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Escrito por • 03/08/2010

software = bom “salário”?

parece karma: toda vez que se fala de empresas de software no brasil, um monte de gente trabalhando nelas reclama que está sendo mal pago. acaba de acontecer  recentemente nos comentários deste blog, neste link, razão pela qual volto ao assunto.

o texto do blog era sobre o futuro estar todo sendo codificado em software, donde se concluia que fazer software é “a” profissão do futuro. no mínimo, uma profissão de futuro. aí começou a chiadeira, com um leitor citando o texto e reclamando que…

“Quem souber fazer software tem um diferencial competitivo enorme, porque todo o resto do planeta vai depender de quem faz.”Então porque nós desenvolvedores de software ganhamos salário miséria? Vale mais a pena fazer engenharia, ou ir pra uma área gerencial, quem trabalha nessa área sabe disso…

minha resposta?…

a maior parte do software sendo escrito no planeta, hoje, é irrelevante, como as dezenas de milhares [só?…] de “folhas de pagamento” sendo contínua e concorrentemente desenvolvidas e em evolução no brasil [só pra falar daqui]. este software “commodity” e completamente desnecessário [em seu estado atual] tende [e pode] a ser desenvolvido por competências muito abaixo do que um graduado em computação tem ou deveria ter.

na verdade, tal tipo de software -de especificações triviais- pode ser escrito por técnicos, que seriam remunerados como tal; como não há [por incompetência do setor educacional] técnicos em software, isso é feito por graduados que recebem a remuneração de… técnicos.

se a pessoa é mesmo formada em ciência da computação, engenharia da computação ou engenharia de software [ou em especialidades como “game design” e outras] não é o caso que esteja ganhando uma miséria, muito pelo contrário. a demanda é alta e os salários idem, e mundialmente.

agora, se só se tem o “diploma” de computação e só se sabe “programar sistemas triviais”… prepare-se: você é commodity e será tratado e remunerado como tal.

a discussão ao redor do post original é longa e variada. se você achar que vale a pena, vá ver.

mas há mais: camilo telles me contou de outra conversa, na forbes, sobre os “baixos” salários pagos aos programadores que desenvolvem algoritmos e sistemas para high frequency trading [HFT].  isso está por aí há quase 50 anos mas agora pode tomar conta, de vez, dos mercados de capital: estima-se que 60% do mercado de futuros, nos EUA, já esteja sendo negociado por algoritmos de HFT e não por “traders” humanos. como dissemos no texto sobre software, se você não estiver escrevendo software, é porque vai estar virando software.

imagemas o danado é que as regras não mudam todas, em todos os lugares [na empresa], nem para todos ao mesmo tempo. há lugares onde os programadores [gente com PhD, muitos, pois a coisa não é trivial] de HFT estão ganhando centenas de milhares de dólares [por ano] enquanto os “traders”, meros usuários dos algoritmos, embolsam milhões. resultado?…

grupos de programadores altamente especializados estão decidindo que, ao invés de emprego certo e salário [certo e] “baixo” [isto é, de mercado, seja qual for o mercado], talvez seja melhor empreender seu conhecimento na bolsa, diretamente. a forbes relata pelo menos um caso em que programadores… quit their jobs and cut a deal with HTG Capital Partners of Chicago, whose programmers typically trade on regulated futures exchanges. HTG supplies office space, technology and access to exchanges… [the programmers] keep 40% to 80% of net profits, with the percentage rising as his profits do. More importantly… the programmers retain ownership of the code they write. “We designed this deal so we wouldn't lose intellectual property… If it doesn't work out, we can go somewhere else and take all the software [that we developed]. That's really the key.”

ou seja, os programadores sairam de seus empregos para negociar diretamente na bolsa, associados a empresas do ramo, ficando com algo entre 40% a 80% dos lucros da operação… sem perder os direitos sobre o código que escrevem.

muito mais arriscado do que bater ponto de sete a uma numa repartição pública, mas de retorno potencial muito, muito maior.

como tudo na vida, cada um escolhe seu caminho e, daí, seu destino. saber programar, penso eu, vai começar a ter a mesma importância que saber escrever. ou seja: nenhuma, se você apenas fizer o que todo o resto do planeta está fazendo. é como ler e escrever: ser letrado já não é diferencial competitivo na vasta maioria das economias.

pra meninada de software que está reclamando do salário que recebe, sugiro repensar suas competências e estudar e praticar muito mais. um dos futuros do trabalho bem remunerado é, sim, software, cedo ou tarde; em todas as áreas, de medicina a agricultura, de engenharia espacial a nutrição e advocacia. mas trate de fazer bem mais do que escrever algumas parcas linhas em java para ter a remuneração que você acha que deveria. afinal de contas, quanta gente, entre os tantos que escrevem, vive de literatura?…

* . * . *

pra entender o que mesmo é HFT, clique na imagem abaixo. e comece também a descobrir porque mesmo para ganhar o “salário padrão” de quem desenvolve tal tipo de sistemas [US$150.000 por ano, pelo menos] é preciso saber [e aplicar] bem mais do que você aprendeu na graduação…

image

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82 Responses to software = bom “salário”?

  1. Marcos Duarte disse:

    Vc está coberto de razão silvio …

  2. Victor Rodrigues disse:

    Mas justiça seja feita, boa parte da “inovação” brasileira remunera muito mal os bons engenheiros de software. A ponto de empresas de “folha de pagamento” os atraírem com o dobro, o triplo ou mais em remuneração, e acabarem levando. É um atrativo traiçoeiro, porque a demanda de software corporativa geralmente vai muito aquém do potencial que poderia sair desse pessoal, mas é um ponto a se considerar.

    A saída que vejo para os (não poucos) insatisfeitos me parece ser reclamar menos de salários e empreender.

  3. Silvio, mais uma vez precisão cirúrgica no post.
    Até entendo também o lado de quem reclama, quando saí da faculdade, nos primeiros anos de carreira, tive minha fase de reclamão. Até perceber que o mundo é o mundo, ou a gente aprende a jogar ou escolhe uma toalha felpuda e vai pro chuveiro e o jogo que vale é “não ser comum”. Vejo que grande parte dos desgostos se dá nos primeiros profissionais e atribuo parte da culpa as universidades formam e preparam pessoas “commoditizadas” para um universo que quer mais. Graças a Deus hoje existem movimentos fortes de incubadoras, startups, editais de subvenção, etc. Ha tempos atras, se a gente tivesse uma idéia boa ou tinha um “paitrocínio” ou tinha que apenas dormir com ela na cabeça. Nós somos o produto de nossas próprias decisões. Ninguem chegará e perguntará: “hei, quer trocar de emprego, fazer a mesma coisa e ganhar 4 x mais?”. Será que o grande problema não está na busca por “emprego” ante “trabalho”?
    Abraços!
    http://twitter.com/quantaprojetos
    http://www.quantaprojetos.com.br

  4. Muito boa a citação dos sistemas de HFT. Escrever software é mercado, e mercado é oferta e procura. Quem se especializa em segurança de redes tem menos opções no mercado, porém de melhor remuneração vide a relevância e a dificuldade em se encontrar bons profissionais.

    O que não falta no mercado é gente com boa formação que passa 8 horas por dia desenhando caixinha e setinha ou escrevendo código em camadas para sistema WEB que dentro em breve será gerado automagicamente. Não correm risco algum a não ser o da empresa que trabalha quebrar, mas todo esse pessoal deseja uma remuneração de dois dígitos. A opção no Brasil para quem deseja isso sem correr riscos, mas com limitação, são alguns poucos concursos públicos. Correndo riscos e sem limitações, só empreendendo.

  5. Comentarista disse:

    Silvio, posso os salarios sao baixissimos mesmo. O exemplo q deste é para o melhor caso, de pessoas ultra-graduadas. Imagine um bom engenheiro, ou um bom arquiteto, ganha muito mais q um bom programador (friso que estou falando de bons profissionais, nao do melhor, q em qq area se destaca e cobra o q quer, mas sao pouquissimas pessoas q podem dizer q sao “o melhor”).

