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Escrito por • 27/07/2011

TICs: software, produtividade e emprego

fato 1: sempre que o crescimento de um mercado passa a depender, linearmente, da existência de capital humano qualificado, irá surgir uma inovação que fará tal mercado independer do tal "capital humano qualificado".

exemplo: telefonistas. as centrais telefônicas manuais exigiam a presença de telefonistas para realização de ligações. com o crescimento exponencial do mercado de comunicação telefônica, ficou óbvio que não seria possível colocar quase toda a população para realizar as ações elementares que conectavam um telefone a outro. uma inovação radical, a central telefônica automática, praticamente eliminou o trabalho e, consequentemente, o emprego de telefonista.

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lembrete: as mudanças deste porte não acontecem de uma hora para outra, o que leva muita gente a pensar que não vão acontecer. e isso é usado como argumento contra o futuro e para criar uma pseudossegurança no presente. no começo do século XX, comentava-se na inglaterra que não demoraria muito para que a metade do país estivesse trabalhando como telefonista para conectar chamadas para a outra metade.

mas o sistema automático, que começou a ser criado em 1888 a partir de desconfianças de um agente funerário em kansas city [!], levou décadas para ser usado em larga escala. e as últimas centrais manuais, como a mostrada abaixo, só foram desativadas na década de 70 passada nos países mais ricos, e muito depois nos países em desenvolvimento. o centro de informática da UFPE tinha uma delas, funcionando perfeitamente, até a metade da década de 90.

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fato 2: tudo é software. a economia inteira –que é, cada vez mais, da informação e do conhecimento- está se estruturando sobre software. na camada inferior uma "torre de software", está a infraestrutura física, a eletrônica de computação, comunicação e controle que cuida da manipulação e logística da informação "fisica". acima dela, o software básico, como sistemas operacionais, bancos de dados… que fornece os serviços essenciais, os fundamentos para o desenvolvimento de aplicações, que é o software que realmente interessa às empresas, pois são o suporte essencial aos seus modelos de negócios. o que a "torre de internet" é para comunicações [e conectividade, lado esquerdo da figura abaixo], a "torre de software" é para aplicações que provêem as funcionalidades [de suporte aos processos de negócios].

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nenhum negócio faz ou usa software [ou capital de giro] "porque gosta", mas porque é essencial para seus processos de negócios, para suas estratégias e operações. mas o fato puro e simples é que, se "desligarmos" o software, quase toda a economia, como conhecemos, vai parar. dos sinais de trânsito aos meios de transporte, dos geradores de energia aos sistemas de transmissão, dos estúdios às televisões, passando pelos elevadores, relógios e, claro, celulares, computadores e a rede.

fato 3: a escassez de capital humano para realizar todas as ações da rede de valor de software é crítica e global. e não tem solução no curto ou médio prazo, a não ser treinar boa parte da população mundial para fazer software.

aqui é onde entra a "sindrome da escassez de telefonistas", na sua versão moderna. não há como imaginar que a metade da população vá escrever, manter e operar software e sistemas intensivos em software para a outra metade. porque há muito mais a fazer e porque, feitas as contas, é possível sistematizar e automatizar uma parte considerável do que, outrora, precisava ser feito por humanos [na economia de software e serviços intensivos em software] e, hoje, pode ser feito por… software.

e você perguntaria… como assim? assim: uma boa parte dos serviços de instalação, operação e manutenção de infraestruturas e sistemas de informação pode e está sendo automatizada. serviços que exigiam  humanos educados para realizá-los estão sendo automatizados à medida que são padronizados e se aprende como executá-los de forma cada vez mais sistemática. e quando se chega ao entendimento que a especialização de tais infraestruturas representa um custo adicional insuportável para a maioria dos negócios. logo, melhor usar o "padrão".

resultado? a previsão abaixo, do gartner group… [neste link].

