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Escrito por • 06/05/2009

os poderes públicos e seus gastos, na rede: muda o quê?

dia destes eu estava em um tribunal de contas de um estado, num debate sobre redes sociais. falávamos sobre fiscalização dos gastos públicos e um analista do tribunal, deste povo que cresceu na internet, sugeriu que, se cada tribunal, em cada estado, estivesse centrado em uma rede social, empoderando pessoas nas cidades sob sua jurisdição a contribuir para um acompanhamento mais efetivo dos gastos públicos, a ação institucional seria muito mais ágil e efetiva. pela simples razão de que, quando o desvio de verbas começa a ocorrer, em algum lugar perdido no interior de algum estado, todo mundo [lá] sabe o que está rolando, quem está roubando e para quem.

mas dois anos depois, quando as contas [a muito custo] são analisadas e os rombos detectados, é quase impossível recuperar o que foi perdido em leitos de hospitais, quilômetros de estradas e bancas em salas de aulas. e, pior, graças ao convolucionado sistema judicial brasileiro, ninguém vai preso, muito menos o prefeito dos tempos do roubo, que comprou uma deputância com o “apurado” e, graças ao mandato, tornou-se intocável.

ontem, em brasília, a câmara federal, instituição em processo de extinção moral quase tão acelerado quanto os animais mais raros do planeta, aprovou uma lei que obriga os agentes responsáveis por verbas públicas, inclusive os nobres deputados, a níveis de execução orçamentária bem mais transparentes do que estamos acostumados. pelo novo termo legal, todos os poderes, em todos os níveis, estarão obrigados a divulgar seus gastos na internet, numa ampliação [aparentemente radical] do que já acontece com a demonstração de destino do orçamento federal pelo portal da transparência.

o “transparência” não é feito menor para um país como o brasil; uma consulta rápida, lá, revela que taperoá, pb, já recebeu dos cofres federais, este ano, nada menos do que 2.713.987,90, detalhados neste link. por aí, a gente sabe quanto dinheiro chegou em taperoá; mas não consegue saber como, onde, com quem e com que resultados tais recursos foram gastos. vai ser muito interessante se as novas regras para acompanhamento de gastos públicos revelarem não só o que os nossos senadores e deputados andam fazendo com o imposto que recolhemos, mas o que anda rolando –e as evidências apontam para uma farra da mesma intensidade- pelo país afora, apesar da ação de tribunais de contas e ministérios públicos.

mas de pouco vai adiantar ter os gastos na rede se nós, que pagamos impostos, não nos interessarmos pelo que acontece com nosso dinheiro depois que ele entra nos cofres públicos como imposto. é preciso que a população se envolva em todos os níveis e cobre, dos agentes públicos, o retorno para seu investimento. e isso envolve, em um número muito grande de casos [tanto do ponto de vista de cidades e estados como de indivíduos] uma mudança radical de ponto de vista: a transformação do candidato a se apoderar dos recursos públicos em benefício próprio, sob o manto da desinformação social, em cidadão responsável e preocupado com o bom destino do imposto que paga.

tal mudança tem nada ou pouco a ver com a disponibilidade das contas públicas na web… especialmente quando se leva em conta que, a exemplo do comportamento do “poder”, o país está cheio de gente reclamando de corrupção e dando bola para guarda de trânsito… como se isso fosse um mal menor.

a rede pode, sim, melhorar o grau de controle que a sociedade exerce sobre seus representantes nos três poderes. mas tecnologia nunca é solução, sozinha, para absolutamente nada: no caso dos gastos públicos, precisamos entendermo-nos, cada um e todos, como acionistas de uma sociedade e tomar providências para que passemos a nos tratar como tal e a nossos representantes e gestores não como nossos “senhores”, mas nossos “servidores”.

e mudar comportamento, em escala social, demanda um investimento continuado em educação por décadas a fio, inclusive e principalmente nos princípios éticos e morais que sustentam uma sociedade. em suma, a tecnologia, imposta pela nova lei, sozinha, não vai mudar nada. por outro lado, se muita gente se envolver no processo habilitado pela tecnologia… aí muda tudo. tomara.

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0 Responses to os poderes públicos e seus gastos, na rede: muda o quê?

