por Silvio Meira

jornalismo: diploma articula volta triunfal

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está em curso uma tentativa acelerada de restaurar o diploma para o exercício da profissão de jornalismo. a via escolhida é o senado, onde transita, na comissão de constituição e justiça, uma proposta de emenda constitucional [PEC 33-2009] que, se aprovada, vai inserir direto na carta magna a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista.

a PEC do jornalismo vem cercada de pouco surpreendente apoio da casa, pois bateu o centro subscrita por 50 senadores, quando apenas 27 seriam necessários para dar andamento a uma proposição do tipo. apoiada por tanta gente, a 33-2009 progride célere e já está a ponto de ser votada pela CCJC, a comissão de constituição, justiça e cidadania, onde estão paradas outras emendas constitucionais submetidas há uma década inteira.

este autor discorreu extensamente sobre o tema em junho passado, quando defendemos a tese da desregulamentação de todas as profissões-meio, entre as quais se encontra jornalismo. ao contrário, por exemplo, de neurocirurgia, atividade que está associada a uma profissão-fim. os textos deste blog sobre o assunto estão neste link e uma versão comentada, em .pdf, está aqui.

no senado, no entanto, as considerações são mais, digamos, utilitárias, não passam por teorias de profissão ou análises comparadas da profissão em países diferentes e, face à exigibilidade ou não do diploma, a qualidade do jornalismo praticado aqui e algures. tampouco se discute a oportunidade e necessidade de criar, ou não, reservas de mercado para exercício profissional por portadores de diplomas específicos. é tudo muito mais básico. sem qualquer consideração preliminar, o relatório do senador cearense inácio arruda dispara: …nada impede que os meios de comunicação tenham outros partícipes e colaboradores, mas jornalista é profissão de quem tem diploma. ponto final.

tangida por interesses pessoais, corporativos, sindicais e de fábricas de diplomas, entre outros, e à revelia de uma discussão maior do que é melhor ou pior para o país, a PEC vai galgando os degraus da escada da aprovação no congresso, revertendo um dos poucos sopros recentes de modernidade. mesmo por razões dúbias, a desregulamentação da profissão de jornalismo abriu uma discussão sobre a desregulamentação de outras tantas e a suspensão dos processos de regulamentação de ainda muitas outras, ora em curso no congresso nacional.

se o senado tivesse algo mais a fazer a não ser se debater em suas próprias mazelas e tentar legislar sobre causas confusas e de escasso interesse e valor para a sociedade [como a regulamentação da profissão de analista de sistemas “e suas correlatas”, proposta do senador azeredo], bem que poderia ter lançado um grande debate, estudo e revisão das profissões no país, botando no pacote a legislação trabalhista e sua institucionalidade, para ver se trazia nossa sociedade e economia do século XVIII para, pelo menos, o XX.

mas não. tudo o que faz é produzir preciosidades inexplicadas como a do relatório do senador arruda: jornalista é profissão de quem tem diploma. e afinal de contas, pra que discutir o futuro das profissões e sua legislação, na era do conhecimento, se é possível -e fácil- manter o passado vivo, no presente, com a sociedade pagando a conta das ineficiências das reservas de mercado e cartórios?…

Sobre o autor

Silvio Meira

silvio meira é cientista-chefe da TDS.company, professor extraordinário da CESAR.school e presidente do conselho do portodigital.org

50 comentário

  • Não é justo que pessoas que estudaram por 4 ou 5 anos para obter um diploma deixem de ter o devido reconhecimento profissional.

    O mínimo que se pode esperar do Congresso é que acabe com essa medida esdrúxula e restitua o devido valor a um diploma obtido com tanto sacriifício e investimento.

    Afinal, o jornalismo é uma atividade que exige conhecimentos técnicos e culturais específicos e que tem relevância social, se exercido com responsabilidade e ética.

  • Não é justo que pessoas que estudaram por 4 ou 5 anos para obter um diploma deixem de ter o devido reconhecimento profissional.