    Estes dias vi uma reportagem sobre salarios no Brasil, o exemplo dado foi de uma costureira (somente consertava roupas) d um bairro de classe alta, ela ganhava entre 3 e 4 mil por mes, pq ela faria um curso tecnico para ganhar 700 reais, ou uma faculdade para ganhar 2000 reais???

  6. Uma ótima abordagem sobre o tema! Saber programar está se transformando numa commodity, vejam o caso da Índia, por exemplo.

    Quem quer ganhar mais tem que se arriscar mais e arriscar mais significa sair da zona de conforto e EMPREENDER!

    As competências do futuro são: saber se comunicar, ser estrategista, fazer com que os outros façam o seu trabalho direito, motivar, engajar, entre várias outras. Saber programar não está entre elas.

  7. Sobre o exemplo da costureira na postagem anterior: curso técnico, faculdade, universidade ou MBA servem para ensinar o que ela já aprendeu na prática. Uma boa formação não garante nada, só orienta. Deviam chamá-la para dar aula.

  8. Não poderia estar mais de acordo. Post perfeito, mais uma vez.

  9. Diógenes Ricardo disse:

    Sou estudante ainda, venho acompanhando os comentários desde o outro post, neste Silvio “fechou” a discussão.

  10. Leandro disse:

    Já tive, ao longo da minha vida profissional, diversas experiências de ambientes de trabalho, sejam na iniciativa privada ou pública. Inclusive, mais de uma delas em empresas referência, cada uma em sua época, que asseguram ao Recife um status de pólo tecnológico brasileiro (quiçá, mundial). O que eu tenho percebido neste tempo é que encontramos sempre as mesmas e repetitivas situações, como a do colega que reclama que ganha pouco ou a do gerente de projeto que não dura muitos meses e ele e seus sucessores estão sempre sendo substituídos.

    A realidade é simples: assim como na maioria das profissões (se não em todas), existem os profissionais “descartáveis” e os imprescindíveis. Ou alguém aí nunca viu a placa do escritório de advocacia porta-e-janela que atende qualquer tipo de causa ou o consultório médico de consultas a 15 reais? Não se trata de valorizar ou não um ou outro profissional. Trata-se, sim, do valor que cada um agrega em seu trabalho.

    Dez anos atrás, eu já sabia que trabalhar como programador em uma empresa séria e ganhando relativamente bem (na saudosa época do radix.com) era algo que não valeria a pena por muito tempo. Hoje, tenho uma pequena empresa, uma autêntica bootstrapper (http://sethgodin.typepad.com/seths_blog/2010/08/a-postindustrial-a-to-z.html), que desenvolve um serviço extremamente específico, porém mais rentável do que qualquer emprego de programador na melhor empresa de desenvolvimento de software de Recife.

    Por quê? Porque saímos do ciclo do “sistema-de-controle-de” e investimos o tempo em um serviço que, ao seu público-alvo, possui um enorme valor agregado e, até o momento, sem concorrência à altura na área.

    A meus amigos que citei no início, sempre digo a mesma coisa: ofereça o que a maioria oferece e receberá o que a maioria recebe. Não é necessário nem mesmo ser brilhante para ter retorno ou ser reconhecido: basta deixar de fazer o que todo mundo faz. Daqui a muito pouco, programação Java será matéria do ensino médio.

  11. heliegesio disse:

    sou desenvolvedor .net
    dba
    entre outros
    ja ganhei pouco
    hj ganho como um engenheiro ou mais q alguns
    o q eu fiz para conseguir isso?
    me especializei
    faculdade de sistemas só serve para uma coisa
    pra vc fazer pós
    fora isso, nao mostra nada que o mercado realmente pede
    investir em si, é o melhor caminho para um bom salario
    meus investimentos foram ao longo de 6-7 anos
    fazendo cursos de banco de dados, BI entre outros
    depois foi ser um pouco mais arrojado e buscar salarios melhores

    Essa ideia de ficar na empresa pq ela ta melhorando e vao te levar junto é balela
    Fuja sempre dessa conversa. Recebeu proposta, a empresa é melhor o salario tb.. toca pra frente… pq teu patrao se quebrar nao vai dividir a mansão q ele tem com vc pra te aliviar la no fim… e vc vai ter perdido otimas chances de crescer

    Buscar empresa que tenha no seu escopo varios setores de tecnologia é o melhor caminho.. pq assim vc vai trabalhar ao lado de quem pega uma fatia boa e pequena do mercado e pode ser q vc se de bem com isso

    @heliegesio

  12. JP disse:

    Na verdade, programadores e analistas são como peões e chefes de fábrica (que constroem carros, etc…), e pedreiros e mestre de obra (que constroem arranha-céus, etc…). Ou seja fazem o que alguém pensou e ponto.
    Se alguém quiser ganhar dinheiro, tem que criar ou ser peça importante da criação, caso contrário, é irrelevante sim.
    Não estou criticando nem menosprezando as profissões (sou formado em programação), mas sim destacando a realidade hoje.

  13. Diego disse:

    Silvio, acho que comparado com qualquer outra graduacao, as graduacoes em TI estao sim sendo comparadas em muitos casos como formadoras de profissionais voltados para os mercados tecnicos, sendo que até mesmo voce comenta isso. O que os profissionais que ja estao na area reclamam é que mesmo voce sendo um bom analista de sistemas ou ainda desenvolvedor, voce ainda é mal remunerado, nao tendo um salario compativel e ainda sendo muito diferente de alguem que se forma em medicina ou direito por exemplo em muitas vezes. As empresas criam uma ideia de que nao ha no mercado profissionais qualificados, mas as maiorias das tecnologias que causam e geram um diferencial para o profissional ja fazem parte da base de conhecimento da empresa que muitas vezes nao é divulgada, obrigando os analistas a correrem atras de certificacoes para ter um diferencial, que na pratica nao serve para todas as empresas. Acho que as empresas devem invistir mais nos profissionais e assim gerar / criar diferenciais no mercado. Minha Opiniao!

  14. Acho que algumas pessoas, que comentaram deveriam valorizar um pouco mais os programadores. Já vi diversas empresas reclamar da falta de programador em determinada linguagem, quer um programador em java ou .net? Oferece um salário bom para ele sair do seu emprego. Vamos fazer assim todo mundo que é programador vamos largar o emprego, e empreender… Quero saber se isso acontecesse, quem os ex-programadores iriam empreender? Vamos lá, não existe espaço para todos serem empresários. O programador é necessário, todas as funções são necessárias.

  15. Não podemos deixar de citar que, boa parte do nosso sucesso, quer seja como programador, advogado, analista, engenheiro, arquiteto, enfim, depende [ao menos 50%] da nossa “auto-venda”. Em outras palavras, temos que ser um pouco “Setor Comercial” da nossa competência e do nosso conhecimento. Saber vender o que fazemos e, acima de tudo, por valores justos, faz parte do nosso sucesso. Isso explica porquê GRANDE engenheiros ou analistas de sistema ganham pouco: contentam-se com o que ganham e com a posição que se encontram hoje. Enquanto seus chefes [donos da empresa], as vezes nem graduação possuem. Porquê? Sabem vender muito bem o que o seu Engenheiro faz com qualidade.

    Pensem nisso…

  16. Paulo dias disse:

    Sou programador desenvolvo meus proprios softwares e comercializo diretamente para os clientes, nao tenho que reclamar.
    Trabalhar de empregado fazendo software o salario e pouco mas tambem voce não cria nada, não aprende não evolui geralmente voce escreve o que seu chefe pede isso como profissional e pessimo.
    So aprendemos na necessidade pesquisa criatividade.

  17. Carlos disse:

    Profissionais graduados em ciencias da computação ou sistemas de informação, tem que trabalhar como analista de sistemas e não como programador que é coisa para quem tem somente o segundo grau.