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o que são os IT services, onde "vai desaparecer" 25% das horas de trabalho até 2015? são os serviços associados aos centros de processamento de dados [os "data centers"], os serviços de manutenção e suporte técnico das infraestruturas de computação e comunicação dos negócios, os serviços associados à computação em nuvem [ou "cloud computing"]. veja este cardápio da IBM sobre tais coisas.

o que diz o slide do gartner group? que a automação de tais serviços é iminente e vai comoditizar uma parte do trabalho, reduzindo os custos e fazendo desaparecer funções, trabalho e empregos. que firmas atuando no mercado de IT services estão desenvolvendo ferramentas de automação e que este processo está se acelerando, inclusive pelo aumento da pressão sobre os custos e a indisponibilidade de capital humano.

consequência? se você trabalha em "suporte" ou se sua empresa é de "suporte", ponha as barbas de molho. e faça isso se preparando para subir alguns degraus na escala de valor de conhecimento e prática na "torre de software", assim como deveriam ter feito as telefonistas e, em TICs, os digitadores, duas décadas atrás. a hora é agora. depois, quando acontecer, será tarde demais.

perguntas? sim, pelo menos uma: nesta tal "torre de software", há algum "lugar seguro", atemporal? sim, claro: aprenda a programar, bem, sobre fundações de algoritmos e estruturas de dados e uma boa noção de complexidade computacional. estas competências estão agora, e estarão, eternamente, em altíssima e bem remunerada demanda, até porque sempre precisaremos delas para transformar tudo ao redor em… software.

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59 Responses to TICs: software, produtividade e emprego

  1. Artur disse:

    Pura verdade!
    Lembro o que era configurar uma rede (Cascata / Coaxial), “setando” placas de rede na base do Jumper. Isso consumia horas e horas de serviço especializado (conflitos de endereço etc).
    Hoje se faz isso em casa sem nenhum conhecimento.

  2. Artur disse:

    Pura verdade!
    Lembro o que era configurar uma rede (Cascata / Coaxial), “setando” placas de rede na base do Jumper. Isso consumia horas e horas de serviço especializado (conflitos de endereço etc).
    Hoje se faz isso em casa sem nenhum conhecimento.

  3. Artur disse:

    Pura verdade!
    Lembro o que era configurar uma rede (Cascata / Coaxial), “setando” placas de rede na base do Jumper. Isso consumia horas e horas de serviço especializado (conflitos de endereço etc).
    Hoje se faz isso em casa sem nenhum conhecimento.

  4. Excelente texto.

  5. Excelente texto.

  6. Excelente texto.

  7. Eliaquim disse:

    Professor, gostei muito do texto.

    Gostaria de fazer uma pergunta:
    Na sua opinião, pensando no longo prazo, existe a possibilidade de a automação também aparecer no desenvolvimento de software em si? Ou seja, será que podemos realmente “ficar tranquilos” de que sempre haverá demanda nessa área, ou o mercado irá buscar soluções automatizadas para desenvolvimento, para diminuir custos e prazos?

    • srlm disse:

      se haverá software que escreve software? SIM. uma parte do software vai ser escrita por software. mas haverá necessidade de GENTE escrevendo software, semre? SIM, também. sempre haverá demanda pra gente que sabe algoritmos, complexidade,…

  8. Eliaquim disse:

    Professor, gostei muito do texto.

    Gostaria de fazer uma pergunta:
    Na sua opinião, pensando no longo prazo, existe a possibilidade de a automação também aparecer no desenvolvimento de software em si? Ou seja, será que podemos realmente “ficar tranquilos” de que sempre haverá demanda nessa área, ou o mercado irá buscar soluções automatizadas para desenvolvimento, para diminuir custos e prazos?

    • srlm disse:

      se haverá software que escreve software? SIM. uma parte do software vai ser escrita por software. mas haverá necessidade de GENTE escrevendo software, semre? SIM, também. sempre haverá demanda pra gente que sabe algoritmos, complexidade,…

  9. Eliaquim disse:

    Professor, gostei muito do texto.

    Gostaria de fazer uma pergunta:
    Na sua opinião, pensando no longo prazo, existe a possibilidade de a automação também aparecer no desenvolvimento de software em si? Ou seja, será que podemos realmente “ficar tranquilos” de que sempre haverá demanda nessa área, ou o mercado irá buscar soluções automatizadas para desenvolvimento, para diminuir custos e prazos?

