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Escrito por • 28/09/2011

second life: de novo?

dias destes, passando por uma das minhas leituras, encontro novas sobre um seminário no second life. faz tempo que não passo lá. e nem lembrava mais do second life; pra mim, poderia ter fechado sem dar notícia e eu nem teria notado. aliás, esqueci completamente quem eu era, por lá. não sei nem o meu "sobrenome" no mundo virtual. vou ver se redescubro isso e procuro alguma vida no lugar.

independentemente de usuários infiéis como eu, há gente usando a coisa, como os 80 avatares que estiveram no seminário mostrado abaixo, que está relatado neste link.

Opening presentation by Humanity+ Chair Natasha Vita-More

se você quiser saber como um destes eventos se desenrola do seu lado da tela [imaginando que você nunca esteve no second life quando estava na moda] clique na imagem abaixo, gravação de parte do evento acima

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second life foi lançado em junho de 2003. datando a abertura de facebook em 2006, second life começou a tentar ser "a" rede social para onde todo mundo iria em 3AF, terceiro ano antes de facebook. e não tentava pouco: há quase uma década, queria ser a "realidade virtual" onde haveria pessoas, instituições, marcas, produtos, serviços, mercado, dinheiro e bancos. houve falências e tudo! pense também em casas, prédios, eventos, shows, o diabo a quatro aqui do mundo "real". um lugar onde –em última análise- seria possível uma imersão tão intensa a ponto de se tornar uma extensão [ou mais] da vida "real" aqui fora.

trata-se de um caso quase clássico de tecnologia muito sofisticada antes da janela de oportunidade. o cliente que você tinha que trazer para seu PC [em 2003] não chegava nunca. não havia rede. e, instalado, era tão pesado que tomava todo seu hardware [lembre-se, 2003…] e, ainda assim, a experiência não era lá estas coisas. mas muita gente apostou muito. uma empresa brasileira criou o primeiro "país" no mundo virtual [a "mainland brazil"] em 1DF. me lembro da discussão à época… e não apontava pra "mainland" ou companhia sobrevivendo no médio prazo. e parece que foi o que aconteceu.

philip rosedale, um dos criadores de second life, ainda não desistiu. na palestra abaixo, apesar de falar de second life quase sempre no passado, ele aponta pra coisas interessantes que podem vir de realidades virtuais online. e second life não morreu: tem mais de 10 milhões de usuários e lucrou US$100 milhões em 2010. e está diversificando para games.

Rosedale, um dos criadores de Second Life, aposta no futuro do mundo virtual

e a atividade ao redor de espaços virtuais como second life não cessou. um monte de gente está apostando em plataformas como openSim, inclusive universidades e escolas interessadas em exercitar a ideia de campi virtual, onde gente do mundo inteiro pode participar das atividades de aprendizado sem "ir" fisicamente até um local qualquer.

lá em 2003, não havia rede e hardware para um second life dar certo e assumir um papel que tivesse a escala que faceBook tem, hoje. em 10DF, talvez o próprio faceBook apareça com funcionalidades que possibilitem o que second life tentou entregar e não conseguiu, dentro das expectativas de benefício e custos esperadas pelos potenciais usuários.

daqui até lá [ou depois] vamos ver um monte de experimentos interessantes, como usar openSim para diminuir deslocamentos de alto custo [tô dentro!]e, talvez, exercitar os modelos de negócio da próxima geração de realidades virtuais, uma possível "third" life…

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0 Responses to second life: de novo?

  1. Fábio Mariz Maia disse:

    Existem iniciativas aqui no BR no sentido de usar o Second Life para educação. Um exemplo é a Ilha do Aprender, projeto financiado pelo FINEP, que está em pleno funcionamento.

    Nos últimos 10 meses foram ministrados 5 cursos na ilha, em parceria com o Tribunal de Contas da PB e o UNIPE (instituição de ensino superior da PB).

    O uso do SL para educação tem sido discutido também no meio acadêmico. Recentemente foi apresentada uma dissertação no CIn-UFPE que discutia a utilização da Ilha nos cursos de EAD. Outra está sendo desenvolvida no sentido de estudar a interoperabilidade entre o SL e ferramentas LMS (por exemplo, Amadeus).

  2. Fábio Mariz Maia disse:

    Existem iniciativas aqui no BR no sentido de usar o Second Life para educação. Um exemplo é a Ilha do Aprender, projeto financiado pelo FINEP, que está em pleno funcionamento.

    Nos últimos 10 meses foram ministrados 5 cursos na ilha, em parceria com o Tribunal de Contas da PB e o UNIPE (instituição de ensino superior da PB).

