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Escrito por • 16/10/2008

pirataria: a guerra, os lados e os dados

o governo [defunto] do presidente bush acaba de transformar em lei a proposta de proteção de propriedade intelectual -principalmente de música e filmes- chamada pro-ip. a coisa foi apoiada pela recording industry association of america [RIAA] e motion picture association of america [MPAA], além da u.s chamber of commerce. segundo esta última, aliás, as "perdas" americanas com pirataria chegam a US$250B por ano.

além de todos os problemas que o assunto levanta sempre que vem à tona, há um, especialmente interessante, por trás da argumentação que levou o governo americano a assinar a lei. e não é coisa menor. trata-se da veracidade dos dados, históricos, usados por associações como RIAA e MPAA para defender um maior combate à pirataria. segundo artigo publicado na arstechnica, as perdas de emprego e renda por causa da pirataria são meros chutes, velhos e sem qualquer sustentação. ou seja, a guerra contra a pirataria continua e as mentiras sobre o tema… também.

pirate.pnga indústria [lá nos eua] diz, há anos [décadas!], que o número de empregos perdidos nos setores afetados por pirataria de áudio e vídeo é um mitológico "750.000". julian sanchez descobriu a fonte: trata-se de um chute, radical, feito em -imagine!- 1986 pelo  secretário de comércio do governo reagan, malcom baldridge, e publicado pelo christian science monitor. segundo balridge, o impacto de pirataria em toda a indústria americana [na época] seria… "anywhere from 130,000 to 750,000 [jobs]". e isso era de bolsas louis vuitton falsificadas até vídeos copiados sem autorização. o número foi pro limite e referem-se a ele, agora, como se fosse a quantidade de postos de trabalho afetados pela pirataria sobre a indústria de mídia.

aqui pra nós, será que alguém realmente pensa que quem só pode comprar uma cópia de vuitton está no mesmo público de quem compra os originais? e será que é razoável que alguém tenha a patente das letras LV? mas isso é uma outra, muito longa conversa. tamos aqui, hoje, só pra dizer que os dados usados pelos apoiadores da nova legislação americana de proteção à propriedade intelectual são, no mínimo, um chute radical e sem nenhuma sustentação no mercado. isso neste blog. há quem diga que é mentira, pura e simples.

o "outro" número da discussão americana sobre pirataria são os fantásticos US$250B de perdas para os negócios. depois de muuuita busca, arstechnica descobriu a fonte: um artigo da forbes, em 1993, citado num debate do congresso americano em 1995. lá atrás, dizia-se que a pirataria que entrava no mercado americano era "um negócio mundial de cerca de US$200B", incluindo as tais bolsas da louis vuitton. sem fontes adicionais, sem dados baseados em apreensões e, de resto, nada que pudesse ser provado ou contestado de maneira minimamente formal. e os US$250B [atuais, ajustados pela inflação ou coisa que o valha], mesmo por tais contas, seria a estimativa da pirataria, ou ilegalidade, de todo tipo e mundo afora, exportada para os estados unidos. acabou se tornando, por repetição, a verdade sobre as perdas dos estúdios e gravadoras…

na guerra pra proteger propriedade intelectual vale absolutamente tudo. inclusive assumir que o mundo não mudou. na indústria de mídia, o que protegia o material das grandes casas de produção e distribuição era o custo, no passado, de gravar, produzir e distribuir o material. no presente, os estúdios são caseiros e o custo do suporte e distribuição se aproximam de zero. resultado? voltamos à era da performance. seu "material" sai por aí, grátis, fazendo propaganda de você, a "performance".

uma parte da indústria que outrora chamávamos "de mídia" ainda não entendeu o recado. e continua na briga, por leis que não fazem nada mais do que adiar o inevitável fim de um modelo de produção-cópia-distribuição de material criativo que faliu desde que a digitalização e a internet mudaram o mundo. da mesma forma que a prensa de gutenberg detonou o modelo de negócios dos monges copistas e seus mosteiros. é só ler a história do texto e sua replicação entre 1450 e 1500 pra entender o que está acontecendo agora.