    • srlm disse:

      se haverá software que escreve software? SIM. uma parte do software vai ser escrita por software. mas haverá necessidade de GENTE escrevendo software, semre? SIM, também. sempre haverá demanda pra gente que sabe algoritmos, complexidade,…

  10. Eduardo disse:

    E o software vai rodar onde? Quam vai garantir o serviço 7×24 (“um dia software vai ser infalível não é?”)? Quem vai montar/configurar um servidor, seja ele numa máquina física ou máquina virtual?
    Acredito que “suporte” não vai acabar e sim ter uma sinergia maior com a área de desenvolvimento. Será necessário uma especialização maior de quem trabalha na área de suporte. Um bom desenvolvedor deveria conhecer bem a infra da empresa, assim como um analista de suporte por obrigação deve conhecer as aplicações da empresa e também os softwares que rodam em hardwares(storage blades, switchs, etc e etc.). Ai pergunto: “suporte” vai deixar de existir ou o conceito que temos hoje vai mudar?

    • srlm disse:

      e, o texto [e a previsão do gartner] não diz que o trabalho de suporte vai desaparecer; diz que uma BOA parte do trabalho de suporte que pode ser automatizado está sendo e que software escrito para eliminar parte do trabalho e facilitar outro está sendo escrito. isso quer dizer que uma BOA parte do trabalho de suporte [ou de IT services] vai sumir mesmo. pra garantir que o seu NÃO VAI, agregue MAIS VALOR ao que faz ou SUBA na escala de valor…

  11. Eduardo disse:

    E o software vai rodar onde? Quam vai garantir o serviço 7×24 (“um dia software vai ser infalível não é?”)? Quem vai montar/configurar um servidor, seja ele numa máquina física ou máquina virtual?
    Acredito que “suporte” não vai acabar e sim ter uma sinergia maior com a área de desenvolvimento. Será necessário uma especialização maior de quem trabalha na área de suporte. Um bom desenvolvedor deveria conhecer bem a infra da empresa, assim como um analista de suporte por obrigação deve conhecer as aplicações da empresa e também os softwares que rodam em hardwares(storage blades, switchs, etc e etc.). Ai pergunto: “suporte” vai deixar de existir ou o conceito que temos hoje vai mudar?

    • srlm disse:

      e, o texto [e a previsão do gartner] não diz que o trabalho de suporte vai desaparecer; diz que uma BOA parte do trabalho de suporte que pode ser automatizado está sendo e que software escrito para eliminar parte do trabalho e facilitar outro está sendo escrito. isso quer dizer que uma BOA parte do trabalho de suporte [ou de IT services] vai sumir mesmo. pra garantir que o seu NÃO VAI, agregue MAIS VALOR ao que faz ou SUBA na escala de valor…

  12. Eduardo disse:

    E o software vai rodar onde? Quam vai garantir o serviço 7×24 (“um dia software vai ser infalível não é?”)? Quem vai montar/configurar um servidor, seja ele numa máquina física ou máquina virtual?
    Acredito que “suporte” não vai acabar e sim ter uma sinergia maior com a área de desenvolvimento. Será necessário uma especialização maior de quem trabalha na área de suporte. Um bom desenvolvedor deveria conhecer bem a infra da empresa, assim como um analista de suporte por obrigação deve conhecer as aplicações da empresa e também os softwares que rodam em hardwares(storage blades, switchs, etc e etc.). Ai pergunto: “suporte” vai deixar de existir ou o conceito que temos hoje vai mudar?

    • srlm disse:

      e, o texto [e a previsão do gartner] não diz que o trabalho de suporte vai desaparecer; diz que uma BOA parte do trabalho de suporte que pode ser automatizado está sendo e que software escrito para eliminar parte do trabalho e facilitar outro está sendo escrito. isso quer dizer que uma BOA parte do trabalho de suporte [ou de IT services] vai sumir mesmo. pra garantir que o seu NÃO VAI, agregue MAIS VALOR ao que faz ou SUBA na escala de valor…

  13. Eu disse:

    Ótima matéria !! Mas o homem sempre vai se adaptar aos novos tempos de serviços que poderão não mais existir. Realmente caminhamos numa estrada sem volta para uma automação completa e a humanidade irá diminuir de acordo com a demanda de mão de obra com certeza. A informação acessível será o caminho até para as mais duras nações anti-democráticas ou as mais pobres.