    O uso do SL para educação tem sido discutido também no meio acadêmico. Recentemente foi apresentada uma dissertação no CIn-UFPE que discutia a utilização da Ilha nos cursos de EAD. Outra está sendo desenvolvida no sentido de estudar a interoperabilidade entre o SL e ferramentas LMS (por exemplo, Amadeus).

  3. Mais producente e racional é usar as tecnologias para facilitar a interação. .. Adicionar complexidade é justamente o oposto.

    Não faz sentido (re)criarmos todo um mundo, num universo virtual só para obter um palco onde possam acontecer interações mediadas por tecnologias… Isto é adicionar barreiras (e tecnologias) na interação.

  4. Mais producente e racional é usar as tecnologias para facilitar a interação. .. Adicionar complexidade é justamente o oposto.

    Não faz sentido (re)criarmos todo um mundo, num universo virtual só para obter um palco onde possam acontecer interações mediadas por tecnologias… Isto é adicionar barreiras (e tecnologias) na interação.

  5. Eduardo Rocha disse:

    Professor, o senhor viu o ganhandor do ultimo Techcrunch disrupt?
    O nome dele é shaker, e muita gente ta chamando ele do ” second life no facebook”.
    http://techcrunch.com/2011/09/14/and-the-winner-of-techcrunch-disrupt-is-shaker/

    Talvez o second life fosse muito a frente do seu tempo, e agora seja o momento certo para novas comunidades.

  6. Eduardo Rocha disse:

    Professor, o senhor viu o ganhandor do ultimo Techcrunch disrupt?
    O nome dele é shaker, e muita gente ta chamando ele do ” second life no facebook”.
    http://techcrunch.com/2011/09/14/and-the-winner-of-techcrunch-disrupt-is-shaker/

    Talvez o second life fosse muito a frente do seu tempo, e agora seja o momento certo para novas comunidades.

  7. Tiago disse:

    Só tenho a dizer uma coisa:Quem não usar Second Life hoje,vai chegar um tempo em que você estará fora de moda por não ser residente pois ele é o futuro da internet,ele é muito imersivo,um mundo gigante…Adoro Second Life!

  8. Tiago disse:

    Só tenho a dizer uma coisa:Quem não usar Second Life hoje,vai chegar um tempo em que você estará fora de moda por não ser residente pois ele é o futuro da internet,ele é muito imersivo,um mundo gigante…Adoro Second Life!

  9. Jean Liberato disse:

    Nota do Editor do blog MundoLinden.Net (o maior do mundo sobre o Second Life em língua portuguesa):

    apesar de ser uma grande autoridade acadêmica na área de Tecnologia da Informação, o professor Silvio Meira demonstra desconhecimento sobre o que ocorre nos mundos virtuais. A começar pela falha ao descrever o projeto OpenSIM como OpensYm (com a letra “Y”), não é esta a grafia correta, pois, o termo “SIM” é a forma contraída de SIMULATOR.

    OPEN = código aberto ou open source + SIM = simulador ou simulator.

    Não sou um pesquisador acadêmico, mas talvez seja o principal investigador acerca do Second Life no Brasil, desde 2007. Portanto tenho um conhecimento prático e a vivencia necessária para debater de igual para igual com o Silvio Meira, sobre este tema em particular.

    Para ele, então hoje em dia Internet resume-se ao Facebook, pois, existem desenvolvimentos AF e DF (antes do Facebook e depois do Facebook). Mas não nos esqueçamos que este mesmo professor já usou a grafia aG e dG (antes do Google e Depois do Google)!

    Em tecnologia o desenvolvimento é muito rápido, portanto não é seguro usar referências como estas que o professor Silvio Meira utiliza. Prefiro me basear nas datas e nas eras, portanto o SL para mim é algo desenvolvido no início de nosso século e agora entrando em sua segunda década, será um sistema mais viável, devido a maior capacidade de processamento dos computadores pessoais da atualidade e ao alto nível de desenvolvimento da plataforma de simulação 3D.

    Em relação a “usabilidade” do Second Life, ele novamente volta a sua raiz “profeta do apocalipse” e declara a “morte” do SL e o salvador das plataformas educacionais que utilizavam ou utilizariam o SL como meio de interatividade 3D, pode ser o Facebook (será?????). Ele recebe “jabá” do Mark Zuckerberg? Hummmm sei lá! rs rs rs

    Mas, concordo com ele quando diz que o custo operacional do Second Life, é inviável para implementar projetos de ensino e interatividade à distância. Mesmo para grandes empresas ou instituições de ensino. E novamente concordo com ele quando aponta para o OpenSimulator como uma solução mais viável e menos onerosa financeiramente.