  1. Johnny disse:

    Defendo a tese do estado mínimo como meio de eliminação ou pelo menos de redução da corrupção e dos gastos desmedidos. O gigantismo do estado torna quase impossível ao cidadão comum, desarticulado, produzir mudanças significativas na situação descrita no post acima, pra não dizer nenhuma. Tal gigantismo, cria um volume de problemas que cresce exponencialmente. Além disso, as denúncias de irregularidades, quando feitas, caem e se perdem na enorme teia (que é a web) da máquina estatal.

  2. Caro Silvio,

    conheci você nas páginas da revista Info Exame e desde que descobri seu blog, inscrevi-o no Bloglines e tenho acompanhado muitos assuntos que você publica aqui.

    Em muitas coisas seu ponto de vista é semelhante ao meu, mas neste caso é como se eu tivesse escrito este texto. Fala tudo que eu realmente penso sobre este assunto. OK, tudo é exagero, mas vai bem em cima da ferida.

    Gostaria de pedir licença para publicá-lo integralmente no meu blog, obviamente indicando a autoria e a autoridade autora… rsrsrs

    Abraços e continue assim,

    Alexandre.

  3. Andres disse:

    Boa abordagem deste espinhoso tema. Tudo que envolve politica é mais complicado pois os interesses pessoais são sempre maiores que os interesses coletivos.
    Neste caso tenho certeza que faltará boa vontade para aprovar a tal “transparência”.

  4. Victor disse:

    Mesmo soando como estratégia manjada de “retomada” política, chega a ser surpreendente saber da aprovação dessa lei, numa câmara tão desprovida de propósito nacional. Também fiquei sabendo agora pela manhã que o STF será a primeira corte do mundo a fechar parceria com o Youtube para disponibilizar suas sessões. Sinal de mudança nos poderes? Onda midiática temporária para retomar um fio de esperança que não existe mais?

    Acho essencial aumentarmos o grau de transparência dos gastos públicos, é uma notícia muito boa. Mas receio que isso pode não nos trazer muito benefício no final das contas. Não basta divulgar o fluxo financeiro, mas de uma forma que seja detalhado e completo, além de ser rastreável. Também precisa ser inteligível, explicativo, acessível ao cidadão comum. Afinal, divulgar dados não significa necessariamente promover transparência, eu acho que a próxima corrupção pode muito bem coexistir em perfeita simbiose imersa em um oceano de dados, “transparente”, mas intrafegável.

  5. Jose disse:

    Eu estou para ver o dia em que um cidadao comum brasileiro deixara de sair de sua casa para brigar (literalmente) pelo seu time de futebol ou ficar hooooooras para comprar um ingresso para um joguinho de futebol qualquer ao inves de brigar e lutar pelo o que eh seu, pelo o que eh justo, pela politica honesta.
    Se o brasileiro dedicasse e se esforcasse 10% para a politica como se esforca para o futebol, o pais ja mudaria muito de cara.

  6. rpvillas disse:

    Por essas e por outras fico numa dúvida cruel. Acreditar no comprometimento das futuras gerações em manter um comprimisso com a ética ou simplesmente emigrar e proporcionar aos meus descendentes oportunidades melhores e menos revolta com os descaminhos que parte dos brasileiros insistem em percorrer?

  7. Pedro Alves disse:

    Grande Silvio, seus textos refletem o pensamento de toda uma nova geração. Levará tempo, mas nós chegaremos lá.

    Uma curiosidade, já vi citações suas sobre Taperoá-PB várias vezes. Você nasceu lá?

    Abraços.

  8. É, Prof, enquanto o sistema político não se adequar à realidade [virtual], não teremos nada mais que um punhado de instituições desacreditadas e superficialmente criticadas.

