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Escrito por • 19/09/2011

trabalhar ou fazer concurso?

atepassar.com é uma rede social para gente que está estudando para concursos públicos, os autodenominados concurseiros. estimativas variadas apontam para mais de 10 milhões de pessoas em algum estágio do processo de fazer concurso público no brasil. se você está por fora deste ambiente, saiba que dia destes só um concurso da CHESF [que classificava para uma reserva de capital humano, não havia muitas vagas imediatas], teve mais de 850 mil inscritos.

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não estranhe cem a duzentos, trezentos, quatrocentos… candidatos por vaga em concursos, coisa de dez, vinte ou muito mais vezes acima dos vestibulares mais concorridos do país. em rondonópolis, um concurso teve mais de mil candidatos por vaga. no banco central, um concurso na área técnica já teve 1.900 candidatos por vaga. só em 2011, em todos os níveis e esferas de governo, estariam sendo preenchidas mais de 130 mil vagas no setor público, emprego estável e, em muitos casos, muito bem remunerado.

não é de se espantar, portanto, que haja tanta gente estudando para fazer um concurso e se tornar um servidor público. um trabalhador que, em tese, cercado de garantias justamente para não ser manipulado por superiores que teriam planos próprios e não da causa pública, do serviço público, teria que se dedicar –de novo, em tese- muito mais do que a um emprego ou função, mas a uma causa, a de servir o público, além e acima de interesses políticos, partidários e do seu próprio.

pois bem: a rede atepassar.com tem uma área de perguntas e respostas onde se debate desde como e o que estudar até se vale a pena estudar pra concursos públicos. olhem a pergunta que eu achei por lá, reproduzida aqui ipsis litteris

Pessoal trabalho como gerente de uma operadora de telefonia, onde a pressão é enorme, não se tem tempo para nada, um superior que joga seu psicologico lá em baixo, onde tudo que voce faz esta ruim. Ai eu pensei vou largar meu emprego e estudar para um concurso. Estou guardando uma grana legal e não tenho mulher(só namorada) e não tenho filhos. Sera que estou fazendo certo?

depreende-se, do estado de coisas relatado, que a cobrança na operadora é muito alta; que o trabalhador está sob constante pressão por resultados e que, de certa forma, ganha bem, pois está "guardando uma grana legal" que lhe permitiria parar de trabalhar para "estudar para um concurso". uma das interpretações da lógica acima é que estudar para e passar num concurso levaria a outra relação trabalhista, de menos cobrança e pressão, mais tranquilidade e, em muitos casos, a mesma ou melhor remuneração.

desejando toda a sorte do mundo a quem fez a pergunta, talvez a gente deva fazer outra outra: será que as cobranças e pressão, no setor público e sobre os servidores idem, deveriam ser menores do que na iniciativa privada? até porque, mesmo com a "pressão" das operadoras, não estamos lá muito satisfeitos com o serviço que elas nos prestam, não é?…

a esperança do contribuinte brasileiro, que paga uma das mais elevadas cargas tributárias do planeta, é que os novos concursados [mais de 200 mil só nas duas últimas gestão federais] se comprometam com as verdadeiras causas públicas e trabalhando, dia e noite, façam dos serviços públicos exemplos [no mínimo] nacionais de seriedade, dedicação, eficiência e eficácia, dignas de serem copiadas pelas empresas privadas.

e você diria… mas isso é impossível. não, não é. nada é impossível para grupos, mesmo pequenos, de pessoas dedicadas a uma causa. aliás, é só por causa destes pequenos grupos de idealistas e sonhadores que o mundo muda. e, como diria o dalai lama, se os sonhos de quem quer mudar o serviço público estão nas nuvens, eles estão no lugar certo. o que se tem que fazer, a partir daí, é construir as estruturas que os apoiem e mantenham nas nuvens, não como sonho, mas como realidade.

e nós todos –servidores inclusive- podemos fazer mais sobre isso. tanto quanto há redes para estudar para concurso, deveria haver redes, ou mais espaços em redes já existentes, pra acompanhar os serviços e servidores públicos e a dedicação de todos às causas públicas.

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falta alguma coisa além de um reclameAQUI para serviços públicos, algo que não seja só pra reclamar. uma rede social, geográfica, por assunto, por problema, por serviço, que ajude os próprios serviços e servidores públicos a melhorar a qualidade de sua oferta, a simplificar seus serviços, acompanhar problemas e soluções, resolvê-los em conjunto com suas comunidades.

se um tal ambiente existisse e fosse usado, no mínimo, para aumentar a transparência das obras públicos em tempo real… os tribunais de contas não teriam nem dez por cento do trabalho que têm. uma rede social de serviços e servidores públicos talvez devesse começar por aí, nas obras públicas, que é por onde vaza boa parte da carga tributária que pagamos, e de onde vem boa parte da má fama –não merecida pela vasta maioria- dos servidores e serviços públicos.

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[nota: o autor é funcionário público –concursado- há 33 anos; se você quiser ver parte do que ele andou fazendo na UFPE desde 1978, clique este link.]

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0 Responses to trabalhar ou fazer concurso?

  1. Adolfo Neto disse:

    “mesmo com a “pressão” das operadoras, não estamos lá muito satisfeitos com o serviço que elas nos prestam”

    Talvez seja até mesmo por causa da “pressão” das operadoras exercem sobre seus funcionários que não estamos lá muito satisfeitos com o serviço que elas nos prestam…

    Quem gosta de trabalhar sobrecarregado? Só pode sair serviço ruim daí.