    Finalizando, pontuo o que ele diz em relação ao Facebook ser um possível desenvolvedor de solução para aquilo que o Second Life se propôs e não entregou. Discordo totalmente do Meira, pois, a proposta inicial do Philip Rosedale era construir um mundo virtual 3D, onde pessoas colaborassem entre si na criação e no desenvolvimento do mesmo.

    O objetivo principal do Second Life foi atingido! O Second Life nunca foi projetado para ser uma rede social gigante, esta necessidade surgiu com o tempo, para manter-se vivo e financeiramente viável.

    O SL realmente precisa massificar, mas, nenhuma outra empresa de tecnologia detém a capacidade tecnológica de desenvolvimento da Linden Lab aplicada no Second Life, ou seja, para mim é ainda possível um novo “boom” para a plataforma “Web 3D”, principalmente se uma empresa gigante da tecnologia (Google, Microsoft, IBM, etc) adquirir a Linden Lab futuramente, por conta de seu know how e da possibilidade de inserir o Second Life como um padrão 3D para a web e mobile.

    Quando isso vai ocorrer? Não sei, não sou um profeta, nem do apocalipse, muito menos da futurologia, mas que vai acontecer, ahhhhh isso vai!

    😉

    Nos vemos no Second Life!!!

    Jean Liberato
    Editor
    Origem: http://www.mundolinden.net
    “Second Life Fácil”

    • srlm disse:

      jean, grato pelo seu comentário. o sYm foi um tYpo, vou corrigir. sobre second life, mantenho tudo o que disse. e boa parte do *problema* dele não ter dado certo [e de provavelmente não dar nunca e de alguma outra coisa vir a ser nosso mundo virtual online] foi a própria linden labs, pela gestão ditatorial do ambiente. se você não viu, vá ver este meu texto de 2007 sobre o assunto… http://scr.bi/qa0Zri… abs, s

  10. Jean Liberato disse:

    Nota do Editor do blog MundoLinden.Net (o maior do mundo sobre o Second Life em língua portuguesa):

    apesar de ser uma grande autoridade acadêmica na área de Tecnologia da Informação, o professor Silvio Meira demonstra desconhecimento sobre o que ocorre nos mundos virtuais. A começar pela falha ao descrever o projeto OpenSIM como OpensYm (com a letra “Y”), não é esta a grafia correta, pois, o termo “SIM” é a forma contraída de SIMULATOR.

    OPEN = código aberto ou open source + SIM = simulador ou simulator.

    Não sou um pesquisador acadêmico, mas talvez seja o principal investigador acerca do Second Life no Brasil, desde 2007. Portanto tenho um conhecimento prático e a vivencia necessária para debater de igual para igual com o Silvio Meira, sobre este tema em particular.

    Para ele, então hoje em dia Internet resume-se ao Facebook, pois, existem desenvolvimentos AF e DF (antes do Facebook e depois do Facebook). Mas não nos esqueçamos que este mesmo professor já usou a grafia aG e dG (antes do Google e Depois do Google)!

    Em tecnologia o desenvolvimento é muito rápido, portanto não é seguro usar referências como estas que o professor Silvio Meira utiliza. Prefiro me basear nas datas e nas eras, portanto o SL para mim é algo desenvolvido no início de nosso século e agora entrando em sua segunda década, será um sistema mais viável, devido a maior capacidade de processamento dos computadores pessoais da atualidade e ao alto nível de desenvolvimento da plataforma de simulação 3D.

    Em relação a “usabilidade” do Second Life, ele novamente volta a sua raiz “profeta do apocalipse” e declara a “morte” do SL e o salvador das plataformas educacionais que utilizavam ou utilizariam o SL como meio de interatividade 3D, pode ser o Facebook (será?????). Ele recebe “jabá” do Mark Zuckerberg? Hummmm sei lá! rs rs rs

    Mas, concordo com ele quando diz que o custo operacional do Second Life, é inviável para implementar projetos de ensino e interatividade à distância. Mesmo para grandes empresas ou instituições de ensino. E novamente concordo com ele quando aponta para o OpenSimulator como uma solução mais viável e menos onerosa financeiramente.

    Finalizando, pontuo o que ele diz em relação ao Facebook ser um possível desenvolvedor de solução para aquilo que o Second Life se propôs e não entregou. Discordo totalmente do Meira, pois, a proposta inicial do Philip Rosedale era construir um mundo virtual 3D, onde pessoas colaborassem entre si na criação e no desenvolvimento do mesmo.