ainda não chegamos no nível de radicalismo legal que bush vai deixar, nos eua, pra seus financiadores, mas pode não demorar a termos a mesma situação por aqui. por que? porque os dados usados para preparar o cenário, aqui no brasil, são ainda mais astronômicos do que nos eua, especialmente quando se leva em conta que a economia de lá, com ou sem crise, é dez vezes maior que a nossa. segundo o presidente do conselho nacional de combate à pirataria, "a pirataria provoca uma redução de dois milhões de postos de trabalho no mercado formal". é assustador. se nos estados unidos, o impacto [chutado] seria de 750.000 empregos, como é que aqui ronda os 2.000.000?… e ainda mais considerando que eles têm uma vez e meia nossa população, e um mercado de trabalho que é duas vezes o tamanho do nosso? segundo o mesmo conselho [noutro veículo] cada emprego informal elimina seis empregos formais. se for isso mesmo, a coisa é imbatível e impossível de erradicar: pense numa economia onde uma "forma" de emprego é seis vezes mais produtiva do que a outra. o estado pode fazer a força que quiser, mas não vai conseguir frear a primeira "forma"… ou vai?

pesquisa do instituto akatu mostra que 75% [isso mesmo, três quartos] dos brasileiros compra produtos piratas… e 09_12_pirata-peg.jpgsabe que está comprando pirataria e tem boas razões pra isso, incluindo uma noção bem precisa do que é custo benefício do produto em si e uma ampla desconfiança [quando o argumento contra a pirataria é sonegação] sobre o destino dos impostos que paga. sobre este assunto, aliás, tenho ouvido de mais de um jurista que a sociedade brasileira está no limiar de encontrar e usar justificativas filosóficas, éticas e morais para sonegar impostos. e não vai ser quem está quase pensando assim que vai dar ouvidos [de novo] ao conselho nacional de combate à pirataria, a nos dizer que o país perde, por ano, com pirataria,  R$30B em arrecadação de impostos. junte tais "dados" com outros tão bons quanto, como o depoimento de um dos deputados que apóiam o fórum nacional contra a pirataria, de que "só no ano passado o prejuízo foi de 700 bilhões de reais, quase um terço do PIB do Brasil", que aí é que não vai se conseguir montar uma argumentação sólida contra pirataria, seja ela concreta, das tais bolsas louis vuitton ou relógios rolex da feira do paraguai até música e software na internet.

este texto, claro, não é uma defesa aberta da pirataria e dos piratas de todos os tipos. pirataria pode ser letal. basta lembrar que há remédios piratas no mercado, cuja fórmula pouco tem a ver com a original… e cujas conseqüências podem ser fatais. mas o fato é que o brasil tem sido muito, mas muito ingênuo quando o negócio é copiar e imitar os outros, coisa que se faz entre países desde o início dos tempos. a maioria dos países emergentes [de qualquer época] só assina tratados internacionais que regulam mercados ricos e elaborados quando chega lá, quando se é rico e elaborado. nós não. educados na boa escola do imperador pedro II, que tirava uma onda de cidadão do mundo, fingimo-nos de civilizados e assinamos antes de chegar em qualquer lugar, garantindo um status quo normalmente contra nossos interesses.

softwarepiracy.jpgclaro que precisamos formalizar muitos dos nossos mercados. mas porque será que na finlândia, um dos países mais educados do planeta, a pirataria de software é de 25%? e porque será que lá mesmo, apesar de apenas 15% das pessoas reconhecer que copia música da internet, 85% do tráfego de saída das universidades corresponde a P2P?… será que isso tem a ver com os modelos [atuais] de negócio de software e música? aqui, agora, precisamos de uma discussão inteligente [e usando dados reais, confiáveis] sobre o que formalizar, pra que formalizar, pra atender que interesses, quando, e se isso é ou não o melhor para fazer agora. é preciso até entender, de perto, qual a função da pirataria no mercado. além de termos que lembrar, a todos os envolvidos, que em tempos onde as tecnologias de suporte estão mudando muito radical e velozmente, como é o caso dos setores da indústria "de mídia" agora "protegidos" pelo pro-ip americano [e só lá, por enquanto], congelar o passado em legislação e ação federal é suicídio puro. de postos de trabalho, de receitas e impostos, no futuro.