  14. Eu disse:

    Ótima matéria !! Mas o homem sempre vai se adaptar aos novos tempos de serviços que poderão não mais existir. Realmente caminhamos numa estrada sem volta para uma automação completa e a humanidade irá diminuir de acordo com a demanda de mão de obra com certeza. A informação acessível será o caminho até para as mais duras nações anti-democráticas ou as mais pobres.

  15. Eu disse:

    Ótima matéria !! Mas o homem sempre vai se adaptar aos novos tempos de serviços que poderão não mais existir. Realmente caminhamos numa estrada sem volta para uma automação completa e a humanidade irá diminuir de acordo com a demanda de mão de obra com certeza. A informação acessível será o caminho até para as mais duras nações anti-democráticas ou as mais pobres.

  16. Marcelo Pita disse:

    Hoje já existe software que escreve software. Só como exemplo, basta dar uma olhada nas camadas de acesso a dados de muitas aplicações, grande parte automatizadas. Exemplos mais complexos envolvem técnicas avançadas, como programação genética (dêem uma olhada nos resultados: http://www.genetic-programming.com/humancompetitive.html).

    No longo prazo (3 décadas ou mais) posso garantir que o desenvolvimento de software será quase totalmente automatizado, exceto claro pelo desenvolvimento/aprimoramento de novos e cada vez mais sofisticados softwares desenvolvedores de software. 🙂

    Ademais, tenho quase certeza de que neste futuro surgirão alternativas para máquina de Turing, e minha aposta é em uma máquina neural (e não na máquina quântica). Neste sentido, os fundamentos da Computação em termos de algoritmos e complexidade computacional devem mudar substancialmente.

  17. Marcelo Pita disse:

    Hoje já existe software que escreve software. Só como exemplo, basta dar uma olhada nas camadas de acesso a dados de muitas aplicações, grande parte automatizadas. Exemplos mais complexos envolvem técnicas avançadas, como programação genética (dêem uma olhada nos resultados: http://www.genetic-programming.com/humancompetitive.html).

    No longo prazo (3 décadas ou mais) posso garantir que o desenvolvimento de software será quase totalmente automatizado, exceto claro pelo desenvolvimento/aprimoramento de novos e cada vez mais sofisticados softwares desenvolvedores de software. 🙂

    Ademais, tenho quase certeza de que neste futuro surgirão alternativas para máquina de Turing, e minha aposta é em uma máquina neural (e não na máquina quântica). Neste sentido, os fundamentos da Computação em termos de algoritmos e complexidade computacional devem mudar substancialmente.

  18. Marcelo Pita disse:

    Hoje já existe software que escreve software. Só como exemplo, basta dar uma olhada nas camadas de acesso a dados de muitas aplicações, grande parte automatizadas. Exemplos mais complexos envolvem técnicas avançadas, como programação genética (dêem uma olhada nos resultados: http://www.genetic-programming.com/humancompetitive.html).

    No longo prazo (3 décadas ou mais) posso garantir que o desenvolvimento de software será quase totalmente automatizado, exceto claro pelo desenvolvimento/aprimoramento de novos e cada vez mais sofisticados softwares desenvolvedores de software. 🙂

    Ademais, tenho quase certeza de que neste futuro surgirão alternativas para máquina de Turing, e minha aposta é em uma máquina neural (e não na máquina quântica). Neste sentido, os fundamentos da Computação em termos de algoritmos e complexidade computacional devem mudar substancialmente.

  19. Desde muito jovem escuto a história de software escrevendo outro software, mas isto não é nem um pouco simples, mesmo porque o software é muitas vezes projeto de acordo com as necessidades do processo de uma organização qualquer, e estes processos são muito parecidos com processos manuais.

