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Escrito por • 02/12/2013

saúde & vida: e se você for software?

Tudo é software. este blog já disse isso tantas vezes que parece um mantra. e é. com a diferença essencial de que está sendo desenvolvido e implementado, na prática, em todo mundo, em todas as áreas. de mineração a exploração especial, de comércio a navegação [aérea, marítima, terrestre…], de automação de casas e indústrias a… saúde. olhe o gráfico abaixo, que chuta o que vai rolar, na prática, em diagnósticos médicos, nos próximos 25 anos

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a imagem original [clique!] tem uma resolução bem maior do que aqui no blog e dá pra você ver esta “fatia” da pizza de previsões e outras 5, que pintam alguns dos possíveis cenários pra saúde e seus tratamentos até 2014. na primeira linha acima, algo que já está acontecendo: dados e a descoberta de padrões, usando um número gigantesco de transações paciente-médico-hospital e interações doenças-remédios para decidir o que fazer quando alguém tem algum sintoma [e não doença].

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se o problema envolver o tratamento de sintomas que têm uma multiplicidade de possíveis causas e uma quase infinidade de tratamentos, pode ser que médicos que tenham auxílio de sistemas de informação tenham performance e resultados bem melhores do que médicos que usam “apenas” seu próprio saber e experiência. e a conversa não é ficção científica; como mostra o vídeo abaixo, já há sistemas que podem ser usados na prática [mas ainda estão em fase experimental] para gerir a montanha de informação que precisa ser tratada no caso de câncer, por exemplo.

um dos problemas que a sociedade terá que enfrentar, na medida que sistemas que tenham a capacidade do acima [WATSON, da IBM] entrem no mercado, é como [e se] vamos confiar neles [os sistemas] e, se for provado que eles [os sistemas] são mais precisos do que os médicos [sem os sistemas?…], será que vamos deixar que médicos façam diagnósticos sem auxílio dos tais sistemas?…

pense no problema, nas respostas e nas implicações.

sistemas como WATSON já são usados de forma experimental [com resultados surpreendentes a favor de computadores e software] e no ensino de práticas de diagnóstico. e a “fatia” da pizza lá no começo mostra apenas uma das poucas áreas da saúde –diagnóstico- em que software começa a ter um papel radical. em outras fatias das previsões você verá termos como tratamento genético prenatal que, no longo prazo [2020, 2030, 2040…], quer dizer reprogramação genética específica, capaz de modificar, antes de alguém nascer, condições que complicariam sua vida de formas potencialmente letais. isso está na agenda agora, como você pode ver no vídeo abaixo [infelizmente sem tradução para o português].

 

mas radicalmente ainda, se a gente pensar que tudo é software mesmo, incluindo o código genético de cada um e de tudo que é vivo neste planeta, é bom ver o vídeo abaixo, onde um dos maiores geneticistas vivos descreve como novas formas de tratar genes [como programas e programação!], sintetizando novas e inesperadas vertentes e formas de vida, vai reinventar o que se costumava chamar de natureza e, em última análise [ou melhor, síntese!] nós próprios. pense…

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