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Escrito por • 03/10/2011

TICs, na década: mudanças e mais mudanças

olhe a imagem abaixo. leve em conta que o tempo corre da esquerda para a direita. a figura é deste post sobre as mudanças nas TICs [tecnologias da informação, comunicação] e suas aplicações neste século. olhe a imagem com calma. depois, abaixo, veja a continuação deste texto.

image

a primeira observação é que todos nós tendemos a superestimar os efeitos das mudanças tecnológicas no curto prazo e a subestimá-las no longo prazo. este ditado é conhecido como a lei de amara e se aplica a muito da imagem acima.

no topo da figura, observe a transição [que já está acontecendo] entre GUI [graphical user interface, as interfaces gráficas das estações de trabalho da década de 80 e, depois, de MACs e PCs] e "touch", as interfaces baseadas em toque, nossas contemporâneas. "toque" não é necessariamente a última interface que usaremos, claro. o kinect e o começo das interfaces baseadas em gestos, e à distância, estão aí para provar isso. daí que vem a citação à lei de amara no parágrafo anterior.

ainda bem que o texto de onde vem a imagem, logo depois dela, começa a discutir a próxima meia década das mudanças em TICs e suas aplicações e não o próximo século. 

parte do resumo da conversa é que os usuários [inclusive os corporativos] querem aplicações de [ou intensivas em] TICs mais ceis [no sentido de simples de usar], veis [em todas as plataformas, em todos os lugares] e sociais, conectando todos os sistemas, pessoas e instituições. tem cara de brincadeira chamar tal tríade de famosos, mas vão acabar chamando.

e o problema mais interessante apontado pelo texto de dion hinchcliffe é a distância entre as aplicações e sistemas famosos e a atual capacidade das corporações de prover infraestruturas e serviços de informação. e o tamanho do desafio que as empresas enfrentarão para diminuir tal abismo.

muitos negócios não conseguirão fazer as mudanças necessárias a tempo. porque o "abismo informacional" entre o que existe e sistemas "famosos", para a maioria, é tão grande e –dentro do contexto clássico de TICs nos negócios– exige investimentos de tal porte que, para um grande número de empresas, não haverá capacidade de investimento para as novas demandas informacionais da cadeia de valor e, principalmente, dos usuários.

a parte crítica do parágrafo anterior é o dentro do contexto clássico de TICs nos negócios. coisas como achar que, como todo negócio depende muito de software, todo o software deve estar sob o comando e controle da empresa, como parte dos problemas de seu grupo de "tecnologia", como se diz no mercado. em um número de empresas isso quer dizer, inclusive, que o "social" está se tornando parte do problema da galera de "tecnologia"… o que pode ser um problema a mais, ao invés de uma solução.

os negócios do passado distante migraram de isolados para cadeias e, depois, para redes de valor. e as plataformas tecnológicas que servem de infraestrutura para os negócios terão que fazer o mesmo nesta década. e serão usadas como serviços essenciais entregues por provedores de informaticidade, de forma similar ao que acontece com outras "utilities" como eletricidade e comunicação. com alguma sorte, sem os monopólios naturais que causam tantos problemas nas infraestruturas clássicas de serviços públicos.

mas migrar os sistemas de informação empresariais para a "nuvem" resulta em muito menos do que se quer: primeiro, que os sistemas de informação empresariais estejam centrados nas pessoas, para representar um estado de coisas que já existe, em e na rede, há uma década. segundo, um passo decisivo para integrar as pessoas e coisas no mesmo ambiente. sem estratégia, planejamento e investimento para tal, os incumbentes de muitos mercados estarão criando espaços para novos e bem mais conectados competidores. pra ver do que estamos falando, veja o vídeo abaixo…

ericsson: a rede social das coisas [conectada a das pessoas…]

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0 Responses to TICs, na década: mudanças e mais mudanças

  1. Silvio e galeras adstritas:
    Desculpem-me mas este video, muito bonitinho, é um acúmulo de piadas em torno de uma futurologia “faz-de-contas”.

    Palavras e imagens digitais geradas estão longe da vida real.
    Fala-se em interatividade há décadas – quem sabe o que é isto?
    Quem leva a roupa até a máquina de lavar roupas, quem tira as sobras do prato antes de colocá-lo na máquina de lavar louças e como aquela tartaruguinha vai limpar embaixo da almofada – ou não precisa?

    Refazer ambientes passa por um contexto bem mais complexo do que o de TI – Tecnologia da Informação – como se a complexidade do mundo real coubesse dentro da Informática que, de tanto crescer, imita a economia que subjugou a ecologia e comporta-se como matriz da cibernética, das tecnologias, da Informação…

    Como se mede o valor da Informação?

    Li teu artigo, Silvio, sobre as empresas de Sofware brasileiras que, de tanto serem medidas por kilo (como até hoje faz o CACEX nas importações, por tonelada) … sobrevivem de “software-commodities e afogam-se na falta de criatividade.

    Afirmo que há mais do que isto no mercado – como as muitas demandas em áreas profissionais específicas, compatibilidades, Teletrabalho, FIRMWARE – e proponho-me a provocar a imersão de inteligências brasileiras, sendo que muitas delas desistiram de tentar…
    Abandonei a Engenharia da UFPE em 1972 e tenho a impressão de que nos conhecemos em 1.973 em um congresso da SBPC em Recife.. Não tenho teu e-mail. Tens o meu.