  2. Adolfo Neto disse:

    “mesmo com a “pressão” das operadoras, não estamos lá muito satisfeitos com o serviço que elas nos prestam”

    Talvez seja até mesmo por causa da “pressão” das operadoras exercem sobre seus funcionários que não estamos lá muito satisfeitos com o serviço que elas nos prestam…

    Quem gosta de trabalhar sobrecarregado? Só pode sair serviço ruim daí.

  3. Adolfo Neto disse:

    Por favor, leiam Rework http://37signals.com/rework/. Os caras estão milionários e uma das “regras” do livro é “Send people home at 5:00” (Mande as pessoas para casa às 17h). Não adianta ficar trabalhando sem estar produtivo.

  4. Adolfo Neto disse:

    Por favor, leiam Rework http://37signals.com/rework/. Os caras estão milionários e uma das “regras” do livro é “Send people home at 5:00” (Mande as pessoas para casa às 17h). Não adianta ficar trabalhando sem estar produtivo.

  5. Paulo Ramon disse:

    Participo da rede social atepasar.com, mas meu comentário vais mais aos últimos parágrafos do texto, onde o Sílvio Meira sugere a criação de ” (…) uma rede social, geográfica, por assunto, por problema, por serviço, que ajude os próprios serviços e servidores públicos a melhorar a qualidade de sua oferta (…)”

    Sei que esse pensamento não é o ideal para uma pessoal da minha geração, mas, infelizmente, vivemos em um país onde ambientalistas, como a finada Dorothy Stang, são assassinados por, justamente, quererem fiscalizar o quão as leis estão sendo cumpridas. Não obstantes disto temos até juízes sendo assassinados por, justamente, fazer-se cumprir a Lei. Considerando a lógica racional, não seria de bom grado criar uma rede social que “fiscalize” os serviços públicos em um país onde boa parte de sua população não dá valor aos princípios básicos da vida.

    A ideia é boa, mas, embora não vivamos mais sob as rédeas curtas da ditadura, vivemos constantemente com medo de expressar nossa opinião, de fazer o certo da forma certa.

  6. Paulo Ramon disse:

    Participo da rede social atepasar.com, mas meu comentário vais mais aos últimos parágrafos do texto, onde o Sílvio Meira sugere a criação de ” (…) uma rede social, geográfica, por assunto, por problema, por serviço, que ajude os próprios serviços e servidores públicos a melhorar a qualidade de sua oferta (…)”

    Sei que esse pensamento não é o ideal para uma pessoal da minha geração, mas, infelizmente, vivemos em um país onde ambientalistas, como a finada Dorothy Stang, são assassinados por, justamente, quererem fiscalizar o quão as leis estão sendo cumpridas. Não obstantes disto temos até juízes sendo assassinados por, justamente, fazer-se cumprir a Lei. Considerando a lógica racional, não seria de bom grado criar uma rede social que “fiscalize” os serviços públicos em um país onde boa parte de sua população não dá valor aos princípios básicos da vida.

    A ideia é boa, mas, embora não vivamos mais sob as rédeas curtas da ditadura, vivemos constantemente com medo de expressar nossa opinião, de fazer o certo da forma certa.

  7. Olha acho a reflexão interessante, mas discutir melhora no serviço público brasileiro sem melhorar governança, criar mecanismos de estímulo a produtividade e tornar menos complexa a exoneração daquele que não quer trabalhar é muito difícil.

    O serviço público é caro e não tem tido a eficiência desejada em diversos casos. É preciso repensar o modelo.

  8. Olha acho a reflexão interessante, mas discutir melhora no serviço público brasileiro sem melhorar governança, criar mecanismos de estímulo a produtividade e tornar menos complexa a exoneração daquele que não quer trabalhar é muito difícil.

    O serviço público é caro e não tem tido a eficiência desejada em diversos casos. É preciso repensar o modelo.

  9. Lucimeire disse:

    Bom dia,
    Acredito que muita gente tem uma visão errônea do que é ser servidor público. Pensam que é só passar e ficar numa boa, claro que em todo lugar existem pessoas folgadas, mas não vamos generalizar. Sou servidora pública há 15 anos e não tem um dia que não cumpro meu horário e faço meu trabalho bem feito. O problema dos serviços públicos não funcionarem bem é mais culpa da burocracia do Estado do que dos servidores.
    Mas para quem quer ser concursado, vale a pena estudar pra passar. Temos muitas garantias, o que as empresas privadas não oferecem. Podemos comprar um carro em 60 meses e termos a certeza que ao fim de 5 anos ainda teremos emprego.
    Att
    Lucimeire

  10. Lucimeire disse:

    Bom dia,
    Acredito que muita gente tem uma visão errônea do que é ser servidor público. Pensam que é só passar e ficar numa boa, claro que em todo lugar existem pessoas folgadas, mas não vamos generalizar. Sou servidora pública há 15 anos e não tem um dia que não cumpro meu horário e faço meu trabalho bem feito. O problema dos serviços públicos não funcionarem bem é mais culpa da burocracia do Estado do que dos servidores.
    Mas para quem quer ser concursado, vale a pena estudar pra passar. Temos muitas garantias, o que as empresas privadas não oferecem. Podemos comprar um carro em 60 meses e termos a certeza que ao fim de 5 anos ainda teremos emprego.
    Att
    Lucimeire

  11. André disse:

    Sou servidor público e faço jus ao que recebo, além de atender muito bem qualquer cidadão.Eu trabalho e sou servidor há 3 anos.Infelizmente, como em qualquer outra empresa, sempre há pessoas que nada fazem.