  18. Ivan Leite disse:

    Gostei do post. Porem, com todo respeito, acho Silvio contraditório ao falar da universidade uma vez que o mesmo ajudou a formular o curriculum. Da forma que está hoje aprendendo pouca matemática, fica dificil desenvolver os sistemas mais avançados, que requerem este tipo de conhecimento. Os indianos são os melhores desenvolvedores por dominarem bem a BASE da computação. O curriculum deveria permitir que os alunos pudessem pagar cadeiras eletivas em qualquer departamento da universidade para que se especializem em um área desde a graduação e possam realmente empreender e servir a sociedade em sua área de escolha. A realidade infelizmente é que o desenvolvedor tem as ferramentas mas não domina a negociação com o cliente. Quem vende termina ganhando mais do que quem faz. São vítimas dos intermediários. Pois se ganha muito dinheiro nesta área e ele é mal distribuido.

  19. Miguel disse:

    Olá Silvio,

    Sou de Recife, me formei em 2005 e terminei meu mestrado em 2008. Já trabalhei na iniciativa privada e desde 2008 estou no setor público.

    Concordo que a especialização dos profissionais é o principal diferencial para a definição de bons salários. Porém, não é único e nem o mais importante. PARA MIM, aqui no Brasil o fator mais importante é a região na qual você trabalha. É notório que os salários pagos no mercado de Recife [e adjacências] são horríveis em relação à média nacional. Pior: as coisas ficam ainda mais feias se fizermos essa mesma comparação em relação aos salários de SP.

    As pessoas que são especializadas realmente tendem a ganhar mais do que seus pares. Um profissional sênior sempre vai ganhar mais do que o júnior. No entanto, ganhar mais não é sinônimo de ganhar bem.

    Veja o link a seguir da revista INFO: http://info.abril.com.br/professional/carreira/sai-nova-tabela-com-a-remunera.shtml

    Trabalho com infra-estrutura de TI e desafio você a encontrar UM ÚNICO “Administrador de Redes Junior” que tenha trabalhado aqui em Recife no ano de 2008 recebendo um salário de R$ 3.953,71 [conforme indicado a pesquisa]. Na época, isso era o salário de um “Administrador de Redes Sênior” [e olhe lá…]. Aqui em Recife, para um profissional Junior, esse valor é impensável até os dias de hoje.

    Considerando ainda os dados da revista INFO, será que durante o ano de 2008 o CESAR [ou Porto Digital como um todo] tinha algum:
    – “Analista de Sistemas Pleno” ganhando R$ 7.620,33?
    – “Analista de Sistemas de Internet Pleno” ganhando algo em torno de R$ 9.123,00?

    Pessoalmente, acho difícil que isso aconteça nos dias de hoje [e estamos quase em 2011] aqui em Recife.

    Então pergunto:
    -qual é o problema dos salários ruins aqui do mercado local?
    -será que todos os “Analistas Plenos” da pesquisa da INFO tinham PhD?
    -será que em Recife não temos profissionais especializados (Plenos) que mereçam bons salários como os da pesquisa?
    -será que aqui as empresas do Porto Digital só desenvolvem projetos com especificações triviais e nós [profissionais de TI] viramos commodities?

  20. fernando disse:

    Já existem, mas poucos e de má qualidade, mas tao logo, o que vai mandar no sucesso de um profissional de tecnologia, seja pra criar sites ou qualquer coisa é a criatividade, e só!

    Daqui 5, 10 anos haverá softwares criados que eles criam outros softwares, ou seja: Nao preciso ser engenheiro para montar um software, basta ter um que crie outro, escolho cores, formatos, funções, assim como é um word da vida.

    A diferença será quão criativo seu projeto for, porque senao é como o topico falou: Todo mundo sabe ler e escrever e isto nao será mais um diferencial num mundo onde softwares criarao softwares sem conhecimentos de programaçao mas sim, em alguns cliques e com uma boa diagramação (dados que já virao nestes supostos softwares)

    Esse é o futuro!

  21. julio disse:

    Estou no ultimo ano de computação, entao o que faço??? Já que tenho que concordar com o miserável reconhecimento sobre o profissional da informatica??? Trabalhando de pedereiro posso gannhar até R$ 1500.
    O problema é como um progfessor me disse uma vez, “Existe prostituicao na informatica”, e é verdade mesmo, voce estuda, aprende, e vem aquele que nem terminou o 1º termo e passa na sua frente, pois faz mais barato. No brasil o que importa é o valor , nao a qualidade.
    Ontem recebi um folheto onde dizia: ” formato seu computador, backup completo, busco em sua casa, R$ 28,00″.

  22. fernando disse:

    pois é amigo Julio, a vida é assim, no Brasil o que manda é o bolso. Essa regra só nao vale para empresas de grande porte ou que possuem interesse em investir alguns bocados de mil reais por mes, o que sejamos sinceros, se conta no dedo.

    O que o povo quer é algo pratico funcional que nao precisa ser o melhor que exista, apenas que custe quanto ela quer pagar e que atenda tais necessidades.

    Por isso que vemos a maioria dos donos de empresas pequenas e medias sem nenhum conhecimento de formaçao, a nao ser a de experiencia de vida. Ja passei por empresas pequenas onde o faturamento é na casa de 300, 400 mil ao mes…dono tem faculdade? tá bom…..

    Frase q uso em minha vida: nem sempre os mais inteligentes terao melhores salarios, mas sim os mais espertos e corajosos. Se sabedoria garantisse riqueza entao muitos amigos meus deveriam ser milhonários…

    Esse é o Brasil, esse é o mundo, nao há regras pra prosperar e sim varios fatores: sorte, coragem, competencia, esperteza e por ultimo, inteligencia, se precisar usar. Vide o exemplo que dei

  23. Andre Mendonca disse:

    Silvio,

    Nem todo mundo tem espirito empreendedor ou a capacidade de criar um produto inovador (talvez por falta de iniciativa ou auto confianca — whatever). Tem gente (e eu conheco um monte) que sabe programar (muito bem) e soh isso. Alguns, de fato, nao *querem* fazer outra coisa.

    Um cara desses depende de outros para ter o seu valor reconhecido (financeiramente). Depende de alguma ideia gerada por outra pessoa para poder mostrar do que ele eh capaz. Ele vai sempre estar na “folha de pagamento” (nada de errado nisso) e ha, no mercado, muito mais gente deste tipo que se imagina (tenho certeza que voce sabe disso).

    Eu sei que a audiencia deste blog eh nacional mas como voce mesmo disse que conhece todas as empresas de software de Recife, vamos focar naquele mercado (que eu nao conheco tao bem, vale salientar).

    Minha pergunta eh: ha, em Recife, inovacao o suficiente para se pagar salarios compativeis com outras profissoes? O Recife esta desenvolvendo software RELEVANTE o suficiente para agregar valor e, consequentemente, poder pagar salarios mais altos para aqueles que estao na “folha de pagamento”? Que opcoes tem um cara formado em Ciencia da Computacao (formado, nao diplomado) se ele decidir ficar em Recife?

    O cara formado pega um emprego de tecnico por opcao ou por falta de opcao?

    Em relacao aos high-frequency trading algorithms, vale salientar que nao foram cientistas da computacao que criaram os primeiros algoritmos. Os salarios pagos aos programadores sao realmente altissimos e, acredite se quiser, muitas vezes sao muito mais altos do que os salarios (base) dos proprios traders. A bronca eh no final do ano, na hora de repartir o lucro.

    E eu tambem acho que o artigo da Forbes deu a entender que os traders nao fazem nada mais do que “usar” os algoritmos, e que sao os programadores que merecem todo o credito. Esta eh uma visao errada da situacao. O que realmente aconteceu foi que os programadores passaram a entender o negocio bem o suficiente para se tornarem traders e, desta forma, passaram a contribuir tanto quanto eles (e consequentemente exigir salarios similares).

    Outra questao eh que muitos destes algoritmos sao publicos e notorios e a diferenca eh a performance deles. Em anuncios de empregos para HFT programmers, muitas vezes os bancos exigem conhecimento de very low-level programming, incluindo interface com hardware, etc. A ideia, como um conhecido meu diria, “is to squeeze every micro-second out of the application”, ou “fine tune the shit out of C++”. Nesta hora um bom desenvoledor faz a diferenca mas nao da pra dizer que ele agregou tanto valor assim.

