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Escrito por • 07/01/2014

Um Cenário para o Resto da Década?…

Na figura abaixo, inclua impressoras 3D na classe dos robôs. Elas têm um quê de escultores robotizados. Se pergunte onde está  “big data”, que não se vê em lugar nenhum… a não ser que, como nós, você os veja dentro de DADOS, que é onde deveriam estar; grandes volumes, ou grandes coleções de dados, processados por grandes algoritmos, vão nos dar contextos, a partir de um campo informacional global, com tudo e todos ao nosso redor gerando cada vez mais dados. “Big data” só era “big”, mesmo, quando era novidade [e isso foi lá antes de 2010]. Agora é a norma. E dados, em geral, passaram a ser norma: até os mais crédulos [ou mais intuitivos] começam a rezar, nos negócios, por um princípio antigo, o de basear decisões em medidas e os dados correspondentes. Mais cedo ou mais tarde, até na política, os dados vão vencer os argumentos. Mais que dados, estamos falando de ciclo de vida de dados e informação, de captura a terminação, passando por tudo o que você imaginar entre um e outro.

A figura é parte de desenhos de cenários que andamos fazendo, para pautar o que pode acontecer [e no que se vai prestar atenção e incentivar] daqui até o fim da década. Todo fim de ano se inventa esta coisa de discutir o que vai acontecer no próximo ano, como se o futuro marcasse seu tempo de forma digital, com tudo mudando no primeiro de janeiro.

Claro que as coisas mudam de um ano para outro, mas é um processo muito mais complexo do que se discutir –ou chutar- as tendências “para 2014”. Quando se faz deste jeito, sempre aparece alguém para dizer que será o ano dos vestíveis, da eletrônica digital que a gente vai usar colada no corpo, pra fazer… o que, mesmo? E a que preço? E com que interface? Ainda vai levar uma pá de tempo pra alguém acertar o formato de um “smart watch”, que quando for mesmo a coisa do ano, fará um monte de coisas que os de hoje não fazem, e de forma muito mais simples do que os de hoje fazem. Se é que a linha do tempo de 2000 pra cá deixou um legado, foi a simplicidade das coisas que deram –e dão- certo. E isso, tenha certeza, não é passageiro, é a tendência e realidade da década.

Tem muita gente escrevendo APPs, que são pontas, no universo móvel, de sistemas de informação que têm que existir em rede, e que dependem –radicalmente- de ciclos de vida de informação. Pouquíssimos destes APPs merecem atenção por mais de alguns segundos; os que a têm são partes de sistemas de informação, em rede, muito mais sofisticados e –principalmente- úteis do que um simples trecho de código rodando em um smartphone qualquer. APPs podem até estar na moda, hoje; mas, se a gente brincasse de tendências, e ano a ano… APPs são tão 2013…

Olhe pra imagem. Móvel. Redes. Robótica. Genética. Informaticidade. A combinação de partes ou de tudo isso, via seus ciclos de vida de dados e informação, na forma de Contexto. De Contextos. E tudo dependendo grandes coleções de dados e de grandes algoritmos sobre eles, para transformar dados brutos em informação e conhecimento. E resultados. E daí que vai vir o resto da década. Pode crer.

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