a la Al Capone). O fato é, e a a história mostra, que os grandes impérios têm um tempo de vida. A física também, ação e reação. Os EUA fazem acordos com qualquer um que satisfaçam seus interesses, como a ditadura da Arábia Saudita, onde mantém bases militares.

    Resumindo, se os informações divulgadas estivessem relacionadas só com fatos internos dos EUA, mesmo que escandalosos, o mundo não estaria nem aí. Duraria uns dias de comentários e cairiam no esquecimento. A questão é que são informações relacionadas com as ATITUDES DE POLÍTICA EXTERNA, quando o “véu da santidade e guardiões da democracia mundial” vão por água abaixo. Juntem-se a eles o ingleses, alemães, franceses, japoneses, israelenses e todos os que vivem sob o manto dos EUA.

    É esta verdade que os EUA querem esconder. A qualquer custo. Ao menos dos imbecis. Lembram do John Lennon? Duas vezes deportado dos EUA por “ameaça a segurança nacional”. Ganhou as duas vezes nos tribunais o dirito de ficar nos EUA. “Coincidentemente”, vem um considerado “deficiente mental’ e o assassina. E justamente nesta semana está brigando para sair da prisão. Será que arrumaram uma “cura” para este assassino? Caso de prêmio Nobel. FUI.

  10. Jonas disse:

    Site do wikileaks muda para Suíça:

    http://www.wikileaks.ch

  11. Jonas disse:

    Site do wikileaks muda para Suíça:

    http://www.wikileaks.ch

  12. Cristina disse:

    Silvio,

    em primeiro lugar, o que foi divulgado não é TUDO. O que o Wikileaks tem é uma quantidade mínima de informação, é quase nada. Não é possível ter TUDO, a totalidade não está registrada nem é possível registrá-la. Mas a questão é que é verdade. São os fatos tais como são de verdade e não a informação asséptica divulgada pela imprensa oficial. Você vai lutar contra a verdade?

    Se o Wikileaks é culpado porque divulgou, não seriam também culpados o NYT, a Time (que planeja uma edição especial com o que “realmente” aconteceu entre 2000-2010), você e toda a imprensa mundial? A divulgação em primeira instância é que gera a culpa?

    Estamos frente a uma mudança de paradigma, torcendo para uma evolução da humanidade. Há novas formas de tratar a questão da verdade. O principal problema é que as pessoas tem receio de revelar o que realmente pensam. Há uma questão de ofensa, mas há solução para isso. Um exemplo: suponha que alguém o chame de FDP. Em vez de ficar ofendido, você vai lá e pergunta para sua mãe a verdade. Se ela confirmar, ok, você confirma com a pessoa, sim, é verdade. E fim. Se não for, você argumenta, não, meu caro, você está enganado. E fim. Há de se ter muita humildade. E isso não é uma evolução???

  13. Ismar Kaufman disse:

    1) A Amazon que afirma que o material publicado infringe direitos autorais e, portanto, quebra o compromisso de qualquer cliente Amazon. Não é censura, é respeito a Lei. Não é preciso haver condenação da Justiça porque os telegramas só têm importância exatamente porque não são criação da Wikileaks.

    2) Jornalismo e vazamento de documentos não são sinônimos. Jornalistas verificam informações e deviam ter ética. Se a publicação de uma notícia põe em risco imediato a vida de alguém, essa publicação não pode ser ética.

    3) A Wikileaks vai sempre funcionar melhor contra democracias que contra ditaduras que mantém fluxos de informação e documentos muito mais restritos porque não estão sujeitos aos controles sociais. Então alegar defesa da democracia é cínico da parte deles. É muito fácil escancarar a privacidade dos diplomatas americanos que abrir os servidores das dezenas de teocracias e absolutismos asiáticos e africanos… ou da China.