  9. Víctor Medeiros e Mariane Mariz disse:

    A participação do povo é essencial para garantir a aplicação correta dos recursos públicos. Como foi dito no texto, a maioria das pessoas não se interessa pela vida política do país, o que dificulta essa participação e acaba por permitir que a corrupção prevaleça.
    Entretanto, as pessoas se incomodam com situações que deveriam ser resolvidas pelos políticos e desejam expor sua opinião, mas desistem rapidamente ao encontrar a enorme barreira burocrática para isso. Não é fácil ter acesso aos políticos. E no caso da transparência do governo, se um cidadão perceber irregularidades orçamentárias, deve reclamar onde? Deve levar o caso aos tribunais, para ser julgado pelo juiz que toma uma cerveja todo final de semana com a elite política?
    O ideal é o desenvolvimento de uma rede social para disseminar todas essas informações e facilitar a participação popular. E isso não é uma coisa tão distante assim: várias iniciativas isoladas já foram criadas! Você pode olhar as contas públicas no Portal da Transparência (http://www.portaldatransparencia.gov.br/), pode iniciar um abaixo-assinado e divulgá-lo no site http://www.abaixoassinado.org/, em alguns lugares, como Recife, pode agir no Orçamento Participativo (http://www.recife.pe.gov.br/pr/secorcamento/). Além disso, várias pequenas instâncias do poder inventam freqüentemente meios para se comunicar com o povo, como sites, blogs com conteúdo colaborativo, etc. Essa rede então pode integrar as melhores dessas funcionalidades para permitir um amplo acesso a informações e permitir relacionamentos mais estreitos entre o povo e o governo.

    Por Víctor Medeiros (vbom) e Mariane Mariz (mmv)

  10. Maíra Tavares e Vanessa Piauilino disse:

    Sílvio, realmente a adoção dessa rede social certamente facilitaria a fiscalização dos políticos. Mas como foi dito, a maioria dos eleitores não se interessam em fazer esse acompanhamento, ou ainda mais grave, mesmo tendo conhecimento da corrupção de dado político, volta a elegê-lo. Educar as pessoas é a solução ideal para esse problema, pois trata desde a origem. No entanto, a própria corrupção impede que essa medida seja efetuada de fato. Uma outra solução, seria impedir a candidatura de políticos com ficha suja, como vem sido tentado pela Campanha Ficha Limpa.

  11. Hélio Vicente, Leandro do Carmo e Lucas Ventura disse:

    Certamente não haverá tecnologias nem políticas suficientes para reduzir a corrupção enquanto a sociedade não se reeducar e continuar a achar que está tudo bem, e apenas votando por obrigação. Enquanto a sociedade não se conscientizar do seu potencial político, visto que é ele que elege nossos governantes, e que é o nosso dinheiro que está em jogo, não haverá mudanças significativas no modo de combater a corrupção, no âmbito sócio-político da sociedade contemporânea. Uma solução para esse problema de fiscalização dos gastos públicos é conscientizar as pessoas desde o berço, estimulando a fiscalização e tomando medidas cabíveis contra os corruptos.

  12. Iúri Ribeiro, Sérgio René e Tiago Oliveira Bernardo. disse:

    Infelizmente para que tal dispositivo, que tem sem dúvidas imensa importância para a população brasileira e que em muito aumenta a posição de país democrático que ocupa o Brasil, gere resultados sociais realmente positivos é necessário que a população acompanhe os dados alí inseridos e fiscalizem-os. Para que isso seja possível é necessário, além de tudo, prover acesso a esses dados à população, ou seja, fornecer serviço decente de internet à população, outro problema social. Assim como Silvio fez com Taperoá (PB), acessei os dados de Maraial (PE), pequena cidade da zona da mata sul. Ví que a cidade recebeu R$ 2.311.006,64 do governo federal em 2009 porém não se vê muitos avanços estruturais na cidade. Sem dúvidas, pouquíssimas pessoas que residem em Maraial têm acesso a esses dados por diversos motivos: falta de acesso à internet, falta de interesse em fiscalizar sua cidade ou por falta de informação, por exemplo. Assim sendo, tal ferramenta de grande importância se torna obsoleta, não por causa de seus objetivos, longe disso, mas porque não atinge o público que deveria atingir da forma que deveria atingir. Esse problema, gerado por outros problemas, gerados por outros problemas infelizmente só ajudam quem não deveriam ajudar e são muitas vezes gerados por essas mesmas pessoas “beneficiadas”. Precisamos, sem dúvidas, dar uma overdose de informação à população para que todo esse contexto e toda essa cadeia de problemas seja aniquilado, ou sensivelmente amenizado.