 

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0 Responses to pirataria: a guerra, os lados e os dados

  1. CICERO disse:

    Concordo plenamente com a reportagem.
    Os dados estatísticos não convencem a quem não entende e muito menos a quem entende. Ou seja, quer dizer que um rolex custa 20.000,00 e eu e mais 500.000 brasileiros estamos usando um rolex de R$ 20,00, então se não houvesse a pirataria, a rolex teria faturado 10 bilhões de reais a mais em relógio só no Brasil (500.000 x $ 20.000,00)?????????????
    Claro que não né. O que a gente pensa é que com a pirataria tem milhões de brasileiros excluídos pelo sistema, conseguindo sobreviver com um mínimo de dignidade, e a gente consegue assistir um dvd por 3,00 ao invés de ser obrigado a assistir a favorita, faustão, horário político, etc.

  2. andrea disse:

    Achei espetacular o artigo “A guerra,os lados e os dados” de Silvio Meira. O autor foi muito feliz em usar uma liguagem facil e acessivel,capaz de esclarecer mitos e mentiras sobre a pirataria,que a tempos eu ja havia chagado a conclusao por mim mesma, descofiando das baboseiras ditas pelos nossos goevrnantes. Sem querer fazer apologia a Pirataria, pois sei que e uma acao prejudicial no final das contas, mas concordo com os numeros absurdos inventados e que o Brasil ainda nao pode se dar ao luxo de adotar medidas punitivas aos “piratas”, pois se ela destroi alguns milhares de empregos ela cria, na verdade, milhoes de outros. Empregos informais p/aqueles que nao acham outro lugar p/trabalhar e preferem vender piratas a assaltar,traficar drogas,sequestrar…etc.
    Parabens Silvio Meira

  3. Vagner disse:

    É fácil falar que a pirataria não é um mal quando não se é afetado por ele. As pessoas não possuem consciência coletiva, só olham para o seu próprio umbigo. Vantajoso é comprar um dvd pirata a R$5,00 ou promover uma locadora do seu bairro que trabalha na legalidade e alugar o mesmo filme por R$4,90, sendo que em sua grande maioria, você assite ao filme apenas uma vez e depois deixa o dvd jogado em qualquer canto. Devido a essa falta de conscientização, não existe muita solução para combate a corrupção… todos são corruptos, não só os políticos.

  4. mendes disse:

    Cuidado com seu texto, “pirataria pode ser letal”, sim ela é letal… sim ela é uma grande problema, sim os impostos q pagamos é no mínimo ridículo. Mas continuando a comprar produtos piratas corremos o risco de morrer com um tiro na cabeça, hoje FATO, pirtaria está diretamente ligada ao crime organizado é uma outra receita que eles tem. O problema infelizmente é cultural.

  5. Claudio Boscatti disse:

    Penso que pirataria constitui um problema que está muito acima de qualquer dado financeiro. O lado humano deveria ser o mais considerado…Quem não aprende ou não consegue respeitar o direito alheio ao utilizar um produto, também não o fará nas relações e no convívio em sociedade. Isto tem sim a ver com evolução que, por vezes, pensamos estar adquirindo através de todo o progresso que nos cerca e na verdade ela apenas depende dos nossos comportamentos e atitudes em relação a quem nos cerca…

  6. Miguel disse:

    Prezado Silvio.

    Muito bom este teu artigo. Já não é a primeira vez que se procura mostrar o quanto esses dados sobre desemprego fazem parte do chutômetro daquele miserável lei de Goebbels: uma mentira muitas vezes repetida passa a se tornar verdade.