  14. Jonas disse:

    Os EUA estão pirando geral. Ocorreu-me uma idéia: seria interessante ver uma pesquisa com a população americana sobre estes fatos (se é que alguma pesquisa neste momento teria alguma credibilidade). Veja abaixo porque:

    http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/internacional/noticia/2010/12/06/wikileaks-divulga-lista-de-locais-vitais-para-seguranca-nacional-dos-eua-247310.php

    “Wikileaks divulga lista de locais “vitais” para segurança nacional dos EUA
    Publicado em 06.12.2010, às 09h36
    Uma longa lista de locais descritos pelos Estados Unidos como vitais para a segurança nacional foi divulgada como parte dos documentos americanos secretos que vêm sendo publicados pelo site Wikileaks.

    O Departamento de Estado americano pediu em 2009 a todas as missões diplomáticas do país no exterior informações sobre uma lista de instalações cuja perda poderia afetar criticamente a segurança nacional dos Estados Unidos.

    A lista inclui oleodutos, centros de comunicação e de transporte, minas e fábricas de produtos médicos.

    O documento é considerado possivelmente o mais polêmico divulgado até agora pelo Wikileaks, que vem divulgando desde o domingo passado um pacote de mais de 250 mil comunicações diplomáticas secretas dos Estados Unidos.

    A definição de segurança nacional americana revelada pelo comunicado do Departamento de Estado é ampla e abrangente.

    Além dos locais mais óbvios de infraestrutura estratégica, o documento contém ainda locais diversos como uma mina de cobalto no Congo, uma fábrica de soro antiofídico na Austrália e uma fábrica de insulina na Dinamarca.

    No Brasil, o documento enviado pelo Departamento de Estado lista cabos de comunicação submarinos com conexões em Fortaleza e no Rio de Janeiro e minas de minério de ferro, manganês e nióbio em Minas Gerais e em Goiás.

    O comunicado pede às missões americanas informações sobre todas as instalações cuja perda poderia ter um impacto crítico sobre a saúde pública, a segurança econômica ou a segurança nacional dos Estados Unidos.”

    E também:

    http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/12/06/pressionado-fundador-do-wikileaks-decide-se-apresentar-policia-britanica-923204730.asp

  15. Jonas disse:

    Documentos restritos sujeitos aos controles sociais”? Tem gente que “não quer” enxergar de forma alguma a política externa americana, a “santa guardiã” da “democracia”. É, como dizia a propaganda “cego não é aquele que não enxerga e sim aquele que não quer ver”. Interessante que com tanta ditadura na África, os EUA não promovem qualquer atitude, nem com a ONU, que ela nunca respeitou! Como Casusa diria: “EUA, mostra a tua cara…” porque hipocrisia e mentiras têm pernas curtas. FUI!

  16. Jonas disse:

    Guerra Cibernética?

    http://www1.folha.uol.com.br/mundo/842756-grupo-de-hackers-lanca-operacao-de-ciberataques-contra-inimigos-do-wikileaks.shtml

    08/12/2010 – 18h28
    Grupo de hackers lança operação de ciberataques contra “inimigos” do WikiLeaks
    DE SÃO PAULO

    Um grupo de hackers autointitulado Anonymous (Anônimo) lançou uma operação contra os sites das empresas que suspenderam seus serviços ao WikiLeaks, no que dizem ser uma retaliação pelo cerco ao site que vazou 250 mil documentos diplomáticos americanos. O grupo já atacou os sites da Mastercard e do PayPal e ameaça agora derrubar o acesso ao site da Visa.

    A Operation PayBack (Operação Vingança, em tradução livre) reúne um grupo de cerca de 1.500 ativistas que ganhou notoriedade com ataques à Igreja da Cientologia e ao músico Gene Simmons. Eles não tem um líder, mas reivindicam uma série de ataques aos sites da Mastercard e PayPal, que suspenderam contas de doações ao site, além da Amazon, que cancelou o serviço de servidores, e o banco suíço PostFinance, que fechou a conta do fundador do WikiLeaks, Julian Assange.

    As ações dos ativistas envolvem um “ataque distribuído de negação de serviço” –um método praticado por hackers para reduzir a velocidade de um site ou mesmo tirá-lo do ar. Conhecido como DDoS (um acrônimo em inglês para Distributed Denial of Service), o ataque é uma tentativa de tornar os recursos de um sistema indisponíveis através de sobrecarga.