    O objetivo principal do Second Life foi atingido! O Second Life nunca foi projetado para ser uma rede social gigante, esta necessidade surgiu com o tempo, para manter-se vivo e financeiramente viável.

    O SL realmente precisa massificar, mas, nenhuma outra empresa de tecnologia detém a capacidade tecnológica de desenvolvimento da Linden Lab aplicada no Second Life, ou seja, para mim é ainda possível um novo “boom” para a plataforma “Web 3D”, principalmente se uma empresa gigante da tecnologia (Google, Microsoft, IBM, etc) adquirir a Linden Lab futuramente, por conta de seu know how e da possibilidade de inserir o Second Life como um padrão 3D para a web e mobile.

    Quando isso vai ocorrer? Não sei, não sou um profeta, nem do apocalipse, muito menos da futurologia, mas que vai acontecer, ahhhhh isso vai!

    😉

    Nos vemos no Second Life!!!

    Jean Liberato
    Editor
    Origem: http://www.mundolinden.net
    “Second Life Fácil”

    • srlm disse:

      jean, grato pelo seu comentário. o sYm foi um tYpo, vou corrigir. sobre second life, mantenho tudo o que disse. e boa parte do *problema* dele não ter dado certo [e de provavelmente não dar nunca e de alguma outra coisa vir a ser nosso mundo virtual online] foi a própria linden labs, pela gestão ditatorial do ambiente. se você não viu, vá ver este meu texto de 2007 sobre o assunto… http://scr.bi/qa0Zri… abs, s

  11. Jean Liberato disse:

    Pow Silvio, o link que vc me mandou está quebrado, mande o link correto.

    Abraço.

  12. Jean Liberato disse:

    Pow Silvio, o link que vc me mandou está quebrado, mande o link correto.

    Abraço.

  13. Ricardo disse:

    Olá Silvio!
    Muito interessante seu artigo, mas tenho que descordar de você em vários pontos.

    1º – O Second Life foi aberto para o público em meados de 2004 para 2005, em 2003 ele era um projeto fechado, ainda estava em desenvolvimento.

    2º – Em 2007 ocorreu um crescimento significativo de usuários, pois começou a ser divulgado pela mídia internacional, o que atraiu a atenção de pessoas do mundo todo, o Brasil por exemplo, chegou e ser o terceiro país com maior número de usuários ativos na época, ficando apenas atrás dos Estados Unidos e Alemanha. Mas em consequência dessa exposição atraiu também muitos especuladores que não tinham o menor conhecimento da plataforma ( nem se preocuparam em ter) e começaram erroneamente vender o Second Life como a nova mina de ouro para as empresas, principalmente no meio publicitário sem antes um estudo prévio de como o Second Life funcionava e se o mesmo formato usado no mundo real teria o mesmo efeito la dentro. Resultado, não funcionou, faltou conhecimento técnico e de como os usuários interagem com o meio dentro do Second Life, o que ocasionou de muitas empresas abandonarem seus projetos dentro da plataforma por falta de interesse dos usuários la dentro, e a mídia publicitaria começar a declarar o Second Life como morto. Mas o Second Life não morreu, o crescimento em termos de usuários diminuiu significativamente sem a exposição na mídia, mas sabe quem prosperou la dentro? Os próprios usuários, aquelas pessoas que se dedicaram em aprender como a ferramenta funciona, como é a interatividade com a plataforma e muitos la criarão suas empresas virtuais e começaram a ganhar dinheiro com seu trabalho oferecendo aos usuário o que eles queriam. Ironicamente nem todo dinheiro das grandes empresas que tentaram adentrar o Second Life sem primeiro serem usuários e saberem o que os usuários queria, ajudou na permanência delas lá.

    O Second Life só morreu para a mídia despreparada e sem nenhum conhecimento técnico para abordar de forma mesmo que superficial o potencial da plataforma.

    Pode ser que através do Facebook venha surgir algum mundo virtual em forma de rede social, mas dificilmente com o mesmo potencial e interatividade que o SL tem e a forma como permite os usuários construírem lá seu próprio mundo.

