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Escrito por • 26/01/2012

uma SOPA, entornando o caldo da rede? [2]

paulo coelho escreveu um texto muito importante sobre as propostas americanas [e de muitos outros países] para restringir a liberdade na rede. "my thoughts on S.O.P.A" ["o que penso sobre SOPA"] está sob um link, http://paulocoelhoblog.com/2012/01/20/welcome-to-pirate-my-books/,  mais interessante do que o título e que diz muito. coelho, que já vendeu mais de 140 milhões de exemplares, é de longe o mais lido e conhecido escritor brasileiro. escreveu o quinto livro mais vendido no mundo em todos os tempos, o alquimista, que é também o livro mais largamente traduzido de um autor vivo. não é coisa pouca, por nenhum critério.

sobre #SOPA, paulo coelho diz…

…how do I feel about this? As an author, I should be defending ‘intellectual property’, but I’m not.

Pirates of the world, unite and pirate everything I’ve ever written!

The good old days, when each idea had an owner, are gone forever. First, because all anyone ever does is recycle the same four themes: a love story between two people, a love triangle, the struggle for power, and the story of a journey.  Second, because all writers want what they write to be read, whether in a newspaper, blog, pamphlet, or on a wall.

pra quem não sabe, o blog de paulo coelho é em inglês, sua audiência é global. tempos modernos. who knows, we ought to be writing this blog in english as well. bem… mas o que disse paulo coelho, acima? que há quem pense que ele deveria defender a propriedade intelectual. mas não. muito pelo contrário, ele conclama os piratas do mundo a copiar e distribuir seus livros. noutro lugar do texto, fala do site pirata onde deposita –e compartilha- seu próprio trabalho pirateado, quando acha na rede. coelho também diz que os velhos tempos, quando toda ideia tinha um dono, se foram para sempre. segundo ele, todas as estórias giram em torno de quatro grandes temas universais e o que os escritores querem, mesmo, é ser lidos. se escrevesse por dinheiro, diz, e não para dar significado à vida, já teria parado há anos, até para fugir das críticas quase sempre depreciativas ao seu trabalho.

paulo coelho defende pirataria como [parte de] um modelo de negócios, como já foi comentado aqui no blog e como sempre foi –e é- largamente praticado em todo mundo. ao fim do texto, ele diz que…

‘Pirating’ can act as an introduction to an artist’s work. If you like his or her idea, then you will want to have it in your house; a good idea doesn’t need protection. The rest is either greed or ignorance.

…pirataria pode ser uma introdução ao trabalho de um artista,. se você gosta, vai querer ter em casa. uma boa ideia não precisa de proteção. e o resto é ganância ou ignorância.

radical, não?… mas em 2009, o cantor daniel causou um grande debate ao afirmar que pirataria poderia ajudar a divulgação do seu filme menino da porteira, até em função do que havia ocorrido em 2007 com o primeiro tropa de elite, que foi o filme mais pirateado e, ao mesmo tempo, a maior bilheteria de 2007 no país. quem sabe daniel estava certo; mas a união da indústria de vídeo surtou com a declaração cantor e escreveu: pirataria não é solução e alternativa para nada.  PIRATARIA É CRIME previsto em lei, ela é um câncer que deve ser combatido por toda a sociedade brasileira, mas, principalmente pela classe artística e produtora de obras audiovisuais.

aqui no blog, na época, perguntamos:

será mesmo? parece mais que a pirataria que vemos hoje [no caso do audiovisual, não vamos generalizar] se dá pela falência de um modelo de negócios baseado em distribuição de conteúdo sendo remunerado pelo preço do suporte físico. este modelo começou a funcionar lá na era do gramophone, começou a falir no tempo dos CDs, piorou nos DVDs e papocou, com calambote e tudo, quando o suporte físico se tornou irrelevante e as redes conectaram o mundo e as fontes de mídia.

no topo disso, a indústria cultural, preocupada em proteger suas fontes históricas de renda e seu legado, do ponto de vista de suporte e modelo de negócios, resolveu partir pra briga. ao invés de tentar entender o mundo.

claro que não é "toda" a indústria que sofre de cegueira cognitiva e negocial. há honrosas, criativas e lucrativas exceções, mencionadas em  estudos do próprio setor. quer ver? acabou de sair um do IFPI [Digital Music Report 2012 Expanding Choice. Going Global], resumido na imagem abaixo, uma colagem de figuras do relatório, que, tomara não me renda um processo por infringir propriedade intelectual…