    Um computador mestre tem sob seu comando até milhares de outras máquinas, preparadas para acessar um site em uma mesma hora de uma mesma data. Como servidores web possuem um número limitado de usuários que pode atender simultaneamente, o grande e repentino número de requisições de acesso esgota o atendimento.

    “Embora não tenhamos muito em afiliação com o WikiLeaks, nós lutamos pelas mesmas razões”, disse o grupo, em comunicado. “Nós queremos transparência e nós encontramos censura. Isto é o motivo de querermos utilizar nossos recursos para levantar alerta, atacar aqueles contra e apoiar aqueles que ajudam a levar nosso mundo para liberdade e democracia”.

    A operação, que refere a si própria como “movimento anônimo, descentralizado que luta contra a censura”, argumenta que a censura contra o WikiLeaks “são grandes passos rumo a um mundo onde nós não podemos dizer o que pensamos e somos incapazes de expressar nossas opiniões e ideias”.

    “Não podemos deixar isto acontecer. É por isso que nossa intenção é descobrir quem é responsável por esta tentativa de censura”, disse o grupo, que ameaça ainda outras instituições, como o Twitter, que acusam de estar censurando a página do WikiLeaks.

    “Nós atiraremos em qualquer coisa ou qualquer um que tentar censurar o WikiLeaks, incluindo companhias multibilionárias como a PayPal”, diz um comunicado que circula na internet, atribuído à operação. “Twitter, você é o próximo por censurar a discussão #WikiLeaks. A grande chuva de merda começou”.

    Twitter emitiu um comunicado negando a censura ao site e dizendo que toda a confusão se deve a lista de Trending Topics mundiais, que ontem e hoje não trazia WikiLeaks nem na última posição.

    Em sua conta no Twitter, o grupo informou ainda que atacará, em uma hora, o site da Visa, que também fechou a conta de doações ao WikiLeaks.

    Apesar da Mastercard não confirmar um ataque ao seu site, a ação foi confirmada no Twitter pelo usuário @Anon_Operation. “Nós estamos felizes de dizer a vocês que http://www.mastercard.com/ está fora e está confirmado! #ddos #WikiLeaks Operação: Vingança”.

    PRISIONEIRO POLÍTICO

    Um dos hackers ligados ao grupo, Gregg Housh, disse em entrevista à agência Associated Press que 1.500 ativistas estão em fóruns e salas de bate-papo para se reunir e planejar os ataques DDos.

    O exército hacker alega que as ações contra o WikiLeaks são motivadas politicamente e visam a silenciar aqueles que desafiam as autoridades. “Para todos nós, não há distinção. Ele é um prisioneiro político e as duas coisas são completamente entrelaçadas”.

    Em um chat on-line Anonops.net, os membros do grupo anunciam ser de todo o mundo –“Olá a partir de Serra Leoa”, “oi da Áustria”. Eles falam abertamente sobre os atentados e dizem que precisariam de 5.000 pessoas para paralisar de vez o popular site de pagamentos on-line PayPal.

    Housh disse que houve conversas entre os hackers de uma campanha contra as duas suecas que acusam Assange de crimes sexuais, mas que permaneceu “um assunto delicado, por isso muitas pessoas não querem se envolver”.

    Ele, que já trabalhou em campanhas anteriores com o Anônimo, mas nega qualquer atividade ilegal, disse que foi a primeira vez que o grupo tinha poder de fogo suficiente para derrubar uma companhia segura, como a Mastercard. “Nenhuma tática mudou neste momento”, disse ele, “mas há tanto apoio e há tanta gente fazendo que sites como este [Mastercard] estão indo abaixo”.

  17. Jonas disse:

    http://www.bbc.co.uk/news/technology-11935539

    9 December 2010 Last updated at 00:45 GMT

    Hackers hit Mastercard and Visa over Wikileaks row

    Hackers have attacked the websites of credit card giants Mastercard and Visa.

    The attacks came after the Anonymous group of hackers pledged to pursue firms that have withdrawn services from Wikileaks.