  12. André disse:

    Sou servidor público e faço jus ao que recebo, além de atender muito bem qualquer cidadão.Eu trabalho e sou servidor há 3 anos.Infelizmente, como em qualquer outra empresa, sempre há pessoas que nada fazem.

  13. MARCO OLIVEIRA disse:

    sr. Silvio Meira é puto com concursos públicos pq seus funcionários estão sistematicamente deixando seus postos por empregos humanos e que trazem pela primeira vez em suas vidas direitos que até então não existiam onde trabalhavam (CESAR). Tipo: Férias, 13 salário, Plano de Saúde Descente, Licenças Médicas e Qualificação Profissional.
    Quer que isso para de acontecer…? Deixe de ser mesquinho e pague seus funcionários de forma descente…!

  14. MARCO OLIVEIRA disse:

    sr. Silvio Meira é puto com concursos públicos pq seus funcionários estão sistematicamente deixando seus postos por empregos humanos e que trazem pela primeira vez em suas vidas direitos que até então não existiam onde trabalhavam (CESAR). Tipo: Férias, 13 salário, Plano de Saúde Descente, Licenças Médicas e Qualificação Profissional.
    Quer que isso para de acontecer…? Deixe de ser mesquinho e pague seus funcionários de forma descente…!

  15. Ariani disse:

    Parabéns pelo texto….disse tudo…vamos ampliar esta discussão em outros fóruns. vale a pensar parar para pensar sobre isto.

  16. Ariani disse:

    Parabéns pelo texto….disse tudo…vamos ampliar esta discussão em outros fóruns. vale a pensar parar para pensar sobre isto.

  17. Antônio disse:

    O xis da questão é prestar serviço com qualidade, com zelo, ter prazer em fazer algo, independente de ser público ou privado.
    Mas sabemos que o ser humano também sofre e exerce influências no ambiente, mas ainda assim, fazer algo bem feito, com correção, dedicar-se é algo pessoal.
    A procura pelo setor público pode surgir justamente por certas oportunidades, que não são iguais para todos – não há igualdade e fraternidade!
    Do ponto de vista da gestão, meu palpite é que há muito o que progredir, na gestão estratégica, das pessoas… os desafios são inúmeros. Às vezes, também, busca-se o concurso apenas objetivando um salário maior, e não o bem melhor do órgão, do Estado. Por outro lado, há também boas intenções e qualificações, mas jogadas em qualquer lugar.
    A burocracia às vezes é exagerada, cega, ultrapassa o bom senso do controle. Nepotismo, verticalidade, hierarquia, foco na manutenção das engrenagens da máquina administrativa, e não no cidadão somam-se aos empecilhos.
    Bem, dizem, que a economia e o crescimento do país está melhor que outrora. O setor privado reclama da falta de pessoas qualificadas. Lembro de texto da Fundação Dom Cabral que tecia algo sobre este assunto. Segundo o texto, por muito tempo o Brasil esqueceu as pessoas, a educação, o lado humano [de quem pensa, pode criar…] e investiu apenas em máquinas etc. Hoje colhe o que plantou. Esqueceram de investir em pessoas. Sem educação não se pode ir muito além. E isso é universal, vale para qualquer esfera. Quão competitivos somos, não obstante sermos criativos? Educação? Saúde? Infraestrutura? Esportes? A propósito, dizem que o número de 2% de qualquer população é o universo razoável para encontrar e trabalhar possíveis atletas de alto desempenho. Imagine 2% da nossa população? Então… daqui a pouco tem-se as Olímpiadas de Londres, do Brasil… não cobrem resultados sem investimentos.

  18. Antônio disse:

    O xis da questão é prestar serviço com qualidade, com zelo, ter prazer em fazer algo, independente de ser público ou privado.
    Mas sabemos que o ser humano também sofre e exerce influências no ambiente, mas ainda assim, fazer algo bem feito, com correção, dedicar-se é algo pessoal.
    A procura pelo setor público pode surgir justamente por certas oportunidades, que não são iguais para todos – não há igualdade e fraternidade!
    Do ponto de vista da gestão, meu palpite é que há muito o que progredir, na gestão estratégica, das pessoas… os desafios são inúmeros. Às vezes, também, busca-se o concurso apenas objetivando um salário maior, e não o bem melhor do órgão, do Estado. Por outro lado, há também boas intenções e qualificações, mas jogadas em qualquer lugar.
    A burocracia às vezes é exagerada, cega, ultrapassa o bom senso do controle. Nepotismo, verticalidade, hierarquia, foco na manutenção das engrenagens da máquina administrativa, e não no cidadão somam-se aos empecilhos.
    Bem, dizem, que a economia e o crescimento do país está melhor que outrora. O setor privado reclama da falta de pessoas qualificadas. Lembro de texto da Fundação Dom Cabral que tecia algo sobre este assunto. Segundo o texto, por muito tempo o Brasil esqueceu as pessoas, a educação, o lado humano [de quem pensa, pode criar…] e investiu apenas em máquinas etc. Hoje colhe o que plantou. Esqueceram de investir em pessoas. Sem educação não se pode ir muito além. E isso é universal, vale para qualquer esfera. Quão competitivos somos, não obstante sermos criativos? Educação? Saúde? Infraestrutura? Esportes? A propósito, dizem que o número de 2% de qualquer população é o universo razoável para encontrar e trabalhar possíveis atletas de alto desempenho. Imagine 2% da nossa população? Então… daqui a pouco tem-se as Olímpiadas de Londres, do Brasil… não cobrem resultados sem investimentos.