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tem tempo? clique aqui pra pegar o relatório completo. não? tome nota: a tabela a), mostra que as vendas de "álbuns digitais" de música cresceram 24% globalmente em 2011; b) diz que 71% da receita de música na china é digital, apesar de c) estimar a pirataria, lá, em 99%. por que?… pense: não deve ser fácil comprar um CD de mombojó em zhāngjiākǒu e dificilmente há um serviço de música digital que já se estruturou a ponto de prover tal oferta lá. consequentemente, não há "renda" possível na mongólia interior, agora, pra alguém estar a dizer que há "pirataria" lá. o diagrama d) diz que 32% da renda global da indústria da música gravada está online, contra 1% dos filmes, que precisam de banda larga de verdade para "passar" na rede.

aliás, qual é a velocidade média de download no planeta, observando dezenas de milhões de PCs em 224 países? meros 580K. e no brasil? miseráveis 105K. resultado? para quase todos, não se pode confiar em um serviço de streaming musical como pandora ou spotify [que não funcionam no brasil, por causa de restrições de copyright!] e pagar pela música [como muitos podem e querem fazer]. vídeo, então, nem pensar. MPAA, RIAA e seus similares mundo afora deveriam fazer uma campanha global por mais banda, de muito melhor qualidade, para todos. porque? a tabela e) mostra que, mesmo onde há banda, o uso de P2P para compartilhar arquivos caiu pela metade entre 2007 e 2010. e a "indústria"… na dela, chiando.

gabe newell, de VALVE [a galera por trás de STEAM, que administra e distribui milhares de games para milhões de jogadores] diz que

"In general, we think there is a fundamental misconception about piracy. Piracy is almost always a service problem and not a pricing problem.

For example, if a pirate offers a product anywhere in the world, 24×7, purchasable from the convenience of your personal computer, and the legal provider says the product is region-locked, will come to your country 3 months after the US release, and can only be purchased at a brick and mortar store, then the pirate’s service is more valuable. Most DRM solutions diminish the value of the product by either directly restricting a customers use or by creating uncertainty.

Our goal is to create greater service value than pirates, and this has been successful enough for us that piracy is basically a non-issue for our company."

tradução? há um equívoco conceitual generalizado sobre pirataria [de bens digitais], que é quase sempre um problema de serviço e não de preço. por exemplo, se um pirata oferece um produto em qualquer lugar do mundo, 24×7, fácil de adquirir, pagar e levar, e o fornecedor legal diz que o produto dele só funciona por região, só estará na sua 3 meses depois dos EUA, só pode ser comprado numa loja física… então o serviço do pirata tem mais valor. e a maior parte das soluções de controle de propriedade intelectual diminui o valor do produto através da redução das possibilidades de uso e/ou aumento de incerteza. a proposta da VALVE é bater os piratas em seu próprio jogo, criando e prestando um serviço de maior valor. e temos tido sucesso o suficiente para dizer que, para nós, pirataria não é um problema.

falou e disse. aqui mesmo no blog, há tempos, resumi uma palestra de matt mason, autor de the pirates’ dilemma, em sete pontos, tratando a coisa toda de uma forma construtiva: o que pirataria tem a ensinar pra inovação?… visto por um outro ângulo, lutamos contra os piratas ou aprendemos com eles? vamos lá.

1. quer derrotar a pirataria? copie os piratas. os piratas [jogos "originais" para consoles a R$10, com nota e garantia!] estão adicionando valor so jogadores, num clássico exemplo de falha no mercado; aprenda com os piratas e faça melhor. olhe para VALVE e, porque não, mombojó: desde o começo, tudo o que fazem está na rede e não me consta que tenham "perdido dinheiro" por causa disso. muito pelo contrário

2. negócios são uma forma de arte; arte é rebelião. as novas formas de rebelião envolvem mudança, nos levam mudar o que não está funcionando, porque os meios para tal estão [especialmente no caso de mídia] à nossa disposição. de cada um e todo mundo, aqui e agora. inclusive dos big businesses, mas eles estão perdendo tempo com o passado ao invés de construir o futuro.

3. a arte de contar histórias mudou. e de uma vez por todas. a abundância e sofisticação de novos meios abertos e globais de expressão, torna cada um o cotando em rede, das suas histórias. o grande negócio, hoje, é trazer as pessoas pra dentro da história, pra que elas nos agreguem a sua história… e vice-versa. ao invés de comunicação para disseminação de conteúdo criado de forma centralizada, o tempo é de conectividade para interação em torno das histórias nas quais todos estão interessados e para as quais podem contribuir, e não só o que quer [ou melhor, queria] o centro. o conteúdo, pra quem ainda não notou [MPAA, RIAA… alô!] se "separou" da forma, do meio e do controle central, e isso é para sempre.