    Mastercard payments were disrupted but the firm said there was “no impact” on people’s ability to use their cards.

    Visa’s website also experienced problems. The attacks came after both companies stopped processing payments to the whistle-blowing site.

    Entries on the Twitter page of Operation Payback, the Anonymous campaign, said the Visa site had been taken down.

    Visa’s website was later restored and spokesman Ted Carr said its processing network, which handles cardholder transactions, was working normally.

    But in a day of fast-moving developments, the Anonymous Twitter page then went down, replaced by a message from Twitter saying the account had been suspended.

    Twitter say they do not comment on “the actions we take on specific user accounts”. However, a source told the BBC that the last tweet sent out by Anonymous included a link to a file containing consumer credit card information.

    Paul Mutton at the security firm Netcraft, who is monitoring the attacks, said Visa is considered a more difficult target and the attack on it required a much larger number of “hacktivist” – politically motivated hackers – 2,000 compared with 400 for Mastercard.

    Earlier the BBC was contacted by a payment firm linked to Mastercard that said its customers had “a complete loss of service”.

    In particular, it said that an authentication service for online payments known as Mastercard’s SecureCode, had been disrupted.

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    PayPal’s Osama Bedier: “Our policy group had to make the decision of suspending the account”
    Other readers have also said that they have had problems with online payments. The scale of the problems is still unclear.

    Mastercard acknowledged there had been “a service disruption” involving its SecureCode system, but it added: “Our core processing capabilities have not been compromised and cardholder account data has not been placed at risk.

    “While we have seen limited interruption in some web-based services, cardholders can continue to use their cards for secure transactions globally.”

    False account

    Anonymous, which claimed to have carried out the attack, is a loose-knit group of hacktivists, with links to the notorious message board 4chan.

    It said that it has hit several targets, including the website of the prosecutors who are acting in a legal case against Wikileaks founder Julian Assange.

    Continue reading the main story

    Start Quote
    Websites that are bowing down to government pressure have become targets”
    End Quote
    Coldblood

    Anonymous
    An Anonymous member told AFP news agency the group would extend their campaign to anyone with “an anti-Wikileaks agenda”.

    PayPal, which has stopped processing donations to Wikileaks, has also been targeted.

    The firm said Wikileaks’ account had violated its terms of services.

    “On 27 November the State Department, the US government, basically wrote a letter [to Wikileaks] saying that [its] activities were deemed illegal in the United States,” PayPal’s Osama Bedier told the Le Web conference in France.

    “And as a result our policy group had to make the decision of suspending their account.

    “It’s honestly, just pretty straightforward from our perspective and there’s not much more to it than that,” he said.

    Other firms that have distanced themselves from the site have also been hit in the recent spate of attacks including the Swiss bank, PostFinance, which closed the account of Wikileaks founder Julian Assange.

    The bank said Mr Assange had provided false information when opening his account.

    Swamp site

    Security experts said the sites had been targeted by a so-called distributed denial-of-service attack (DDoS), which swamp a site with so many page requests that it becomes overwhelmed and drops offline.

    Cannot play media.You do not have the correct version of the flash player. Download the correct version

    Kristin Hrafnsson, from Wikileaks, condemned companies such as Mastercard for cutting ties with the website.
    Noa Bar Yosef, a senior analyst at Imperva said the attacks were “very focused”.

    “It is recruiting people from within their own network. They are actually asking supporters to download a piece of code, the DDoSing malware, and upon a wake-up call the computer engages in the denial of service,” he said.

    Before the Mastercard attack, a member of Anonymous, who calls himself Coldblood, told the BBC that “multiple things” were being done to target companies that had stopped working with Wikileaks or which were perceived to have attacked the site.

    “Websites that are bowing down to government pressure have become targets,” he said.

    “As an organisation we have always taken a strong stance on censorship and freedom of expression on the internet and come out against those who seek to destroy it by any means.”

    “We feel that Wikileaks has become more than just about leaking of documents, it has become a war ground, the people vs. the government,” he said.