    O mínimo que se pode esperar do Congresso é que acabe com essa medida esdrúxula e restitua o devido valor a um diploma obtido com tanto sacriifício e investimento.

    Afinal, o jornalismo é uma atividade que exige conhecimentos técnicos e culturais específicos e que tem relevância social, se exercido com responsabilidade e ética.

  • PARA DIZER BOBAGENS E MENTIRAS, DISTORCER FATOS E PALAVRAS, É NECESSÁRIO ESTAR DIPLOMADO?

    O QUE VEJO SENHORES SÃO VÁRIOS APRESENTADORES QUE NÃO NOTICIAM E SIM DIZEM MENTIRAS QUERENDO MANIPULAR A CABEÇA DA MASSA.

    P/ISSO PRECISA TER DIPLOMA, REALMENTE!

  • PARA DIZER BOBAGENS E MENTIRAS, DISTORCER FATOS E PALAVRAS, É NECESSÁRIO ESTAR DIPLOMADO?

    O QUE VEJO SENHORES SÃO VÁRIOS APRESENTADORES QUE NÃO NOTICIAM E SIM DIZEM MENTIRAS QUERENDO MANIPULAR A CABEÇA DA MASSA.

    P/ISSO PRECISA TER DIPLOMA, REALMENTE!

  • Diploma não ensina a ninguém se expressar corretamente. É horrível ouvir jornalistas dizendo: “Fulano de tal voltou atras”. Será que alguém pode voltar para frente? Pleonasmo usado em excesso é burrice e burrice diplomada. Tenho mais de trezentas matérias publicadas em diversos portais de notícias e fico me corrigindo a cada uma delas.

  • Diploma não ensina a ninguém se expressar corretamente. É horrível ouvir jornalistas dizendo: “Fulano de tal voltou atras”. Será que alguém pode voltar para frente? Pleonasmo usado em excesso é burrice e burrice diplomada. Tenho mais de trezentas matérias publicadas em diversos portais de notícias e fico me corrigindo a cada uma delas.

  • O que adianta o diploma para quem não tem nada a dizer ? Em um jornal ( seja ele falado ou escrito ) um comentarista de economia, tem que ser diplomado em economia e não em jornalismo ! E assim como todos os outros que comentam sobre assuntos específicos ou não .Por isso, acredito ser inútil uma faculdade de jornalismo, para as funções mais tecnicas, acredito que um curso técnico já seria o suficiente.

  • O que adianta o diploma para quem não tem nada a dizer ? Em um jornal ( seja ele falado ou escrito ) um comentarista de economia, tem que ser diplomado em economia e não em jornalismo ! E assim como todos os outros que comentam sobre assuntos específicos ou não .Por isso, acredito ser inútil uma faculdade de jornalismo, para as funções mais tecnicas, acredito que um curso técnico já seria o suficiente.

  • Além de equivocado e superficial, o autor do texto está desinformado.

    Há dois dias uma PEC que restitui a exigência do diploma foi aprovada na CCJ da Câmara dos Deputados — fato sequer mencionado no texto.

    A defesa genérica de uma “desregulamentação das profissões”, entre elas a de jornalista, soa como música para os ouvidos de interesses empresariais.

    O autor fala em intenções “corporativos, sindicais”, como se a decisão de Gilmar Mendes e do STF também não atendesse a interesses específicos.

    Ao invés de uma análise minimamente aprofundada, vejo o texto como uma compilação de comentários rasos, não mais que isso. O assunto requer mais pluralidade de pontos de vista, e menos minimização ou falsas dicotomias.

  • Além de equivocado e superficial, o autor do texto está desinformado.

    Há dois dias uma PEC que restitui a exigência do diploma foi aprovada na CCJ da Câmara dos Deputados — fato sequer mencionado no texto.

    A defesa genérica de uma “desregulamentação das profissões”, entre elas a de jornalista, soa como música para os ouvidos de interesses empresariais.

    O autor fala em intenções “corporativos, sindicais”, como se a decisão de Gilmar Mendes e do STF também não atendesse a interesses específicos.