  19. SILAS disse:

    Boa tarde… Até me surpreendi com a possibilidade de comentar sem que tenha a obrigação de estar ‘ CONECTADO A UMA DAS REDES “… Então, vamos lá… Servidor público de qualidade depende e MUITO dos cursos que o Estado em todas as suas esferas de atuação vai proporcionar ao novos… Concursados são, via de regra, os mais eficientes e os que não brincam em serviço… O problema é que há os chamados comissionados, os ” amiguinhos do rei ” que entram pelas portas dos fundos. Querem um exemplo ? No Poder Judiciário Paulista , na magistratura Estadual há concurso de provas e títulos para, numa maratona, aprovar-se Juizes que considerados aptos, serão submetidos a vários cursos para exercerem seus misteres … Entretanto para o cargo de diretor ( antigo escrivão, depois escrivão-diretor…) NÃO HÁ CONCURSO PÚBLICO, NEM EXTERNO E NEM INTERNO…SÓ SÃO CONTEMPLADOS OS QUE TIVEREM UM QI MELHOR ( QUEM INDICOU…) Se o TJ abre concurso para o mais ( JUIZ DE DIREITO) POR QUE CARGAS D’ÁGUA NÃO PASSAM A ABRIR PARA O MENOS ( DIRETOR…)… E não é diferente em outros Poderes…Tem funcionário público que trabalha e muito e não é remunerado decentemente nem tem quaisquer planos de carreiras . Em contrapartida há os APANIGUADOS, APADRINHADOS QUE OCUPAM POSTOS CUJA REMUNERAÇÃO É QUASE O TETO DO SERVIÇO PÚBLICO. ALÉM DE NÃO TRABALHAREM, FAZEM SUAS TRAQUINAGENS E QUANDO SEUS PROTETORES TERMINAM SEUS MANDATOS ESTÃO COM SEUS BURROS NA SOMBRA…

  20. SILAS disse:

    Boa tarde… Até me surpreendi com a possibilidade de comentar sem que tenha a obrigação de estar ‘ CONECTADO A UMA DAS REDES “… Então, vamos lá… Servidor público de qualidade depende e MUITO dos cursos que o Estado em todas as suas esferas de atuação vai proporcionar ao novos… Concursados são, via de regra, os mais eficientes e os que não brincam em serviço… O problema é que há os chamados comissionados, os ” amiguinhos do rei ” que entram pelas portas dos fundos. Querem um exemplo ? No Poder Judiciário Paulista , na magistratura Estadual há concurso de provas e títulos para, numa maratona, aprovar-se Juizes que considerados aptos, serão submetidos a vários cursos para exercerem seus misteres … Entretanto para o cargo de diretor ( antigo escrivão, depois escrivão-diretor…) NÃO HÁ CONCURSO PÚBLICO, NEM EXTERNO E NEM INTERNO…SÓ SÃO CONTEMPLADOS OS QUE TIVEREM UM QI MELHOR ( QUEM INDICOU…) Se o TJ abre concurso para o mais ( JUIZ DE DIREITO) POR QUE CARGAS D’ÁGUA NÃO PASSAM A ABRIR PARA O MENOS ( DIRETOR…)… E não é diferente em outros Poderes…Tem funcionário público que trabalha e muito e não é remunerado decentemente nem tem quaisquer planos de carreiras . Em contrapartida há os APANIGUADOS, APADRINHADOS QUE OCUPAM POSTOS CUJA REMUNERAÇÃO É QUASE O TETO DO SERVIÇO PÚBLICO. ALÉM DE NÃO TRABALHAREM, FAZEM SUAS TRAQUINAGENS E QUANDO SEUS PROTETORES TERMINAM SEUS MANDATOS ESTÃO COM SEUS BURROS NA SOMBRA…