  13. Felipe José Arruda e Hugo de Lima Santos disse:

    A idéia dessa rede social parece ser uma excelente alternativa para o grande problema da corrupção e desvio de verbas públicas. Porém,
    na realidade brasileira, nos parece que não surtiria o efeito desejado, visto que a população não demonstraria interesse em utilizá-lo, pois é bem claro que esse papel só é feito por uma pequena parcela da sociedade, que se interessa pelo assunto e com a gestão de
    sua respectiva região. A cultura que vigora nas mentes das pessoas é que “todo político é corrupto, então posso votar em qualquer um”, ou
    seja, já consideram a corrupção algo “normal” entre os parlamentares (Bem representado na charge do artigo). Então, mais interessante seria que antes desse programa entrar em discussão, se pensasse numa maneira de reeducação política e ética, não só dos jovens, mas da sociedade como um todo, até porque os jovens crescem absorvendo o conhecimento dos mais experientes, e acabam
    tendo nas suas mentes que não há nada de errado naquilo. Enquanto acharmos que corrupção é um “mal necessário”, não adiantará utilizar
    ferramentas para fiscalizar a gestão dos gastos públicos.

  14. Leonardo Valeriano, Fábio Soares, Maryane Brasilino disse:

    A curto prazo, a solução da rede social inibiria as ações de desvio e corrupção, que passariam a ser menos explícitas.
    Entretanto, sabemos que os sistemas de fiscalização já existentes não são eficazes, pois estes mesmos já atuam corruptamente.
    Um resultado eficaz, como já foi dito acima, poderia ser atingido a longo prazo a partir de um nova política de educação.

  15. Diego Spíndola, Hugo de Alencar e Rafael Santana disse:

    Revolução da atitude

    Em teoria o estado deveria SERVIR à população, a qual abdicaria de seu poder, para que os eleitos governantes se dedicassem à manutenção da sociedade. Mas, na prática, não é o que ocorre, pois os eleitos são frequentemente os melhor divulgados pelos segmentos mais influentes da mídia, que compartilham interesses com os candidatos. Isso é feito por meio da manipulação das informações, mostrando apenas o que lhes interessa. Isso causa uma desinformação da população, o que, adicionado à falta de instrução histórica, leva ao voto “não-consciente”, ou até mesmo, como já citado anteriormente, à crença de que “política não tem jeito”.

    Se as pessoas se conscientizassem e se unissem para tomar atitudes (o que notadamente não tem sido um forte do nosso povo), o sistema administrativo público, munido desses mecanismos de tranparência propostos, seria radicalmente melhorado.

    Uma vez mais, uma revolução coletiva começa na revolução individual, na atitude.

  16. asd disse:

    asdasda

  17. Pedro Augusto Lopes Barbosa, Guilherme Ramalho Magalhães, Paulo Henrique Muniz Ferreira disse:

    Já temos uma solução muito boa para o problema apresentado então nossa solução segue o mesmos princípios só que mudamos os moldes do tipo de declaração. Podemos declarar threads de redes familiares onde uma árvore é gerada apartir da mais
    alta renda familiar e uma mesma declaração (é usada para todas as pessoas desse “núcleo”). Neste esquema teríamos
    um jeito de diminuir o número de input de sistema e verificar
    núcleos de sonegação. O sistema evitaria casos em que as pessoas empurram bens não declarados para o nome de outros parentes.

  18. Pedro Augusto Lopes Barbosa, Guilherme Ramalho Magalhães, Paulo Henrique Muniz Ferreira disse:

    O comentário acima refere-se ao post sobre solução para o IRPF blá blá blá

  19. Mateus Araújo (mab) e Renato Parente (rp2) disse:

    o grande problema dos brasileiros não é “somente” que os mesmos decreptos estão no poder há decadas. o principal é isso: quase ninguém lembra em quem votou nas últimas eleições, para cargos “menos importantes” como deputado. deviamos tomar em consideração estes também, pois boa partes das causas e efeitos dos atos deles atuam diretamente sobre nós. parafraseando um comercial na tv relativamente antigo, “eu sou brasileiro e não lembro nunca”. mesmo sabendo em quem você votou, lembre-se que muitos votaram naqueles que deram o maior auxílio, este basicamente sendo financeiro. e poucas delas tem a disposição uma conexão a internet, discada ou “larga” para saber o que se passa em sites “confiáveis” como o transparência ou qualquer outro que informe o que passe nos nossos órgãos públicos.