4. cuidado com os advogados. em caso de dúvida sobre os seus, ligue para ronaldo lemos e pergunte o que ele acha. se seu departamento legal está tirando coisas do youTube, pode apostar que o tiro é no seu pé. ah, sim: antes de ligar pro ronaldo, pergunte pros seus advogados se eles ouviram falar de "performance"; você paga seus advogados por performance e não por direito autoral.  não se toca o DVD deles defendendo um caso parecido com o seu no tribunal. eles têm que ir lá in vivo… raciocinar em tempo real, falar bonito, ter deferência e paciência com suas excelências e coisa e tal. p-e-r-f-o-r-m-a-n-c-e. músicos entendem isso muito bem.

5. abundância é a melhor propaganda e melhor do que propaganda pura, simples e antiga. ninguém diz isso abertamente, mas pirataria é, há muito tempo, parte do modelo de negócio de varejo de software. quer ver? pergunte à microsoft e outras grandes empresas; windows e office piratas sempre foram os maiores adversários de linux e open office. e há quem use auto-pirataria [?] para conquistar mercados. como? "vazam" seu próprio software em mercados onde não há renda, pra cobrar quando houver. a primeira dose, como se sabe, é quase sempre grátis.

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6. cinema é "muito melhor do" que TV e cobra ingresso por isso; cinema é performance, tem um custo muito maior do que a combinação de DVDs piratas e uma tela de dezenas de polegadas em casa… mas qual é a maior tela que você pode ter, em casa, pra assistir RAN, de kurosawa? a cena de cavalaria acima precisa de mais mais polegadas de boa resolução do que se pode ter em casa, para transmitir o que kurosawa queria dizer… e pra vê-la, como tal, vamos pagar um ingresso de cinema. tomara que a projeção seja muito boa, senão quero meu dinheiro de volta.

7. em economias baseadas em abundância, model de negócios têm que ser círculos virtuosos. entregue grátis aqui pra ganhar em performance acolá, lance sua música em guitar hero, faça comerciais, descubra seu "luiza, que está no canadá", se vire. acabou o tempo de ganhar a vida deitado em casa, qual nababo, ao som de uma chuva de moedinhas. a transmutação do analógico, centralizado, para o digital, em rede, é também a transformação de reais em centavos: na netflix, cada cliente de aluguel de DVD perdido, só é compensado por cinco de streaming. e eles estão tentando trocar a base toda, antes que seja tarde [como foi para a blockbuster e a kodak].

hummm… você diria, coisa de piratas. mesmo? que tal ler parte de um texto do duke law and technology review, de 2002, analisando os 10 anos do audio home recording act? ARHA foi a primeira lei, nos EUA, a relacionar tecnologia com propriedade intelectual, a criar provisões para punir a quebra [anti-circumvention] dos mecanismos de proteção e, ainda criou royalties sobre dispositivos e meios. ao comprar um CD virgem para fazer backup de arquivos pessoais, paga-se um imposto que vai subsidiar as organizações que cuidam do direito do autor [e que o autor sempre tem muita dificuldade de ver]. o texto…

Sometimes progress may feel more like loss than gain when a technology that an industry has developed a significant portion of their products around becomes outdated. While this may be a frustrating experience for those industries that are tangential to the technology, the proper solution is not to hinder progress, but instead to adapt accordingly.

diz que… há vezes em que o progresso pode parecer mais perda do que ganho, quando a tecnologia ao redor da qual uma indústria criou uma parcela significativa de seus produtos se torna obsoleta. ao mesmo tempo em que isso pode ser frustrante para tais indústrias, a solução apropriada não é atrapalhar o progresso, mas se adaptar aos novos tempos. e olha que foi escrito num jornal legal, de juristas.

quer ler um argumento bem sólido e recente sobre o mesmo assunto? david pakman acaba de desancar [em wither the giants? the arrogance of aging incumbents] o CEO da groupM [leia WPP…] irwin gotlieb, de cabo a rabo, "só porque" gotlieb disse que… we have a responsibility to ensure that technology develops in a manner that doesn’t shake up the supply-and-demand equation of our business. como assim, garantir que tudo continua como está, sem mudar as equações de demanda e oferta?… o texto de pakman é muito bom e segue a mesma linha do parágrafo anterior…

Technology forces which bring greater efficiency and transparency to markets simply don’t care about privilege, access, and rolodexes. They disrupt predecessor markets because of structural problems like price opaqueness and false scarcity that no longer “work” in the new market.