  21. TRABALHAR, SIM, CONCURSOS TENHO DÚVIDAS.

    Tenho 72 anos.Entrei para o Serviço Póblico aos 12 anos como contínuo ganhando meio salário mínimo, para ajudar a custear meus estudos, pois sempre estudei em escolas públicas, inclusive a universidade. Ralei! Servi ao Tiro de Guerra nº 157 e ao seu término fiquei desempregado. Surgiu um concurso público (coisa rara á epoca)para datilógrafo a ser relizado pelo antigo DASP( Departamento de Administração do Serviço Público ). As exigências, hoje, parecem bringadeira: máquina Olivetti de aste(pesadão), você tinha de que dar 220 toques por minuto e a cada erro perderia 0,5 pontos e 7 era a nota de corte. Acradita que passei? Começou aí a minha carreira no Serviço Publico. Continuei a estudar e me formei em Direito, pouco tempo depois prestei concurso para uma grande Instituíção do Poder Judiciário.Fui fazendo carreira e as exigências de aperfeiçoamento só aumentando. Depois de mais de 18 anos de seviços e como o Governo congelou os salários , o Congresso Nacional viu-se obrigado a editar uma Lei, que entre outras coisas criava Cargos de Direção Superior e Gratificações diversas escalonadas. Haviam duas gratificações de difícil conquista: Uma de 80% sobre o salário para os servidores que consequissem obter mestrado de no minímo 2 anos, em Instituições de Renome Nacional e os melhores colocados eram promovidos conforme o nº de vagas. Mais à frente criaram outra gratificação, esta de 100% para os servidores que além do mestrado obtivessem doutorado, de no mínimo 3 anos, também, em Instituições de Renome Nacional, Tudo isto para capacitar o melhor possível o Servidor Público. Os melhores colocados eram promovidos conforme o nº de vagas. Dei sorte de ser promovido, pois ficava sempre em 1º lugar??? Essas Leis foram aprovadas pelo Congresso Nacional poucos meses depois da Promulgação da Constitução Federal de 1988. O ilariante é que elas traziam expressamente ” que o servidor ao se aposentar levava para a inatividade o seus integrais valores.
    Trabalhei 38 anos e meses, chequei a ser Diretor Geral da Instituição Cargo que me aposentei por tempo de serviço. Ao ir para a aposentadoria levei mais 35% (quinquênios) no contracheque.É claro que percorrendo todo esse caminho com denodo e devoção, o somatório no meu contracheque ultrapassasse o de Ministro do Supremo Tribunal Federal. Quando o STF Julgou constitucional a Emenda 41/2003(em 2005) ficou criado o “TETO CONSTITUCIONAL”, de que ninguém nos TRÊS PODERES, poderiam receber mais do que o valor bruto dos Mistros do STF, e ainda restabelecendo o desconto de 11% para o INSS e continuando a pagar 27,5% de Imposto de Renda.
    Dois anos atrás( por motivo de doença grave) deixei de pagar os 27,5% do IR. Por incrível que pareça a Lei ao isentar o servidor desse valor a intenção do Legislador foi a de ajudar o servidor nos seus momentos de doença grave, mas os burocratas pareceristas consideraram que ultrapassava o salário dos M. do STF e agregqram-no ao TETO CONSTITUCIONAL.
    FINAL DA HISTÓRIA: Eu que deveria receber meu salário sem nenhum desconto, tenho hoje desconto sobre o bruto de 50,8% e recebo menos de quando me aposentei. Não pense que ão estou na Justiça tentando buscar meus direitos e com ótimos advogados, mas a pressão do Governo e suas chicanas protelatórias, não deixam o processo andar em tempo hábil. Sei que vou ganhar, mas se o tempo não me permitir ficará para meus descendentes.Pergunto ainda: onde ficou o Direito Adquirido, a Coisa Julgada e o contrato firmado com o Estado? O STF jogou na lata do lixo pelo placar de 7×4, atendendo apelo de que a Previdência Social estava quebrada e precisava arrecadar mais.
    Os ploblemas do Brasil estão na CORRUPÇÃO.
    Pergunto-lhe: VALEU O CONCURSO?

  22. TRABALHAR, SIM, CONCURSOS TENHO DÚVIDAS.

    Tenho 72 anos.Entrei para o Serviço Póblico aos 12 anos como contínuo ganhando meio salário mínimo, para ajudar a custear meus estudos, pois sempre estudei em escolas públicas, inclusive a universidade. Ralei! Servi ao Tiro de Guerra nº 157 e ao seu término fiquei desempregado. Surgiu um concurso público (coisa rara á epoca)para datilógrafo a ser relizado pelo antigo DASP( Departamento de Administração do Serviço Público ). As exigências, hoje, parecem bringadeira: máquina Olivetti de aste(pesadão), você tinha de que dar 220 toques por minuto e a cada erro perderia 0,5 pontos e 7 era a nota de corte. Acradita que passei? Começou aí a minha carreira no Serviço Publico. Continuei a estudar e me formei em Direito, pouco tempo depois prestei concurso para uma grande Instituíção do Poder Judiciário.Fui fazendo carreira e as exigências de aperfeiçoamento só aumentando. Depois de mais de 18 anos de seviços e como o Governo congelou os salários , o Congresso Nacional viu-se obrigado a editar uma Lei, que entre outras coisas criava Cargos de Direção Superior e Gratificações diversas escalonadas. Haviam duas gratificações de difícil conquista: Uma de 80% sobre o salário para os servidores que consequissem obter mestrado de no minímo 2 anos, em Instituições de Renome Nacional e os melhores colocados eram promovidos conforme o nº de vagas. Mais à frente criaram outra gratificação, esta de 100% para os servidores que além do mestrado obtivessem doutorado, de no mínimo 3 anos, também, em Instituições de Renome Nacional, Tudo isto para capacitar o melhor possível o Servidor Público. Os melhores colocados eram promovidos conforme o nº de vagas. Dei sorte de ser promovido, pois ficava sempre em 1º lugar??? Essas Leis foram aprovadas pelo Congresso Nacional poucos meses depois da Promulgação da Constitução Federal de 1988. O ilariante é que elas traziam expressamente ” que o servidor ao se aposentar levava para a inatividade o seus integrais valores.
    Trabalhei 38 anos e meses, chequei a ser Diretor Geral da Instituição Cargo que me aposentei por tempo de serviço. Ao ir para a aposentadoria levei mais 35% (quinquênios) no contracheque.É claro que percorrendo todo esse caminho com denodo e devoção, o somatório no meu contracheque ultrapassasse o de Ministro do Supremo Tribunal Federal. Quando o STF Julgou constitucional a Emenda 41/2003(em 2005) ficou criado o “TETO CONSTITUCIONAL”, de que ninguém nos TRÊS PODERES, poderiam receber mais do que o valor bruto dos Mistros do STF, e ainda restabelecendo o desconto de 11% para o INSS e continuando a pagar 27,5% de Imposto de Renda.
    Dois anos atrás( por motivo de doença grave) deixei de pagar os 27,5% do IR. Por incrível que pareça a Lei ao isentar o servidor desse valor a intenção do Legislador foi a de ajudar o servidor nos seus momentos de doença grave, mas os burocratas pareceristas consideraram que ultrapassava o salário dos M. do STF e agregqram-no ao TETO CONSTITUCIONAL.
    FINAL DA HISTÓRIA: Eu que deveria receber meu salário sem nenhum desconto, tenho hoje desconto sobre o bruto de 50,8% e recebo menos de quando me aposentei. Não pense que ão estou na Justiça tentando buscar meus direitos e com ótimos advogados, mas a pressão do Governo e suas chicanas protelatórias, não deixam o processo andar em tempo hábil. Sei que vou ganhar, mas se o tempo não me permitir ficará para meus descendentes.Pergunto ainda: onde ficou o Direito Adquirido, a Coisa Julgada e o contrato firmado com o Estado? O STF jogou na lata do lixo pelo placar de 7×4, atendendo apelo de que a Previdência Social estava quebrada e precisava arrecadar mais.
    Os ploblemas do Brasil estão na CORRUPÇÃO.
    Pergunto-lhe: VALEU O CONCURSO?