    Outra coisa eh que o mercado sempre muda, os algoritmos tornam-se publicos e as oportunidades podem desaparecem da mesma forma como elas se tornaram populares: de uma hora para outra. A funcao do cara da area de negocios eh, tambem, conseguir identificar estas novas oportunidades. Ou seja, tem muita coisa envolvida alem da implementacao do algoritmo.

    Lembre-se, da mesma forma que tem gente reclamando do salario em Recife, tem gente reclamando do salario em Wall Street.

    Abraco,
    Andre Mendonca

  24. veiga disse:

    Leonardo, tens razão, essa frase resume tudo: “ofereça o que a maioria oferece e receberá o que a maioria recebe. “

  25. Emerson Zarour disse:

    Silvio,

    Moramos hoje em Pernambuco e ambos sabemos que o Salário é adequado ao mercado, mas uma coisa que os Engenheiros de Software não sabem que perto de outras profissões todos estão muito bem posicionados, basta realizar um comparativo.

    É verdade que quando se analisa os limites superiores de Salários o E.S. pode até ficar um pouco atrás, portanto temos que entender que neste nível prevalece os empreendedores e Diretores.

    Meu ponto de Vista hoje é:

    software = bom “salário” !
    software = bom “empregabilidade” !

    Mas não vai deixar você Rico, nem muito bem de vida, não com salário.

    Abraço,
    ,

  26. Paulo disse:

    Excelente resposta, mas isso não explica o porque de algumas empresas fazerem um “acordo de cavalheiros” (eu prefiro o termo “acordo de canalhas”) em que uma não pode contratar o empregado da outra, evitando assim a concorencia e o aumento dos salarios. Pois é, tem pessoas que só falam em “oferta e demanda” e “livre mercado” quando interessa a elas!

  27. antonio disse:

    se eu pudesse/devesse dar um único conselho a qualquer profissional empregado (em qualquer área), este seria: “enquanto você cresce profissionalmente num ritmo mais rápido do que a empresa onde você trabalha, faça de tudo pra manter o ritmo, pois em algum momento você vai estabilizar e passar a ficar no mesmo ritmo da empresa. quando você perceber que está no ritmo da empresa, comece a avaliar o que aprendeu e planeje os próximos passos com base nisso, inclusive sair da empresa e ir para outra que lhe proporcione o mesmo aprendizado. quando você estiver andando num ritmo mais lento do que a empresa, cuidado, pois já passou da hora de sair. e, não, não tem mais como recuperar. o melhor é sair mesmo. não se iluda, o papel de uma empresa é tirar dos seus funcionários e dos seus clientes mais do que ela dá em troca. isso chama-se lucro, e lucro é a base do capitalismo. então faça a sua parte, tente tirar da sua empresa mais do que você dá em troca. não há nada de errado com isso, são as regras do jogo. não se iluda, se fosse permitido uma empresa meter a mão no bolso dos seus clientes diretamente sem ter que dar algum produto ou serviço em troca, ela não se daria ao trabalho de criar produtos.”

  28. Acaz disse:

    Existem muitos programadores, mas os bons, da pra contar na mão. Como tudo na vida.

  29. Lucas disse:

    No meio de todo esse debate malthusiano capitalista neoliberal, acabo concordando com o antonio. Algo mais claro que a explicação dele, não existe.

  30. Leonardo Lima disse:

    Em se tratando de metodologias tradicionais, fábricas de software e afins, concordo plenamente. Mas se você pensa em produtividade e qualidade, já deve ter ouvido falar de metodologias ágeis, tente contratar commodities e verá o fracasso do seu projeto. Programador tem que ser bom, nao apenas na arte de digitar código, mas de pensar em soluções.

  31. Iuri Fiedoruk disse:

    Já trabalhei com muitos extrangeiros, e enquanto os indianos merecem o pouco que recebem, os japoneses merecem tanto quanto ganham ou mais, digo sem temor: os americanos ganham MUUUUUUUUITO mais do que trabalham, ou conhecimento que possuem/usam.
    O fato é que o salário também é um reflexo da economia e cultura de um país. No Brasil quem ganham bem é político (invariavelmente corrupto), jogador de futebol (produto de exportação), e altos cargos no serviço público (ganham mais como incentivo a não roubarem, e ainda assim…).

    Enfim, não concordo de maneira geral. pode até ser verdade em algumas empresas, mas as que desenvolvem trabalhos que realmente exigem conhecimento, o salário ainda é baixo, e por questões que não tem a ver com conhecimento, e sim econômica.

  32. Luis Rodolfo disse:

    Muito bom o texto.
    Não sei o motivo. Mas os programadores saem das faculdades imaginando um mundo bolha da programação. Onde seu papel é de somente digitar código (como o texto diz, seria como somente saber escrever).

    No mundo real, um programador se destaca por seu conhecimento e senso de arquitetura, análise, codificação, testes, suporte, implantação, planejamento, criatividade, etc.. Não existe um mundo bolha da programação, saia da baia e vá conversar com um cliente/usuário, aprenda a regra de negócio que programa.

    Um perfil presente nos programadores são interesses por assuntos como filosofia, psicologia, empreendedorismo. Vá em frente, se envolva nesses assuntos sem medo de achar que não fazem parte do seu trabalho.

    Cada programador é um executivo. Suas linhas de código são tomadas de decisões que afetam diretamente o futuro da empresa. Aprenda Teoria do Caos, Teoria dos Jogos, Aperfeiçoe seu Processo Cognitivo e programará com outros olhos. Sim, existem empresas que desejam este tipo de profissional, são poucas, mas são essas que pagam bem.

    Aí está o detalhe: Estas empresas não olham para o seu diploma.
    Elas querem saber do seu envolvimento com a comunidade de desenvolvimento, sua colaboração num projeto open source, seu blog, o que você realmente “fez”!

    Programadores. “Think Different”

  33. John disse:

    Vou deixar uma pergunta em aberto só como exemplo: se algum brasileiro houvesse “inventado” o JAVA, teríamos condições de ter chegado até o nível que ela chegou? Para mim, NÃO. Já diz o ditado “a necessidade é a mãe da criatividade”. MERCADO INTERNO é o que desenvolve uma economia, não o externo. Escancaramos o nosso e a necessidade foi-se embora. Sobraram as migalhas. Já a China vai muito bem obrigado!

  34. Daniel disse:

    Concordo , porém , em parte.

    O pessoal de Software é mal remunerado? Um engenheiro ganha mais do que um programador? Não é bem assim.

    A área de Software é considerada exata, assim como engenharia ou matemática, porém, o pessoal de software herdeu uma característica do pessoal da área de “Humanas” : o Ego. Todo programador, por mais mediocre que seja seu trabalho , se acha o melhor programador do mundo. Isso faz com que o cara ache que ganha mal.

    Vamos olhar as outras profissões.

    É claro que , isso não é justificativa para comodidade, mas é preciso ter a noção real do valor do seu trabalho.

  35. Richard Feliciano disse:

    Mas é bem verdade uma coisa 90% dos programadores no país são simplesmente medíocres.

  36. Wilson disse:

    Prezado Silvio,

    No Brasil, infelizmente software é tratado como commodity. Fico decepcionado ao ver que você é um dos que engrossam o coro.

    Claro que quem está começando vai ganhar pouco, isso ocorre em quase todas as áreas. O problema que ocorre no Brasil, que não ocorre nos EUA ou Europa, é que não importa quanto você seja bom, seu teto salarial estará bem abaixo dos gerentes. É fácil dizer que os programadores são medíocres, mas sem uma carreira promissora para seguir, quem vai querer acumular experiência para se tornar realmente um programador competente?