  20. Igor Cézar Dourado disse:

    Meu medo é que essa ferramenta não passe de mais uma maquiagem para corrupção. Constatemente os deputados aprovam medidas para acalmar opinião pública que, na verdade, são facilmente ludibriadas legalmente (não são o que parecem ser). Esse portal da transparência nos permite ver toda a divisão de gastos das verbas. Ótimo. Não não sabemos exatamente o que o gabinete da prefeitura de Taperoá fez com os 1.387.400,86. Mas e uma ferramenta web mais detalhada, que mostre melhor as ações referentes a verbas? Talvez seja uma maquiagem mais poderosa ainda, já que basta dar um jeito aparentemente legal de desvia dinheiro. E deve ter muito advogado profissional nessa área por aí. Notas frias, fraudes de licitações, empresas fantasmas. Estou quase convencido que essa ferramenta não seria impedimento pra quem realmente estiver interessado em passar a mão no nosso dinheiro.
    Talvez algo mais livres de burocracias e esquemas como o proposto pelo tal analista seja mais interessante, uma vez que o cidadão não é uma ferramenta de controle criada pelo sistema. João pode claramente ver que o hospital do bairro dele não pode ter custado 5 milhões. Até porque aquela porcaria não funciona! Isso sim poderia uma mão na roda para a fiscalização da verba pública. Essas denúncias teriam de ser integradas, divulgadas e alimentar um sistema realmente inteligente que apontasse essas disparidade e de fato chamasse a atenção do público. Tecnologia há, a questão é fazer com que a interação entre as pessoas seja eficiente para o propósito de que as mesmas sejam escutadas.
    Enfim, penso eu que a questão é diferenciar maquiagem de rostos, e não inventar novas formas de “tranparência” pra a gente achar que eles realmente estão nos dando satisfação. Vai que é mais uma bela maquiagem de palhaço na cara da gente (ainda lembro do fim da CPMF…)

  21. Pedro Augusto Lopes Barbosa, Guilherme Ramalho Magalhães, Paulo Henrique Muniz Ferreira disse:

    Como o sistema de transparência de gastos públicos é dividido em muitas camadas e essas camadas são encapsuladas e quem confere a burocracia pode ser manipulado, podemos dizer que a solução deve visar a fiscalização de quem é diretamnete afetado pelo desvio de verbas. No entanto a pessoa que deve ser beneficiada pode não existir, pode ter morrido, pode não saber que está recebendo algum benefício entre tantos outros tipos de fraude. Realmente a melhor solução seria gerar um “gps” no sentido smart de quantias públicas que pudessem rastrear o dinheiro e bloquear o gasto indevido com produtos estranhos na “lista de compra” declarada. Logicamente esse sistema deve ser complementado por um canal de denúncia direto…como proposto no post.

  22. Estacio Ferraz, Philippe Pereira disse:

    A única forma eficiente de combate à corrupção é a atuação da população fiscalizando os seus “representantes”.precisamos mudar nossa mentalidade de que “roubar” é normal e combater essa práitca tão comum aos políticos brasileiros.
    Para isso podemos contar com tecnologias como a descrita no blog,
    Facaria muito mais fácil saber o que estão fazendo com o dinheiro dos nossos impostos, já que, bastariam alguns clicks no computador para termos informaçãoes sobre verbas municipais ou coisas do tipo.

  23. Rubem Moreira disse:

    De princípio, duvidei que um sistema desses conseguisse funcionar aqui no país. O que vai impedir esses políticos de fornecer os números certos? Um fiscal? Que também poderá ser corrompido? Provavelmente vai surgir uma nova profissão: Maquiador de gastos públicos para internet. Mas se cada vez mais pessoas se conscientizarem, os borradores de maquiagem também vão surgir, e algumas “cicatrizes” não poderão ser escondidas! Mas é como o professor falou, não adianta ter o fogo na mão se não sabe usá-lo. Eles abusam e nós deixamos ser abusados…

  24. Bruno Thiago Monteiro da Silva disse:

    Como sugerido no texto, a solução do problema vai muito além de expor os gastos na web. É importante mostrar a população que se ela não se interessar pelo dinheiro pago em impostos ninguém mais o fará. Então o primeiro passo é fazer a população se interessar pelo dinheiro que é retirado dela. Feito isso, é necessário maior transparência nos gastos como foi sugerido e um rigor maior na fiscalização e na punição aos infratores.

  25. Rubem Moreira disse:

    Trata-se de uma idéia louvável, e que causa espanto ao ser apresentada a simplicidade que a mesma propõe. O pior é que não seria necessário nem um novo sistema computacional complexo, seria necessário apenas que se fossem atribuidas algumas modificações ao atual. O sistema beneficiaria não só ao contribuinte que pouparia um tempo absurdo, mas também beneficiaria ao governo que passaria a ter maior controle sobre o monitoramento dos inadiplentes e sonegadores.