…dizendo que tecnologias que provêem maior eficiência e transparência simplesmente não levam em conta privilégio, acesso e redes de contatos e poder previamente estabelecidas. elas reescrevem o mercado porque as "qualidades" estruturais anteriores, como opacidade dos preços e falsa escasse,z simplesmente não existem no "novo" mercado. paulo coelho poderia ter escrito a mesma coisa no texto que abriu esta longa conversa.

como o leitor já percebeu muitas linhas atrás, quero escrever sobre este assunto até o fim do universo. para o bem de todos e felicidade geral da web, já passou a hora de parar e, pra terminar, vou repetir [com licença de nelsinho motta] um texto de 2009, estrelinhas, constelações e galáxias, sobre o fim dos popstars planetários e de toda a indústria que vivia deles, ao passo que emergem novas formas de entretenimento. os grifos são nossos.

A morte de Michael Jackson é um dos signos mais evidentes e dolorosos do fim da era dos popstars planetários. Até os anos 90, o poder de comunicação e difusão estava nas mãos das grandes gravadoras multinacionais. Só elas tinham o dinheiro, a tecnologia e a organização para divulgar, promover e vender seus artistas no mundo inteiro. Estratégia vitoriosa: as filiais internacionais dividiam os custos, e multiplicavam os lucros. Tão vitoriosa que logo os orçamentos de promoção e marketing superavam de longe os de produção e desenvolvimento.

Na era da internet, da tecnologia da informação, da democratização dos meios de comunicação, o efeito é a multiplicação de estrelas locais, regionais, nacionais, e cada vez menos popstars globais como Michael Jackson, Madonna ou os Rolling Stones. Esses, são história viva.
Hoje, os pretendentes ao estrelato mundial competem com todos os anônimos, ou quase, com todas as pequenas e médias estrelas em ascensão em todos os cantos do mundo, que cantam na língua que as pessoas entendem, que falam de coisas que eles sentem, que têm redes de fãs na internet. Produzir é fácil, difícil é chamar a atenção do público. Está dura a vida de popstar hoje em dia.

Nos anos 70 e 80, não só da ditadura, mas do nacionalismo e do protecionismo, a música angloamericana dominava os grandes mercados e os periféricos, inclusive o Brasil, apesar de nossa fabulosa produção musical da época. Com a globalização e a internet, as previsões nacionalistas e antiimperialistas eram de que a música angloamericana, o som do Império, tomaria conta do mundo de vez, era tudo uma conspiração tecnológica para dominar o planeta. 

Pura paranóia do perfeito idiota latinoamericano. Na era da informação globalizada, o jogo virou: as músicas nacionais passaram a dominar as vendas de discos. No Brasil, mais de 75% do mercado são de produto nacional, bruto ou fino. E também na China, na Índia, na Espanha, no Japão, os artistas nacionais dominam o mercado. A internet pulverizou a informação e transformou um céu de poucas estrelas muito brilhantes em novas constelações e galáxias.

falou e disse. grande nelsinho.

Anotação

este texto faz parte de uma série sobre propriedade intelectual, pirataria, velhos e novos modelos de negócio, seus promotores e detratores, mais as tentativas, cada vez mais radicais, de controlar a rede e o que fazemos dela e nela. o primeiro está neste link e, se tudo correr bem, o próximo texto será o último da série, pelo menos por enquanto. até lá.

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29 Responses to uma SOPA, entornando o caldo da rede? [2]

  1. Edison disse:

    Sugiro um comentário acesse jesusvida.com adorei.

  2. Edison disse:

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  3. LUIZ ANTONIO MENEGOTTO disse:

    PARA QUEM JÁ ESTA COM O CÚ CHEIO DE DINHEIRO É FÁCIL DEFENDER A PIRATARIA.

  4. Romano disse:

    Para quem tiver tempo, veja o vídeo abaixo com o grande Lenine (mesmo que você não curta o trabalho dele, vale a pena), em entrevista ao Roda-Viva, sobre o assunto em pauta. E para quem gostar, veja a entrevista toda que é muito boa.

    http://www.youtube.com/watch?v=FLAKd5TLhPE&feature=related

    Créditos e Pauta:

    TV BRASIL

    23/01/2012 – 23h00
    Lenine

    Na pauta, discussões sobre o futuro da MPB, o mercado fonográfico e seu novo álbum

    Pernambucano de nascimento, carioca de batismo e globalizado por vocação, Lenine é o convidado do Roda Viva desta segunda (23/01), às 23h.

    Na entrevista, ele deve falar sobre o intimista Chão, seu mais recente disco, dar sua visão sobre o mercado fonográfico e debater os novos caminhos da música popular brasileira.