    Eu me considero um caso raro no Brasil, pois trabalho como desenvolvedor/arquiteto de software há mais de 15 anos. Para continuar fazendo o que eu gosto e evitar ter que virar um pseudo gerente PMP, passei a trabalhar para uma empresa de fora. Nos EUA, não é difícil encontrar programadores experientes e competentes que ganham tanto quanto os gerentes a quem reportam. Lá eles possuem uma carreira, por isso sobrevivem no mercado tempo suficiente para adquirir competência.

    Essa lógica bizarra do mercado brasileiro vai gerar, em poucos anos, um apagão de programadores experientes. Eu vou assistir isso de camarote e vou achar muito engraçado.

    PS.: A validação tosca do seu blog com certeza foi implementada por um programador mal pago, afinal essa coisa de software é só uma commodity, que até um chimpanzé é capaz de fazer.

  37. Edgard disse:

    Correto? Depende, em parte.

    Em muitas empresas gerentes e diretores não tem idéia do que é um departamento de TI. A cultura brasileira é ignorante e retrógrada por natureza. Se nós, graduados em computação, formos esperar algum reconhecimento por inovação acabaremos frustrados. Vejam que as profissões citadas como bem remuneradas são aquelas clássicas.

    Enfim, na minha opinião o texto postado é correto em teoria, mas não se aplica a grande realidade brasileira, exceto em raras excessões.

    De qualquer forma, discussões neste sentido são sempre positivas. Parabéns pelo texto.

    Abraço.

  38. Eduardo disse:

    Pois bem… minha pergunta é:
    E os mestres e doutores que tentam inovar nas empresas, no Brasil, e não tem vez (mesmo em empresas de pesquisa e inovação)? As empresas precisam mudar tb?
    E com relacao ao Brasil so incentivar pesquisas academicas (utilizadas muitas vezes apenas para avaliacoes da capes -> visibilidade x mais dinheiro e investimento)? Eu acho que o problema nao é apenas querer fazer. Cientistas, estamos cheios… temos muitos. Nossa area é uma das que mais tem jovens qualificados [e muito]. O nosso proprio mercado nao absorve os que se destacam ou que querem fazer a diferença. Acredito que muita coisa precise mudar, a começar, pelas universidades e empresas (e tb o governo/capes/patentes).

  39. Celso disse:

    Silvio

    Não é tão fácil assim.

    Nossa empresa está desenvolvendo uma solução nova, INOVADORA MESMO, sem similar no Brasil e com somente outro no mundo que tenhamos visto, mas isto demandou muito$$$$$$ recur$o$ nossos em pesquisa e desenvolvimento, estamos efetuando visita as players nacionais, muito bem avaliados, mas e os veículos que lá fora tem a disposição?

    Venture Capital, Capital Semente e outros, aqui ainda é muito limitado e a pouco tempo ouvi de um profissional de mercado que OS FUNDOS ESTÃO SAINDO DO SETOR DE TI!

    Note que ouvi isto de um profissional de longa data no mercado de capitais.

  40. DuDu_Pinto disse:

    O problema de Recife é simplesmente falta de opção causada pelo “cartel” formado no Porto Digital. O caminho correto é quando uma pessoa começa a se destacar chega ao ponto de merecer uma promoção ou um aumento. Mas as empresas daí usam a seguinte tática: “a gente paga a média” ou “o valor de mercado” para Recife… Quando você tenta sair da empresa existe o “acordo de cavalheiros” que impede que você saia para uma concorrente. Com essa estratégia vergonhosa de manter os salários abaixo da média nacional a unica alternativa é sair de Recife. Não importa o quanto você se especialize você nunca vai conseguir evoluir. E colocar a culpa nos próprios programadores ou engenheiros dizendo que é porque eles não são empreendedores é uma desculpa das mais descabidas que já vi! Acho importante ser empreendedor, mas ter uma certa experiência em empresas antes de se arriscar é essencial. Ou vocês acham que daria certo um cenário onde todos os recém formados se metessem a empreendedores e montassem suas empresas?

  41. Celso disse:

    O mais engraçado de tudo, hoje recebi contato de uma Venture Capital DE FORA do Brasil para só conhecer a nossa proposta.

    Não é brincadeira, é a REALIDADE!

  42. Diego F. disse:

    Silvio,

    Em HFT os desenvolvedores apenas passam para C++ ou alguma plataforma CEP com linguagem própria aquilo que os quants projetaram, testaram e validaram seja no Excel, R, ou outra linguagem funcional da moda.

    É como comparar um pedreiro e um arquiteto. De tanto trabalhar com o arquiteto o pedreiro aprende a fazer bonito, mas não significa que ele tem a mesma competência de criar e inovar que o arquiteto tem.

    Sem os quants esses desenvolvedores do artigo não seriam nada.

  43. Bruno Maurtas disse:

    Eu faço Sistemas de Informação e o que os meus amigos falam pra zoar os outros? Chamam de programador…

    “Fala ae, programadores”

    Só fui entender isso no 2º período hahaha

  44. Júlio César Andrade disse:

    Galera, tem todo sentido, trabalho como programador a 6 anos nem formado sou, mais tenho empresa. Hoje tenho muito conhecimento na área de programação tando quanto qualquer programador formado que faça a mesma coisa que eu. É complicado mesmo.

  45. a disse:

    comentarista idiota, fica analisando por fora sem saber a realizade

  46. José Corrêa disse:

    Parabéns! Acredito que o diferencial parte que quem quer. Ter força de vontade e QUERER buscar uma vida melhor não somente na nossa área como em qualquer outra é de interesse única e inicialmente da pessoa. Ganha pouco quem se prepara pouco, quem não se empenha, quem não tem capacidade para aprender coisas novas e abstrair oportunidades para si. Devemos usar lógica não só em programação, mas também nas atitudes que tomamos. Com certeza os resultados aparecerão.

  47. Sou programador Coldfusion (a parte boa é a grande procura por profissionais que programam em CF. A ruim, é a pouca quantidade de empresa que trabalham com Coldfusion).
    A cultura no brasil para programador (na grande maioria das empresas), é pagar pouco, existem empresas que sabem a dificuldade de se encontrar um bom profissional, mas outras não se importam com a qualidade e preferem apostar no (vai aprendendo ai mexendo nos códigos). O Mercado esta cheio de pessoas incompetentes e cheio de empresas que não sabem diferenciar profissional competentes. Concordo que programador existe e tende a existir aos montes, porem que realmente se preocupam com o que estão escrevendo e saiba escrever da maneira correta… é possível contar nos dedos!
    As coisas estão mudando e o pensamento das empresas tendem a mudar também… por isso acredito que é possível competir por bons salários aproveitando-se da “Qualidade”.

  48. Mario disse:

    Ouso dizer que você está falando sobre algo que não tem conhecimento. Você está misturando assuntos sem relação e concluindo algo sabe-se lá de onde.

    Antes de tudo, o óbivo: profissionais ruins encontraremos em qualquer área. Eu diria até que nos dias de hoje competência é excessão. Aquele papo todo de faculdades Mc Donalds e tudo o mais.

    Sobre TI: todo mundo sabe como a banda toca. O projeto que deveria ser feito em 6 meses precisa ser entregue em 3. O mercado de sistemas é prostituido a começar pelos próprios “clientes”, que pedem “soluções” sem consultar usuários finais e impregnados com a cultura “fast food”: tudo precisa ser pra ontem. Pra que ser saudável, alimentar-se bem e praticar esporte se vc pode a qualquer momento fazer lipo ou tomar inibidores de apetite? Pra que cuidar da cabeça, se existem anti-depressivos e estimulantes? Então…

    Entram em cena os POGramadores(google it): desenvolvedores capazes de entregar em 3 e cobram pouco. Prefiro nem comentar sobre os “sobrinhos”… O que importa é que aqueles mais competentes, realmente interessados em entregar algo de valor são ofuscados por esses técnicos, que são elogiados por seu compromisso com o cronograma, enquanto os mais competentes apagam o fogo iniciado pela pirotecnia dos POGramadores. Lembra quando vc deixou de comprar algo pq era o dobro do preço, e o que vc levou estragou rápido, enquanto o do vizinho tá com ele até hoje? Lembra do mecanico que prometeu consertar mais rápido? Então…

    Resumo: novamente voltamos ao óbvio. Competência e ter valor é importante, mas é preciso saber vender a si. E muitos sem competência técnica.o fazem muito bem.