  23. PEÇO DESCULPAS PELOS ERROS QUE COMETI NOS COMENTÁRIOS SOBRE TRABALHAR OU FAZER CONCURSO? o parkison tem me prejudicado muito.Obrigado

  24. PEÇO DESCULPAS PELOS ERROS QUE COMETI NOS COMENTÁRIOS SOBRE TRABALHAR OU FAZER CONCURSO? o parkison tem me prejudicado muito.Obrigado

  25. Paula disse:

    Boa noite,

    Me desculpe mas não concordo com uma parte do texto. Sou concursada, mas trabalho numa Instituição bancária de economia mista, sendo assim sofro o mesmo tipo de pressão que trabalhadores de empresas ou bancos privados. Quando o trabalhador do texto diz que sofre pressão psicológica, tenho certeza que não foi para atender bem e sim para cumprir metas, essa é a lógica da pressão no mercado capitalista em que atuamos, o foco é o lucro que vem das vendas, atendimento é assunto secundário.
    É preciso analisar mais profundamente o assunto, não é só sair tirando conclusões como pude perceber no texto.

  26. Paula disse:

    Boa noite,

    Me desculpe mas não concordo com uma parte do texto. Sou concursada, mas trabalho numa Instituição bancária de economia mista, sendo assim sofro o mesmo tipo de pressão que trabalhadores de empresas ou bancos privados. Quando o trabalhador do texto diz que sofre pressão psicológica, tenho certeza que não foi para atender bem e sim para cumprir metas, essa é a lógica da pressão no mercado capitalista em que atuamos, o foco é o lucro que vem das vendas, atendimento é assunto secundário.
    É preciso analisar mais profundamente o assunto, não é só sair tirando conclusões como pude perceber no texto.

  27. Transparência disse:

    primeiro, acho interessante como os textos na área administrativa seguem um roteiro com palavras tiradas ao léo de um saco: produtividade (e a qualidade que se dane), governança, eficiência, repensar o modelo… isso vale tanto para o público quanto o privado. é uma questão de berço da nação e o nosso é bastante corrupto.

    quanto a transparência, precisa mais? vejamos, só para citar o recente.

    1. volta da cpfm: que tal acabar de vez com a VERBA DE PROPAGANDA POLÍTICA que sai dos COFRES PÚBLICOS e enchem o das agências, em todos os níveis, federal, estadual, municípios?

    2. que tal seguir a constituição e o sr sarney deixar de ganhar R$67.000,00 de salário/mês, que o stf julgou legal, pois também deve estar interessado nesta brecha?

    3. e se os políticos nomeados para os ministérios (40!!!!!!!!) fossem obrigados a abdicar de seus cargos eletivos por conflitos de interesses?

    4. … vocês completam…

    e se nós tomássemos vergonha na cara e parássemos de fingir que tudo tem que ser assim mesmo? cuidado, um dia a casa cai!

  28. Transparência disse:

    primeiro, acho interessante como os textos na área administrativa seguem um roteiro com palavras tiradas ao léo de um saco: produtividade (e a qualidade que se dane), governança, eficiência, repensar o modelo… isso vale tanto para o público quanto o privado. é uma questão de berço da nação e o nosso é bastante corrupto.

    quanto a transparência, precisa mais? vejamos, só para citar o recente.