    Além do apresentador Mario Sergio Conti, a bancada desta edição traz Renato Terra (repórter da revista Piauí), Patrícia Palumbo (jornalista e apresentadora do programa Vozes do Brasil, da Rádio Eldorado), João Gabriel de Lima (redator-chefe da Época), Bruna Veloso (editora da Rolling Stone) e Lula Queiroga (cantor e compositor). O Roda Viva também conta com a participação do cartunista Paulo Caruso.

  5. sidineizancanaro disse:

    ate certo ponto, estou com ele,muita gente quer ganhar dinheiro facil, em cima de um , determinado produto, um exemplo,quantas pessoas ganham , em cima dum simples cd musical, varios produtos, nao so um simples cd……….

  6. Vladimir disse:

    Que pirataria é crime, não há o que discutir, pois existe lei para isto. Mas o que se mostra nesta matéria é que a preocupação maior, neste caso, é que os autores são os que menos se preocupam com os seus direitos autorias, eles querem ver seu trabalho divulgado para um maior número de pessoas. Quem parece estar mais preocupado com estes direitos são as pessoas que ganham dinheiro com o trabalho destes autores, como produtoras, editoras entre outros profissionais que recebem por esta divulgação.

  7. Paulo disse:

    Silvio Meira pergunta para a dupla Cristian e Ralf, quem eles acham que colocam no mercado brasileiro os cds piratas !
    Em uma entrevista eles disseram que não tinham acabado de produzir um cd, e para a surpresa deles lá estava o cd deles nos camelos de são paulo !

  8. DECIO FISCHETTI disse:

    CONCORDO COM PAULO COELHO. EU SOU UM CRIADOR NO SENTIDO QUE COMUM. MAS TUDO OQUE CRIEI, BEM COMO QUASE TODA CRIAÇÃO, NADA MAIS É DO QUE UM ARRANJO NOVO DE IDÉIAS QUE A HUMANIDADE ACUMULOU. NÃO TEM SENTIDO UMA PESSOA SÓ BENEFICIAR-SE DISSO.
    E MAIS, AS DESPESAS E BUROCRACIA PARA PROTEGER UMA IDÉIA SÃO ENORMES E NÃO GARANTEM NADA. TENHO PROVAS CONTUNDETES DISSO.

  9. Paulo Sergio Martins disse:

    O texto está bem situado no contexto do mundo atual e o autor analisa de forma global os aspectos da pirataria. Poderia até comentar no famoso blog do Paulo Coelho que tirar cópias do livro dele e entregar ou até mesmo revender para os locais remotos do mundo em que as editoras não alcançam, no fundo este trabalho de pirataria é uma forma grátis de marketing tipo boca a boca e que certamente enaltece o escritor ainda mais e esta dentro de seu desejo de mais e mais pessoas lerem o que ele escreveu.
    Outra forma é colocar os excluídos e pobres com uma atividade que gere pelo menos um prato de comida e assim a pirataria contribui de forma indireta para reduzir a fome no mundo. abs paulo

  10. jilo na marmita disse:

    Paulo Coelho só fala bobageira e escreve bobageira num seio como ele tem uma cadeira na ABL, o homem que escreve fabulas toskas, Raul Seixas deve estar se revirando no tumulo com as besteira de PC..

  11. Priscilla disse:

    Texto bem escrito mas, POR FAVOR, utilize letras maiúsculas no início das frases! Fica muito difícil acompanhar o desenrolar das idéias sem essa regra simples e básica de português.

  12. Ferrari Brasil disse:

    Pirataria de música força o artista a realizar shows em seu país. CDs só são comprados se for muito bom, a pirataria permite não cair no golpe de único single que presta. Sobre a pirataria de livros não sei como é, mas deve ser a mesma coisa que acontece com os cds, se for algo que realmente te agrade você acaba comprando. Melhorem a qualidade dos produtos e eles serão vendidos.

  13. Romeo disse:

    Se eu fosse o Lucas todas as jogadas minhas, passava pra ele, ai sim ele ia se queimar de verdade. Jogador bom joga só se deslocando e puchando o adversário, abrindo avenidas. A única bola que ele não passou foi a que ele marcou o gol. o Fabiano estava livre mas ele cansado de passar bola e o Fabiano perder resolveu marcar e se deu bem. Já imaginou se ele passa e o Fabiano perde?

  14. Romeo disse:

    Saiu um comentário não postado nessa área desculpem a falha da Internet .

  15. Edilson disse:

    Eu li duas vezes essa matéria para tentar entender, às vezes declinei que o pensamento do autor é que apóia a pirataria, às vezes pensei na atual realidade, inevitáveis mudanças. Mas, cheguei a duas tristes conclusões, posso estar errado.