    Como disseram anteriormente, o próprio sistema de validação dos comentários, algo trivial, consegue ser tosco nesse blog.

    Esse papo de que no futuro todos vão ter que saber programador então é tão ridícula que não vale a pena discutir. O autor do blog parece mais interessados em disseminar medo, incerteza e dúvidas do que efetivamente esclarecer ou trazer algo de relevante a se discutir. Imagino que o termo “programar” esteja no sentido de “programar meu despertador” e não “desenvolver um software”, porque seria o mesmo que dizer “lutar” no sentido de “treinar pra lutar com o Fedor(google it).

    Nada temam, amigos. Vocês não precisam programar se não quer ser de TI. E se for, faça o mesmo que em qualquer outra área: estude, aprenda e venda-se bem. Esse papo de ser O Cara Fodão Saijin nono Dan para poder trabalhar e ganhar dinheiro é a velha conversa fiada estilo Você S/A.

    E o autor deste blog deveria informar-se melhor do que fala antes de pronunciar-se. Lembra-me os “criticos” de cinema no Brasil, que estão mais pra, no máximo, fãs indulgentes.

    • srlm disse:

      “mario”, grato pelo seu comentario; vou procurar “me informar melhor”.

  49. Júlio disse:

    Gostei do comentário do Mário.
    O autor quis mais é colocar medo e nos deixar desesperados com um ‘e agora, meu deus do céu! está tudo errado na minha carreira’

    Posso dizer com minha experiência: faz o que gosta e tenha competência naquilo que faz, não importa o que… será recompensado por isso.

    Não é filosofar. Vão por mim.

    • srlm disse:

      como assim?… [O autor quis mais é colocar medo e nos deixar desesperados com um ‘e agora, meu deus do céu! está tudo errado na minha carreira’…]… longe disso; só estou discutindo os problemas da profissão, como os problemas de qualquer outra profissão…

  50. Wilson disse:

    (Mário comment)++

  51. Ronaldo F. Lima disse:

    Sílvio,

    eu considero seu ponto-de-vista válido para a realidade de mercados onde a programação de computadores é realmente valorizada, coisa que não ocorre no Brasil. Aqui o programador é mero gerador de código e não de valor agregado ao negócio, como ocorre em países como os EUA. Os salários pagos aos programadores no Brasil são realmente baixos.

    Por outro lado, a estrutura dessa área no Brasil valoriza pouco os programadores. Como eu disse, o programador brasileiro é mero gerador de código. As faculdades reforçam esse fato, ensinando linguagens de programação ao invés de reforçar o conhecimento com base em algoritmos e estruturas de dados. O resultado são programadores especialistas em linguagens e péssimos em estruturar o pensamento lógico.

    A prostituição do mercado de tecnologia no Brasil somado à falta de incentivos à essa indústria causam os baixos salários. E convenhamos: falar que o Brasil dá importância à tecnologia da informação é, no mínimo, temerário. Se assim fosse, teríamos pelo menos uma fábrica de processadores instalada em território nacional. Verdade seja dita: nosso país está muito atrasado nessa área e os salários pagos na indústria da tecnologia da informação por aqui apenas refletem esse fato.

  52. Weney Lima disse:

    É mesmo Silvio??? Quer dizer que eu estudei programação durante 14 anos da minha vida para aceitar um salário merreca??? Com esse mesmo tempo de estudo em medicina já seria um cirurgião vascular, mas eu vou fazer o teu trabalho e te dizer por que ganhamos mal: Infelizmente os profissionai de TI não tem ainda um órgão federal que regulamente a nossa profissão, então vemos profissionais recém formados que aceitam qualquer salário para trabalhar para uma empresa cujo os proprietários não tem compromisso conosco e não querem pagar o rela valor da nossa força de trabalho o que acaba sucateando a categoria. Alguns dão sorte e viram colunista do terra assim como você que não precisa de um órgão regulamentador para trabalhar, é uma espécie de sub-raça, sem um filo específico, melhor dizendo, um mercenário. E se realmente queres ajudar abrace a bandeira da criação do Conselho Federal de Informática aí você pode dar pitaco a vontade sobre salário alto ou baixo.

  53. "Mario" disse:

    Li outros posts deste blog. Definitivamente, pura disseminação de medo, incertezas e dúvidas. E “trolling”(google it).

    Pessoal, principalmente a molecada que tá começando agora, reitero: não levem esse blog a sério. Estudem o máximo que estiverem disposto, informem-se em mais de uma fonte, e vendam-se bem. Não precisam deixar de viver pra serem bons profissionais e ganharem bem.

  54. hugo disse:

    Particularmente, achei muito interessante a abordagem e pelo que observo no mercado não basta estar super preparado tecnicamente. Muitas vezes discordo do ponto de vista do autor mas aqui não poderia deixar de comentar deixando minha opinião:
    -Bons “técnicos de programação” não ofuscam bons profissionais de SI/CCO. Muito pelo contrário podem ser perfis complementares: em todo projeto que trabalhei sempre soubemos usufruir das competências ambos.
    -Mais estudo = melhores oportunidades
    -Não é preciso abrir ou ter uma empresa para ser empreendedor
    -Não vi disseminação de medo alguma. Não entenderam que o objetivo aqui é fazer pensar?

    []s

  55. Esse é mais um dos artigos onde pregam que (com outras palavras) as pessoas fortes empreender, que ser empregado é para os fracos e etc.

    Acredito que apenas um, em cada 20 pessoas tenha um perfil empreendedor. essas pessoas, de cada 10 que empreendem, acredito que somente uns 2 atingem algum sucesso.

    Já empreendi e sei que empreender não é só força de vontade, dinheiro, conhecimento e criatividade. Há uma porrada de outras variáveis que influenciam também e te dão uma cacetada tremenda.

    Essa realidade de receber mal e ser mal valorizado não é só para os programadores. Já vi vários analistas se queixando da mesma coisa. Várias pessoas pensando em deixar a área.

    • srlm disse:

      fabiano… este artigo não “prega” nada; discute um cenário de nossa profissão, especialmente do ponto de vista de remuneração. só isso…

  56. Antonio disse:

    Prezados,

    Lendo todos os comentários e com mais de 10 anos de experiência na área de software (tenho mestrado na área em uma instituição muito prestigiada), tenho a dizer:

    1) Para quem é jovem: esqueça as áreas de TI e engenharias. Faça DIREITO URGENTE! Salários muito bons e bons empregos (principalmente os públicos);

    2) Se não gostar de DIREITO, faça área da saúde (preferencialmente MEDICINA);

    3) Não há como exportar os bons empregos em DIREITO e MEDICINA. Todos têm problemas (precisarão de advogado para resolvê-los) e ficam doentes (precisarão de médicos para atendê-los);

    4) Para quem não gosta das duas opções, pense em trabalhar com software nos EUA (dificuldade para conseguir visto de trabalho) e disputa por salários pouco atrativos (para o nível de vida lá) com os indianos e chineses que lá estão;

    Fui professor universitário durante 14 anos da área de TI. Resolvi abandonar a magistratura por causa dos baixos salários (R$35,00 / hora para uma turma com pelo menos 20 alunos) e pela queda acentuada na procura pelos cursos de TI (as pessoas não são burras! Sabem o que é bom!). Só para comparar, a médica do meu filho cobra R$150,00 uma consulta de 20 minutos….

    SEJAM ESPERTOS! MUDEM DE ÁREA ENQUANTO HÁ TEMPO!

    Um abraço.

    PS. Como não sou tão novo para recomeçar a minha carreira e fazer Direito, estou mudando para a área de construção civil.