    A má fé chegou ao ponto de que, agora, tudo é válido para tentar salvar do naufrágio uma indústria que não soube, e não sabe, se adaptar aos novos tempos: associa-se, com a maior desfaçatez, à “pirataria”, desde o narcotráfico, à pedofilia, passando pelo terrorismo. A qualquer momento serão capazes de incluir o evolucionismo e ressuscitar também o comunismo.

    É necessário reagir contra a propagação proposital de mentiras.

  7. Edament disse:

    Parabens pela reportagem ,parabens pelos 4 primeiros comentarios.
    Aqui no BRASIL a pirataria tem mais haver com o lado “cultural” da lei de Gerson,coitados dos Gersons que não compram produtos pirateados estao pagando o pato,o marreco ,o ganso e outros de seus familiares,o pobre mesmo sabendo que o produto pode afetar a sua saúde ele vê vantagem de comprar o mais baratos, por economia mas o pior é ver o rico fazendo a mesma coisa ou até pior , pois eles possuem computador para baixarem musicas, filmes ,etc.Mas tudo tem um preço ,você tem que adequar ao momento,por isso as lojas de cd ,as locadoras de videos estao fechando e as que estao funcionando colocaram outros produtos para pelo menos cobrirem suas despesas para nao fechar de vez.Hoje compensa o mercado informal ,pois nao tem encargos ,bur”r”ocracia nenhuma,o que eles ganham é livre .,tem bastante camelô com casa,carro e etc que só riquissimos tinham.

  8. André disse:

    excelenteo texto! Deprimente é que a Polícia Federal faz um estardalhaço quando apreende uma banca de Cd ou DVDs piratas. Tirando de alguns (menos privilegiados no esquema) a única fonte de sustento. Lógico que não somos a favor de pirataria. Mas culpar o uso dessas cópias pela desgraça do indústria de entretenimento é no mínimo ridículo. Cabe a essa indústria justifcar o preço de um DVD por R$ 25, 30 ou 50 reais. Valores que para o Brasil poucos têm acesso. Em outras palavras é “conversa pra boi durmir”. O que deve fazer mesmo é ficar de olho na corrupção.. aí sim a fuga de capitais é bilhões de reiais maior do que os impostos “não pagos” pelo Cd vendido na equina!!! Parabéns pelo Texto.

  9. Bernardo Morais disse:

    Maravilhoso texto.
    Vamos fazer um ode à hipocrisia, afinal é a única coisa que vejo na defesa da contra a pirataria. O problema com a pirataria é simples e evidente, não é dinheiro, não é economia, não é patente e também não é emprego. O problema é que agora eles não conseguem mais controlar o que o povo assiste e isso causa um cenário assustador para qualquer governo. A massa tem que se manter burra e não ter acesso a cultura, sem dinheiro pra comprar a cultura dos ricos e serem obrigados a ver TV Globo. Tornam-se máquinas fazendo tudo o que o plin plin diz que é certo. Abram os olhos pessoas o brasileiro é reflexo da novela da globo e não o contrário. Pensem por si sós. Procurem informações na internet. A internet livre(com pirataria) proporionou um cenário de acesso livre a cultura. Aproveitem e absorvam todo o conhecimento que ainda eles não conseguem evitar que vocês absorvam, a censura a internet já já sai com pretexto de combate a pedofilia, a polícia federal já sabe tudo que vc digita no msn e no google, ABRAM OS OLHOS PESSOAS SÓ NÓS GANHAMOS ABRINDO OS OLHOS.

  10. Armando disse:

    Parabéns pela reportagem,.. porém faltou você associar a pirataria á máfia, , ao crime organizado (que não é tão organizado assim) Exemplo, no Rio de Janeiro hoje quem manda no comando vermelho é um bando de adolecentes, muitas vezes crianças, analfabetas e filhotes de traficantes da época do Escadinha,… Aqui em São Paulo o PCC também, porém o crime em São Paulo é diferente do Rio de Janeiro, pois um é por varejo por conta das favelas serem próximas uma das outras e a outra é por atacado pois as favelas são distantes umas das outras.
    Enão meu amigo, enquanto não houver um sistema de EDUCAÇÂO, e concientização das pessoas que se você não educar e preparar as crianças de hoje para tal problema o amanhã será a mesma coisa.