    1º – Paulo Coelho. Não tiro os méritos dele como escritor, seus livros são fantásticos, mas, é ridículo ler que ele defende a pirataria. Conclusão a isso é, “Ele já esta numa zona de conforto”. Agora eu pergunto: Quantos e quantos novos escritores vão às editoras para tentar publicar seus livros? Quantos e quantos escritores com capacidade e talento não tem a mesma sorte que Paulo Coelho? Vão publicar seus livros (digitalizados) de graça? È irônico o que esse escritor comenta.
    Deixa margem a pensamentos, que ele é uma pessoa insegura, defendendo a pirataria, fazendo que não ocorra concorrência.

    2º – Existem milhares de locadoras espalhadas nesses Brasil ainda, gerando emprego, pagando impostos, aí o camarada do lado (estabelecimento) coloca uma mesinha na rua e grita, “Olha 4 DVD por 10 reais!!!” (que é caro ainda). Como fica aquele individuo que abre um negócio, é fiscalizado, gera emprego, paga imposto? Ele tem que colocar DVD pirata no seu estabelecimento também, por causa da concorrência desleal, sendo que ele as vezes paga mais de 100,00 por uma única mídia (justamente por causa dos direitos autorais)?

    Aí vamos defender a Pirataria (que é crime), daqui a pouco vamos defender que não pode mais ter censura, começa a pornografia em horário que criança assiste, vamos defender a droga, aí vamos ver nossos filhos se drogando liberalmente. Vamos defender criminosos, aí vamos ver os políticos roubarem mais ainda e ficarmos calados.

    Pirataria é crime e pronto, não devemos defender bandido. Fazer apologia a isso é RIDICULO.

    O que temos que fazer é buscar soluções de limpar a corja de políticos, baixando os impostos, fazendo que todos tenham acesso a isso tudo por um preço justo.

  16. Felipe disse:

    Nível de conhecimento educacional é diferente de nível cultural. Nível educacional se adquire basicamente na escola, e para este, há, para o Brasil, um longo caminho a seguir até que tenhamos escolas com qualidade de nível internacional. Considerando a enorme sofreguidão com que nossas instituições de ensino conseguem transferir conhecimento básico, verificamos que conhecimento cultural amplo fica de lado. No entanto Nível cultural pode ser adquirido através de absorção de idéias, pontos de vista, estilos diferentes, e isso está disponível em todas as formas de arte. Seja no cinema, na literatura ou na música, sem considerar outras ainda um pouco inacessíveis, a possibilidade de se conhecer e absorver conhecimento cultural através de filmes de diversas partes do mundo, literatura de visões contrapostas e estilos musicais diversos está diretamente ligada à redução de questões ultrapassadas, como por exemplo o preconceito geral e indistinto, ainda tão arraigadas em nosso cotidiano jornalístico e pessoal.
    Considerando que é através de sua arte que o artista consegue expor sua visão de mundo, seus afetos e anseios, dar ao público a possibilidade de conhecer um estilo musical característico do interior do Pará, do extremo sul do Rio Grande ou da China, um ponto de vista sobre determinado assunto registrado sob a ótica de um cineasta ou de um escritor americano, do leste europeu ou da patagônia, é também a possibilidade de dar ao grande público a oportunidade de ampliar seus conhecimentos, formar opinião, verificar que embora com visões diferentes os problemas da humanidade são basicamente os mesmos e com isso reduzir o “medo do outro” que ainda assola a humanidade mesmo no século XXI, produzindo preconceito e violência.
    Sabemos que as divergências de opinião e o “medo do outro” está ligada também à temas de menor controle pela população geral, como por exemplo, questões políticas, econômicas, financeiras e até religiosas. Mas, sendo o artista parte do povo, a difusão da sua arte, tem o poder de reduzir essas distâncias independentemente de ações maiores e lentas que dependem de acordos e interesses de governantes e nações.
    Na música temos um exemplo claro, onde é possível notar que um estilo não sobrevive intocado “ad eternun”, pois ele sofre influências ao longo dos anos. Verificamos nas bandas de vida mais longa que o álbum mais recente é normalmente bastante diverso do primeiro. Não querendo aqui indicar a qualidade da música e da musicalidade, mas sim, as influências que sofreu ao longo do período. Quem faz música, quer consumir música e consumindo música expande suas influências e expandindo suas influências o faz também com seu público. Uma banda de rock que se une a uma orquestra apresenta ao seu público um mundo novo e embora ao puritano isso possa soar como um desvio de linha e estilo, a grande massa passará a se interessar também por um novo estilo. E uma vez a mente aberta ao novo não há mais limites de expansão e a absorção do novo faz cair barreiras e preconceitos e isso se estende à vida do indivíduo.
    Aqui retornamos à necessida de liberdade da internet.
    Embora existam pessoas que dotadas de renda, não tenham o bom gosto e a decência de adquirir produtos originais. A maior parte das pessoas, principalmente dos níveis sociais em ascensão tem um gosto especial por adquirir um produto oficial em detrimento ao pirateado. O que falta é renda.
    O Brasil vive isto agora, com a elevação da renda da população mais e mais pessoas estão comprando produtos originais.
    No entanto, com a infinidade diária de lançamentos a disposição para ser consumida e considerando o custo de aquisição de um álbum, um filme ou até mesmos uma ida ao cinema, o cidadão comum teria de trabalhar somente para “comprar” cultura. Embora saibamos que o artista precisa viver de sua obra e que a produção desta tenha também outros custos a se considerar, privar o cidadão de consumir cultura é privá-lo também do objetivo maior do artista.
    A liberação na internet da obra de determinado artista é de extrema importância para a formação cultural da população, mas também ao próprio artista com seu ponto de vista sendo difundido e tendo a certeza que havendo condições financeiras a grande maioria das pessoas terá imenso prazer em pagar pelo produto de seus artistas “recém-favoritos”. A liberação da obra passa a valer então como difusão, propaganda e o melhor propaganda grátis e eficiente. Possivelmente mais barata e efetiva que 30s de intervalo comercial na televisão.
    Com certeza esse artista não venderá a quem não apreciar a sua obra, no entanto, com certeza conseguirá arrebanhar novos fãs e estes havendo disponibilidade não deixarão de contribuir com o artista quer seja em álbum, quer seja em shows. Quer seja em um DVD, quer seja no Cinema.
    A indústria portanto, deve deixar o velho discurso de que perde X milhões com a distribuição livre de obras, considerando que, sem renda, o albúm que foi adquirido de maneira livre na internet jamais seria comprado oficialmente. O empresáriado juntamente com a classe artística deve se mobilizar portanto em cobrar de governantes empenho nas políticas públicas que visam o aumento de renda da população, este sim, um mecanismo eficiente de melhoria das vendas.
    Mais renda é sinônimo de mais venda e album na internet é igual à difusão.
    Menos renda é sinônimo de menos venda e album na internet é igual à prejuízo.