  57. Daniel Falci disse:

    Silvio, sinceramente, post muito fraquinho….. revela apenas o óbvio (você vale pelo seu diferencial), e mostra uma visão bem míope do mercado real… Nunva vi um post tão academico… O mercado dá espaço para ERP’s aos montes, então vão existir ERP’s aos montes(lógica trivial)…. e junto disso pessoas mais ou menos qualificadas para mantê-los….. aliás, um ERP pode se propor a resolver problemas extremamente complexos de logísitca, RH, compras, entre outros…. isso sem falar de problemas de escalabilidade e arquitetura(Quer dizer: trabalhar em um ERP não quer dizer falta de capacidade de trabalho)….. bom, e só pra não deixar nada em suspenso, vale lembrar que não sou desenvolvedor de ERP(trabalho atualmente com microcontroladores), mas já o fui e não tenho nada a reclamar da minha profissão ou do meu salário… Crio meus filhos graças a ele e amo, desde os nove anos, aquilo que faço…. não vou nem me demorar….. muito fraquinho mesmo…. precisa conversar com mais gente que trabalha no mundo real antes de tentar fazer um panorama geral da situação..

    Um abraço, e melhoras…..

  58. Geoffrey Porto disse:

    Silvio e amigos, gostaria que enviassem suas opnioes criticas sobre o que eu penso desse tema.
    O programador, desenvolverdor, arquiteto de software, analista de sistemas, consultor, gerente (CIO), na maioria deles algum foram programadores mediocres ou geeks nao importa…
    O que importa hoje é usar sua capacidade para educar-se continuamente, entender o mercado, arriscar previsoes baseado nas tendencias e na sua visao de futuro única para fazer primeiro o que hoje ou amanha alguém copiaria uma idéia maluca mais orignal.

    Analisemos os seguintes pontos:

    1.Hoje, nao é preciso construir milhares de linhas de código para automatizar infinitos processos de negócio criado em diferentes linguagens e plataformas, porque nao se especializar em Bussiness Inteligence, uma certificao nessa aerea é muito valorizado.

    2. A informacao está cada vez más volumosa, densa, complexa e menos centralizada, uma certificacao em Datawarehouse é outro plus.

    3. O negócio do software precisa de optimizacao constante, o tempo de processamento deve de atender as exigencias de distintos mercados, a informacao precisa estar pronto para poder ser empacotado e enviado a seus usuários o mais rápido possível, certificacoes em Sistemas de Alta Disponibilidades, Ambientes de Clouds Computing e Cluster associado com processos CEP (Complex Event Processing) podr elevar bastante seu valor.

    4. E o principal de tudo isso, realmente faz sentido o que citei anteriormente?? Depende de relamente voce estiver fazendo de forma correta para momento certo.
    Acredito que depois de varios anos como Arquiteto de Software, agora na área de gerencia o que vale é descobrir o caminho certo para poder navegar seguro, em situacoes de crises como vivemos agora, instituicoes, empresas e corporacoes buscam profissionais que tenham experiencias em epocas de turbulencia, que entendam como se devem atuar em distintos cenarios, onde se necesita tomar decisoes, re-avaliar inversoes, analisar e mudar de direcao se necesario.
    Isso só é possível se nos enfoquemos as boas praticas de TI, como por exemplo as certificacoes como CISA, CISAM, ISC, CMMI, PLM, PMMI, etc..
    Acredito que ninguem gostaria de viver desenvolvendo software exuastivamente toda a vida, ter sua equipe, trabalhar em grupo, definir o rumo do negócio acreditando e realizando da maneira correta seu trabalho, só assim é possível identificar qual padrao ou modelo de TI é mais valiso para o mercado.
    Essas certificacoes (CISA, CISAM, ISC, CMMI, PLM, PMMI, etc..) abarcam auditoria, control, seguranca, Arq e desenvolvimento de Software, metodologias e boas praticas do uso da tecnologia alinhada ao negócio, sem dúvida vc terá um trabalho digno por muitos e muitos anos…

    E ai Silvio e amigos meu salário tem aumentado consideravelmente com minha primeria certificacao em CISA, sinto que estou sendo bem recompensado pelo esforco e conhecimento adquirido nesses 18 anos de engenheiro da computacao.

    O que vcs acham, bem no mundo existem menos de 100.000 profissionais com essas certificacoes??

    Tenho certeza

  59. John disse:

    Os profissionais são descartados por outros mais baratos quando uma nova onda de sopinha de letrinhas aparece no mercado. Aí você, para escapar, vira gerente, que visa o mercado, negócios e lucro. Leia-se: tempo. Então você consegue ver qualidade X custo X mercado convivendo juntos dando lucro? ‘85% das empresas no mundo não têm sequer um processo de desenvolvimento de software. Que dirá gerência. Sou a favor de das melhores práticas, mas sobrevive-se assim? Conte quantas empresas têm CMMI 5. []s

  60. Cláudio disse:

    Quer ganhar um ótimo salário? Gere valor para a empresa que você trabalha.
    Não gosta de ser empregado? Abra uma empresa e gere valor que você será muito bem remunerado.
    Não quer correr riscos? Estude muito para um concurso público, mas em vez de se encostar, produza bastante e gere valor para a sociedade de uma forma geral que você será reconhecido, não sei se será muito bem remunerado.

    O importante é o valor que você agrega e gera. Modismos passam, conhecimento, determinação e competência não.

  61. Cristiano disse:

    Só algumas linhas, pois muito já foi dito.
    Primeiro, como empregado na área técnica: existe aqui no Brasil a divisão de carreira em Y, ou seja, gerencial ou técnica? Neste modelo um técnico pode ganhar mais do que um gerente a quem está subordinado. Ou seja, é preservar o capital humano de acordo com o perfil ou preferência do empregado.
    Segundo, as empresas têm condições de preservar o capital humano ao sabor do mercado? Como diz Warren Buffet (o homem mais rico do mundo): “O Mercado é esquizofrênico”.
    Terceiro: seria interessante conhecer como é a participação percentual de capital de cada “stakeholder” do CESAR, uma ONG e referência internacional. Como foi alavancada e como se sustenta mesmo ao sabor do mercado?

  62. Roger disse:

    Mais um adendo:

    A imprensa recentemente informou sobre a chiadeira geral das empresas de TI sobre o Governo brasileiro estar promovendo tantos concursos na área, argumentando que “este não é o papel do governo”, citando inclusive a Constituição!

    Ora, de que tanto as empresa têm receio? Não são a favor do famoso “Livre Mercado”. Por que o Governo não pode ter os seus próprios quadros?

    Será que as grandes potências entregam seus sistemas todos para a empresa privada desenvolver e manter. E os segredos e a supremacia dos Estados.

    A própria Internet foi desenvolvida pelo Departamento de Defesa Americano (DoD), cansada de esperar que as empresas e órgãos de entidade chegassem a um acordo sobre a pilha de comunicação OSI-ISO.

    Resultado, a Internet foi aberta às universidades, posteriormente ao público em geral, mas a rede militar é completamente separada da Internet (MIL). Discutamos!

  63. Roger disse:

    Há uma década +/- um executivo da indústria farmacêutica profetizou que, no mundo, só haveria espaço para algumas poucas empresas de medicamentos (5 a 7). As outras desapareceriam, seriam compradas, fundidas, etc. Ele estava certo. É a realidade hoje. As rezões são várias, mas principalmente econômicas, devidos aos altos investimentos em pesquisas sem certeza de retorno. Portanto, no Brasil os medicamentos produzidos aqui viraram commodities, com farmácias de manipulação pipocando para todo o lado e fábricas de genéricos também. Os grandes lucros estão nos novos medicamentos desenvolvidos lá fora.

    Dias atrás, uma cientista brasileira da área comentou o caso do CAPOTEN, desenvolvido no Brasil, mas por um “pequeno lapso”, os americanos o patentearam, o que gerou em apenas 4 anos US$5Bilhões em faturamento. E o Brasil não recebeu um centavo por isso.

    A relação com o assunto em debate está em que, se os Engenheiros de Software (ou programadores, com queiram) virarão commodities será que só sobreviverão poucas empresas que detenham capital suficiente para inovações, considerando os altos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, ditado por um mercado louco por novidades. Ou seja, os Engs. serão “genéricos”?