  20. Desde muito jovem escuto a história de software escrevendo outro software, mas isto não é nem um pouco simples, mesmo porque o software é muitas vezes projeto de acordo com as necessidades do processo de uma organização qualquer, e estes processos são muito parecidos com processos manuais.

  21. Desde muito jovem escuto a história de software escrevendo outro software, mas isto não é nem um pouco simples, mesmo porque o software é muitas vezes projeto de acordo com as necessidades do processo de uma organização qualquer, e estes processos são muito parecidos com processos manuais.

  22. Felippe disse:

    até certo ponto sim, mas alguém terá que operar essas “ferramentas de automação”

    • srlm disse:

      é isso mesmo; por isso que a gartner NÃO diz que 100% vai desaparecer no looongo prazo. mas pode apostar que MUITA coisa, tudo o que puder ser padrnizado e automatizado, será. melhor aprender a programar DE VERDADE.

  23. Felippe disse:

    até certo ponto sim, mas alguém terá que operar essas “ferramentas de automação”

    • srlm disse:

      é isso mesmo; por isso que a gartner NÃO diz que 100% vai desaparecer no looongo prazo. mas pode apostar que MUITA coisa, tudo o que puder ser padrnizado e automatizado, será. melhor aprender a programar DE VERDADE.

  24. Felippe disse:

    até certo ponto sim, mas alguém terá que operar essas “ferramentas de automação”

    • srlm disse:

      é isso mesmo; por isso que a gartner NÃO diz que 100% vai desaparecer no looongo prazo. mas pode apostar que MUITA coisa, tudo o que puder ser padrnizado e automatizado, será. melhor aprender a programar DE VERDADE.

  25. Nizam Omar disse:

    Silvio, belo texto, a automação exigirá uma revisão nos conceitos de segurança na rede – O que você acha da releitura das 7 camadas ISO-OSI para as redes? – Omar

    • srlm disse:

      nizam, um número de releituras será preciso, e não só para redes. à medida em que o uso de uma “torre de software” parcial ou totalmente externa a um negócio começar a se tornar NORMA… as exigências sobre redes, sw básico, etc… vão se tornar muito mais estritas. e, espera-se passíveis de serem cobradas [na prática e nos contratos].

  26. Nizam Omar disse:

    Silvio, belo texto, a automação exigirá uma revisão nos conceitos de segurança na rede – O que você acha da releitura das 7 camadas ISO-OSI para as redes? – Omar

    • srlm disse:

      nizam, um número de releituras será preciso, e não só para redes. à medida em que o uso de uma “torre de software” parcial ou totalmente externa a um negócio começar a se tornar NORMA… as exigências sobre redes, sw básico, etc… vão se tornar muito mais estritas. e, espera-se passíveis de serem cobradas [na prática e nos contratos].

  27. Nizam Omar disse:

    Silvio, belo texto, a automação exigirá uma revisão nos conceitos de segurança na rede – O que você acha da releitura das 7 camadas ISO-OSI para as redes? – Omar

    • srlm disse:

      nizam, um número de releituras será preciso, e não só para redes. à medida em que o uso de uma “torre de software” parcial ou totalmente externa a um negócio começar a se tornar NORMA… as exigências sobre redes, sw básico, etc… vão se tornar muito mais estritas. e, espera-se passíveis de serem cobradas [na prática e nos contratos].

  28. Aleardo Manacero disse:

    Isso apenas confirma o que um antigo professor de meu departamento dizia. Basicamente, em função de todo o trabalho em IA, construção automática de código, etc., ele dizia que a computação era a única profissão em que se trabalhava para eliminar a necessidade do profissional de computação. No final das contas, se a conta é de 25% para 2015 podemos esperar um número cada vez maior 10 anos depois.
    Aleardo

  29. Aleardo Manacero disse:

    Isso apenas confirma o que um antigo professor de meu departamento dizia. Basicamente, em função de todo o trabalho em IA, construção automática de código, etc., ele dizia que a computação era a única profissão em que se trabalhava para eliminar a necessidade do profissional de computação. No final das contas, se a conta é de 25% para 2015 podemos esperar um número cada vez maior 10 anos depois.
    Aleardo