    Apoio ao Paulo Coelho

  17. jao disse:

    se voce artista quer ficar engordando por uma ideia o resto da vida
    levanta essa b**nda gorda da cadeira e vai trabalhar, vai fazer show
    nao existe direito autoral mais, faz tempo
    todo mundo trabalha, todo dia, o dia inteiro
    em vez de ficar dando dinheiro pras empresas estrangeiras
    pagando imposto pro governo roubar o dinheiro
    pague mais barato, copie, pirateie, faça o que quiser
    os defensores dos direitos autorais não podem fazer nada
    se voce quer cobrar por algo, cobre por algo fisico
    cobrar por uma ideia não existe mais. as ideias pertencem a todos
    essa é a verdadeira revolução que a internet esta promovendo
    gravadoras, editoras, governo, são os verdadeiros ladrões
    VIVA A PIRATARIA!!

  18. jessica disse:

    olha, sabe tem jente que nessecita da internet, que chora se nao mexe pelo menos 6 horas por dia, noiz adolecentes, iriamos piorar muito o comportamento, nao so em casa, mais na escola no parck, na rua na praça, enfim destruiriamos o mundo , e ainda tocariamos fogo na casa branca, na preta na azul na rosa :} nem iriamos pra escola, seria o primeiro lugar qe iriamos destruir, penssem bem :} eu pelo menos respiro internet, e se um dia algum de vcs da sopa fiserem alguma coisa, contra a internet, eu mesma nem sei uq faria, mais deixaria o alerta, cuidado quando entrar no carro:} quando entrar no quarto, :} na sala :} no trabalho:} e ate no banheiro,, posso ta do seu lado e , posso ate ……………… diser , OI e nao sairia do seu pé :} tshal sou mongoiloide por internet e eu respiro ela :}

  19. Marcelo disse:

    1) Realmente gostei desse texto. Normalmente, e apesar da sua clara capacidade, acho seus textos desnecessariamente complexos e/ ou pouco refletidos para melhor transmissão da idéia central. Esse é diferente, gostei. Reforço o pedido acima: Use maiúsculas, ajudariam muito.