    Ao invés de uma análise minimamente aprofundada, vejo o texto como uma compilação de comentários rasos, não mais que isso. O assunto requer mais pluralidade de pontos de vista, e menos minimização ou falsas dicotomias.

  • Sou jornalista e também contra o diploma. Mas o que tem de advogado adorando ser chamado de jornalista não é mole..Porque não abrem o exame da Ordem para qualquer diplomado poder participar. Ou para ser advogado precisa ficar 5 anos estudando? Abra o exame da Ordem, que não deixa de ser outra reserva de mercado, e vamos conversar. O jogo é na bola…

  • Sou jornalista e também contra o diploma. Mas o que tem de advogado adorando ser chamado de jornalista não é mole..Porque não abrem o exame da Ordem para qualquer diplomado poder participar. Ou para ser advogado precisa ficar 5 anos estudando? Abra o exame da Ordem, que não deixa de ser outra reserva de mercado, e vamos conversar. O jogo é na bola…

  • Esta frase tá faltando um “A”!
    > a PEC do jornalismo vem cercada de pouco surpreendente apoio da casaa PEC do jornalismo vem cercada de pouco “A” surpreendente apoio da casa<
    Espero que isto tenha mudado a vida de vocês!!!

  • Esta frase tá faltando um “A”!
    > a PEC do jornalismo vem cercada de pouco surpreendente apoio da casaa PEC do jornalismo vem cercada de pouco “A” surpreendente apoio da casa<
    Espero que isto tenha mudado a vida de vocês!!!

  • Acho lamentável o retorno do diploma. Não deve ser exigido o diploma pois trata-se de direito maior, da liberdade de expressão, que para ser exercida dispensa qualquer diplomeco que nada atesta senão uma enorme perda de tempo.

    Ademais, o próprio Silvio Meira deveria aprender a escrever (talvez numa faculdade?), utilizando corretamente as maiúsculas que constam de seu teclado, especialmente quando ele digita a palavra PEC.

  • Acho lamentável o retorno do diploma. Não deve ser exigido o diploma pois trata-se de direito maior, da liberdade de expressão, que para ser exercida dispensa qualquer diplomeco que nada atesta senão uma enorme perda de tempo.

    Ademais, o próprio Silvio Meira deveria aprender a escrever (talvez numa faculdade?), utilizando corretamente as maiúsculas que constam de seu teclado, especialmente quando ele digita a palavra PEC.

  • Estas regulamentações todas nos deixaramm sem nomes como maurício tratemberg e florestan fernandes. Quantos autodidatas perdemos. Até quando?

  • Estas regulamentações todas nos deixaramm sem nomes como maurício tratemberg e florestan fernandes. Quantos autodidatas perdemos. Até quando?

  • Sem stress…o jornalismo tradicional sempre distorcendo e manipulando a informação está com os dias contados…o futuro já está aí…democracia total p/ todo e qualquer cidadão global poder informar e disseminar sem censura o que quiser via a internet e as novas tecnologias de informação e, no processo de inteligência de todos nós, o importante é busca várias fontes a respeito de um determinado tópico/assunto e aprender a questionar/raciocinar com base fundamentada…o desenvolvimento de uma cidadania global irá passo-a-passo exterminar o mau do mundo e dos atuais donos do poder na economia, religião, política e meios de comunicação e informação…é só questão de tempo.

  • Sem stress…o jornalismo tradicional sempre distorcendo e manipulando a informação está com os dias contados…o futuro já está aí…democracia total p/ todo e qualquer cidadão global poder informar e disseminar sem censura o que quiser via a internet e as novas tecnologias de informação e, no processo de inteligência de todos nós, o importante é busca várias fontes a respeito de um determinado tópico/assunto e aprender a questionar/raciocinar com base fundamentada…o desenvolvimento de uma cidadania global irá passo-a-passo exterminar o mau do mundo e dos atuais donos do poder na economia, religião, política e meios de comunicação e informação…é só questão de tempo.