  30. Aleardo Manacero disse:

    Isso apenas confirma o que um antigo professor de meu departamento dizia. Basicamente, em função de todo o trabalho em IA, construção automática de código, etc., ele dizia que a computação era a única profissão em que se trabalhava para eliminar a necessidade do profissional de computação. No final das contas, se a conta é de 25% para 2015 podemos esperar um número cada vez maior 10 anos depois.
    Aleardo

  31. Jaguaraci Silva disse:

    A cadeia de valor dos serviços sempre existiu, não é porque automatizamos que vamos cortar 25%, estamos sempre automatizando processos e a demanda de serviços cresceu na última década ao ponto de faltar mão-de-obra.

    A tecnologia sempre vai precisar de adaptação e essa dinâmica vai gerar novos serviços. Cada vez mais as tecnologias estão sendo agregadas a partir da camada de processos, isso porque o custo associado a dinâmica para se posicionar com agilidade no mercado pode levar uma empresa ao sucesso ou a falência rapidamente.

    A governança de toda a cadeia de valor gerou novas demandas que superam até os 25% do faturamento em serviços da década anterior. Se outras áreas mais próximas da inteligência do negócio ganham mais visibilidade e assim investimentos, por outro lado as outras estão perdendo o espaço e entrando em decadência. Isso é justo, porque TI precisa suportar o negócio e não o contrário.

    []´s

  32. Jaguaraci Silva disse:

    A cadeia de valor dos serviços sempre existiu, não é porque automatizamos que vamos cortar 25%, estamos sempre automatizando processos e a demanda de serviços cresceu na última década ao ponto de faltar mão-de-obra.

    A tecnologia sempre vai precisar de adaptação e essa dinâmica vai gerar novos serviços. Cada vez mais as tecnologias estão sendo agregadas a partir da camada de processos, isso porque o custo associado a dinâmica para se posicionar com agilidade no mercado pode levar uma empresa ao sucesso ou a falência rapidamente.

    A governança de toda a cadeia de valor gerou novas demandas que superam até os 25% do faturamento em serviços da década anterior. Se outras áreas mais próximas da inteligência do negócio ganham mais visibilidade e assim investimentos, por outro lado as outras estão perdendo o espaço e entrando em decadência. Isso é justo, porque TI precisa suportar o negócio e não o contrário.

    []´s

  33. Jaguaraci Silva disse:

    A cadeia de valor dos serviços sempre existiu, não é porque automatizamos que vamos cortar 25%, estamos sempre automatizando processos e a demanda de serviços cresceu na última década ao ponto de faltar mão-de-obra.

    A tecnologia sempre vai precisar de adaptação e essa dinâmica vai gerar novos serviços. Cada vez mais as tecnologias estão sendo agregadas a partir da camada de processos, isso porque o custo associado a dinâmica para se posicionar com agilidade no mercado pode levar uma empresa ao sucesso ou a falência rapidamente.

    A governança de toda a cadeia de valor gerou novas demandas que superam até os 25% do faturamento em serviços da década anterior. Se outras áreas mais próximas da inteligência do negócio ganham mais visibilidade e assim investimentos, por outro lado as outras estão perdendo o espaço e entrando em decadência. Isso é justo, porque TI precisa suportar o negócio e não o contrário.

    []´s

  34. Romano disse:

    Talvez a solução para os nossos estádios estarem prontos antes do início da copa! Brincadeiras à parte, uma inovação no “design”.

    Page last updated at 09:57 GMT, Friday, 29 July 2011 10:57 UK
    http://news.bbc.co.uk/2/hi/programmes/click_online/9550469.stm

    “Reproduce yourself with a 3D printer”

    “Click’s Spencer Kelly gets a 3D print of his own head at a rapid prototyping lab in London, and looks at whether creating objects from scratch in your own home could soon be as easy as downloading the design.”

  35. Romano disse:

    Talvez a solução para os nossos estádios estarem prontos antes do início da copa! Brincadeiras à parte, uma inovação no “design”.