    2) A revolução sempre terá os que estão com medos de vê-lá acontecer, mesmo quando ele já está acontecendo. Adaptar-se, apesar de natural, é muito difícil. Obviamente sai na frente quem previu isso. “Umas das artes do empreendedor é enxergar o óbvio antes que ele se revele como tal”. E. Batista

  20. marcos disse:

    “””””Pura paranóia do perfeito idiota latinoamericano. Na era da informação globalizada, o jogo virou: as músicas nacionais passaram a dominar as vendas de discos. No Brasil, mais de 75% do mercado são de produto nacional, bruto ou fino. E também na China, na Índia, na Espanha, no Japão, os artistas nacionais dominam o mercado. A internet pulverizou a informação e transformou um céu de poucas estrelas muito brilhantes em novas constelações e galáxias.””””

    No Japão segundo maior mercado de musica do mundo, nos anos 90 quando não existia pirataria qualquer artista vendia mas que 10 milhões de discos em 1 ano hoje com a pirataria o mesmo artista consegue vender menos de 1 milhão por ano…
    Para piorar os coreanos estão invadindo hoje o mercado japonês para ganhar dinheiro…

    Não acho certo nada, quer dizer que devemos tirar e acabar com gravadoras e defender quem ganha dinheiro com a pirataria?
    Um cantor hoje tem que sobreviver apenas de shows pelo mundo?
    Se tudo for liberado acredito que no futuro ninguém mais vai querer ser cantor e nem artista, vamos ver cantores virtuais como aquele holograma que apareceu no Japão.

    Mesmo se cobrarem 0,1 centavo por musica para download e existir um site pirata, quem vai querer pagar se pode baixar a mesma musica grátis?

    No caso de livros, versão pirata incompleta leva a compra de uma versão original bem feita, por isto não concordo em nada com o Paulo Coelho.

    Pirataria é crime! E deve ser combatido, até para poder escrever aqui estamos pagando não existe nada grátis!

  21. linu estorvo disse:

    Caro Silvio Meira, por nossa sorte eu não sou o Obama e você não é o Lula(não que eu não admire os dois, apesar de ter esperado mais deles, mas porque gosto de mim como sou e respeito você como és), mas depois dos muitos artigos que já escrevestes e por esse excepcional de hoje, eu digo: Você é o Cara!!

  22. Andreza disse:

    Olá Silvio!
    Boa tarde!

    Trabalho em uma Agência de EWventos e gostaria de um e-mail para contato.Estamos organizando um Evento para um Montadora do Chile e gostaríamos de contratá-lo como Palestrante.

    Atenciosamente,

  23. Sergio Henrique disse:

    Texto muito consistente. Pontos bem explicados e defendidos. Muitas citações e fontes de qualidade. Por isso, é bem curioso ler comentários medrosos, prevendo “o fim da arte” pela pirataria ou insistindo no primitivismo de “pirataria é crime e ponto final”. Falta de entendimento? Má-fé? Seria interessante ler questionamentos aos pressupostos ou afirmações, mas questionamentos mesmo, bem construídos e embasados, não isso, a simples repetição de ideias que o texto derruba…

  24. É incrível, como tem gente que “lê e não entende”, que “NÃO lê e não entende”, que “replica o que leu de quem implica”, ou simplesmente, aproveita para “fazer propaganda”. Difícil. Ainda estamos muito longe do razoável. Basta ler boa parte dos comentários aqui postados, para ter certeza da nossa (ainda) ignorância. Vergonha alheia.

    Quanto ao tema do post, não há outro caminho, os mercados, principalmente da indústria cultural, vão se moldar a era do compartilhamento. Muitos nichos vão surgir, mais organizados e provavelmente menores do que estamos acostumados, com consumidores de perfil mais especialista, justamente por conta da facilidade de compartilhamento, tanto do produto em si em suas várias versões (paga, gratuita, com bônus, sem bônus, etc), quanto da informação do produto em si, gerada e sabatinada, pelos próprios consumidores e afins . Os tecnocratas e os reativos de toda espécie vão, aos poucos, se desmanchar ou se transformar em outra coisa que ainda não sabemos o nome. http://scarpini.zip.net

  25. Célia Gueter disse:

    Faço meus os comentários de Chico Scarpini!

  26. Bruno Bezerra disse:

    Silvio,
    Quando o assunto é pirataria, a turma da #SOPA [e muita gente mais] precisa passar pelo processo de desaprender e…. reaprender.

    @brunobezerra

  27. WomanWired disse:

    Como sempre certíssimo, embastado e engajado!
    Tentei pagar 3,99 doletas por um disco incrível e não pude por que estou no Brasil, mas pude baixar os torrents! Go figure why the industry only complains and do nothing about it?

  28. alexandre moreira disse:

    O conteúdo não se ‘separou’ da forma muito pelo contrário O que aconteceu é que a veiculação se grudou na forma e conteúdo 🙂