  • O mínimo necessário para exercer uma profissão que lida com várias áreas do conhecimento é formação universitária.Não é porque algum ridículo juiz do STF determinou a desobrigatoriedade do diploma universitário que vamos aceitar.Vocês sabiam que eles(juízes do STF são indicados pelo Presidente da República?)Realmente é vergonhoso……

  • O mínimo necessário para exercer uma profissão que lida com várias áreas do conhecimento é formação universitária.Não é porque algum ridículo juiz do STF determinou a desobrigatoriedade do diploma universitário que vamos aceitar.Vocês sabiam que eles(juízes do STF são indicados pelo Presidente da República?)Realmente é vergonhoso……

  • Então não vamos mais exigir diplomas. Eu hoje quero ser médico ! Terminei o segundo grau e quero ser médico. Não preciso de diploma. Eu digo ao paciente que ele está com uma virose.
    Passo um analgésico e mando ele pra casa. As pessoas podem escrever o que quiserem, mas acho que um jornalista deve sim assinar uma matéria junto com quem escreveu para não sair besteira por aí.
    É assim que a banda toca ????? Vejam o que estão fazendo !
    A classe empresarial está adorando isso. Reflitam um pouco. Jornalista é importante, Advogado, médico, contador…. porque que o CRC não deixa que toda empresa fique sem contador ??? Contador também é desnecessário. Não vamos desvalorizar as profissões. Valorizem todas as profissões que temos no Brasil.

  • Então não vamos mais exigir diplomas. Eu hoje quero ser médico ! Terminei o segundo grau e quero ser médico. Não preciso de diploma. Eu digo ao paciente que ele está com uma virose.
    Passo um analgésico e mando ele pra casa. As pessoas podem escrever o que quiserem, mas acho que um jornalista deve sim assinar uma matéria junto com quem escreveu para não sair besteira por aí.
    É assim que a banda toca ????? Vejam o que estão fazendo !
    A classe empresarial está adorando isso. Reflitam um pouco. Jornalista é importante, Advogado, médico, contador…. porque que o CRC não deixa que toda empresa fique sem contador ??? Contador também é desnecessário. Não vamos desvalorizar as profissões. Valorizem todas as profissões que temos no Brasil.

  • O problema é essa idéia brasileira esdrúxula que “valorizar” uma profissão é criar uma reserva de mercado, um conselho e um monte de bagagem burocrática associada.

    O valor de uma profissão é medido de várias formas numa sociedade, incluindo pelo salário que se paga aos profissionais dela. Regulamentar (ou não) não deveria ser medida de “valorização”. Mas brasileiro adora uma burocracia, adora uma lei e adora ter carteira de um conselho para poder dar carteirada. “Você sabe com quem está falando?”

  • O problema é essa idéia brasileira esdrúxula que “valorizar” uma profissão é criar uma reserva de mercado, um conselho e um monte de bagagem burocrática associada.

    O valor de uma profissão é medido de várias formas numa sociedade, incluindo pelo salário que se paga aos profissionais dela. Regulamentar (ou não) não deveria ser medida de “valorização”. Mas brasileiro adora uma burocracia, adora uma lei e adora ter carteira de um conselho para poder dar carteirada. “Você sabe com quem está falando?”

  • E para os que acham que valorizar uma profissão é regulamenta-la, respondam: porque então profissões como jornalismo e programador/analista de sistemas não são regulamentadas na maior parte do mundo, incluindo os países desenvolvidos? Porque os EUA, maior economia mundial e maior produtor de software, não regulamenta essas profissões? Eles não valorizam essas profissões, é isso? Os países desenvolvidos não valorizam seus profissionais?

  • E para os que acham que valorizar uma profissão é regulamenta-la, respondam: porque então profissões como jornalismo e programador/analista de sistemas não são regulamentadas na maior parte do mundo, incluindo os países desenvolvidos? Porque os EUA, maior economia mundial e maior produtor de software, não regulamenta essas profissões? Eles não valorizam essas profissões, é isso? Os países desenvolvidos não valorizam seus profissionais?