  2. Silvio e galeras adstritas:
    Desculpem-me mas este video, muito bonitinho, é um acúmulo de piadas em torno de uma futurologia “faz-de-contas”.

    Palavras e imagens digitais geradas estão longe da vida real.
    Fala-se em interatividade há décadas – quem sabe o que é isto?
    Quem leva a roupa até a máquina de lavar roupas, quem tira as sobras do prato antes de colocá-lo na máquina de lavar louças e como aquela tartaruguinha vai limpar embaixo da almofada – ou não precisa?

    Refazer ambientes passa por um contexto bem mais complexo do que o de TI – Tecnologia da Informação – como se a complexidade do mundo real coubesse dentro da Informática que, de tanto crescer, imita a economia que subjugou a ecologia e comporta-se como matriz da cibernética, das tecnologias, da Informação…

    Como se mede o valor da Informação?

    Li teu artigo, Silvio, sobre as empresas de Sofware brasileiras que, de tanto serem medidas por kilo (como até hoje faz o CACEX nas importações, por tonelada) … sobrevivem de “software-commodities e afogam-se na falta de criatividade.

    Afirmo que há mais do que isto no mercado – como as muitas demandas em áreas profissionais específicas, compatibilidades, Teletrabalho, FIRMWARE – e proponho-me a provocar a imersão de inteligências brasileiras, sendo que muitas delas desistiram de tentar…
    Abandonei a Engenharia da UFPE em 1972 e tenho a impressão de que nos conhecemos em 1.973 em um congresso da SBPC em Recife.. Não tenho teu e-mail. Tens o meu.

  3. Romano disse:

    Parece piada:

    “BT suffers huge broadband failure across much of UK”
    3 October 2011 Last updated at 17:14 GMT
    http://www.bbc.co.uk/news/technology-15154020

    A “power failure” at a major exchange in Birmingham has seen huge numbers of BT Broadband customers across the UK cut off.

    “Best thing was the BT helpline advising customers to logon to BT.com if they can’t get through on the phone – not easy logging in without internet!”

  4. Romano disse:

    Parece piada:

    “BT suffers huge broadband failure across much of UK”
    3 October 2011 Last updated at 17:14 GMT
    http://www.bbc.co.uk/news/technology-15154020

    A “power failure” at a major exchange in Birmingham has seen huge numbers of BT Broadband customers across the UK cut off.

    “Best thing was the BT helpline advising customers to logon to BT.com if they can’t get through on the phone – not easy logging in without internet!”

  5. Bom dia.
    Excelente e vejo a projeção na linha do discurso de Raymond Kurtzweil em seu Singularity is Near.
    Nossa capacidade criativa superará tudo que existe de paradigma atualmente agora que estamos entrando na Era da Sabedoria.
    Mas jamais poderemos esquecer ou negligenciar nosso lado animal e social.
    abraços,
    Lapa

  6. Bom dia.
    Excelente e vejo a projeção na linha do discurso de Raymond Kurtzweil em seu Singularity is Near.
    Nossa capacidade criativa superará tudo que existe de paradigma atualmente agora que estamos entrando na Era da Sabedoria.
    Mas jamais poderemos esquecer ou negligenciar nosso lado animal e social.
    abraços,
    Lapa

  7. Houve um tempo em que o trabalho do analista era o de obter os requisitos funcionais de um sistema. Hoje esses requisitos são sobejamente conhecidos. O que pega são os requisitos de operabilidade, interoperabilidade, ubiquidade. Esses requisitos são alvos móveis em função da dinâmica das inovações.

    Há espaço, muito espaço para aplicações modernas e modernizações das antigas. Mas, os informáticos ainda estão sendo educados apenas para o levantamento dos tais requisitos funcionas´. Desperdício.

  8. Houve um tempo em que o trabalho do analista era o de obter os requisitos funcionais de um sistema. Hoje esses requisitos são sobejamente conhecidos. O que pega são os requisitos de operabilidade, interoperabilidade, ubiquidade. Esses requisitos são alvos móveis em função da dinâmica das inovações.

    Há espaço, muito espaço para aplicações modernas e modernizações das antigas. Mas, os informáticos ainda estão sendo educados apenas para o levantamento dos tais requisitos funcionas´. Desperdício.

  9. luciana alves disse:

    Silvio, é sempre um grande prazer ler um artigo seu. Tive o prazer em ser colaboradora da Pitang/CESAR no DF e neste período assisti uma apresentação sua sobre gestão do conhecimento. Confesso que me lembro de alguns slides até hoje. Acredito que é isso mesmo devemos estar aptos para vivenciar as mudanças que deixaram de ser futuro para fazer parte do nosso presente e com uma velocidade assustadora faraão parte do nosso passado.

  10. luciana alves disse:

    Silvio, é sempre um grande prazer ler um artigo seu. Tive o prazer em ser colaboradora da Pitang/CESAR no DF e neste período assisti uma apresentação sua sobre gestão do conhecimento. Confesso que me lembro de alguns slides até hoje. Acredito que é isso mesmo devemos estar aptos para vivenciar as mudanças que deixaram de ser futuro para fazer parte do nosso presente e com uma velocidade assustadora faraão parte do nosso passado.