    E considerando que uma empresa conseguiu inovar com algum produto, não será engolida pelas grandes, considerando novamente fatores econômicos?

    Afinal, qual a realidade atual e o futuro da profissão e das empresas do ramo de TI no Brasil?

  64. hrsf disse:

    Não dá pra saber se só haverão empresas grandes: mas acho isso improvável a médio prazo.

    Sobre ser “commodity”: o que o autor afirma é que os sistemas “triviais” podem ser feitos por qualquer um, afinal todo mundo que cursou CCO ou é programador sabe “CRUD”, sabe utilizar um componente de pagamento online e usar XML ou AJAX etc(ou pode comprar um livro, seguir uns links ou perguntar ao um colega e aprender).

    O que eu entendi foi: se, como as commodities, “tanto faz” a procedência e o que interessa é o R$, por que uma empresa vai pagar Y pra fulanoA(que é formado em CCO, estudou numa super universidade, publicou N papers) se pode pagar Y/3 a fulanoB,fulanoC…fulanoZ se o software que vai ser desenvolvido é …trivial? O que percebo é que normalmente tal empresa já tem um profissional classe A que orienta os peões.

    =)

    …quem sabe projetar arquitetura, “planejar” o desenvolvimento

  65. Bruno Palermo disse:

    É alarmante o esforço desprendido pelos comentaristas em geral para tentar negar uma realidade que está aí, ao invés de simplesmente direcionar esse esforço para se especializar, como sugere o post do Sílvio.

    Não enxergo esse “terrorismo” que alguns viram no post. Na verdade, a profissão propriamente dita foi exaltada como “a” profissão do futuro, mas com a ressalva de que, como em qualquer área, se você faz o trivial, seu salário É trivial. Se fazes o especializado, o diferente, com certeza serás remunerado diferentemente.

    Há pessoas como eu, por exemplo, que nem sequer têm um diploma, mas cuja formação informal e experiência em áreas bastante especializadas, lhes permitem receber remunerações bem acima da média.

    Releiam o post, repensem um pouco o que está escrito e, ao invés de entrar numa negação, mexam-se e vão se especializar!

    E por último, espero que ainda estejamos longe do dia em que a motivação dos nossos estudantes de Direito e Medicina seja só o salário, como sugeriu alguém aí em cima…

  66. silvio disse:

    O problema está juntamente descrito no ultimo comentario feito

    … é q qualquer um pode trabalha como analista de sistemas
    enquanto se um mané desse fosse trabalhar como medico
    seria preso!!!

  67. Fernando disse:

    Silvio, também com todo respeito, você deve ter sido um programador péssimo e quer descontar nos outros. Claro que entendo seu ponto de vista, mas programadores Java e oracle hoje não ganham menos de 5 mil reais, acha pouco ? Faculdades como direito, engenharia, ADM entre outras o cara fica anos e anos ganhando mil e poucos reais, palhacada, eu pra mim você não entende “bulhufas”. Abraço e Sucesso !!

  68. eu disse:

    Programador de verdade não depende de salário!

  69. Programador Commodity disse:

    O cesar, empresa filha do autor tem ao menos 30% de programadores commodities, a mesma empresa possui tanto software commodity quanto uma fabrica de software de contas a pagar com 5 funcionários, o autor é funcionário público pela UFPE/CIn, PROFESSOR Q FORMA PROFISSIONAIS COMMODITIES pq ele não dá aula para formar os alunos commodities q o mercado(cesar e outras empresas) absorvem(nota: ele critica quem faz concurso publico), nem mesmo vem para defesa dos orientandos dele pq ele mesmo nem os conhecem =)

    eu acho q recife não tem empresa para fazer mudar o cenário q nos encontramos no momento, e parece q a unica saída, para quem realmente deseja continuar na área, é concurso ou aventurar fora do país, pq se sentir no google trabalhando no cesar é viver num conto de fadas.

    reverências ao autor.

    • srlm disse:

      se “não tem empresa para fazer mudar o cenário q nos encontramos no momento”… será que dá para cosntruir uma? se dá, quem está tentando? você quer tentar junto? como? me mande emeio e a gente discute as possibilidades: silvio@meira.com

  70. ex-colaborador disse:

    E no CESAR, Sílvio? Você costumar reconhecer aqueles que realmente são bem formados? Escrever isso é muito fácil, quero ver pôr em prática.

    E já que vossa senhoria é um dos professores de um “Centro de Excelência”, por que não usa suas forças e sua lábia para isso?

    Que tal começar a pelo menos assistir as defesas de TG e mestrados os quais o senhor mesmo orienta.

    Só alguém sem cabeça nenhuma pra concordar com essas coisas todas..

    • srlm disse:

      não tenho cargo formal no c.e.s.a.r, não participo do processo de tomada de decisões lá há OITO anos, desde que sai da presidência [não remunerada, na ONG]. que eu saiba, o pessoal do c.e.s.a.r faz o melhor que pode, muito mais do que a média nacional, dentor das condições de contorno da economia…

      não é possível para NENHUMA empresa privada brasileira, de software, competir com os salários de entrada dos melhores concursos, que de resto são uma ilusão de ótica para a vasta maioria dos candidatos; paga-se bem, mas há concursos onde se vê 1000 candidatos por vaga e, depois de entrar… a pessoa fica parada quase no mesmo nível salarial e de reconhecimento por duas décadas.

      os concursos, em sua forma atual, são uma realidade que está aí para ficar por muito tempo; eu, inclusive, estou pensando em entrar como investidor no http://atepassar.com, rede social para concurseiros. você já viu? passa lá.

      sim >> eu NUNCA fui para teses de doutorado de alunos meus, regra que de resto eu criei no CIN/UFPE [ao contrário da maioria das posgraduações brasileiras]: o orientador não faz parte da banca [e, no meu caso, da platéia]. isso não me impediu de orientar MAIS DE CEM teses e dissertações de mestrado e doutorado nos últimos 25 anos; dá uma olhada no meu LATTES, procura meus alunos e descobre onde eles estão e o que estão fazendo e levanta o grau de insatisfação deles com as oportunidades que tiveram durante a posgraduação…

  71. "Mario" disse:

    Porque não estou surpreso com os últimos comentários acima?

  72. Leandro disse:

    No Silver Bullet.

  73. Caso real disse:

    Um caso real meu é que eu trabalhava em uma das melhores empresas que já trabalhei na vida: O C.E.S.A.R.

    Lá eu tinha um sálário de R$ 2700,00 com mais de 4 anos de empresa. Sempre recebia elogios do meu trabalho, sempre tive uma boa avaliação de desempenho. O que me ocorre é que recebi uma proposta para outro estado de R$ 7000,00 (um salário médio aqui, não é dos mais altos). Mais que o dobro e NÃO ERA EMPRESA PÚBLICA… meu desejo mesmo era ter ficado porque eu me sentia em casa, gostava do que fazia e sem dúvida é uma das melhores empresas para se trabalhar onde aprendi MUITO e tive oportunidade de se relacionar com ótimos profissionais. Mas como sou jovem, 7 anos apenas de formado, tenho que pensar no meu futuro, na minha saúde financeira.

    Essa história de sempre querer tá buscando justificativas para se pagar pouco em PE nunca vai convencer ninguém, nós, profissionais, estamos de olho no mercado e sabemos fazer contas. Por mais que tenhamos um custo de vida 20-30% maior em estados como SP, nós temos diferenças que chegam a 100% nos salários.

    Espero um dia poder voltar para meu estado com uma remuneração que dê pra sustentar uma familia e que valha todos esses anos de estudo e dedicação.

  74. José Francisco disse:

    Silvio, segue um ótimo artigo que refuta sua argumento: http://outrolado.com.br/Artigos/o_mal_do_chefe

  75. up disse:

    li todo o post e todos os comentarios, mas tudo parou em 2011. E agora finalizando 2014 como estao os resultados das previsoes?

  76. […] citando novamente Silvio Meira nesse novo contexto se você não estiver escrevendo software, é porque o seu trabalho vai estar […]