    Page last updated at 09:57 GMT, Friday, 29 July 2011 10:57 UK
    http://news.bbc.co.uk/2/hi/programmes/click_online/9550469.stm

    “Reproduce yourself with a 3D printer”

    “Click’s Spencer Kelly gets a 3D print of his own head at a rapid prototyping lab in London, and looks at whether creating objects from scratch in your own home could soon be as easy as downloading the design.”

  36. Mazo disse:

    Silvio, tô chegando atrasado ao debate, mas cheguei.

    Dei aula de gestão da informação no sábado passado e justamente dizia que a gestão de TI é uma das áreas mais porcamente atendidas pela… TI. Incomparável o que a TI fez pelos processos de gestão financeira, produção, chão de fábrica, etc. com o que a TI fez pela gestão de TI. A maioria dos processos ainda não passou pela racionalização e as ferramentas (intelectuais e tecnológicas) são primitivas, apenas apoios funcionais, não melhoria de processos.

    Então acho que o custo de TI vai precisar passar para proporções ainda maiores dos orçamentos totais das organizações para que a dor seja grande o suficiente e a pressão obrigue o redesenho dos processos de produção, adoção e administração de TI.

  37. Mazo disse:

    Silvio, tô chegando atrasado ao debate, mas cheguei.

    Dei aula de gestão da informação no sábado passado e justamente dizia que a gestão de TI é uma das áreas mais porcamente atendidas pela… TI. Incomparável o que a TI fez pelos processos de gestão financeira, produção, chão de fábrica, etc. com o que a TI fez pela gestão de TI. A maioria dos processos ainda não passou pela racionalização e as ferramentas (intelectuais e tecnológicas) são primitivas, apenas apoios funcionais, não melhoria de processos.

    Então acho que o custo de TI vai precisar passar para proporções ainda maiores dos orçamentos totais das organizações para que a dor seja grande o suficiente e a pressão obrigue o redesenho dos processos de produção, adoção e administração de TI.

  38. Mazo disse:

    Silvio, tô chegando atrasado ao debate, mas cheguei.

    Dei aula de gestão da informação no sábado passado e justamente dizia que a gestão de TI é uma das áreas mais porcamente atendidas pela… TI. Incomparável o que a TI fez pelos processos de gestão financeira, produção, chão de fábrica, etc. com o que a TI fez pela gestão de TI. A maioria dos processos ainda não passou pela racionalização e as ferramentas (intelectuais e tecnológicas) são primitivas, apenas apoios funcionais, não melhoria de processos.

    Então acho que o custo de TI vai precisar passar para proporções ainda maiores dos orçamentos totais das organizações para que a dor seja grande o suficiente e a pressão obrigue o redesenho dos processos de produção, adoção e administração de TI.

  39. Nao me publique disse:

    Que merda de blog é esse que não usa letras maiúsculas no início das frases ? É para ser “moderninho” ? Achei ridículo.

  40. Nao me publique disse:

    Que merda de blog é esse que não usa letras maiúsculas no início das frases ? É para ser “moderninho” ? Achei ridículo.

  41. Nao me publique disse:

    Que merda de blog é esse que não usa letras maiúsculas no início das frases ? É para ser “moderninho” ? Achei ridículo.

  42. Eder disse:

    Sobre a questão do Suporte, porque acha que vai entrar em desuso? Será substituto por FAQs, os softwares serão intuitivos os suficiente pras pessoas não precisarem de ajuda? Não acha que o comportamemto de “não gostar de ler o manual” vai sempre existir?

  43. Eder disse:

    Sobre a questão do Suporte, porque acha que vai entrar em desuso? Será substituto por FAQs, os softwares serão intuitivos os suficiente pras pessoas não precisarem de ajuda? Não acha que o comportamemto de “não gostar de ler o manual” vai sempre existir?

  44. Eder disse:

    Sobre a questão do Suporte, porque acha que vai entrar em desuso? Será substituto por FAQs, os softwares serão intuitivos os suficiente pras pessoas não precisarem de ajuda? Não acha que o comportamemto de “não gostar de ler o manual” vai sempre existir?