  • O maior dos argumentos citados aqui por quem defende a obrigatoriedade do diploma de jornalismo está em assim se evitar que “bobagens” sejam publicadas. A muito tempo não vejo tantos jornalistas diplomados falando “bobagens” quanto nesse ultimos dias depois desse ultimo apagão.
    Uma prova de que em caso de discussões mais técnicas o diploma de jornalismo não evita que “bobagens” sejam ditas. A informação correta é e sempre foi passada por pessoas com conhecimento sobre elas, e nisso um diploma de jornalismo não ajuda muito.

  • O maior dos argumentos citados aqui por quem defende a obrigatoriedade do diploma de jornalismo está em assim se evitar que “bobagens” sejam publicadas. A muito tempo não vejo tantos jornalistas diplomados falando “bobagens” quanto nesse ultimos dias depois desse ultimo apagão.
    Uma prova de que em caso de discussões mais técnicas o diploma de jornalismo não evita que “bobagens” sejam ditas. A informação correta é e sempre foi passada por pessoas com conhecimento sobre elas, e nisso um diploma de jornalismo não ajuda muito.

  • Assim como foi explicado aqui pelo próprio Silvio Meira, o jornalismo não é uma profissão-fim em si. E muito me espanta ver que para tantos só o diploma pode legítimar a profissão. Para aqueles que acreditam que o diploma é vital para reconhecer a profissão de jornalista. Repensar sua formação, que vem sendo transformada com a velocidade das comunicações virtual, não parece ser uma questão vital… Ter o diploma é a única finalidade.

  • Assim como foi explicado aqui pelo próprio Silvio Meira, o jornalismo não é uma profissão-fim em si. E muito me espanta ver que para tantos só o diploma pode legítimar a profissão. Para aqueles que acreditam que o diploma é vital para reconhecer a profissão de jornalista. Repensar sua formação, que vem sendo transformada com a velocidade das comunicações virtual, não parece ser uma questão vital… Ter o diploma é a única finalidade.

  • Existem três argumentos básicos que são utilizados para defender o diploma em jornalismo da qual tenho que discordar:

    O primeiro argumento seria a sensação de disperdício de 4 ou 5 anos dedicados ao estudo de uma disciplina em que o diploma não é obrigatório. Quem acredita ter disperdiçado 4 ou 5 anos de estudos em qualquer disciplina já não fazia a menor idéia do que fazer com ele desde o começo. Com ou sem diploma!

    O segundo argumento é que somente o diploma em jornalismo dá base para se trabalhar com jornalismo. Um diploma em qualquer outra área, desde que essa pessoa domine bem o português, não dá se quer o direito dela assumir um trabalho jornalístico. Um médico como o Draúzio Varella não poderia apresentar suas reportagens na televisão e nem escrever livros autobiográficos como o Carandiru, simplesmente por não ter um diploma em jornalismo.

    Em terceiro, a questão da valorização do profissional. Sem o diploma não se é bom jornalista. Porém diploma não é sinônimo de valorização. Sua atitude profissional valoriza seu diploma e não ao contrário. O diploma não é a única finalidade, o diploma não é o fim da vida acadêmica ou do curso de jornalismo.

  • Existem três argumentos básicos que são utilizados para defender o diploma em jornalismo da qual tenho que discordar:

    O primeiro argumento seria a sensação de disperdício de 4 ou 5 anos dedicados ao estudo de uma disciplina em que o diploma não é obrigatório. Quem acredita ter disperdiçado 4 ou 5 anos de estudos em qualquer disciplina já não fazia a menor idéia do que fazer com ele desde o começo. Com ou sem diploma!

    O segundo argumento é que somente o diploma em jornalismo dá base para se trabalhar com jornalismo. Um diploma em qualquer outra área, desde que essa pessoa domine bem o português, não dá se quer o direito dela assumir um trabalho jornalístico. Um médico como o Draúzio Varella não poderia apresentar suas reportagens na televisão e nem escrever livros autobiográficos como o Carandiru, simplesmente por não ter um diploma em jornalismo.