  26. João Carlos Procópio disse:

    A internet reflete muito o que se passa na sociedade. Muitos reclamam da falta de segurança, dos golpes que são aplicados, da pornografia, enquanto outros elogiam, por ser uma forma incrivelmente fácil e rápido de se obter conhecimento, cultura, notícias, entre outras. Quem põe o conteúdo são os próprios usuários, logo a internet é fruto desta interação.
    Se quisermos tornar a internet mais interessante, é necessário sempre uma mudança na sociedade. Pouco adiantaria pôr um conteúdo que poucos acessariam. E para pôr um conteúdo é necessário que alguém se interesse em pô-lo. A mesma coisa acontece com a publicação dos gastos públicos na internet.,
    Para pôr este conteúdo é necessário primeiro, gente interessada em pressionar os políticos a serem mais transparentes. E além disso, é preciso também que a população acompanhe esses números, se não de pouco adianta publicá-los. Desta forma, é possível concluir que a internet é uma grande ferramenta, mas suas verdadeiras implicações são determinadas apenas pela sociedade que a usa.
    Para a internet fazer uma revolução de forma positiva precisamos de uma sociedade preocupada em se desenvolver, caso contrário, a internet pode até piorar a situação.

  27. Igor Oliveira disse:

    Atualmente o brasileiro anda muito descontente com a política. Devido aos sucessivos escândalos de corrupção envolvendo diversos políticos, a maioria dos brasileiros perdeu a fé nos governantes e na possibilidade de um Brasil melhor. Uma ferramenta de como essa, sem dúvida, ajudaria na fiscalização e funcionaria como mais uma barreira para impedir o avanço da corrupção. No entanto, sem a atuação maciça da população, uma maior transparência nos gastos públicos não servirá de nada. O brasileiro deveria ser mais ativo na questão da política. Se o governo atual não dá conta do recado, não devemos nos acomodar e aceitar a situação. Cabe a nós o dever de escolher os governantes e fiscalizá-los. Somente com os olhos atentos de toda a população essa ferramenta seria uma arma realmente efetiva sobre a corrupção.

  28. Pedro Ribeiro disse:

    Concordo com seu ponto de vista silvio, acho que de nada adianta o politico ter de detalhar seus gastos se a população não se interessar por isso. De que adianta o politico exibir seus gastos com viagens pra sua familia pagas com o dinheiro publico, se a população não se sente enganada pelos politicos. Acho que atualmente com as faucatruas que se sucedem no cenário nacional a população se acostumou a isso, e por isso muitas vezes perde seu poder de indignação diante de fatos escandolosos que acontecem com os representantes do povo. Se as pessoas que são responsável por representar a população são tão baixas, será a população brasileira tão hipocrita a ponto de critica-los e deixa-los no poder. Será que a população brasileira é tão false e baixa como seus representantes? Não! Merecemos coisa melhor!

  29. Lauro Gonçalves (LGR2), Artur Costa (ACV2), Maria Cireno (MCRS) disse:

    Seria já um grande passo para o Brasil no controle da corrução um sistema como esse que disponibilizaria de onde está vindo e pra onde está indo o dinheiro, como o previsto em lei. Mais importante, seria também criar meios para que esses sistemas pudessem além de dizer pra onde foi, como foi gasto esse quantia.
    A intenção é excelente, contudo, uma minoria da população tem disponível computador e internet, uma pequena parcela desses se interessam, e, quem não dispõe, não irá em uma lan house apenas para checar para onde o dinheiro público está indo, e esse é o problema. O interesse da população em temas relacionados à política e corrupção são às vezes nulo, e mesmo tendo um sistema que tenha todas essas possibilidades, é necessário criar o interesse no povo. Aí então o interesse, aliado a esse sistema com origens e destinos de verbas, terá um grande impacto no controle da corrupção.