    Some of the early DDoS hits failed to take sites offline, although that was not the point of the attacks, according to Coldblood.

    “The idea is not to wipe them off but to give the companies a wake-up call,” he said. “Companies will notice the increase in traffic and an increase in traffic means increase in costs associated with running a website.”

    DDoS attacks are illegal in many countries, including the UK.

    Coldblood admitted that such attacks “may hurt people trying to get to these sites” but said it was “the only effective way to tell these companies that us, the people, are displeased”.

    Anonymous is also helping to create hundreds of mirror sites for Wikileaks, after its US domain name provider withdrew its services.

    Coldblood said that the group was beginning to wind down the DDoS attacks so that it could concentrate on using “other methods which are more focused on supporting Wikileaks and making sure the Internet stays a free and open place”.

  18. Eu apóio o WikiLeaks, os governos (principalmente USA), tem que se comunicar em outros termos, menos hipócrita. A maioria das ‘revelações’ do WL já habitava o bom senso da maioria das pessoas do planeta. São só documentos, rsrsrsrsrs.

    ‘DONOS DO MUNDO’ vcs realmente não estão preparados para o mundo 2.0, 3.0… Criaram um Marketing precioso para o WL. É mais ou menos assim: vc faz o seu concorrente trabalhar para você, com apenas uma ‘cutucadinha’. Hilário, completamente hilário.

  19. Jonas disse:

    09/12/2010 – 12h04
    Twitter dá explicação sobre polêmica da ausência do WikiLeaks nos Trending Topics
    MARINA LANG
    DE SÃO PAULO

    http://www1.folha.uol.com.br/tec/843170-twitter-da-explicacao-sobre-polemica-da-ausencia-do-wikileaks-nos-trending-topics.shtml

  20. Jonas disse:

    Parece piada, mas não é:

    08/12/2010 – 18h40
    Nasa vende computadores velhos com dados sigilosos
    DE SÃO PAULO

    http://www1.folha.uol.com.br/tec/842819-nasa-vende-computadores-velhos-com-dados-sigilosos.shtml

  21. Mári SF Alves disse:

    Welcome to the begin of the cyber war. Bem-vindos ao radical combate ao desrespeito à Primeira Emenda do Constituição dos EUA. A mesma que impede o Congresso de limitar as liberdades de imprensa e de expressão.
    Eis o resultado lógico de dezenas de anos de socialização do conhecimento relativo ao desenvolvimento do GNU-Linux em reação à prepotência dos royalties impostos pela Microsoft Corp e outras.
    Bem-vindos ao início da guerra contra a instrumentalização da censura na rede e, circunstancialmente, antecipadora da luta contra a plutocracia imposta ao mundo pelas mega-corporações, militarizadas ou não.

  22. Mári SF Alves disse:

    Welcome to the begin of the cyber war. Bem-vindos ao radical combate ao desrespeito à Primeira Emenda do Constituição dos EUA. A mesma que impede o Congresso de limitar as liberdades de imprensa e de expressão.
    Eis o resultado lógico de dezenas de anos de socialização do conhecimento relativo ao desenvolvimento do GNU-Linux em reação à prepotência dos royalties impostos pela Microsoft Corp e outras.
    Bem-vindos ao início da guerra contra a instrumentalização da censura na rede e, circunstancialmente, antecipadora da luta contra a plutocracia imposta ao mundo pelas mega-corporações, militarizadas ou não.

  23. Mári SF Alves disse:

    Welcome to the begin of the cyber war. Bem-vindos ao radical combate ao desrespeito à Primeira Emenda do Constituição dos EUA. A mesma que impede o Congresso de limitar as liberdades de imprensa e de expressão.
    Eis o resultado lógico de dezenas de anos de socialização do conhecimento relativo ao desenvolvimento do GNU-Linux em reação à prepotência dos royalties impostos pela Microsoft Corp e outras.
    Bem-vindos ao início da guerra contra a instrumentalização da censura na rede e, circunstancialmente, antecipadora da luta contra a plutocracia imposta ao mundo pelas mega-corporações, militarizadas ou não.