    1. volta da cpfm: que tal acabar de vez com a VERBA DE PROPAGANDA POLÍTICA que sai dos COFRES PÚBLICOS e enchem o das agências, em todos os níveis, federal, estadual, municípios?

    2. que tal seguir a constituição e o sr sarney deixar de ganhar R$67.000,00 de salário/mês, que o stf julgou legal, pois também deve estar interessado nesta brecha?

    3. e se os políticos nomeados para os ministérios (40!!!!!!!!) fossem obrigados a abdicar de seus cargos eletivos por conflitos de interesses?

    4. … vocês completam…

    e se nós tomássemos vergonha na cara e parássemos de fingir que tudo tem que ser assim mesmo? cuidado, um dia a casa cai!

  29. Ferndando F. disse:

    O chato dessa nova corrida pelo emprego público é que as pessoas estão deixando de procurar o emprego que gostam e buscando apenas o que tem “maiores benefícios”. Emprego está virando sinônimo de fonte de renda e benefícios e não fonte de realização pessoal. às vezes até penso em ir para área pública, mas os empregos no setor público geralmente são muito “engessados”, sem espaço pra criatividade, inovação… Competição, metas, estratégias podem ser não só estressantes mas também podem ser estimulantes se você se sente bem no que faz…

  30. Ferndando F. disse:

    O chato dessa nova corrida pelo emprego público é que as pessoas estão deixando de procurar o emprego que gostam e buscando apenas o que tem “maiores benefícios”. Emprego está virando sinônimo de fonte de renda e benefícios e não fonte de realização pessoal. às vezes até penso em ir para área pública, mas os empregos no setor público geralmente são muito “engessados”, sem espaço pra criatividade, inovação… Competição, metas, estratégias podem ser não só estressantes mas também podem ser estimulantes se você se sente bem no que faz…

  31. Ferndando F. disse:

    O chato dessa nova corrida pelo emprego público é que as pessoas estão deixando de procurar o emprego que gostam e buscando apenas o que tem “maiores benefícios”. Emprego está virando sinônimo de fonte de renda e benefícios e não fonte de realização pessoal. às vezes até penso em ir para área pública, mas os empregos no setor público geralmente são muito “engessados”, sem espaço pra criatividade, inovação… Competição, metas, estratégias podem ser não só estressantes mas também podem ser estimulantes se você se sente bem no que faz…

  32. Ferndando F. disse:

    O chato dessa nova corrida pelo emprego público é que as pessoas estão deixando de procurar o emprego que gostam e buscando apenas o que tem “maiores benefícios”. Emprego está virando sinônimo de fonte de renda e benefícios e não fonte de realização pessoal. às vezes até penso em ir para área pública, mas os empregos no setor público geralmente são muito “engessados”, sem espaço pra criatividade, inovação… Competição, metas, estratégias podem ser não só estressantes mas também podem ser estimulantes se você se sente bem no que faz…

  33. Bruno disse:

    nada vai mudar.

  34. Bruno disse:

    nada vai mudar.

  35. PAULO NASC disse:

    Exmo. Comendador Meira: dei uma olhada no seu curriculo. Se não foi com a intenção de humilhar seus paroquianos, OK, um grande e meritório curriculo. Quanto a estas duas comendas, merecidíssimas com certeza, um dia será nome de rua ou mesmo de praça, quem sabe de uma grande escola em Taperoá, para homenagear, com muito justiça o filho ilustre.

  36. PAULO NASC disse:

    Exmo. Comendador Meira: dei uma olhada no seu curriculo. Se não foi com a intenção de humilhar seus paroquianos, OK, um grande e meritório curriculo. Quanto a estas duas comendas, merecidíssimas com certeza, um dia será nome de rua ou mesmo de praça, quem sabe de uma grande escola em Taperoá, para homenagear, com muito justiça o filho ilustre.

  37. Nitai disse:

    complementando a réplica do próprio meira, que esclareceu que terça-feira (20/09) nossa presidenta, em NY para reunião da ONU, lançou o plano da parceria de governo aberto (OGP). a parceria é coliderada pelo brasil e EUA, e tudinho tá aqui http://www.opengovpartnership.org/ .
    não critico silvio pela visão cética do clássico servidor público cheio de regalias e benefícios. mas prefiro dar ênfase à parte onde ele mostra o outro lado, o das possibilidades para os grupos de pessoas, mesmo pequenos, dedicados a uma causa.
    me colocando como exemplo. sou servidor do Min. do Planejam. a quase 1,5 ano. confirmo que realmente a cobrança é algo muito relativo, não é difícil achar uma zona de conforto e estacionar por ali mesmo. mas eu escolhi o outro lado, o que também é muito fácil. o que quero dizer é que para os ousados e empreendedores, o governo é um oceano de imensas oportunidades. pense numa grande empresa nacional, com responsabilidades sociais, com atuação continental e internacional, com planos de curto, médio e longo prazo, maior cliente em vários setores do mercado, e atuação em todas as áreas que você ousar imaginar. por essas e outros razões, e apesar de não ter sabido disso antes do concurso, que estou provocando a mudança que me é possível.
    para outros que passaram no mesmo concurso não posso confirmar estarem curtindo trabalhar no governo tanto quanto eu. só enxerga as oportunidades quem procura. nesse ano e meio eu, e meu grupo, construímos o ambiente de trabalho ideal. vários amigos meus estão trabalhando, e convidando, em grandes empresas de TI multinacionais – google, microsoft, facebook, etc.. – e aos poucos a inveja do “ambiente perfeito de trabalho” vai acabando.
    estar no centro do governo, onde pequenas ações têm impacto global, é demais.
    nesse tempo aqui estou envolvido com temas como software livre, padrões de interoperabilidade, dados abertos, transparência, participação social, governo aberto, e etc. e como exemplo, é meu pequeno grupo quem construiu e constrói o que a dilma citou sobre a OGP. bem o trabalho tem sido bem nobre! 😀