  30. Tiago Mendonça (tftcm) / Júlio Fort (jcsf) disse:

    Se existe no seio da identidade do brasileiro, como é sabido de todos, a prática do “fechar os olhos” para certas minúscias e pequenas vantagens no dia-dia, não é de se espantar tomar conhecimento de grandes desvios de verba e processos fraudulentos em instâncias tão elevados da máquina pública e órgãos federais e legislativos. Sabemos que é algo a ser combatido por meio da educação e da formação de valores e consciência de vida em sociedade e coletividade.
    Como isso não é algo possível de ser consertado à curto prazo, mas dura no mínimo uma geração, muitas vezes mais, tal qual nos já foi mostrado em diversos momentos da história mundial, cabe instituir-nos outra solução.
    Esbarra-se então no problema da burocracia de órgãos públicos e na composição estrutural do estado brasileiro. O simples uso de uma tecnologia não será suficiente, caso esta não seja suficientemente efetiva na árdua tarefa de passar pelos inúmeros filtros burocráticos ao qual o nosso sistema está caracterizado. Creio eu que este fator seja também o causador da apatia política do povo brasileiro. Este argumento, aliado à falta de despertar do senso crítico, trazendo à mostra por sua vez um problema educacional, é o que fazem o cidadão brasileiro sentir o poder público tão distante de si, a ponto dele achar que não pode fazer nada à respeito.
    A tecnologia deve atuar nesses 2 sentidos, combater o burocratismo e destruir as camadas inúteis de estrutura estatal, além de contribuir com o despertar crítico e cidadão do nosso povo.

  31. Jonathan Alves disse:

    Sem dúvidas o Portal da Transparência é uma grande avanço no uso da internet para o combate da corrupção no entanto devido a sua fragilidade e pouco uso deveria ser chamado de Portal Opaco pois ainda falta bastante para que usuários que tem uma banda e uma vida tão estreita se sentem na frente do pc para entender e acompanhar onde estão sendo empregados seus impostos, quando que atualmente na cabeça de grande maioria(99%) da população acha que pagar impostos sempre é na maioria das vezes perder dinheiro. Infelizmente acredito que será necessário muito mais emprego de sociologia para trazer o cidadão para a política do que tecnologia. A internet é de fato um instrumento de estímulo a integração eleitor-política devido a sua praticidade mas acreditamos ser primordial o uso de informações que relacionem o quanto um cidadão paga de imposto, o que é feito com esse dinheiro e o que ele pode ganhar/ganhou com tal investimento. é mais motivador saber por email, por portal de transparência ou qualquer outra forma o que a retirada de percentagens(exorbitantes) do meu salário e compras puderam fazer, cria até um vício no eleitor do que passar horas e horas tentando entre tabelas tentando decifrar os gastos públicos.

  32. Jonathan Alves, Osman Torres, David disse:

    Sem dúvidas o Portal da Transparência é uma grande avanço no uso da internet para o combate da corrupção no entanto devido a sua fragilidade e pouco uso deveria ser chamado de Portal Opaco pois ainda falta bastante para que usuários que tem uma banda e uma vida tão estreita se sentem na frente do pc para entender e acompanhar onde estão sendo empregados seus impostos, quando que atualmente na cabeça de grande maioria(99%) da população acha que pagar impostos sempre é na maioria das vezes perder dinheiro. Infelizmente acredito que será necessário muito mais emprego de sociologia para trazer o cidadão para a política do que tecnologia. A internet é de fato um instrumento de estímulo a integração eleitor-política devido a sua praticidade mas acreditamos ser primordial o uso de informações que relacionem o quanto um cidadão paga de imposto, o que é feito com esse dinheiro e o que ele pode ganhar/ganhou com tal investimento. é mais motivador saber por email, por portal de transparência ou qualquer outra forma o que a retirada de percentagens(exorbitantes) do meu salário e compras puderam fazer, cria até um vício no eleitor do que passar horas tentando entre tabelas tentando decifrar os gastos públicos.

  33. Dayvid Victor, Denys Farias, Henrique Menezes disse:

    realmente a transparência dos gastos públicos pela internet é um primeiro passo para podermos fiscalizar os “investimentos” dos nossos impostos. para isso teriamos que ter um complemento: um canal nacional para denúncias feitas pelos eleitores de um município, o qual seria fiscalizado por um grupo de pessoas empoderadas temporariamente (onde a rotatividade proporcionaria uma maior neutralidade), para verificar e efetivar uma denuncia ao orgão competente.para isso seria necessário maior conscientização dos habitantes para a responsabilidade de realizar as denúncias. e por ultimo seria assaz interessante que fosse exigido a cada prefeitura o detalhamento dos gastos realizados através de um portal acessível a todos, a exemplo do portal da transparencia.