    Abraço.

    Armando.

  11. Marcelo Picoli disse:

    Boa Tarde.. Geralmente eu fico pegando pesado com meus filhos, para quando escreverem algo, mesmo que seja no MSN com um amigo,, que escrevam certo. Por favor , nomes próprios e principio de frase são escritos com letras maiúsculas. Eu estava lendo o texto, e meu filho começou a ver comigo e questionou porque estava escrito desta forma… Disse que era algo diferente…

  12. Vitor disse:

    O engraçado é que as gravadoras em vez de baratearem o preço dos cds para bater exatamente de frente contra a pirataria, fazem exatamente o contrário e aumentam os preços dos cds, ou seja, burrice pura.

    Enquanto a indústria fonográfica brasileira não se adequar as novas tecnologias digitais, a pirataria vai continuar. O engraçado é que a RIAA não coloca o lado bom do MP3, como por exemplo, o site itunes que já vendeu milhares de músicas pela internet, isso não é um bom sinal? Sem falar que sites como myspace, last.fm, só lucram e tem usuários pq existe o MP3. Conta outra RIAA.

  13. babecco disse:

    Em relação ao comentário anterior, está mais do que provado que o preço não é nada proporcional ao numero de cópias piratas. Isto é facilmente comprovado com o caso do CD do radiohead, que mesmo estando disponível por um preço baixo na internet [até grátis] teve sua grande maioria de cópias advindas das cópias não autorizadas.

    Acho, que na questão da indústria fonográfica o fato é que deve se adaptar o modelo de negócio, para que o capital gerado seja advindo das performances [shows] e não das cópias, dessa a forma, a pirataria até ajudaria na divulgação e valorização do material.

    No caso da indústria de filmes, o caso é mais complexo para mim e não tenho embasamento para tecer comentários decentes.

    Em relação às editoras, tenho uma, e sei que a produção de cópias ilegais é feita numa maior quantidade [esmagadora] do que as originais. Inclusive há casos em que a própria empresa que produz cópias ‘originais’ produz também exemplares ‘não-tarifados’ [pirataria também].

  14. Parabéns pelo texto silvio, pirataria não é a saída, mas existe alguma coisa muito errada com os valores que são dados a propriedade intelectual hoje em dia.

    Comentário: Ridículo ver na novela das 8 uma atriz dizer: “Nossa você instalou software pirata no seu computador! Vai pegar vírus” Pirataria não é legal, mas combatê-la com mentira é….

  15. Ostrock disse:

    Muito interessante o texto, principalmente quanto á comparação dos dados entre o Brasil e os EUA, realmente a coisa torna-se mais preocupante neste ponto.

    De toda forma, ao que parece se vierem modificações serão para reduzir o controle, ao menos é isso que o ministério da Cultura propõe.

  16. Bruno Bezerra disse:

    É bem verdade que a ajuda a movimentar o crime organizado, ou melhor, a pirataria por si só já é crime, e em muitos casos é muito bem organizada. Mas é bem verdade também que a pirataria movimenta também a economia legal.

    Um exemplo: empresas que trabalham fabricando produtos piratas como camisas de times de futebol, ou mesmo pirateando softwares em CD´s e DVD´s… Essas empresas compram boa parte da matéria-prima (tecidos no caso das camisas e CD´s e DVD´s virgens no caso dos softwares) de empresas idôneas e que pagam impostos como toda e qualquer empresa legalizada.

    A pirataria é uma realidade em Nova Iorque e em Fazenda Nova no interior de Pernambuco, é uma opção de mercado forte, é uma alternativa de consumo forte… mesmo sendo ilegal.

    É um bom debate essa da pirataria Silvio.