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Escrito por • 24/11/2010

TV: público vai se tornar, mesmo, comunidade…

olhem só o que a motorola está descobrindo [nesta pesquisa] sobre os hábitos correntes e futuros dos "espectadores", aquele povo que só "via" TV e que, agora, começa interagir enquanto "vê" TV:

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a imagem é de baixa resolução, pelos limites naturais aqui do blog; mas dê um clique e você vai ver em detalhe que, nos treze mercados considerados pela moto, 51% das pessoas [os azuis e verdes] já interage com outras, em redes sociais, [muito] frequentemente, enquanto dá conta do que rola na TV.

e não estamos falando de TV digital interativa como a que planejamos no brasil, o SBTVD [veja aqui o que o blog achava do assunto em 2008…]. lá, a interação aconteceria "pela TV". esperávamos até que a TV digital [interativa] fosse um mecanismo de inclusão digital, ao chegar onde não havia internet e assumir, mesmo que de forma limitada, seu papel.

o que a imagem acima mostra é que as pessoas já estão interagindo com as outras enquanto vêem TV, e o estão fazendo usando um monte de mecanismos já disponíveis na internet, que de resto já são usados por elas mesmas enquanto não estão "vendo TV".

Infographic 4B - Soc Nets influence

falando em "já disponíveis na internet", a segunda imagem responde a pergunta "você estaria disposto a pagar por serviços integrados de TV e internet que permitissem, por exemplo, conversar com seus contatos na tela da TV enquanto assiste um programa"?…

só 18% dos pesquisados disse sim e outros 42% condicionou um eventual pagamento a estar convencido que isso vale o dinheiro que vai sair de seu bolso. afinal de contas, porque deveríamos pagar por tais "serviços" se eles já estão disponíveis no smartphone [que está ao meu lado, à mão], no laptop que está no colo… sem falar em pads como o samsung galaxy tab que, no brasil, tem TV analógica e digital como parte do pacote e mais todos os apps de vários mercados, pra conectar o ex-espectador com twitter, chat, emeio, facebook, 4sq e o que mais for o caso?

pra terminar a conversa, olhe a imagem abaixo:

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entre várias coisas, a imagem diz que 20% dos consultados já têm TVs conectadas à internet [como esta] e que outros 40% pretende adquirir uma nos próximos 18 meses. isso significa que a combinação que está dando certo, no caso de TV digital, porque está sendo comprada e usada pela comunidade [irrestrita, ao invés do público controlado pelas emissoras] é TV aberta ou a cabo como costumávamos ter, combinada com interatividade pela rede, nas formas que interagimos na rede desde sempre.

sim, você diria, e daí? daí que está na hora de tentar, errar e aprender um bocado com as novas possibilidades de interação associadas à TV e que, quem conseguir interpretar, antes ou mais competentemente que os outros, tais possibilidades… vai ter uma vantagem competitiva muito considerável no cenário de negócios que antes costumava ser chamado de… TV.

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6 Responses to TV: público vai se tornar, mesmo, comunidade…

  1. “Quem conseguir interpretar antes, ou mais competentemente” ou seria…quem conseguir direcionar o mercado mais competentemente? Não acredito numa mudança radical no negócio TV em função da interatividade; assistir TV é mais uma atividade coletiva [familiar] do que individual. Ainda vamos conviver por muito tempo com o ritual no qual as pessoas se juntam para compartilhar algum programa na TV, possivelmente de agora em diante com algum nível de interatividade. Também não me vejo lendo um ebook ou os meus emails numa tela de 42″!

  2. “Quem conseguir interpretar antes, ou mais competentemente” ou seria…quem conseguir direcionar o mercado mais competentemente? Não acredito numa mudança radical no negócio TV em função da interatividade; assistir TV é mais uma atividade coletiva [familiar] do que individual. Ainda vamos conviver por muito tempo com o ritual no qual as pessoas se juntam para compartilhar algum programa na TV, possivelmente de agora em diante com algum nível de interatividade. Também não me vejo lendo um ebook ou os meus emails numa tela de 42″!

  3. Show de bola o post.

  4. Show de bola o post.

  5. Pedro Daltro disse:

    Sílvio, esse seu texto me lembrou na hora de um puta projeto do Kevin Slavin, um cara foda que fundou a Area Code.

    O projeto se chama Starling, que é uma mistura entre TV e redes sociais, justamente o foco do seu texto. tem umas passagens muito interessantes:

    “Slavin also talks about the theory of ‘limbic resonance’ – that the thrilling experience around watching, say, a movie, is about all the other thrilled people watching it around you. “The crowd that releases storytelling magic”

    And he moves to the phrase ‘connected TV’, saying that “the important part is not that the TV is connected, but that the audience is connected”.

    Slavin says games are ahead when it comes to putting this into practice. All games – not just video games – for centuries games have been played together as social experiences.”

    “If we can provide a structure for media the way Foursquare provided a structure for location’, Slavin says, ‘That’s a win for everybody involved… “It’s the end of the magic laugh box,” he says. “From here on in, the laughter is genuine.”

    segue o link.

    http://runmotherfuckerrun.wordpress.com/2010/04/15/6445/

    abs

  6. Pedro Daltro disse:

    Sílvio, esse seu texto me lembrou na hora de um puta projeto do Kevin Slavin, um cara foda que fundou a Area Code.

    O projeto se chama Starling, que é uma mistura entre TV e redes sociais, justamente o foco do seu texto. tem umas passagens muito interessantes:

    “Slavin also talks about the theory of ‘limbic resonance’ – that the thrilling experience around watching, say, a movie, is about all the other thrilled people watching it around you. “The crowd that releases storytelling magic”

    And he moves to the phrase ‘connected TV’, saying that “the important part is not that the TV is connected, but that the audience is connected”.

    Slavin says games are ahead when it comes to putting this into practice. All games – not just video games – for centuries games have been played together as social experiences.”

    “If we can provide a structure for media the way Foursquare provided a structure for location’, Slavin says, ‘That’s a win for everybody involved… “It’s the end of the magic laugh box,” he says. “From here on in, the laughter is genuine.”

    segue o link.

    http://runmotherfuckerrun.wordpress.com/2010/04/15/6445/

    abs