    Em terceiro, a questão da valorização do profissional. Sem o diploma não se é bom jornalista. Porém diploma não é sinônimo de valorização. Sua atitude profissional valoriza seu diploma e não ao contrário. O diploma não é a única finalidade, o diploma não é o fim da vida acadêmica ou do curso de jornalismo.

  • Interessante notar que a maioria dos que se posicionam a favor do diploma, o fazem através de gritos e com a utilização de um português pífio. Se somente o diploma fizer com que eles melhorem a sua argumentação, é melhor dar logo um a eles.

  • Interessante notar que a maioria dos que se posicionam a favor do diploma, o fazem através de gritos e com a utilização de um português pífio. Se somente o diploma fizer com que eles melhorem a sua argumentação, é melhor dar logo um a eles.

  • O que mudou foi a obrigatoriedade do diploma, isso não significa que o jornalista diplomado não tenha o seu valor, mas sim que as empresas jornalísticas passa poder contratar pessoas sem o diploma para o cargo de jornalista, vale lembrar que a lei que exigia o diploma fere a constituição. O que faz o jornalista fazer uma boa matéria, com veracidade e imparcialidade nos fatos é sua índole não o diploma. E que o diploma nunca volte a ser exigido, pois a liberdade de expressão foi um bem que nos adquirimos e não queria a censura sendo instalada no Brasil mais uma vez.

  • O que mudou foi a obrigatoriedade do diploma, isso não significa que o jornalista diplomado não tenha o seu valor, mas sim que as empresas jornalísticas passa poder contratar pessoas sem o diploma para o cargo de jornalista, vale lembrar que a lei que exigia o diploma fere a constituição. O que faz o jornalista fazer uma boa matéria, com veracidade e imparcialidade nos fatos é sua índole não o diploma. E que o diploma nunca volte a ser exigido, pois a liberdade de expressão foi um bem que nos adquirimos e não queria a censura sendo instalada no Brasil mais uma vez.

  • Sou formada em publicidade e trabalhei em uma agência de publicidade em que haviam 3 publicitários, 4 designers, um analista de sistemas, dois administradores e um matemático. É assim na publicidade, concorremos com todos e os melhores se destacam. E ainda assim é um dos cursos mais concorridos nas universidades. Por que ocm o jornalismo deve ser diferente? Nenhum diretr de jornal vai despedir o jornalista e ocntratar algu´m sem formação só para baratear os custos se o jornalista for realmente bom. E quem fugir do curso de jornalismo só pela não obrigatoriedade é porque não aprecia realmente a profissão que escolheu. Lembrando sempre que a exigência do diploma foi obra da ditadura militar para silenciar e não para regulamenter pura e simplesmente.

  • Sou formada em publicidade e trabalhei em uma agência de publicidade em que haviam 3 publicitários, 4 designers, um analista de sistemas, dois administradores e um matemático. É assim na publicidade, concorremos com todos e os melhores se destacam. E ainda assim é um dos cursos mais concorridos nas universidades. Por que ocm o jornalismo deve ser diferente? Nenhum diretr de jornal vai despedir o jornalista e ocntratar algu´m sem formação só para baratear os custos se o jornalista for realmente bom. E quem fugir do curso de jornalismo só pela não obrigatoriedade é porque não aprecia realmente a profissão que escolheu. Lembrando sempre que a exigência do diploma foi obra da ditadura militar para silenciar e não para regulamenter pura e simplesmente.

por Silvio Meira

Pela Rede

silvio meira é PROFESSOR EXTRAORDINÁRIO da cesar.school, PROFESSOR EMÉRITO do CENTRO DE INFORMÁTICA da UFPE, RECIFE e CIENTISTA-CHEFE, The Digital Strategy Company. é fundador e presidente do conselho de administração do PORTO DIGITAL. silvio é professor titular aposentado do centro de informática da ufpe, fundou [em 1996] e foi cientista-chefe do C.E.S.A.R, centro de estudos e sistemas avançados do recife até 2014. foi fellow e faculty associate do berkman center, harvard university, de 2012 a 2015 e professor associado da escola de direito da FGV-RIO, de 2014 a 2017.

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