    Eu trabalho com uma empresa de mídia Norte Americana no Second Life, diferente de outras empresas, antes de se instalarem na plataforma assim que entraram, buscaram conhecer como tudo funcionava e o que os usuários la procuravam, interagindo como usuários por mais de um ano antes de iniciar seus negócios. Resultado, faz 3 anos que estão atuando la dentro com vários projetos que vão desde comercio, entretenimento, criação e administração de espaços para EAD, essa empresa possui até um convênio com a unidade de saúde do exército dos EUA onde criaram um espaço dentro do SL para socialização dos soldados com as famílias quando estes estão em campanha longe dos entes, e que está funcionando e dando certo a 1 ano. E a tendência é crescerem ainda mais. Mas tudo isso devido ao fato de que buscaram entender o Second Life, e não só criaram uma conta, vagaram por algumas ilhas (SIMs) e erroneamente fizeram comparação com outras redes sociais sem saber que o Second Life não é uma simples rede social, não se compara Second Life com Facebook pois são muito distintos, os usuários de cada plataforma tem interesses distintos, se você entra no Second Life achando que vai ter um Facebook 3D, já começa errado e a tendência é o que você tentar fazer lá pensando dessa forma, não venha dar certo nunca, e assim como tantos outros, sair falando coisas sem Know-how suficiente pra tirar qualquer conclusão sobre a plataforma.

  14. Ricardo disse:

    Olá Silvio!
    Muito interessante seu artigo, mas tenho que descordar de você em vários pontos.

    1º – O Second Life foi aberto para o público em meados de 2004 para 2005, em 2003 ele era um projeto fechado, ainda estava em desenvolvimento.

    2º – Em 2007 ocorreu um crescimento significativo de usuários, pois começou a ser divulgado pela mídia internacional, o que atraiu a atenção de pessoas do mundo todo, o Brasil por exemplo, chegou e ser o terceiro país com maior número de usuários ativos na época, ficando apenas atrás dos Estados Unidos e Alemanha. Mas em consequência dessa exposição atraiu também muitos especuladores que não tinham o menor conhecimento da plataforma ( nem se preocuparam em ter) e começaram erroneamente vender o Second Life como a nova mina de ouro para as empresas, principalmente no meio publicitário sem antes um estudo prévio de como o Second Life funcionava e se o mesmo formato usado no mundo real teria o mesmo efeito la dentro. Resultado, não funcionou, faltou conhecimento técnico e de como os usuários interagem com o meio dentro do Second Life, o que ocasionou de muitas empresas abandonarem seus projetos dentro da plataforma por falta de interesse dos usuários la dentro, e a mídia publicitaria começar a declarar o Second Life como morto. Mas o Second Life não morreu, o crescimento em termos de usuários diminuiu significativamente sem a exposição na mídia, mas sabe quem prosperou la dentro? Os próprios usuários, aquelas pessoas que se dedicaram em aprender como a ferramenta funciona, como é a interatividade com a plataforma e muitos la criarão suas empresas virtuais e começaram a ganhar dinheiro com seu trabalho oferecendo aos usuário o que eles queriam. Ironicamente nem todo dinheiro das grandes empresas que tentaram adentrar o Second Life sem primeiro serem usuários e saberem o que os usuários queria, ajudou na permanência delas lá.

    O Second Life só morreu para a mídia despreparada e sem nenhum conhecimento técnico para abordar de forma mesmo que superficial o potencial da plataforma.

    Pode ser que através do Facebook venha surgir algum mundo virtual em forma de rede social, mas dificilmente com o mesmo potencial e interatividade que o SL tem e a forma como permite os usuários construírem lá seu próprio mundo.

    Eu trabalho com uma empresa de mídia Norte Americana no Second Life, diferente de outras empresas, antes de se instalarem na plataforma assim que entraram, buscaram conhecer como tudo funcionava e o que os usuários la procuravam, interagindo como usuários por mais de um ano antes de iniciar seus negócios. Resultado, faz 3 anos que estão atuando la dentro com vários projetos que vão desde comercio, entretenimento, criação e administração de espaços para EAD, essa empresa possui até um convênio com a unidade de saúde do exército dos EUA onde criaram um espaço dentro do SL para socialização dos soldados com as famílias quando estes estão em campanha longe dos entes, e que está funcionando e dando certo a 1 ano. E a tendência é crescerem ainda mais. Mas tudo isso devido ao fato de que buscaram entender o Second Life, e não só criaram uma conta, vagaram por algumas ilhas (SIMs) e erroneamente fizeram comparação com outras redes sociais sem saber que o Second Life não é uma simples rede social, não se compara Second Life com Facebook pois são muito distintos, os usuários de cada plataforma tem interesses distintos, se você entra no Second Life achando que vai ter um Facebook 3D, já começa errado e a tendência é o que você tentar fazer lá pensando dessa forma, não venha dar certo nunca, e assim como tantos outros, sair falando coisas sem Know-how suficiente pra tirar qualquer conclusão sobre a plataforma.