  38. Nitai disse:

    complementando a réplica do próprio meira, que esclareceu que terça-feira (20/09) nossa presidenta, em NY para reunião da ONU, lançou o plano da parceria de governo aberto (OGP). a parceria é coliderada pelo brasil e EUA, e tudinho tá aqui http://www.opengovpartnership.org/ .
    não critico silvio pela visão cética do clássico servidor público cheio de regalias e benefícios. mas prefiro dar ênfase à parte onde ele mostra o outro lado, o das possibilidades para os grupos de pessoas, mesmo pequenos, dedicados a uma causa.
    me colocando como exemplo. sou servidor do Min. do Planejam. a quase 1,5 ano. confirmo que realmente a cobrança é algo muito relativo, não é difícil achar uma zona de conforto e estacionar por ali mesmo. mas eu escolhi o outro lado, o que também é muito fácil. o que quero dizer é que para os ousados e empreendedores, o governo é um oceano de imensas oportunidades. pense numa grande empresa nacional, com responsabilidades sociais, com atuação continental e internacional, com planos de curto, médio e longo prazo, maior cliente em vários setores do mercado, e atuação em todas as áreas que você ousar imaginar. por essas e outros razões, e apesar de não ter sabido disso antes do concurso, que estou provocando a mudança que me é possível.
    para outros que passaram no mesmo concurso não posso confirmar estarem curtindo trabalhar no governo tanto quanto eu. só enxerga as oportunidades quem procura. nesse ano e meio eu, e meu grupo, construímos o ambiente de trabalho ideal. vários amigos meus estão trabalhando, e convidando, em grandes empresas de TI multinacionais – google, microsoft, facebook, etc.. – e aos poucos a inveja do “ambiente perfeito de trabalho” vai acabando.
    estar no centro do governo, onde pequenas ações têm impacto global, é demais.
    nesse tempo aqui estou envolvido com temas como software livre, padrões de interoperabilidade, dados abertos, transparência, participação social, governo aberto, e etc. e como exemplo, é meu pequeno grupo quem construiu e constrói o que a dilma citou sobre a OGP. bem o trabalho tem sido bem nobre! 😀

  39. Rodrigo disse:

    O comentário do MARCO OLIVEIRA (segunda-feira, 19 de setembro de 2011 @ 10:58) reflete bem o pensamento do brasileiro… Tudo se resume a ter direitos, direitos, direitos (ou será que a palavra certa não seria privilégios?). Provavelmente um trabalhador americano goza de muito menos “direitos” do que os garantidos por essa coisa que chamamos de constituição aqui no Brasil. No entanto, em qual dos países os trabalhadores no geral tem uma melhor qualidade de vida? É de se pensar…

  40. Rodrigo disse:

    O comentário do MARCO OLIVEIRA (segunda-feira, 19 de setembro de 2011 @ 10:58) reflete bem o pensamento do brasileiro… Tudo se resume a ter direitos, direitos, direitos (ou será que a palavra certa não seria privilégios?). Provavelmente um trabalhador americano goza de muito menos “direitos” do que os garantidos por essa coisa que chamamos de constituição aqui no Brasil. No entanto, em qual dos países os trabalhadores no geral tem uma melhor qualidade de vida? É de se pensar…

  41. roberto disse:

    • Venho aqui em nome dos candidatos que se inscreveram para esse concurso, denunciar como foi o vergonhoso processo de segunda fase do mesmo. No edital de convocação de segunda fase, informa bem claro que os critérios para avaliação só seriam conhecidos no momento da prova prática, o que claramente não foi observado por todos os concorrentes oriundos de outros estados, no caso dos técnicos de enfermagem, todos os candidatos paraíbanos sabiam que deveriam ir de branco e usar jaleco nesta fase da seleção, diferentemente dos demais, nós de outros estados éramos avisados pelos fiscais a perda de pontos por não estarem uniformizados, outra questão levantada foi a existencia de candidatos terceirizados pelo hospital universitário participando do processo e sendo avaliados por fiscais enfermeiros também colegas de trabalho( o que deveria ser enfermeiros contratados especificos para fiscalização não tendo nenhum tipo de vínculo com os candidatos), outra coisa que não foi esclarecida foi em relação aos questionamentos feitos aos candidatos após a realização das práticas, de forma pessoal e individualizada as perguntas feitas aos diferentes candidatos que realizavam as mesmas práticas eram absurdamentes feitas sem padrão e com complexidades totalmente diferentes entre eles, o que não dará base para como será distribuição das notas. Por isso o que transpareceu foi uma seleção absurda, na qual o resultado final poderá ser muito bem manipulado favorencendo a candidatos da própria instituição e candidatos que são da própria paraíba, o que não condiz com uma seleção pública. POR ISSO VAI —– QUE VERGONHA UFPB!!!!!!